Crônicas, divagações e contestações sobre injustiças sociais, cultura pop, atualidades e eventuais velharias cult, enfim, tudo sobre a problemática contemporânea.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Realista/0,5


* Modo realista ON *

Estive meio pessimista dia desses e citei o Gothic/Doom metal com estilos que propiciam o curtir de momentos “deprê” (Fui inadvertidamente alcunhado de emo por ter citado o momento down deste que vos escreve – Mas o estilo que eu ouvia ao bolar este post era o novo álbum do Soufly, Dark ages que está muito nivelado com o clássico Arise do Sepultura (Pauleira à vera!). Aliás, tem até uma faixa chamada Arise again o que me levou a ouvir o próprio petardo dos irmãos Cavallera e cia. Um off topic aqui: Acho que seria melhor aproveitar a “re-união” dos referidos irmãos metaleiros e chamar logo o Soulfly de Sepultura...aiehiuaehiuae!!! E EMO É A AVÓ TORTA, OK?).

Voltemos à vaca fria. Hoje estou meio realista. Aliás, meio realista, não, realista e meio (quase surrealista de tão realista <- Mas, heim?!)
Explico: Penso que as pessoas se revoltam muito fácil com a violência urbana/cotidiana. Claro que sofremos um tremendo baque quando isso ocorre conosco ou com quem consideramos querido... ou mesmo um desconhecido inocente. Quem não sofre, sofreu ou sofrerá com a violência?
Eu te digo quem está imune à violência: Aquele chinês, NIN GUÉM!!!
Ora, vamos aos fatos: Desde o filho que ainda não nasceu até Deus (ou o conceito de), todos estão vulneráveis a vários tipos de violência. A violência deveria ser encarada de forma mais natural. Principalmente nos grandes nichos sócio-econômicos, ser vítima de alguma forma de violência uma ou seis vezes é normal.
Tem gente que faz passeata logo na primeira vez que é atacado. Isso é “cultura do medo”(volto nisso em outra oportunidade). Bem, com milhões de seres circulando à sua volta todos os dias com a capacidade de te agredir só erguendo um braço passando por você na rua, por exemplo, você resolve chiar por um ou outro assalto, ou uma porrada na lata umas “vezezinhas” por ano? Com tanta gente pelo mundo, continentes, países, estados, cidades, bairros, etc, acho que é o maior lucro não ser “abordado” a cada 7 segundos diariamente.
Vai dizer que isso não te faz sentir um certo alívio? Vai dizer que isso não te faz refletir?
Ora, veja só!!!
* Modo realista e meio OFF *

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Meio pessimista


(Momento pessimista ON)

Hoje, acordei pensando: Essas grades. Acordar vendo o Sol entre grades é triste.

Você pode sair por um momento e ver o Sol como ele é. Mas, depois volta para trás das grades.

Quando escurece, você olha pro chão ou para uma soturna parede e vê sombras. Não as sombras meramente resultado da luz projetando paredes e objetos. São grades. Uma jaula, cara! Você pega e olha para os desenhos paralelos das barras de metal da tua prisão particular. Tua prisão domiciliar.

E eu sei que aqui, pelo menos, estou seguro. NÃO, NÃO estou preso, nem falando de uma tempo em que eu puxei etapa (nunca, heim!). Estou falando da minha própria casa. Onde eu faço minha segurança atrás de grades e levo severas desvantagens em relação a muitos que estão nas celas mundo a fora. Preso entre barras rígidas e frias, eu sou obrigado a garantir meu sustento lá fora. Ao passo que tantos usufruem de parte do meu dinheiro (que poderia me sustentar mais) se alimentando. Se alimentando às minhas custas.

Sinto como se fossemos aquelas galinhas ou sapinhos nos jogos dos tempos do Atari: Estamos seguros aqui, mas o objetivo é chegar lá do outro lado sem ser atingido e, num caso de sobreviver, começar tudo denovo logo depois.

O problema é que os bichinhos chegam e vencem, mas nós... huh...nó temos que voltar para o outro lado da rua. Pra, no dia seguinte, ter que atravessar denovo.

Desculpa o clima “cultura do medo”, mas às vezes eu fico down... (Acho que o príximo passo é escrever um poema gótico e deitar na posição fetal ouvindo doom/gothic metal no quarto escuro - aheiauheiuaehiuaehau)

(momento pessimista OFF)

*P.s.: FGarcia gosta de doom/gothic metal, mas não se debulha em lágrimas de depressão.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Pena de morte neles? (POLÊMICA!!!)

