Crônicas, divagações e contestações sobre injustiças sociais, cultura pop, atualidades e eventuais velharias cult, enfim, tudo sobre a problemática contemporânea.

domingo, 30 de dezembro de 2007

De volta para o futuro


Bem, lá vamos nós denovo: Chega o final do ano e toda aquela comoção, votos de felicidades e sei lá mais o quê. Este post, mesmo, vai soar totalmente diferente no dia primeiro de janeiro porque é de temática datada e específica. Pode se dizer que, ao mesmo tempo, voltamos ao passado (pela repetição) e voltamos ao futuro (por repetir as coisas num ano diferente à frente).

A essa altura, deu pra sacar que a foto é do capacitor de fluxo, né? (Ma, Cuma você não sabe o que é? É o aparelho que permite o delorian viajar no tempo em ‘De volta para o futuro’, CATZO!!!) Sacou o esquema? Hein, hein? Futuro, volta? (Bah, prossigamos)

O que me traz a este último post do ano com esse assunto é o fato de sempre desejarmos mais isso, menos daquilo ou, ainda, que algo continue do jeito que é. Isso é repetido ritualísticamente todo ano e pra quê? Todo ano é igual. Tá, mudam alguns fatos e eventos, mas é tudo igual!

Serei mais específico:

*Todo janeiro se arrasta pra quem torrou grana nas 2.057 festinhas, confraternizações e ‘amigos ocultos’ de dezembro (fora as viagens);
*Sempre rola aquele ‘esquenta’ pro carnaval (e viagens);
*Em março, acaba o verão, feriados seguidos (e viagens) e chove horrores;
*Vem páscoa (e viagens) e todos os anúncios típicos de quem comemora a morte e ressurreição do coelhinho da páscoa;
*Dia das mães e tome ofertas persuasivas do comércio;
*Férias (pra quem tem – e viagens)) no meio do ano, festinhas juninas e julinas e, talvez, algum frio;
*Agosto tem dia dos pais e é igualmente longo pra quem torrou a grana das férias...er...nas férias (e nas viagens).
*Chega a primavera, feriado da independência, comemoração da santa padroeira das crianças... hmm, não,não é bem isso ... é do Brasil (a comunidade não-católica agradece todos os feriados santos – e as viagens – horay!)
*Temos, então, mais alguns feriados – e mais algumas viagens (Cacilda, não sei como esse país não pára!), começam os preparativos pra comemorar o nascimento de papai Noel.
*Depois que passa o natal, preparamo-nos pro ano novo e, adivinha? Começa janeiro e o mês se arrasta pra quem...

Aliás, não é engraçado como nosso calendário (que é contado a partir do nascimento de Cristo) não começa em 25 de dezembro? Ora, bolas! Se o homem nasceu em 25 de dezembro, porque o ano novo começa em 1º de janeiro?

Bem, isso é outro assunto e levaria uns 652 posts pra explicar cada manipulação e modificação feita até chegarmos aos dias de hoje.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Sorria, você está no Rio!


Comentários tendenciosos e (um tanto quanto) levianos me trouxeram aqui novamente (Ha, como se qualquer outro motivo não pudesse fazer isso, hehe).

Todo mundo sabe da “rixa” que há entre cariocas e paulistas em diversos aspectos. Já ouvi o (falecido) Mário Covas falar que o carnaval do Rio é mais animado que o de sampa porque “enquanto alguns fazem festa outros trabalham”, ou a opinião de uma paulistana a favor do exército nas ruas do Rio porque só assim mesmo já que a coisa não tem mais jeito e, as mais recentes, devido à grande repercussão do filme Tropa de elite.

Tem gente realmente achando que o filme é uma reprodução cinematográfica fiel à realidade (obviamente por mostrar corrupção e violência no decorrer da história). Vi na net, um texto sobre ‘Tropa de elite’ e ‘Notícias de uma guerra particular’ onde há um comentário, no mínimo, tendencioso. É o clássico comentário que fazem com um certo ar de desaforo ou retaliação “branca”. A frase que eu cito é sobre o autor que, paulistano, (logicamente) se incomodou com “ofensas” a respeito de sua naturalidade (paulistano, cacimba!). Ele afirma que, num lugar onde pessoas se afirmam dizendo pertencer à alguma gangue (o termo foi esse, mas facção tem mais a ver) e ofendendo os outros nas ruas, só podemos considerar que o estado é de guerra civil.

Oras, fiquei mordido com isso, porque você tem que conviver num lugar para dizer o que ocorre lá e não disparar afirmações (pendendo à leviandade) com base em um filme (que NÃO é documentário) , fatos e visitas esporádicos.

Não agüento mais ver o filme de José Padilha (‘tropa’, carai!) sendo criticado como se fosse uma distorção da realidade. Será que essa gente, que fala impropérios como se fosse ‘bom dia’, nunca ouviu falar em ficção? Que recalque, malandragem! É como assistir algum filme de Charles Bronson e falar: “ Olha lá, estadunidenses são perigosos. Saem por aí fazendo justiça com as próprias mãos!” (UIA!)

