Crônicas, divagações e contestações sobre injustiças sociais, cultura pop, atualidades e eventuais velharias cult, enfim, tudo sobre a problemática contemporânea.

domingo, 30 de dezembro de 2007

De volta para o futuro


Bem, lá vamos nós denovo: Chega o final do ano e toda aquela comoção, votos de felicidades e sei lá mais o quê. Este post, mesmo, vai soar totalmente diferente no dia primeiro de janeiro porque é de temática datada e específica. Pode se dizer que, ao mesmo tempo, voltamos ao passado (pela repetição) e voltamos ao futuro (por repetir as coisas num ano diferente à frente).

A essa altura, deu pra sacar que a foto é do capacitor de fluxo, né? (Ma, Cuma você não sabe o que é? É o aparelho que permite o delorian viajar no tempo em ‘De volta para o futuro’, CATZO!!!) Sacou o esquema? Hein, hein? Futuro, volta? (Bah, prossigamos)

O que me traz a este último post do ano com esse assunto é o fato de sempre desejarmos mais isso, menos daquilo ou, ainda, que algo continue do jeito que é. Isso é repetido ritualísticamente todo ano e pra quê? Todo ano é igual. Tá, mudam alguns fatos e eventos, mas é tudo igual!

Serei mais específico:

*Todo janeiro se arrasta pra quem torrou grana nas 2.057 festinhas, confraternizações e ‘amigos ocultos’ de dezembro (fora as viagens);
*Sempre rola aquele ‘esquenta’ pro carnaval (e viagens);
*Em março, acaba o verão, feriados seguidos (e viagens) e chove horrores;
*Vem páscoa (e viagens) e todos os anúncios típicos de quem comemora a morte e ressurreição do coelhinho da páscoa;
*Dia das mães e tome ofertas persuasivas do comércio;
*Férias (pra quem tem – e viagens)) no meio do ano, festinhas juninas e julinas e, talvez, algum frio;
*Agosto tem dia dos pais e é igualmente longo pra quem torrou a grana das férias...er...nas férias (e nas viagens).
*Chega a primavera, feriado da independência, comemoração da santa padroeira das crianças... hmm, não,não é bem isso ... é do Brasil (a comunidade não-católica agradece todos os feriados santos – e as viagens – horay!)
*Temos, então, mais alguns feriados – e mais algumas viagens (Cacilda, não sei como esse país não pára!), começam os preparativos pra comemorar o nascimento de papai Noel.
*Depois que passa o natal, preparamo-nos pro ano novo e, adivinha? Começa janeiro e o mês se arrasta pra quem...

Aliás, não é engraçado como nosso calendário (que é contado a partir do nascimento de Cristo) não começa em 25 de dezembro? Ora, bolas! Se o homem nasceu em 25 de dezembro, porque o ano novo começa em 1º de janeiro?

Bem, isso é outro assunto e levaria uns 652 posts pra explicar cada manipulação e modificação feita até chegarmos aos dias de hoje.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Sorria, você está no Rio!


Comentários tendenciosos e (um tanto quanto) levianos me trouxeram aqui novamente (Ha, como se qualquer outro motivo não pudesse fazer isso, hehe).

Todo mundo sabe da “rixa” que há entre cariocas e paulistas em diversos aspectos. Já ouvi o (falecido) Mário Covas falar que o carnaval do Rio é mais animado que o de sampa porque “enquanto alguns fazem festa outros trabalham”, ou a opinião de uma paulistana a favor do exército nas ruas do Rio porque só assim mesmo já que a coisa não tem mais jeito e, as mais recentes, devido à grande repercussão do filme Tropa de elite.

Tem gente realmente achando que o filme é uma reprodução cinematográfica fiel à realidade (obviamente por mostrar corrupção e violência no decorrer da história). Vi na net, um texto sobre ‘Tropa de elite’ e ‘Notícias de uma guerra particular’ onde há um comentário, no mínimo, tendencioso. É o clássico comentário que fazem com um certo ar de desaforo ou retaliação “branca”. A frase que eu cito é sobre o autor que, paulistano, (logicamente) se incomodou com “ofensas” a respeito de sua naturalidade (paulistano, cacimba!). Ele afirma que, num lugar onde pessoas se afirmam dizendo pertencer à alguma gangue (o termo foi esse, mas facção tem mais a ver) e ofendendo os outros nas ruas, só podemos considerar que o estado é de guerra civil.

Oras, fiquei mordido com isso, porque você tem que conviver num lugar para dizer o que ocorre lá e não disparar afirmações (pendendo à leviandade) com base em um filme (que NÃO é documentário) , fatos e visitas esporádicos.

Não agüento mais ver o filme de José Padilha (‘tropa’, carai!) sendo criticado como se fosse uma distorção da realidade. Será que essa gente, que fala impropérios como se fosse ‘bom dia’, nunca ouviu falar em ficção? Que recalque, malandragem! É como assistir algum filme de Charles Bronson e falar: “ Olha lá, estadunidenses são perigosos. Saem por aí fazendo justiça com as próprias mãos!” (UIA!)

O que eu acho é que o Rio aparece muito nos noticiários pela violência, mas nem de longe que o que ocorre aqui SÓ ocorre aqui. É tão superficial falar que ‘Rj = violência’ quanto dizer que a violência e corrupção é coisa do Brasil. Quem me conhece sabe que eu não sou um patriota fervoroso (nem bairrista), mas há que se lembrar que alguns países ao redor do mundo penalizam vários de seus condenados com a morte e, mesmo assim, o crime não foi erradicado.

Sou da turma do Wagner Montes nesse assunto. Pára de falar mal do Brasil ou qualquer estado por desaforo!!! É muita tolice (alguém fala mesmo assim?) reclamar do lugar onde você está como se fosse o fim do mundo (Se você mora num lugar é perfeitamente normal achar que lá é mais isso ou aquilo do que outro lugar, mas falar generalizando é igualmente irritante (você nem convive lá e quer tecer conclusões, dá um tempo!). Violência acontece em qualquer lugar e, não custa repetir, eu sempre digo: Violência é normal e até acontece pouco, se você reparar que no meio de milhões de pessoas, nem metade da população morreu ainda. (Aff, sarcasmo sinistro!).


Ironia modo ON
Rio de Janeiro é tão sinônimo de paraíso no caos quanto pobre é igual a bandido, a policia toda é corrupta e japonês é tudo igual (?!).
Ironia modo OFF

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Placebol

Fim de campeonato (oficialmente) e é hora para um balanço geral (“Escraaaaacha!”). No geral, foi como todos os outros: A marmanjada ganhando pra correr e chutar bola enquanto são criticados ou enaltecidos pelo público e imprensa. Mesmo público que chora por ficar umas horinhas em fila de banco, mas passa três (3) dias (disse:DIAS!) pra comprar ingresso de jogos.

O milésimo gol de Romário saiu ainda no início do campeonato (quando o Vasco e o Botafogo, lindos cavalos paraguaios, iludiam suas respectivas torcidas com suas campanhas enganosas de briga por liderança e vaga na libertadores). Os “framengu” fizeram uma campanha admirável (o inverso das melancólicas passagens de Vasco e Botafogo pelo ano de 2007) com sua vaga na libertadores e a quase vice-liderança do brasileiro. O tricolor carioca (Fluminense, oras!) também fez muito bem com o quarto lugar (o que daria a vaga na libertadores se essa já não tivesse sido garantida pelo título da copa do Brasil).

Tá, o (muito comentado) rebaixamento do Corinthians não vai ser o último assunto deste post, mas gostaria de comentar, só, que ver Carlos Alberto Parreira apontar possíveis problemas que teriam levado a isso e possíveis soluções pro ano que vem foi hilário. É a mesma pessoa que, apática, viu sua equipe (a seleção brasileira, porra!) levar um sabãozinho dos franceses de forma esdrúxula. E a resposta dele a respeito foi o quê? O negócio é lamber as feridas e bola pra frente. Sim, achei escroto da parte dele e mais alguns medalhões falarem isso, mas concordo. Eles jogam/trabalham por dinheiro, é a profissão deles. Você fica explicando alguma mancada no serviço ou age: “Tá, chefe, não vai se repetir”? A torcida é que precisa rever as prioridades e o que realmente é relevante na sua vida.