Não sou tão a favor da pena de morte quanto sou de, pelo menos, um castigo bem dado no sacana que comete algo grave contra sociedade (qualquer pedacinho pobre dela).

Mas, aqui, não pretendo defender um lado ou outro (contra, a favor, na diagonal, visto do satélite...). Só que alguns fatos me levam a refletir.

O primeiro de todos é meu protesto contra a forma de prisão que usamos na nossa tão pacata sociedade. Vivemos, há algumas décadas, uma guerra civil e nosso código penal ainda tem o intuito de reeducar, recuperar, reabilitar e toda aquela baboseira que deveria ter sido feita na escola ou coisa que o valha.

Penso, também, em como certos tipos se comportariam fora da prisão, como o famoso Bandido da luz vermelha, que encontrou seu destino final após atacar a família que o havia acolhido demonstrando claros sinais de (maiores) perturbações mentais. Aprontou e o cabra, dono da casa, mandou ele dançar no colo do capiroto (A dança do capiroto, a dança do capiroto...<- clique aqui ao lado pra ver a dancinha mais sacana junto com a do teletubie e do siri).

Depois de 30 anos trancado sem fazer nem uma gaivota de papel pro filho do carcereiro, o cara ia fazer o quê do lado de fora? Cursar faculdade de medicina no Fundão? Reabilitar, huh, sei!

O raio do código foi feito com uma descul... er ... intenção e nem é cumprido, bem como proporciona o contrário. Como assim? O camarada não é reabilitado ao convívio social, mas é beneficiado por diversos recursos e manobras legislativas/judiciárias ao ponto de ter, na consciência, a probabilidade de impunidade, ou seja, sai de lá sem saber pra que serve uma cadeia (coitado, ninguém avisou...esse povo também, heim!!!) e, ainda, achando que pode fazer denovo que não tem nada de mais. Elelê!

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Gibis e seus heróis idealizados.


Abordei um assunto no post anterior a respeito de heróis idealizados (daqueles que se preocupam em dar bons exemplos)e o comportamento de alguns deles e resolvi continuar por aí minha análise - leia-se: divagação - sobre a 9ª arte.

Vou direto às minhas impressões sobre o comportamento dos “heróis” dos gibis. Acho que muitos são hipócritas demagogos com seus poderes divinos. Porque? Bem, os caras prendem os bandidos como se fossem policiais, pois “não matarão para não se igualarem aos vilões”. Tá, mas se o Batman, por exemplo, tivesse dado cabo de só um vilão dele (O Coringa), teria evitado a morte da esposa do comissário Gordon, de um Robin e o aleijamento da primeira Batgirl... Fora os outros tantos que encontraram seus destinhos com um belo e insano sorriso no rosto. Não tenho nada contra os vilões serem presos, mas o argumento poderia ser outro (Tipo, agradar os nerds mais mentalmente exigentes – hehe.

Digo, a Mulher-maravilha quebrou o pescoço de um ex-aliado que se tornou perigoso até para o Superman. Pois bem, o cara conseguiu controlar a mente do azulão a ponto de fazê-lo mandar o Batman para bem perto de bater às portas do céu (Knockin´, knockin´, knockin´on heaven´s dooooooor!!! – ah, deixa pra lá). O carinha disse (enrolado no laço mágico) que o único jeito de salvar o Super seria matando o controlador da mente dele (pois não pretendia liberar o super cueca de seu domínio). A maravilhosa não titubeou: Fez o bacana olhar a própria bunda por um segundo com a volta que a cabeça dele deu. O Super se recupera e ...pasmem: REPREENDE a colega de Liga da Justiça !!! Ela vai visitar o Batman na enfermaria e ele...pasmem: REPREENDE a mulher!!! Carai!!!

Se o cara diz, sob efeito do laço da verdade, que só matando, a mulher é uma guerreira, o que ela faria? O que você faria? Deixaria um dos seres mais poderosos da Terra à solta sob controle de um lunático? (Particularmente, acho que foi legítima defesa de terceiros. Ela deu cabo do mané e sabe-se lá quantas vidas foram poupadas entre meta-humanos e “civis”).