O que eu acho é que o Rio aparece muito nos noticiários pela violência, mas nem de longe que o que ocorre aqui SÓ ocorre aqui. É tão superficial falar que ‘Rj = violência’ quanto dizer que a violência e corrupção é coisa do Brasil. Quem me conhece sabe que eu não sou um patriota fervoroso (nem bairrista), mas há que se lembrar que alguns países ao redor do mundo penalizam vários de seus condenados com a morte e, mesmo assim, o crime não foi erradicado.

Sou da turma do Wagner Montes nesse assunto. Pára de falar mal do Brasil ou qualquer estado por desaforo!!! É muita tolice (alguém fala mesmo assim?) reclamar do lugar onde você está como se fosse o fim do mundo (Se você mora num lugar é perfeitamente normal achar que lá é mais isso ou aquilo do que outro lugar, mas falar generalizando é igualmente irritante (você nem convive lá e quer tecer conclusões, dá um tempo!). Violência acontece em qualquer lugar e, não custa repetir, eu sempre digo: Violência é normal e até acontece pouco, se você reparar que no meio de milhões de pessoas, nem metade da população morreu ainda. (Aff, sarcasmo sinistro!).


Ironia modo ON
Rio de Janeiro é tão sinônimo de paraíso no caos quanto pobre é igual a bandido, a policia toda é corrupta e japonês é tudo igual (?!).
Ironia modo OFF

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Placebol

Fim de campeonato (oficialmente) e é hora para um balanço geral (“Escraaaaacha!”). No geral, foi como todos os outros: A marmanjada ganhando pra correr e chutar bola enquanto são criticados ou enaltecidos pelo público e imprensa. Mesmo público que chora por ficar umas horinhas em fila de banco, mas passa três (3) dias (disse:DIAS!) pra comprar ingresso de jogos.

O milésimo gol de Romário saiu ainda no início do campeonato (quando o Vasco e o Botafogo, lindos cavalos paraguaios, iludiam suas respectivas torcidas com suas campanhas enganosas de briga por liderança e vaga na libertadores). Os “framengu” fizeram uma campanha admirável (o inverso das melancólicas passagens de Vasco e Botafogo pelo ano de 2007) com sua vaga na libertadores e a quase vice-liderança do brasileiro. O tricolor carioca (Fluminense, oras!) também fez muito bem com o quarto lugar (o que daria a vaga na libertadores se essa já não tivesse sido garantida pelo título da copa do Brasil).

Tá, o (muito comentado) rebaixamento do Corinthians não vai ser o último assunto deste post, mas gostaria de comentar, só, que ver Carlos Alberto Parreira apontar possíveis problemas que teriam levado a isso e possíveis soluções pro ano que vem foi hilário. É a mesma pessoa que, apática, viu sua equipe (a seleção brasileira, porra!) levar um sabãozinho dos franceses de forma esdrúxula. E a resposta dele a respeito foi o quê? O negócio é lamber as feridas e bola pra frente. Sim, achei escroto da parte dele e mais alguns medalhões falarem isso, mas concordo. Eles jogam/trabalham por dinheiro, é a profissão deles. Você fica explicando alguma mancada no serviço ou age: “Tá, chefe, não vai se repetir”? A torcida é que precisa rever as prioridades e o que realmente é relevante na sua vida.

A polêmica do possível primeiro pentacampeão brasileiro ( Post: "Pintou um penta?!") foi destaque bem antes do final do campeonato (umas quatro rodadas antes quando do título antecipado do São Paulo). Bem, sobre isso, gostaria de responder o que um amável leitor misterioso despejou na área de comentários do referido post sobre esse assunto (O mesmo post que eu indiquei no outro parênteses, CATZO!):

Caríssimo(a) “anônimo”,

sim, sou vascaíno, mas não dou a mínima pra quantos títulos o Vasco tem. E, amigavelmente, gostaria de dizer um segredinho pra você: NÃO importa quantos títulos seu clube do coração tem, ele NÃO sabe que você existe. Ele NÃO vai te emprestar a taça pra tirar onda, ele NÃO vai te pagar pela calorosa torcida e nem vai dividir a renda dos jogos contigo. Na verdade, você ajudou a financiar o espetáculo se foi aos estádios ver jogos (e isso é assunto de cada um). Quanto a suas palavras carinhosas, te desejo o mesmo com intensidade e em dobro. E como destaque final do MEU direito de resposta (no MEU blog) , gostaria de te dizer: Vaga na Libertadores NÃO é título e muito, disse MUITO obrigado por acessar este espaço e postar sua opinião (sério, muita gente não dispensa essa atenção). A coisa toda é feita pra você que quer debater qualquer assunto mesmo. E seu vocabulário é deveras requintado. Poderia ser menos polido pra eu entender as considerações que teces? Fomentaria o ardor do hábito da leitura que vive em nós e teria minha total aquiescência, morou?

Beijundas!