A polêmica do possível primeiro pentacampeão brasileiro ( Post: "Pintou um penta?!") foi destaque bem antes do final do campeonato (umas quatro rodadas antes quando do título antecipado do São Paulo). Bem, sobre isso, gostaria de responder o que um amável leitor misterioso despejou na área de comentários do referido post sobre esse assunto (O mesmo post que eu indiquei no outro parênteses, CATZO!):

Caríssimo(a) “anônimo”,

sim, sou vascaíno, mas não dou a mínima pra quantos títulos o Vasco tem. E, amigavelmente, gostaria de dizer um segredinho pra você: NÃO importa quantos títulos seu clube do coração tem, ele NÃO sabe que você existe. Ele NÃO vai te emprestar a taça pra tirar onda, ele NÃO vai te pagar pela calorosa torcida e nem vai dividir a renda dos jogos contigo. Na verdade, você ajudou a financiar o espetáculo se foi aos estádios ver jogos (e isso é assunto de cada um). Quanto a suas palavras carinhosas, te desejo o mesmo com intensidade e em dobro. E como destaque final do MEU direito de resposta (no MEU blog) , gostaria de te dizer: Vaga na Libertadores NÃO é título e muito, disse MUITO obrigado por acessar este espaço e postar sua opinião (sério, muita gente não dispensa essa atenção). A coisa toda é feita pra você que quer debater qualquer assunto mesmo. E seu vocabulário é deveras requintado. Poderia ser menos polido pra eu entender as considerações que teces? Fomentaria o ardor do hábito da leitura que vive em nós e teria minha total aquiescência, morou?

Beijundas!

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Onde vamos, Pará?!


Com qual asco vi a notícia de que uma jovem de aproximadamente 15 anos foi mantida presa por cerca de um mês com 20 homens (pff, tá ,abuso sexual agora é atitude de homem?!) na carceragem de Abaetetuba (PA).

E com outro susto eu vi que a discussão não girava em torno do abominável fato de que a jovem prestava "favores" sexuais à bandidagem em troca de comida. Bem, até falaram do acontecido, mas a coisa toda degringolou para o questionamento sobre a maioridade, ou não, da moçoila. Ma, Cuma?!? Faz diferença mesmo o fato de ser maior ou menor de idade?Poxa vida, só falando assim!!! Abusam de toda maneira de uma pessoa e tentam desviar o assunto de forma assaz grotesca... Só dizendo um palavrão: ITAQUAQUECETUBA!!!

Haháááá!!! Mas, o melhor da piada toda estava por vir: Não só uma jovem é presa com vários marginais, como abusada sexualmente, isso gera discussão sobre sua idade desnecessariamente e... PAM PAM PAM PAAAAMMM: Tinha uma cela (ou sala) vazia do lado daonde o horror todo rolou. Siiim, motivos excusos mantiveram meliantes masculinos com a moça. E o trágico (se não fosse assim, seria cômico) é que o delegado-geral de lá (de Abaetetuba, CATZO!) afirmou que a jovem sofreria de algum problema mental por não ter dito que era menor de idade!

E lá vamos nós denovo ouvir bravatas sobre idade com a bananosa sendo escondida embaixo do tapete bem na nossa cara.O fato é que o senhor Raimundo Benassuly (o delegado-geral da polícia civil do Pará deixou o cargo em 28/11/07 após tais afirmações. Se o trabalho da polícia civil é a investigação...sei não, acho que tá deixando a desejar. A governadora, Ana Júlia Carepa, aceitou a renúncia dizendo que a permanência dele (do delegado, carai!) tornou-se insustentável após impropérios disparados à queima-roupa.Violência nas barbas da administração pública e a preocupação é com a idade da menor.

É tão relevante quanto a seguinte situação:Tia, vem um tsunami ali... Ponho o tapete pra dentro?

(FGarcia pede desculpas pelo trocadilho safado do título)

sábado, 24 de novembro de 2007

Cotas racist...raciais.


O problema não é a cor, é a renda. O Pelé é negro, mas tem grana, logo, ele tem livre acesso ao seleto grupo de negros que se destacam (Assim como: Hélio de La Peña, Lázaro Ramos, Taís Araújo e outros).

Você pode até ser a favor fazendo aquele “crááássico” questionamento: A quantos dentistas(por exemplo) negros você já foi? Ou coisa do tipo, mas perceba, o que adianta facilitar a entrada de “gente da cor” (expressão pavorosa) se não significa que a pessoa vá, de fato, sair bem, mesmo assim, e quando sair? O camarada pode cursar odontologia (segundo alguns, o curso mais caro) com o benefício proporcionado pela cor... cota e ficar feliz e sorridente (ops, referência involuntária ao curso do exemplo) até se formando e tals... Mas quando se formar ele vai fazer o quê com o diploma (não necessariamente o que Cap.Nascimento perguntou ao 23 sobre o fuzil sem bandoleira)?

Entrar dando “carteirada” pela cor da pele é besteira, todo mundo sabe que apesar de termos um senso comum provinciano (nunca, o senso comum, é elevado intelectualmente) e racista o que atrasa mesmo aqui é a terrível distribuição(?!) de renda (na remota hipótese de chamar assim).

Negro é sinônimo de pobre? Pode até ter sua lógica (e, de fato, o faz), mas pobreza não escolhe cor, malandragem.

Acho que é como se maçãs recebessem alguma compensação por terem sido discriminadas como frutas do pecado enquanto laranjas, que não têm nada com isso, tivessem que se fazer mais competentes para disputar uma vaga na feira entre si e com as maçãs, beneficiadas. Ora, vejam, não é tudo fruta? (No caso, não é tudo gente?) Melhor seria se a compensação fosse para frutas que nunca tiveram acesso a grandes pomares.

Acho eu que esse sistema só acentua as diferenças raciais (mesmo que todos tenhamos a mesma estrutura genética e que essa seja idêntica à de duas moscas ou quatro espigas de milho).
Acho que universidades públicas poderiam beneficiar vítimas...er... estudantes de escolas públicas. Isso, sim, seria corrigir um desequilíbrio social tremendo sem parecer demagogo e desconfortável (pra não dizer polêmico e populista).

sábado, 17 de novembro de 2007

Deus é bom(?!).

Sempre vejo alguém passar um perrengue e chorar até que a confusão passe. Aí, o bacana vem e diz: “Deus foi muito bom pra mim!”.

Leva a mal não, mas, só posso achar que isso vem do senso comum “cultura religiosa no Brasil” aliado à euforia vinda do alívio da situação. Porque eu acho isso: Se você parar pra ver a realidade como ela se mostra no geral sem as lentes coloridas da religião, você vai perceber que há coisas que acontecem e coisas que não acontecem. Sem terceiras alternativas.

Dizer que você se deu bem porque Deus olhou por você naquela hora poderia ser configurado como egoísmo. Afinal, porque olhou por você e não por outro? Você mereceu mais? (Olha que tem gente que pensa assim mesmo!). Já conheci gente que, realmente, acha que se Deus não olhou por você, foi porque alguma você aprontou(?!). Como assim? Oras, por exemplo, já ouvi dizerem que é normal haver tanta pobreza na Índia, ou na Etiópia porque, no primeiro, eles têm a vaca como animal sagrado (e não o Deus seletivo, ciumento e possessivo daqui) e no outro, as entidades de adoração são outras. Daí você entende o que eu quero dizer com “Deus seletivo, ciumento e possessivo daqui”. Só sendo muito mesquinho pra deixar na merda alguém que não segue sua “cartilha”, até porque, no frigir dos ovos, (quase) todos somos humanos. E olha que ainda nem postei sobre as “chantagens” políticas e religiosas ao longo da história para fins de dominação de massas.

Não há como não lembrar dos casos recentes do acidente com o avião da TAM quando aproximadamente 200 pessoas morreram. Lembro de ter visto uma manchete em algum jornaleco sensacionalista sobre alguém que teria se atrasado para o vôo, ou o mesmo teria sido transferido de horário. O camarada vai e diz que foi a mão de Deus. Ou aquele caso do acidente em que um ônibus bateu e capotou numa rodovia (não lembro direito). Naquele fato, um homem sobreviveu e ajudou a socorrer outras pessoas. Numa entrevista, ali mesmo no local, ele dizia como Deus foi bom pra ele e, minutos depois, um motorista de caminhão desatencioso bateu no veículo capotado matando o cinegrafista e o próprio sobrevivente. Deus?