O pior é chamarem-na de assassina. Acho que já disse algo parecido no post sobre violência cotidiana que um ser que despreza a humanidade nele mesmo e desrespeita a vida de outrem NÃO é humano. Matar um sujeito naquela situação foi como arrancar uma erva daninha, ou extirpar um tumor maligno...

Aí, me vem o que eu falaria sobre heróis idealizados. Ao longo do tempo as histórias em quadrinhos se tornaram tão sérias e realistas que não faz muito sentido um cara que usa cueca por cima das calças pregar a moral e os bons costumes. Ironicamente, quando a arte aborda temática mais real, é, justamente, quando a coisa fica deveras surreal.

Pode me chamar de radical, frio ou qualquer outra coisa (seja elegante), mas o negócio é: Se a polícia fosse destacada do estado e desse de cara com algum mega traficante numa esquina dessas eles deveriam prendê-lo para que o manganão pudesse usufruir de nossas contribuições fiscais nos presídios com direito a refeições e tals ?(volto a falar sobre isso mais a fundo (UIA!) em outro post.

Enfim, Acho que existem possibilidades variadíssimas para se criar boas histórias sem ter que destruir metade do universo. Basta ter imaginação e definir o público alvo. Não esse esquema de arrasto estilo: quanto mais, melhor. É como a tv aberta: Realmente o povo é retardado a ponto de adorar Zorra total, Casseta e planeta (que já foi engraçado) entre outras forçações de barra ou falta quem olhe por ele e crie algo que será igualmente, quiçá, muito mais, admirado? (volto nisso em outro post também).

See ya!

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Gibis e o tempo.


Sempre fui fã de revistinhas (na época era o mais comum no chamado “formatinho – daí o nome) de super-heróis . Aquela coisa de ser um ser humano e poder fazer coisas fantásticas era emocionante para mim (assim como para tantos nerds crescidos como é o meu caso hoje em dia).

O meu preferido na infância e parte da adolescência era o espetacular Homem-aranha. Logo ele porque era um “produto” diferenciado no mercado. Não tratava-se de um extra-terrestre com poderes quase divinos nem um outro caso de herói idealizado (volto nesse ponto em outro post). Era a vida de um nerd que tinha que conciliar sua vida de nerd (nerd, mas não chegava a ser um daqueles típicos losers estadunidenses) com seu “trabalho” de defensor da população de Nova York. Era quase uma novela com poderes especiais (Falar nisso, estou tentando acompanhar Caminhos do coração na record pra falar sobre isso depois).

Mas o motivo deste post é fazer um apanhado geral dos gibis ao longo da história. Pois bem, antes eram seres com poderes especiais e uma tremenda abnegação doando seus dons para os que precisavam de ajuda. Com o tempo, as histórias, que eram infanto-juvenis, foram deixando de ter um ritmo ingênuo para terem incluídos temas mais sérios (aliás, ingênuos é modo de dizer, pois naqueles tempos idos Superman e Capitão América batiam em “japas” na segunda guerra e Batman adotava adolescentes de 13 anos para matarem, às vezes com armas de fogo, os facínoras de Gothan City). Nos anos 70 as ficções científicas fantasiosas de semi-deuses salvando gatinhos de cima das árvores (e depois, sobre prédios, satisfeitos da vida com olhares contemplativos no horizonte) ganharam elementos inovadores (talvez porque o antigo público jovem crescia e fazia-se necessário uma certa evolução). Por exemplo, a fase clássica onde o Arqueiro verde se juntava a seu melhor amigo, o Lanterna verde (Hal Jordan) para desbravarem seu próprio país (Os Euases, oras!) a bordo de uma caminhonete. Mas heim?! Nada de robôs gigantes ou seres do espaço sideral? Ma Cuma, Bátima?

O fato é que, além dessa idéia por si só já ser espetacularmente simples e atrativa, alia-se à inclusão da descoberta do Arqueiro de que seu pupilo, Ricardito (no original: Speedy, mas vai entender) estava no fundo do poço por causa do vício em drogas. Hoje em dia é comum um herói morrer e voltar depois, ou se recuperar de lesões graves na coluna e tals... mas naquela época? Imagina a revolução. Como se a globo resolvesse fazer suas novelas com palavrões ou pessoas em casa usando roupas simples e chinelos...aheiuaheuiahei

Depois da simples luta do bem contra o mal e dos temas mais pesados, chegamos aos anos 80 que teve várias revoluções, mas nada que chegasse ao ponto do que viríamos na de 90. De repente, o “Bátima” adota um adolescente rebelde pra ser o novo Robin (O primeiro cresceu e virou Asa noturna – acho que era que nem os Menudos, fez 16, RALA!). Só que o novo parceiro (UIA!) do morcego era um perfeito pestinha e foi morto pelo Coringa depois de uma votação dos fãs. Tá, crianças sendo mortas por lunáticos ainda é assim-assim pra você? Depois o próprio morcego tem sua espinha fraturada ficando relegado a uma cadeira de rodas por um tempo. Aí, o Superman é morto na base da porrada por uma criatura conterrânea sua e a Tia May (do aranha), então? Credo, como a velhinha já ressucitou! Tia May cortou um pedaço de unha e dali nasceu Chuck Norris!!! Aeuhaiuehaiuehaiu

Bem, fora o fato de que tudo era pra se angariar uns cascalhos a mais nas vendas, lendo tudo aquilo era bem radical. Claro que tudo se normaliza depois (pra depois, denovo, outra crise se instalar e tudo voltar ao normal...denovo denovo!)

Agora vou falar de uma história que me chocou pela frieza com que lida com o comportamento de quem usa máscaras pra se esconder e o tal motivo que impede as pessoas de descobrirem que um óculos e uma cueca vermelha são a diferença entre Clark Kent e Superman (por exemplo). Já entrando nos anos 2000(só eu acho essa expressão peculiar?) a tal série se chama Crise de identidade e começa com o assassinato de (ATENÇÃO SPOILER) Sue Dibny, esposa do homem elástico. Ela foi morta por um tipo misterioso e o final nem é lá essas coisas, mas o que se desenrola no meio. Alguns heróis da antiga formação da Liga da Justiça misteriosamente foram atrás do Dr.Luz...Mas porquê, você perguntaria, porquê o cara uma vez há tempos estuprou a tal mulher. Só que todos perguntaram como o vilão fez aquilo se era um perfeito idiota. Acontece, meu caro gafanhoto, que ele era terrível naqueles tempos e foi o primeiro que ameaçou atacar as famílias dos heróis. Com medo de possíveis retaliações, a Liga recorreu à magia para lobotomizar o mequetrefe fazendo com que esquecesse de sua própria capacidade e poder. Todos ficaram escandalizados com os métodos da heróica equipe de heróis idealizados, mas o pior foi admitirem que durante a manipulação, Batman apareceu e também foi submetido a tal intervenção para não recriminar os colegas (fora as insinuações que as pessoas só sabem o que querem saber, pois o Super poderia perfeitamente saber com seus super sentidos, mas nunca falou sobre). Só que o melhor detetive do mundo recuperou a memória daquele momento com o tempo e a Liga se desmantelou por falta de confiança... é, rapá, briga de cachorro grande...

Na próxima eu continuo a analisar as histórias de heróis e outros desdobramentos. Inté!

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Futebol tosco, comentários esdrúxulos


Não é legal ver jogos de futebol? Mesmo que seja um jogo ruim, não deixo de atentar para os lances bizarros dos pernas de pau (Mesmo achando que eles ganham muito pra chutar bola, fazem isso da vida e ainda produzem coisas de outro mundo com a redonda no pé.)


Claro, claro, exagerei um pouco ao dizer que presto atenção em jogos ruins, nem sempre, aliás, quase nunca, pois tenho mais o que fazer (hmm, na verdade, nem sempre) do que perder uma hora e meia da minha vida derretendo meu cérebro naqueles shows de horrores.


Agora, ao que interessa: Jogos que produzem comentários tão estranhos quanto os lances que os provocam. Nunca entendi o porquê de dizerem que determinado time tem tradição de “pegada” (ursos na neve?), aquele time é melhor na defesa e isso fez com que fosse campeão em mil e novecentos e décadas antigas...Bleh! Só isso que eu digo.


Os times mudam de formação e de técnicos como o SBT muda sua grade de programação e ainda é possível ouvir com freqüência, que no confronto de fulano e cicrano, o fulano leva a melhor por ter ganho cinco vezes a mais e tal. Oras, até parece que era a mesma equipe. Coincidências não existem pra essa gente?