O mote deste post não é exatamente a discussão religiosa. Simplesmente vi uma (mais uma ou outra) notícia de bala perdida. Dessa vez foi num menino de uns 9 anos que, apesar da bala alojada próxima à coluna, passa bem e terá uma vida normal *. O que me incomodou mesmo (na verdade, me deixou triste e pensativo) foi a ênfase da mãe na bondade de Deus, na fé que ela tem e todo aquele papo que conhecemos. Pensei em todos os outros casos que Deus não olhou.

Fico feliz pela família, mas acho que seria cruel para uma família ter uma filha paraplégica, uma filha alvejada em fogo cruzado ou um filho arrastado pelas ruas por um carro roubado e ouvir que Deus olhou por outros que não os deles.

* Para este comentário, desconsidera-se, momentâneamente, a realidade em que vivemos).

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Pintou um penta?


Flamengo penta? Vamos responder assim: WROOONG!!!
Ou então assim: BWA-HÁ-HÁ-HÁ!!!

Amigo, eu te digo que, ao contrário do que o Vasco fez em 2000 (enfrentando o time campeão de outro módulo na final E ganhando), os “framengu” não enfrentaram o Sport na final do campeonato em 1987.

Vou te contar um troço, a resposta (pra tudo e até bom dia) dos “framengu” sempre foi: “A genti somus o únicu penta!”. E a contra-resposta sempre foi: “Vocês perderam por W.O pro Sport!”. Pois bem, isso era o começo de qualquer discussão pelas mesas de bar e outros ambientes.

Já o São Paulo, de fato, ganhou 5 (CIN – CO, sem faltar meRmo!) campeonatos. Nada mais a declarar nesse parágrafo.

Sobre essa polêmica, acho uma graça a galera da blusa com cor de vela de exú mandar cartinha pra presidência do São Paulo sugerindo que não aceite o troféu de primeiro pentacampeão brasileiro. E uma piada mais engraçada que minha vida sentimental foi ver o, sempre competente, técnico Joel Santana dizer que o “framengu” “ganhou em campo”... Percebem? Em campo? BWA-HÁ-HÁ-HÁ!!!

Porra, qualquer time que ganhe todos os jogos, mas falta à final ganha o quê?
Suruba! Isso que ganha esses piadistas com blusas cor de fita de máquina de escrever.

E tem mais:
O argumento dos “vermelho e preto” é o seguinte: O campeonato que se originou em 1975 terminou em 1992. Ou seja, 1993 tem-se um novo tipo de campeonato, outra taça. E daí? Ora, meu aprendiz, é claro como Michael Jackson tomando sorvete de coco com um urso polar no Pólo norte durante o dia. A urubuzada provavelmente vai levar à diante a história do famoso “Se não é meu, também não é seu!”, já que o Fla não ganhou 5, mas o São Paulo também não teria conquistado 3 títulos consecutivos nem 5 intercalados, dada a mudança de taça. É uma putaria dos infernos!!!

Já há quem aposte numa saída diplomática (cof demagogia cof) por parte do Ricardo Teixeira (Presidente da CBF, porra!). O palpite de alguns é que o tal troféu das bolinhas (só eu acho esse nome ridículo?) seja dividido pelos dois times.

FGarcia não torce pelo São Paulo, mas gostou do resultado do campeonato já antevendo a polêmica que iria surgir!!!

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Certeza de quê?

Acordo com o olhar contemplativo e ofegante (ofegante não é o olhar, pô, sou EU mesmo, catzo!) pensando em que raio de lugar é esse(Terra, Gaia, Geia...).
Porque? Porque sou um problemático contemporâneo, chuchú!
E o que fazemos? Questionamos, contestamos, duvidamos (a melhor maneira de não ser enganado e, talvez, de adquirir alguma paranóia).

O que me fez pensar agora é o seguinte: Você diz que algo cai do céu, aponta pra lá e diz que o "lá" é lá em cima...
Ma cuma?! Quem provou que a Terra está "em pé"?
O fato é que estamos pendurados de alguma forma no vácuo do espaço e girando, girando e rodando e tals... Maaas, ninguém pode afirmar que estamos girando em pé pra dizermos que o céu é acima.

Mas, Garcia, então o chão pode ser o “em cima”? Nããão, pequeno aprendiz (Tá demitido!), na verdade, pode ser mais acertivo dizer que o chão é embaixo por causa da gravidade e relatividade (Se seu pé tá sobre, o objeto tá embaixo, oras!)
Mas nossos pés podem estar sobre o chão virado pro que seria abaixo.
Ainda viajando? Titio Garcia explana: Sabe quando você vê um filme (videoclipes fazem muito isso) e, de propósito, a câmera mostra uma cena e tudo dá a entender que tudo está normal até que...THANAAANNN!!! Ela diminui o zoom, abre o enquadramento e mostra que estava de cabeça pra baixo.

Tá, você pode dizer que o céu acima também depende da relatividade = Se está sobre a cabeça, está acima. Só uma coisa pra você: WROOONG!!!
Um dia você pode acordar, deitado ainda, e apontar lá pra linha do horizonte (que, teoricamente, está à frente – ou seria atrás(UIA!) – Tá vendo como não dá pra afirmar nada?) e lá está uma parte do céu, ok? Aí, você ousaria dizer que ali, onde também tem céu, é acima? Ao lado? Diagonal? Sudoeste? Poder, pode, mas vai pirar na batatinha se analisar a problemática da relatividade do senso de direção.

FGarcia acaba de pirar na batatinha (A arte da divagação possui apelidos engraçaralho pra cadinhos!).

Pensar enlouquece. Pense nisso.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Eu odeio rodeio!


Sim, é verdade. Eu sei que eu tinha tudo pra adorar ver uns vaqueiros agarrados nas costas (UIA!) de touros e cavalos, ainda mais sabendo que aqueles animais saltam bastante com as bolas amarradas de forma que gere desconforto o suficiente para fazer o show do bando de intelectuais na platéia acontecer.

Já ouvi gente dizendo que os bichos pulariam de qualquer jeito, as “amarras” são só pra potencializar. Claro, aí você me diz o nome de UMA, só uma égua ou vaca utilizada nesses bárbar... simpáticos eventos. Oras, acho que uma vaquinha na TPM daria um belíssimo desafio aos peões.

Pegando carona no gancho que fiz no parágrafo anterior sobre o que faz o show acontecer, devo concluir, então, que, na verdade, as estrelas do espetáculo são os animais. Claro, há palhaços (em mais lugares do que só na arena), aqueles manés... distintos mancebos que incitam (mais) agressividade nos animais (devidamente(!) amarrados) pouco antes de saírem das baias e mais gente por ali. Mas se faltar peão – quando o mesmo cai no chão, por exemplo – o touro ainda é atraído pelos palhacinhos (odeio palhaços mais ainda ali), o peão está aonde? Na chón!!!

Bem, parece-me um argumento claro e justo. O touro é amarrado bem nos documentos e promove o delírio dos espectadores. Mas, assim como nas touradas, ali eu torço para as estrelas, os astros, os que mandam soltar e mandam prender: Animais. Ver peõezinhos arremessados, pisoteados ou em qualquer situação indigna me diverte. Calma lá, também não sou cruel (tá, mentirinha – hahahaha). Não sou tão cruel assim. Na verdade, na verdade, eu prefiro ver as situações mais vexatórias possíveis. Morte mesmo não me atrai ali, mas uma chifrada bem no fiofó de um daqueles caras melhoram meu humor num sonolento dia de ressaca, por exemplo.

O ser humano é sádico. Touros não se postam em arenas para chifrar homenzinhos de bagos amarrados.

Sem mais a dizer quanto a isso.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

O B.O.P.E. é POP


Tropa de elite é um fenômeno do cinema nacional muuuuito antes da estréia, por causa da pirataria e todo mundo sabe. As frases de efeito viraram bordões que só grandes filmes conseguem. Acho que as pessoas formam uma espécie de aliança, irmandade ou outro tipo de reunião em que, você, falando tais frases, passa a fazer parte de um seleto (ou coisa que o valha) grupo.