Agora uma das mais legais mesmo é quando os caras transmitem a partida e, depois de umas pernadas e coisas assim, o time mais pereba vai lá e mete um gol...vixe!!! Frequentemente você vai ouvir que o resultado é injusto, que o outro time merecia pelo menos o empate e outros quás-quás-quás.


Bem, amigos (desculpem a referência, nada pessoal e muito mais geral do que parece), aprendi, ainda molecote nas peladas de campinhos de terra batida, que o objetivo do futebol (do inglês: Football – pé na bola – or something) é jogar a bola (o ball do football) entre as balizas, traves, ou seja, dentro do gol (do inglês: goal <- marca, objetivo, alvo, lero,lero...). Logus, o que faz você marcar pontos no jogo é marcar gol (alarme de cacofonia).


Enfim, se eu chuto e faço um gol e você, além de não defender, também não marca, porra, quem merece ganhar sou EU, rapá!!! Que mané merecia empate. Merecia era ouvir um OLÉ beeeem sonoro da torcida. Jogar bem não ganha jogo mesmo e todo mundo sabe disso. Claro que jogar bem e ganhar é mais do que aceito, os caras trabalham(!?) pra isso, mas daí achar que o tabajarinha da vez não merecia ganhar por que num jogou bem, ou que o outro deveria por ser melhor é tirar o mérito de quem seguiu à risca a razão de se jogar futebol: Fazer o gol, oras!


Agora fiquem com uma imagem de um possível jogo onde comentários não iriam fazer a menor diferença por falta de atenção total da maioria do público :



(UIA!)


Claro que AS fãs de futebol, mesmo não sendo maioria, compensariam com suas línguas afiadíssimas,né? aehiehauiehiuaehia (momento pseudo-machista, sorry!)


(Eu quero ser o Barbirotto e você, o Rodolfo Rodriguez! – vamos lá, só eu lembro do Chaves e do Quico jogando bola?) Aff!

domingo, 2 de setembro de 2007

A magia da propaganda (Amo muito tudo isso)

Adoro esses comerciais de cremes, loções, xampus e demais cosméticos criados para hidratação de pele. Porque eu adoro? Porque é cheio de animações e “dramatizações” de como, magicamente, você passa um condicionador e o cabelo vai ficando brilhante e sedoso...Nem tô pensando em como uma química daquelas pode te hidratar, se o moço na tv disse que no calor é preciso INGERIR bastante líquido pra não desidratar, deve ser uma coisa, meio que, por osmose o seu creme cheiroso ser aplicado SOBRE a pele e ser absorvido. Penso que qualquer coisa derramada sobre a pele pode ser absorvida, segundo esses comerciais.

-- Tia, pode tomar creme hidratante monange com sorvete, então?
Aheiuheiuaheiuaheaiue
Será que fica bom? Hmm...coberturazinha, castanhas, loção e BAM!!! Uma festa na sua boca e no pronto-socorro! Haehaehiae

Só não entendo porque as pessoas correm pro mar com seus protetores solares-hidratantes-bronzeadores, depois tomam seus demorados banhos para tirar o sal, mas correm da chuva como se fossem derreter.

Sarcasmo ON
Ô, gente, água hidrata “também”! Nem precisa beber. Basta tomar banho que a hidratação se faz pela pele. De fora pra dentro.
Sarcasmo OFF

Ainda na seção de farmácia, mas indo para a parte de saúde, tenho que confessar que uma das primeiras frustrações da minha vida que me recordo é de ser uma criança sonhadora tentando fazer com que a danada da pasta de dente ficasse na minha escova do mesmo jeito maneiro que ela ficava estampada na caixinha e no tubo. Minha mãe teimava comigo(é, ELA que teimava) dizendo que a da caixinha e do tubo era só desenho.

(Arquivo pessoal – Antes de cursar Publicidade e propaganda)
“Pô, mãe, eles não iriam botar uma embalagem de um jeito que a gente não pudesse imitar,oras!!!” (congela!!!)