Não vou fazer resenha do filme, nem coisa desse tipo (embora tenha a opinião de que é um ótimo filme com alguns pontos que até deixam a desejar, mas nem chegam perto dos acertos em quantidade tão superior que seria incomensurável). O que me trás aqui (fora o fato de ser o criador, revisor, editor, escritor e DONO do blog – hehehehehehehe) são as críticas que andei vendo (e ouvindo) por aí sobre a película.

Pois bem, vi críticas à narrativa do filme, as ações do Batalhão de operações policiais especiais (O B.O.P.E., porra!) seriam destoantes da realidade e impróprias, até mesmo repudiadas. Vi falarem que parece um grupo de super heróis (Fanboys recalcados que o diga) e outras coisas.

O que me incomodou mesmo foram críticas ao comportamento do Capitão Nascimento (Wagner Moura), que se tornou um ícone da cultura pop atualmente, com suas atitudes e opiniões um pouco não-ortodóxas.

Primeiro, o filme não é um documentário, ou seja, não tem que ser um retrato fiel da realidade. Frases de efeito também ocorrem em filmes do Bruce Willis e outros picões à prova de balas estadunidenses e ninguém condena a violência exacerbada ou condutas impróprias. Outro ponto é, vi num blog net afora, que a fama do Capitão-fodão-anti-herói ganhou mais destaque do que o filme e que José Padilha (O diretor que, se tiver alguma parente chamada Maria, deve ser espírita – ehiuhuiaheiuahe) não teria conseguido mostrar o que queria.

Só um ser muito distraído para não ver que o personagem de “TROPA” é o protagonista e Capitão da equipe que dá nome ao filme. A fama é mais do que natural e merecida. Muitos pontos para as atuações no filme.

FGarcia não se corrompe, não se omite e não vai pra guerra.
FGarcia é um fanfarrão.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Traduções e as bizarrices.


Ah, as traduções são mesmo supimpinhas, não? Almas abnegadas dedicam suas vidas ao ofício de trazer até nós as mais diversas mensagens vindas de todas as partes do mundo no NOSSO idioma.

Até eu obter o mínimo conhecimento de Inglês (e um pouco de outros idiomas) confesso que eu era totalmente crédulo nas traduções feitas (cara, acho que a palavra traduções até merecia umas aspas). Lembro-me de ser bem jovem (ainda sou, heim!) e ver a nossa amada rede globo (déficit de aspas aqui também) anunciar um filme com Macaulay Culkin (a criancinha prodígio da vez na época) chamado: Meu primeiro amor.

Fiquei feliz. Feliz porque novamente eu teria a oportunidade de ver um filme no meu idioma sem ter que boiar feito vitória régia na lagoa durante as falas. Começou a sessão e, em português, uma voz fala melosamente “Meu primeiro amor” enquanto a tela com o título original mostrava “My girl” e, se eu não me engano até aquela famosa música do Temptation tocava na bodega. Mas, heim?!? Como “My girl” virou “Meu primeiro amor” ? Talvez por que fosse a relação entre as crianças e da visão do loirinho estrela? Citando Lex Luthor/Kevin Spacey: WROOOOOOOOOOOOOONG !!!! Errado. Nada disso, gafanhoto.

Considerando que esse filme tem quase a idade da atual constituição nacional, vou contar o que acontece mas, NÃO É SPOILER (Informações que tiram surpresas de filmes). O negócio do filme é o relacionamento da menina, obcecada pela morte com seu pai, e o menino é seu melhor amigo (Aliás, surreal o garotinho morrer na metade do filme atacado por abelhas – Cara, mataram o “esqueceram de mim” na metade do filme!!! Ahehaeha).

O beijo que rolou entre as crianças no anúncio? Bullshit! Foi um momento tão sem contribuição na história (Além de muita safadeza anunciar o filme como do menino de ouro do momento pra atrair público)!

Entre outras safadezas? Acapulco virou Guarujá naquela famosa seqüência em que a galera do Chaves viaja para um luxuoso hotel. Olha, aceito que traduções não possam sempre ser feitas exatamente ao pé da letra (muitas se tornam bizarras justamente por isso) e algumas alterações são necessárias, mas calma lá!

E eu já vi dubladores/defensores da dublagem (que particularmente, odeio) alegarem que é pela nossa língua, que dubladores são, na verdade, atores e nhém,nhém,nhém... Eu respeito, e muito, dubladores, quem não saca nada de outros idiomas tem neles a chance de entender os textos, mas os que me irritam são aqueles que, além de parecerem meros leitores das falas sem emoção, tentam modificar até o jeito de falar dos personagens... É triste, saca? O Ross de Friends não fala daquele jeito afetado e a maioria, sim, daqueles que se auto-alegam atores, usa sempre o mesmo jeito de falar pra personagens diversos... Se fechar os olhos, você pensa que Bruce Willis é Dustin Hoffman, por exemplo! aehaiuehiauheiauheaiu

Faz lembrar que a família Dinossauros era, na verdade Sinclair e que um tempo (muito) atrás Peter Parker era Pedro Prado...Aff... Um maluco no pedaço, na verdade é Fresh Prince of Bel Air (Will Smith sabe disso?); Full house virou Três é demais (Cuma? A casa era cheia de gente com vários protagonistas!), Elas e eu é, na realidade, All of us...iiiiixi....por aí vai.

Num vale reclamar depois que eles acham que somos índios mulatos à beira da praia na amazônia, capital Buenos Aires curtindo samba no alto de morros, favelas e palafitas !!!

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Realista/0,5


* Modo realista ON *

Estive meio pessimista dia desses e citei o Gothic/Doom metal com estilos que propiciam o curtir de momentos “deprê” (Fui inadvertidamente alcunhado de emo por ter citado o momento down deste que vos escreve – Mas o estilo que eu ouvia ao bolar este post era o novo álbum do Soufly, Dark ages que está muito nivelado com o clássico Arise do Sepultura (Pauleira à vera!). Aliás, tem até uma faixa chamada Arise again o que me levou a ouvir o próprio petardo dos irmãos Cavallera e cia. Um off topic aqui: Acho que seria melhor aproveitar a “re-união” dos referidos irmãos metaleiros e chamar logo o Soulfly de Sepultura...aiehiuaehiuae!!! E EMO É A AVÓ TORTA, OK?).

Voltemos à vaca fria. Hoje estou meio realista. Aliás, meio realista, não, realista e meio (quase surrealista de tão realista <- Mas, heim?!)
Explico: Penso que as pessoas se revoltam muito fácil com a violência urbana/cotidiana. Claro que sofremos um tremendo baque quando isso ocorre conosco ou com quem consideramos querido... ou mesmo um desconhecido inocente. Quem não sofre, sofreu ou sofrerá com a violência?
Eu te digo quem está imune à violência: Aquele chinês, NIN GUÉM!!!
Ora, vamos aos fatos: Desde o filho que ainda não nasceu até Deus (ou o conceito de), todos estão vulneráveis a vários tipos de violência. A violência deveria ser encarada de forma mais natural. Principalmente nos grandes nichos sócio-econômicos, ser vítima de alguma forma de violência uma ou seis vezes é normal.
Tem gente que faz passeata logo na primeira vez que é atacado. Isso é “cultura do medo”(volto nisso em outra oportunidade). Bem, com milhões de seres circulando à sua volta todos os dias com a capacidade de te agredir só erguendo um braço passando por você na rua, por exemplo, você resolve chiar por um ou outro assalto, ou uma porrada na lata umas “vezezinhas” por ano? Com tanta gente pelo mundo, continentes, países, estados, cidades, bairros, etc, acho que é o maior lucro não ser “abordado” a cada 7 segundos diariamente.
Vai dizer que isso não te faz sentir um certo alívio? Vai dizer que isso não te faz refletir?
Ora, veja só!!!
* Modo realista e meio OFF *

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Meio pessimista


(Momento pessimista ON)

Hoje, acordei pensando: Essas grades. Acordar vendo o Sol entre grades é triste.

Você pode sair por um momento e ver o Sol como ele é. Mas, depois volta para trás das grades.

Quando escurece, você olha pro chão ou para uma soturna parede e vê sombras. Não as sombras meramente resultado da luz projetando paredes e objetos. São grades. Uma jaula, cara! Você pega e olha para os desenhos paralelos das barras de metal da tua prisão particular. Tua prisão domiciliar.

E eu sei que aqui, pelo menos, estou seguro. NÃO, NÃO estou preso, nem falando de uma tempo em que eu puxei etapa (nunca, heim!). Estou falando da minha própria casa. Onde eu faço minha segurança atrás de grades e levo severas desvantagens em relação a muitos que estão nas celas mundo a fora. Preso entre barras rígidas e frias, eu sou obrigado a garantir meu sustento lá fora. Ao passo que tantos usufruem de parte do meu dinheiro (que poderia me sustentar mais) se alimentando. Se alimentando às minhas custas.

Sinto como se fossemos aquelas galinhas ou sapinhos nos jogos dos tempos do Atari: Estamos seguros aqui, mas o objetivo é chegar lá do outro lado sem ser atingido e, num caso de sobreviver, começar tudo denovo logo depois.

O problema é que os bichinhos chegam e vencem, mas nós... huh...nó temos que voltar para o outro lado da rua. Pra, no dia seguinte, ter que atravessar denovo.

Desculpa o clima “cultura do medo”, mas às vezes eu fico down... (Acho que o príximo passo é escrever um poema gótico e deitar na posição fetal ouvindo doom/gothic metal no quarto escuro - aheiauheiuaehiuaehau)

(momento pessimista OFF)

*P.s.: FGarcia gosta de doom/gothic metal, mas não se debulha em lágrimas de depressão.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Pena de morte neles? (POLÊMICA!!!)

Não sou tão a favor da pena de morte quanto sou de, pelo menos, um castigo bem dado no sacana que comete algo grave contra sociedade (qualquer pedacinho pobre dela).

Mas, aqui, não pretendo defender um lado ou outro (contra, a favor, na diagonal, visto do satélite...). Só que alguns fatos me levam a refletir.

O primeiro de todos é meu protesto contra a forma de prisão que usamos na nossa tão pacata sociedade. Vivemos, há algumas décadas, uma guerra civil e nosso código penal ainda tem o intuito de reeducar, recuperar, reabilitar e toda aquela baboseira que deveria ter sido feita na escola ou coisa que o valha.

Penso, também, em como certos tipos se comportariam fora da prisão, como o famoso Bandido da luz vermelha, que encontrou seu destino final após atacar a família que o havia acolhido demonstrando claros sinais de (maiores) perturbações mentais. Aprontou e o cabra, dono da casa, mandou ele dançar no colo do capiroto (A dança do capiroto, a dança do capiroto...<- clique aqui ao lado pra ver a dancinha mais sacana junto com a do teletubie e do siri).

Depois de 30 anos trancado sem fazer nem uma gaivota de papel pro filho do carcereiro, o cara ia fazer o quê do lado de fora? Cursar faculdade de medicina no Fundão? Reabilitar, huh, sei!

O raio do código foi feito com uma descul... er ... intenção e nem é cumprido, bem como proporciona o contrário. Como assim? O camarada não é reabilitado ao convívio social, mas é beneficiado por diversos recursos e manobras legislativas/judiciárias ao ponto de ter, na consciência, a probabilidade de impunidade, ou seja, sai de lá sem saber pra que serve uma cadeia (coitado, ninguém avisou...esse povo também, heim!!!) e, ainda, achando que pode fazer denovo que não tem nada de mais. Elelê!

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Gibis e seus heróis idealizados.


Abordei um assunto no post anterior a respeito de heróis idealizados (daqueles que se preocupam em dar bons exemplos)e o comportamento de alguns deles e resolvi continuar por aí minha análise - leia-se: divagação - sobre a 9ª arte.

Vou direto às minhas impressões sobre o comportamento dos “heróis” dos gibis. Acho que muitos são hipócritas demagogos com seus poderes divinos. Porque? Bem, os caras prendem os bandidos como se fossem policiais, pois “não matarão para não se igualarem aos vilões”. Tá, mas se o Batman, por exemplo, tivesse dado cabo de só um vilão dele (O Coringa), teria evitado a morte da esposa do comissário Gordon, de um Robin e o aleijamento da primeira Batgirl... Fora os outros tantos que encontraram seus destinhos com um belo e insano sorriso no rosto. Não tenho nada contra os vilões serem presos, mas o argumento poderia ser outro (Tipo, agradar os nerds mais mentalmente exigentes – hehe.

Digo, a Mulher-maravilha quebrou o pescoço de um ex-aliado que se tornou perigoso até para o Superman. Pois bem, o cara conseguiu controlar a mente do azulão a ponto de fazê-lo mandar o Batman para bem perto de bater às portas do céu (Knockin´, knockin´, knockin´on heaven´s dooooooor!!! – ah, deixa pra lá). O carinha disse (enrolado no laço mágico) que o único jeito de salvar o Super seria matando o controlador da mente dele (pois não pretendia liberar o super cueca de seu domínio). A maravilhosa não titubeou: Fez o bacana olhar a própria bunda por um segundo com a volta que a cabeça dele deu. O Super se recupera e ...pasmem: REPREENDE a colega de Liga da Justiça !!! Ela vai visitar o Batman na enfermaria e ele...pasmem: REPREENDE a mulher!!! Carai!!!

Se o cara diz, sob efeito do laço da verdade, que só matando, a mulher é uma guerreira, o que ela faria? O que você faria? Deixaria um dos seres mais poderosos da Terra à solta sob controle de um lunático? (Particularmente, acho que foi legítima defesa de terceiros. Ela deu cabo do mané e sabe-se lá quantas vidas foram poupadas entre meta-humanos e “civis”).

O pior é chamarem-na de assassina. Acho que já disse algo parecido no post sobre violência cotidiana que um ser que despreza a humanidade nele mesmo e desrespeita a vida de outrem NÃO é humano. Matar um sujeito naquela situação foi como arrancar uma erva daninha, ou extirpar um tumor maligno...

Aí, me vem o que eu falaria sobre heróis idealizados. Ao longo do tempo as histórias em quadrinhos se tornaram tão sérias e realistas que não faz muito sentido um cara que usa cueca por cima das calças pregar a moral e os bons costumes. Ironicamente, quando a arte aborda temática mais real, é, justamente, quando a coisa fica deveras surreal.

Pode me chamar de radical, frio ou qualquer outra coisa (seja elegante), mas o negócio é: Se a polícia fosse destacada do estado e desse de cara com algum mega traficante numa esquina dessas eles deveriam prendê-lo para que o manganão pudesse usufruir de nossas contribuições fiscais nos presídios com direito a refeições e tals ?(volto a falar sobre isso mais a fundo (UIA!) em outro post.

Enfim, Acho que existem possibilidades variadíssimas para se criar boas histórias sem ter que destruir metade do universo. Basta ter imaginação e definir o público alvo. Não esse esquema de arrasto estilo: quanto mais, melhor. É como a tv aberta: Realmente o povo é retardado a ponto de adorar Zorra total, Casseta e planeta (que já foi engraçado) entre outras forçações de barra ou falta quem olhe por ele e crie algo que será igualmente, quiçá, muito mais, admirado? (volto nisso em outro post também).

See ya!

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Gibis e o tempo.


Sempre fui fã de revistinhas (na época era o mais comum no chamado “formatinho – daí o nome) de super-heróis . Aquela coisa de ser um ser humano e poder fazer coisas fantásticas era emocionante para mim (assim como para tantos nerds crescidos como é o meu caso hoje em dia).

O meu preferido na infância e parte da adolescência era o espetacular Homem-aranha. Logo ele porque era um “produto” diferenciado no mercado. Não tratava-se de um extra-terrestre com poderes quase divinos nem um outro caso de herói idealizado (volto nesse ponto em outro post). Era a vida de um nerd que tinha que conciliar sua vida de nerd (nerd, mas não chegava a ser um daqueles típicos losers estadunidenses) com seu “trabalho” de defensor da população de Nova York. Era quase uma novela com poderes especiais (Falar nisso, estou tentando acompanhar Caminhos do coração na record pra falar sobre isso depois).