***(A direção deste blog informa que o autor dos posts ainda era jovem demais, na época, para, também, questionar o tamanho do Big Mac´s da foto, bem como o motivo místico que fazia os G.I. Joe (Comandos em ação,pô!) se moverem sozinhos no comercial da tv e em casa os idiotas ficavam me encarando sem mexer um dedo...Isso entre outros dramas infanto-juvenis)***

Outro drama infanto-juvenil que me recordo era o fato de sempre ser acordado no meio da noite com algum xarope-num-sei-das-quantas por causa de tosse. Isso remete aos comercias (igualmente emocionantes com suas imagens computadorizadas como os cremes do início do post) de remédios para gripe. Fala sério, você não se impressiona com o grande momento em que o xarope desce pela garganta do bonequinho digital e arrasta com ele todo o muco (argh, é um termo mais nojento do que o próprio catarro) para fora? Até eu respiro aliviado – hehehehehe.

Mas, assim como nos cremes hidratantes, eu também não me permito parar para pensar na problemática do percurso do xarope. Bem, já que é bem possível alguém ler isso e boiar como alga sub-aquática na Baía de Guanabara, explico: O desenhozinho legal mostra o heróico xarope descendo e fazendo o resgate da gosma (que, na verdade, é um dispositivo de defesa do corpo para evitar mais invasões do organismo) livrando os pobres pulmões de apuros. Tá, pausa para tecer considerações: Como bebemos algo que passa pelos pulmões e não pelo esôfago, estômago e por aí vai? O xarope é tão fodástico que, ao invés de descer, ele muda de caminho no melhor estilo: “ Não posso seguir, pois ali, os pulmões estão encrencados, estou indooo!!!” aheaheaiuehaiuheiu. Em defesa dos pulmões fracos e oprimidos(Depois ele dá a volta e segue seu caminho a lá Hulk naquele seriado dos anos 80). Juro, JURO que nunca vi indicações de bulas orientando:

“Ao ingerir nosso xarope-sumpimpinha é importante que a pessoa leve um "susto" deixando supimpinha deslizar direto para os pulmões. Do contrário ele escorregará pela garganta seguindo o caminho NORMAL de qualquer coisa bebida ou comida pelo aparelho digestivo.”

sábado, 1 de setembro de 2007

Problemática dos termos politicamente corretos.

Sempre me perguntei porque, raios, de tempos em tempos, certos termos são abandonados para dar lugar a outros, pois os antigos teriam significações preconceituosas.

É estranho pensar que o, outrora, negro passa a ser afro-descendente, o índio se transforma em nativo da terra tal, o gordo vira obeso(o que já deixa a pessoa gorda com 30 kg a mais só pela “frieza” da palavra) e outros por aí. Aliás, isso me faz pensar se não é por isso que se utiliza o termo “chamado mensalão” em vez de suborno.

O lance é o seguinte: O lado negro da força virou sombrio(não chego a discordar, pois “dark” traduz-se mais adequadamente para trevas, sombras), mas acho que um negro continua com a mesma cor de pele que tinha antes de fazerem essas “alterações” e um gordo continua com o mesmo peso e, o mais óbvio, a pequena cabeça de um ser preconceituoso continua do mesmo tamanho(cof pequena cof).

Como vi no DELPHOS, falar “lado afro-descendente” da força é surreal, haiueheuihaie. E ocorre-me que, realmente a quantidade de personagens/atores negros na franquia Star wars, por exemplo, é beeeem pequena (só me ocorre Lando Calrissian – amigo de Han Solo - , Mace Windu – O segundo no conselho jedi e James Earl Jones – a voz de Darth Vader).

O que eu quero dizer com isso(quero não, digo) é que você pode chamar uma favela de comunidade carente, mas o problema ainda vai ser o mesmo. Que tal a turma da gravata bem arrumada em Brasília e suas ramificações regionais mudarem os termos politicamente corretos para AÇÕES politicamente corretas só para variar?

Os recursos estão lá(eu pago e você?), os corruptos, também...a menos que algum deles tenha desenvolvido teletransporte, acho que é perfeitamente possível fazer com que paguem(literalmente) o que devem à sociedade.

Claaaaaro, isso, ignorando que é bem possível haver uma espécie de código para os seguidores da ética não serem “duros demais” com seus colegas por ninguém saber o dia de amanhã...

Achismo meu: Somos bolsas de sangue esperando para sermos utilizados em quem precisa, mas somos direcionados para quem já tem e quer mais só para garantir a manutenção da boa saúde. E quem direciona? Os responsáveis pelo banco de sangue, oras.
Ah, não sabe? Deixaram morcegos tomando conta da gente, cara!!!