Mas o motivo deste post é fazer um apanhado geral dos gibis ao longo da história. Pois bem, antes eram seres com poderes especiais e uma tremenda abnegação doando seus dons para os que precisavam de ajuda. Com o tempo, as histórias, que eram infanto-juvenis, foram deixando de ter um ritmo ingênuo para terem incluídos temas mais sérios (aliás, ingênuos é modo de dizer, pois naqueles tempos idos Superman e Capitão América batiam em “japas” na segunda guerra e Batman adotava adolescentes de 13 anos para matarem, às vezes com armas de fogo, os facínoras de Gothan City). Nos anos 70 as ficções científicas fantasiosas de semi-deuses salvando gatinhos de cima das árvores (e depois, sobre prédios, satisfeitos da vida com olhares contemplativos no horizonte) ganharam elementos inovadores (talvez porque o antigo público jovem crescia e fazia-se necessário uma certa evolução). Por exemplo, a fase clássica onde o Arqueiro verde se juntava a seu melhor amigo, o Lanterna verde (Hal Jordan) para desbravarem seu próprio país (Os Euases, oras!) a bordo de uma caminhonete. Mas heim?! Nada de robôs gigantes ou seres do espaço sideral? Ma Cuma, Bátima?

O fato é que, além dessa idéia por si só já ser espetacularmente simples e atrativa, alia-se à inclusão da descoberta do Arqueiro de que seu pupilo, Ricardito (no original: Speedy, mas vai entender) estava no fundo do poço por causa do vício em drogas. Hoje em dia é comum um herói morrer e voltar depois, ou se recuperar de lesões graves na coluna e tals... mas naquela época? Imagina a revolução. Como se a globo resolvesse fazer suas novelas com palavrões ou pessoas em casa usando roupas simples e chinelos...aheiuaheuiahei

Depois da simples luta do bem contra o mal e dos temas mais pesados, chegamos aos anos 80 que teve várias revoluções, mas nada que chegasse ao ponto do que viríamos na de 90. De repente, o “Bátima” adota um adolescente rebelde pra ser o novo Robin (O primeiro cresceu e virou Asa noturna – acho que era que nem os Menudos, fez 16, RALA!). Só que o novo parceiro (UIA!) do morcego era um perfeito pestinha e foi morto pelo Coringa depois de uma votação dos fãs. Tá, crianças sendo mortas por lunáticos ainda é assim-assim pra você? Depois o próprio morcego tem sua espinha fraturada ficando relegado a uma cadeira de rodas por um tempo. Aí, o Superman é morto na base da porrada por uma criatura conterrânea sua e a Tia May (do aranha), então? Credo, como a velhinha já ressucitou! Tia May cortou um pedaço de unha e dali nasceu Chuck Norris!!! Aeuhaiuehaiuehaiu

Bem, fora o fato de que tudo era pra se angariar uns cascalhos a mais nas vendas, lendo tudo aquilo era bem radical. Claro que tudo se normaliza depois (pra depois, denovo, outra crise se instalar e tudo voltar ao normal...denovo denovo!)

Agora vou falar de uma história que me chocou pela frieza com que lida com o comportamento de quem usa máscaras pra se esconder e o tal motivo que impede as pessoas de descobrirem que um óculos e uma cueca vermelha são a diferença entre Clark Kent e Superman (por exemplo). Já entrando nos anos 2000(só eu acho essa expressão peculiar?) a tal série se chama Crise de identidade e começa com o assassinato de (ATENÇÃO SPOILER) Sue Dibny, esposa do homem elástico. Ela foi morta por um tipo misterioso e o final nem é lá essas coisas, mas o que se desenrola no meio. Alguns heróis da antiga formação da Liga da Justiça misteriosamente foram atrás do Dr.Luz...Mas porquê, você perguntaria, porquê o cara uma vez há tempos estuprou a tal mulher. Só que todos perguntaram como o vilão fez aquilo se era um perfeito idiota. Acontece, meu caro gafanhoto, que ele era terrível naqueles tempos e foi o primeiro que ameaçou atacar as famílias dos heróis. Com medo de possíveis retaliações, a Liga recorreu à magia para lobotomizar o mequetrefe fazendo com que esquecesse de sua própria capacidade e poder. Todos ficaram escandalizados com os métodos da heróica equipe de heróis idealizados, mas o pior foi admitirem que durante a manipulação, Batman apareceu e também foi submetido a tal intervenção para não recriminar os colegas (fora as insinuações que as pessoas só sabem o que querem saber, pois o Super poderia perfeitamente saber com seus super sentidos, mas nunca falou sobre). Só que o melhor detetive do mundo recuperou a memória daquele momento com o tempo e a Liga se desmantelou por falta de confiança... é, rapá, briga de cachorro grande...

Na próxima eu continuo a analisar as histórias de heróis e outros desdobramentos. Inté!

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Futebol tosco, comentários esdrúxulos


Não é legal ver jogos de futebol? Mesmo que seja um jogo ruim, não deixo de atentar para os lances bizarros dos pernas de pau (Mesmo achando que eles ganham muito pra chutar bola, fazem isso da vida e ainda produzem coisas de outro mundo com a redonda no pé.)


Claro, claro, exagerei um pouco ao dizer que presto atenção em jogos ruins, nem sempre, aliás, quase nunca, pois tenho mais o que fazer (hmm, na verdade, nem sempre) do que perder uma hora e meia da minha vida derretendo meu cérebro naqueles shows de horrores.


Agora, ao que interessa: Jogos que produzem comentários tão estranhos quanto os lances que os provocam. Nunca entendi o porquê de dizerem que determinado time tem tradição de “pegada” (ursos na neve?), aquele time é melhor na defesa e isso fez com que fosse campeão em mil e novecentos e décadas antigas...Bleh! Só isso que eu digo.


Os times mudam de formação e de técnicos como o SBT muda sua grade de programação e ainda é possível ouvir com freqüência, que no confronto de fulano e cicrano, o fulano leva a melhor por ter ganho cinco vezes a mais e tal. Oras, até parece que era a mesma equipe. Coincidências não existem pra essa gente?


Agora uma das mais legais mesmo é quando os caras transmitem a partida e, depois de umas pernadas e coisas assim, o time mais pereba vai lá e mete um gol...vixe!!! Frequentemente você vai ouvir que o resultado é injusto, que o outro time merecia pelo menos o empate e outros quás-quás-quás.


Bem, amigos (desculpem a referência, nada pessoal e muito mais geral do que parece), aprendi, ainda molecote nas peladas de campinhos de terra batida, que o objetivo do futebol (do inglês: Football – pé na bola – or something) é jogar a bola (o ball do football) entre as balizas, traves, ou seja, dentro do gol (do inglês: goal <- marca, objetivo, alvo, lero,lero...). Logus, o que faz você marcar pontos no jogo é marcar gol (alarme de cacofonia).


Enfim, se eu chuto e faço um gol e você, além de não defender, também não marca, porra, quem merece ganhar sou EU, rapá!!! Que mané merecia empate. Merecia era ouvir um OLÉ beeeem sonoro da torcida. Jogar bem não ganha jogo mesmo e todo mundo sabe disso. Claro que jogar bem e ganhar é mais do que aceito, os caras trabalham(!?) pra isso, mas daí achar que o tabajarinha da vez não merecia ganhar por que num jogou bem, ou que o outro deveria por ser melhor é tirar o mérito de quem seguiu à risca a razão de se jogar futebol: Fazer o gol, oras!


Agora fiquem com uma imagem de um possível jogo onde comentários não iriam fazer a menor diferença por falta de atenção total da maioria do público :



(UIA!)


Claro que AS fãs de futebol, mesmo não sendo maioria, compensariam com suas línguas afiadíssimas,né? aehiehauiehiuaehia (momento pseudo-machista, sorry!)


(Eu quero ser o Barbirotto e você, o Rodolfo Rodriguez! – vamos lá, só eu lembro do Chaves e do Quico jogando bola?) Aff!

domingo, 2 de setembro de 2007

A magia da propaganda (Amo muito tudo isso)

Adoro esses comerciais de cremes, loções, xampus e demais cosméticos criados para hidratação de pele. Porque eu adoro? Porque é cheio de animações e “dramatizações” de como, magicamente, você passa um condicionador e o cabelo vai ficando brilhante e sedoso...Nem tô pensando em como uma química daquelas pode te hidratar, se o moço na tv disse que no calor é preciso INGERIR bastante líquido pra não desidratar, deve ser uma coisa, meio que, por osmose o seu creme cheiroso ser aplicado SOBRE a pele e ser absorvido. Penso que qualquer coisa derramada sobre a pele pode ser absorvida, segundo esses comerciais.

-- Tia, pode tomar creme hidratante monange com sorvete, então?
Aheiuheiuaheiuaheaiue
Será que fica bom? Hmm...coberturazinha, castanhas, loção e BAM!!! Uma festa na sua boca e no pronto-socorro! Haehaehiae

Só não entendo porque as pessoas correm pro mar com seus protetores solares-hidratantes-bronzeadores, depois tomam seus demorados banhos para tirar o sal, mas correm da chuva como se fossem derreter.

Sarcasmo ON
Ô, gente, água hidrata “também”! Nem precisa beber. Basta tomar banho que a hidratação se faz pela pele. De fora pra dentro.
Sarcasmo OFF

Ainda na seção de farmácia, mas indo para a parte de saúde, tenho que confessar que uma das primeiras frustrações da minha vida que me recordo é de ser uma criança sonhadora tentando fazer com que a danada da pasta de dente ficasse na minha escova do mesmo jeito maneiro que ela ficava estampada na caixinha e no tubo. Minha mãe teimava comigo(é, ELA que teimava) dizendo que a da caixinha e do tubo era só desenho.

(Arquivo pessoal – Antes de cursar Publicidade e propaganda)
“Pô, mãe, eles não iriam botar uma embalagem de um jeito que a gente não pudesse imitar,oras!!!” (congela!!!)

***(A direção deste blog informa que o autor dos posts ainda era jovem demais, na época, para, também, questionar o tamanho do Big Mac´s da foto, bem como o motivo místico que fazia os G.I. Joe (Comandos em ação,pô!) se moverem sozinhos no comercial da tv e em casa os idiotas ficavam me encarando sem mexer um dedo...Isso entre outros dramas infanto-juvenis)***

Outro drama infanto-juvenil que me recordo era o fato de sempre ser acordado no meio da noite com algum xarope-num-sei-das-quantas por causa de tosse. Isso remete aos comercias (igualmente emocionantes com suas imagens computadorizadas como os cremes do início do post) de remédios para gripe. Fala sério, você não se impressiona com o grande momento em que o xarope desce pela garganta do bonequinho digital e arrasta com ele todo o muco (argh, é um termo mais nojento do que o próprio catarro) para fora? Até eu respiro aliviado – hehehehehe.

Mas, assim como nos cremes hidratantes, eu também não me permito parar para pensar na problemática do percurso do xarope. Bem, já que é bem possível alguém ler isso e boiar como alga sub-aquática na Baía de Guanabara, explico: O desenhozinho legal mostra o heróico xarope descendo e fazendo o resgate da gosma (que, na verdade, é um dispositivo de defesa do corpo para evitar mais invasões do organismo) livrando os pobres pulmões de apuros. Tá, pausa para tecer considerações: Como bebemos algo que passa pelos pulmões e não pelo esôfago, estômago e por aí vai? O xarope é tão fodástico que, ao invés de descer, ele muda de caminho no melhor estilo: “ Não posso seguir, pois ali, os pulmões estão encrencados, estou indooo!!!” aheaheaiuehaiuheiu. Em defesa dos pulmões fracos e oprimidos(Depois ele dá a volta e segue seu caminho a lá Hulk naquele seriado dos anos 80). Juro, JURO que nunca vi indicações de bulas orientando:

“Ao ingerir nosso xarope-sumpimpinha é importante que a pessoa leve um "susto" deixando supimpinha deslizar direto para os pulmões. Do contrário ele escorregará pela garganta seguindo o caminho NORMAL de qualquer coisa bebida ou comida pelo aparelho digestivo.”

sábado, 1 de setembro de 2007

Problemática dos termos politicamente corretos.

Sempre me perguntei porque, raios, de tempos em tempos, certos termos são abandonados para dar lugar a outros, pois os antigos teriam significações preconceituosas.

É estranho pensar que o, outrora, negro passa a ser afro-descendente, o índio se transforma em nativo da terra tal, o gordo vira obeso(o que já deixa a pessoa gorda com 30 kg a mais só pela “frieza” da palavra) e outros por aí. Aliás, isso me faz pensar se não é por isso que se utiliza o termo “chamado mensalão” em vez de suborno.

O lance é o seguinte: O lado negro da força virou sombrio(não chego a discordar, pois “dark” traduz-se mais adequadamente para trevas, sombras), mas acho que um negro continua com a mesma cor de pele que tinha antes de fazerem essas “alterações” e um gordo continua com o mesmo peso e, o mais óbvio, a pequena cabeça de um ser preconceituoso continua do mesmo tamanho(cof pequena cof).

Como vi no DELPHOS, falar “lado afro-descendente” da força é surreal, haiueheuihaie. E ocorre-me que, realmente a quantidade de personagens/atores negros na franquia Star wars, por exemplo, é beeeem pequena (só me ocorre Lando Calrissian – amigo de Han Solo - , Mace Windu – O segundo no conselho jedi e James Earl Jones – a voz de Darth Vader).

O que eu quero dizer com isso(quero não, digo) é que você pode chamar uma favela de comunidade carente, mas o problema ainda vai ser o mesmo. Que tal a turma da gravata bem arrumada em Brasília e suas ramificações regionais mudarem os termos politicamente corretos para AÇÕES politicamente corretas só para variar?

Os recursos estão lá(eu pago e você?), os corruptos, também...a menos que algum deles tenha desenvolvido teletransporte, acho que é perfeitamente possível fazer com que paguem(literalmente) o que devem à sociedade.

Claaaaaro, isso, ignorando que é bem possível haver uma espécie de código para os seguidores da ética não serem “duros demais” com seus colegas por ninguém saber o dia de amanhã...

Achismo meu: Somos bolsas de sangue esperando para sermos utilizados em quem precisa, mas somos direcionados para quem já tem e quer mais só para garantir a manutenção da boa saúde. E quem direciona? Os responsáveis pelo banco de sangue, oras.
Ah, não sabe? Deixaram morcegos tomando conta da gente, cara!!!

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Pombos!? Pombas!!!


Eu costumava guardar esse assunto pra rodas de cerveja e afins, mas ouvi uma colega falar igualzinho a mim sobre o assunto em pauta. Pombos (que pra mim são moscas em escala maior) são bichinhos bonitinhos (os do circo, não os sujinhos de rua) e com cara de bobos que tem uma das capacidades mais invejadas por outros animais (principalmente o bicho homem): Voar.

O que os penosos fazem com essa liberdade? São mais atropelados que cães e gatos pelas ruas das grandes cidades.

Eu acho que os bichinhos alados são meio que...hmm...idiotas. Ah, sei lá, posso ser intolerante, mas se eu voasse ia ficar nas alturas dos prédios, árvores, sei lá, mas não ia perambular entre máquinas dezenas de vezes maiores que eu.

Pôxa vida! (Putz, alguém fala assim ainda?), ainda tem o seguinte: Pombos pousam nas marquises e lançam bombardeios nas cabeças alheias. O que tem de mais nisso? Pô, os sacanas poderiam virar pro lado e sujar a marquise, mas nããããão, eles são os tais e só podem jogar a bagaça pro lado onde tem otários com alvos fluorescentes desenhados nas suas moleiras.

E quando alguém vê um casal apaixonado e fala: Oooooohh, olha os pombinhos!!!
Eu digo: Aaargh!
Pombos são animais (uma das únicas espécies, acho) que valem a máxima “Até que a morte os separe”. Mas os bichos dançam e rodam entre pneus pra lá e pra cá...dizer que pombos vivem até o fim com o(a) mesmo(a) parceiro(a) não deve valer a mesma coisa pra muitos deles, né?

Você vê um casal e diz que são lindos pombinhos. Aí, o casal te aborda e pergunta: “Coé, mané, tá insinuando que daqui a pouco nós vamos virar tapete no asfalto?
(ta da tchiiiss – bateriazinha em número de comédia estadunidense).

Bwahahahahaha!!!

Só gostaria de dizer que não odeio pombos, só não vou muito com a deles!

;)

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Burrice é carisma?


Sabe, outro dia passei em frente a uma banca (de jornais e revistas, oras!) e deparei-me com uma capa onde estava (ainda deve estar, né? A capa não muda porque eu não tô vendo agora, pô!) a mundialmente famosa Sol (Sol quem?), aquela menininha que com sua “genialidade” cativante atraiu a atenção de todo o Brasil durante uma versão qualquer do BBB. Percebeu as aspas da frase anterior? Bem, explico, como elas servem perfeitamente para denotar minha ironia, usei-as porque não sei bem se a malandragem dela foi SE FAZER de burra, já que o tal do Bambam já tinha dado(UIA!) certo antes, ou se ela, mesmo sabendo que não alcança muitos milímetros de altura numa escala fictícia de Q.I(hipótese), soube SE VALER desse “dom” (óia, elas aí denovo!) para se promover. Até porque existe uma diferença entre ser inteligente e ser esperto, não é? (Não é?)

O negócio é que a moçoila estava lá à minha frente na revista e a chamada na capa dizia que ela iria derreter corações ou algo perto disso. Oras, grande cosmo, o que despertou tanto carisma na dona para, até hoje, ela ser convidada para ensaios despudorados(digo despudorados, mas não falei que isso é ruim...Até porque ela mandou uns upgrades interessantes, cientificamente falando, lógico) ?

Pensei nela e nos demais que, com suas mentes pouco arejadas (ou arejadas demais, conforme critério) conquistam a mídia como funcionários de mercados com petiscos para degustação gratuita em frente à praia.

Não sei se esse carisma vem do complexo de inferioridade (tipo, opa, é burro igual a mim, não me sinto intimidado) ou se falta mesmo assunto nas rodas de amigos e afins...
(Não falo do fato de a mulher ter posado nua, mas do fato de ela ser uma típica “famosa quem?” que tudo o que fez para estar ali foi cantar e dizer umas bizarrices em rede (inter)nacional).

Se bem que, se os meios de comunicação em massa começarem a divulgar personalidades que incentivem o raciocínio lógico e independente, a primeira coisa que a massa vai fazer é largar seus opressores intelectuais e psicológicos.

“Prestenção”, gente, Quando há opressão, é porque há medo de que alguém perceba seu valor e se torne independente (O capitalismo amigo funciona bem assim).

Acorda, Brasil!

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Seu Jorge: Canivete suíço?


Alguém mais (lógico, que acompanhe minimamente a carreira dele) acha que o Seu Jorge vai dominar o mundo artístico?
Hehehe, claro que eu sou suspeito por ser fã, mas vamos observar, por alto, o que o cara faz pela arte:
* Canta (Carreira solo, (Ex-)farofa carioca, trilha sonora de Cidade de Deus, duetos com Ana Carolina, Bebeto entre outros)
* Dança (Vai dizer que não viram, no filme Cidade de Deus, o Mané Galinha lá no baile de despedida do Bené!)
* Representa (Vou usar o exemplo do filme citado acima denovo)
* Compõe (Leia o item “canta”)
* Toca (Fora o violão e tals, o cara manda num pandeiro, contra-baixo e clarineta só citando o show com a Ana Carolina)
E menção honrosa para o fato de ele ter rachado despesas de estúdio com Marcelo D2 e Mr.Catra na época da dureza...elelê!

Não são muitos artistas que se aventuram em tantas frentes sem que fiquem rotulados em uma ou duas condenando seu talento nas outras áreas a não ser devidamente reconhecido. Mas me parece que é natural nos depararmos com Seu Jorge em qualquer das empreitadas supra-citadas sem maiores sustos...Isso é legal, ainda mais nesse mundo de tanta gente com a mente fechada...

Enfim, o cara bate escanteio, corre, cabeceia e sai pra comemorar o gol!!! (isso sem observar se, de repente, ele num tá lá na arquibancada vendendo quitutes)aehuaiheuaiheiua

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Violência cotidiana

Novamente estamos diante de um caso de violência praticada por menores de idade(o que pra mim não faz qualquer diferença) contra pessoas de bem. Eu me pergunto se um dia a lei de Murphy nos deixará em paz permitindo que bandidos finalmente se toquem que quem tem dinheiro mesmo não anda por aí em carros populares freqüentando faculdade e vivendo de trabalho assalariado. Eles poderiam começar a violentar suas próprias mães(ah, não, como diz minha madrasta, eles têm mãe na zona). Bem, desculpe a grosseria da frase anterior, é que me causou revolta saber que até o bandidinho de 18 anos que assaltou, violentou e matou uma estudante será julgado como menor porque o crime foi cometido 5(é, CINCO!!!) dias antes de ele completar maioridade.

Bem, tomara que ainda valha aquela história que estupradores encontram um “cantinho aconchegante” em alguma instituição penal(claro, porque imaginar que vamos sustentar esses vagabundos lá me causa asco).

Tom irônico modo ON:
“Mas, rapaz, você é vingativo, heim!”, “Eles são humanos!”, “É culpa da sociedade!”

Tom irônico modo OFF:
Frases como as supra-citadas não valem nem como clichês de demagogos hipócritas e moralistas. Porquê? Simples, gafanhoto, enumerarei pra ficar mais didático:

1) Não penso em penas violentas(estilo olho por olho) por vingança, mas porque, pelo menos, saberemos que o cara que apronta uma dessas é mau mesmo e não só um oportunista que se beneficia da lei mais que nós, humanos. E essa última palavra nos direciona ao próximo item.

2) Ser humano não é exatamente uma descrição exata(exatamente exata... ah, tá), acredito que seja um conjunto de características e eles NÃO se adequam a esse contexto porque quebram a primeira “regra” que seria respeitar a vida do próximo. Pô, de quantos leões, focas ou ornitorrincos você ouve falar que mataram seus semelhantes sem motivo. Bem, talvez uma disputa de território, fêmea ou algo assim, mas nunca violência gratuita ou superficial.

3) E dizer que a culpa é da sociedade, que ninguém quer fazer a sua parte, eu acho hipocrisia, a sociedade não finge que nada está acontecendo, ela tenta viver apesar dos pesares.

Humanos...pff!! Eles parecem gente assim como adoçante parece açúcar e carne de soja parece carne.
Ninguém intercede para modificar o código penal ou a constituição em favor dos direitos humanos, sempre intercedem em favor dos bandidos que sofrem alguma violência.
Aliás, mesmo que se modifique algo daqui a 5 segundos, a lei(e eu chamaria de mamãe) brasileira não retroage se não for em benefício do pilantra, isto é, mudanças na lei só se aplicarão aos que cometerem os crimes previstos APÓS as alterações. Os que já cometeram continuarão a responder à lei como ela era antes de mudar. Isso SE mudar. Pode imaginar isso? O cara é preso por um crime e, além dos inexplicáveis benefícios por bom comportamento(Porra, Garcia, ele num entrou lá pra isso mesmo?), o pulha só entra em possíveis alterações de lei retroativas se for pra ter vantagem...
Achismo meu: Ai,ai,ai, os caras estavam com tanto trauma da ditadura militar que resolveram compensar com uma constituição feita mais para "educar" o manganão do que para punir um ser que atenta contra vida alheia. Aff!!!

domingo, 26 de agosto de 2007

Lost é caverna do dragão?

Tá, tá, o título é safado mesmo! O negócio é que andei vendo na web pessoas divagando a respeito e parece que há quem diga(não sei se brincando ou não) que ninguém sobreviveu ao tal acidente de avião e todos estão lá sem poder sair.

Claaaaro, isso lembra logo o tal do último episódio de Caverna do dragão onde seria revelado que os meninos estão mortos e não podem voltar.

Aliás, tocando no assunto, alguém, raios, pode me explicar porque aquele maldito unicórnio (que se parece muito, eu juro, com um cavalinho) emite ruídos como um cabrito fanho?