Crônicas, divagações e contestações sobre injustiças sociais, cultura pop, atualidades e eventuais velharias cult, enfim, tudo sobre a problemática contemporânea.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Livro e outras bossas


A elitização do livro como verdadeira maneira de se obter cultura é um saco. Simples assim. Você poderia até deixar de ler nesse momento porque o que eu tenho a dizer é apenas desdobramento disso. MA, CALMA, PÔ, NÃO ACABOU!!!

Ainda vou falar (escrever!!) sobre a elitização da Bossa Nova também. Mas, isso é pra daqui a pouco. Antes de mais nada, explico o porquê da minha colocação (UIA!) inicial. Desde que eu era um Garciazinho infante (mas, hein?! O.o), tenho um hábito de ler, de adquirir informações e tals que me é inerente ao ser (eitcha!). Eu, que sou aficcionado por informação, leio de um tudo – menos revistas semanais que se baseiam em dietas milagrosas e spoilers novelísticos. Mesmo lendo até panfleto de “Mãe sei lá o quê, trago a pessoa amada em 3 dias”, uma fonte de leitura que sempre exige uma iniciativa mais avançada é o livro. Não, não que eu não goste, mas gibis, revistas e internet são mais práticos, pois trazem assuntos mais variados (sou louco por informação, não perca esse foco). Li e leio livros sim, mas uma coisa me deixa cabreiro e no próximo parágrafo eu discorro a respeito (termo NERD DETECTED!).

O problema todo é que, talvez, para não direcionar o Homer... quer dizer, o povão a procurar revistas de fofocas de gente famosa – que veste calça uma perna por vez, portanto, gente normal mesmo na TV – o grande incentivo dos meios de comunicação sempre recomenda que se leia livros. Até aí, nada de mau, mas porque só se fala em livros? Acho que seria mais interessante incentivar as pessoas a lerem sobre algo que as interesse, saca? Exemplo: Pratique o hábito de ler. Gosta de carros? Vá ler sobre marcas famosas. Gosta de alvará de funcionamento? Leia algo sobre isso. Gosta de história? Leia a história do alvará de funcionamento de uma fábrica de carros... por aí vai. Mas, nããão, só se fala em “leia um livro”. Tá, mas que livro, diacho? Minuto de sabedoria? (aieuhaiuehia). Fica muito vago. Como dizer “seja bom”. Entendeu? Isso não te diz nada. Só apela pra afirmações sofismáticas (vixi, hoje eu tô NERD nível INTELECTUALÓIDE).

Minha outra bronca, outrora, anunciada (tô te falando, nerdicidade em grau alarmante), fica por conta da elitização da bossa nova. Pô, o estilo tem um nome extremamente genérico (não vou dizer aqui, vá ler a respeito – Rááá, viu como fica melhor se contextualizar?). Enfim, o estilo – tal qual o rock n´roll – era um ritmo de uma tribo, uma garotada que trazia uma musicalidade diferente, uma coisa nova (olha a pista pra quem é esperto! Vai ler, pô! Mas termina este texto primeiro, hein!). Assim como o rock, surgiu como coisa de jovem, mas, ao contrário do estilo estadunidense, a coisa aqui ficou pela juventude da elite e hoje, é coisa de velho da elite. Jovem na bossa nova? Elite também. Tá beleza, nada contra um estilo musical ser mais ouvido e tocado numa determinada classe social, mas porque enchem tanto a boca pra falar disso? Particularmente, eu gosto, mas acho um saco na maior parte do tempo. É muito homogêneo. Em letras e batidas. Mas, há quem viva disso.

Enfim, é um saco incentivar a leitura dizendo “leia um livro”. Ainda mais para um povo que é acomodado e dá jeitinho em tudo pra passar sem os rigores das regras. É como sair, deixar sua casa com TV a cabo e geladeira recheada nas mãos de um casal de pré-adolescentes e dizer: juízo, hein! Captou? Sem especificar, fica um troço “qualquer coisa” que não dura 3 segundos entre os ouvidos. E se o cara não quiser ler, pode ouvir boa música. Mas se você encher o saco dizendo que música de qualidade é Roberto Carlos e bossa nova, só vai incentivar os próprios fãs. Quem vive a vida a “beber, cair e levantar” não tá nem aí pra hora do Brasil ou pra esses ritmos “de velho”. Não precisa ir pra uma rave, também, mas existem músicas muito boas esperando pra serem apreciadas.

Nota do FGarcia®: Nenhum intelectualóide foi maltratado durante a produção deste texto.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

O verdadeiro sentido do natal


Estamos no final de mais um ano e essas épocas de final/começo de ano sempre pipocam mensagens fofas por orkuts, msn’s e e-mails afora. Todos girando em torno de um significado em comum: o do natal. Acaba ficando tudo muito redundante na questão do amor e da solidariedade – no 7 de setembro também tem gente passando fome, mas deixa quieto. Reunindo informações das diversas fontes do (bleh!) senso comum, teci (UIA! Que termo fresco!) algumas considerações acerca da grande solenidade.

Primeiramente, vamos citar, obviamente, o personagem principal da bela festa do amor e da ternura: Papai Noel (Mas, heim?!). Não, meu pequeno gafanhoto, não estou enganado. Em tempos de crise, temos que dar uma ajuda ao bom e velho – não, não o Rock n’Roll – Noel, pois, se não movimentarmos a economia, Vossa Majestade Imperial, os EUAses, vão desmoronar sobre nós – o que amorteceria sua queda, mas acabaria com o natal.

Jesus Cristo (sim, há quem lembre dele nessa época) nasceu(?!) em 25 de dezembro de... hum... de 2008 (quase 2009) anos atrás. Mas, nosso calendário é contado a partir do nascimento do cordeiro de Deus (que é o próprio Deus, e a pomba também...). Sendo assim, como poderíamos levar em conta a comemoração do nascimento do grande JC no final do ano que teria começado com ele mesmo? Acho que ficou confuso. Seria como nascer num dia e comemorar 11 meses depois. Não seria mais coerente comemorar o nascimento de Jesus em 1º de janeiro? É por essas e outras que eu digo que o bom velhinho (não, não o Jô Soares) tem mais potencial comercial do que o salvador.

Acho que seria (ainda) mais comercial lançar logo uma idéia de que Noel teria nascido em 25 de dezembro de 0000, isso deixaria o caminho e a luz para Jesus comemorar seu “niver” tranquilamente em janeiro, na paz, sem dividir atenção (você sabe, Maria Madalena tentou se aproximar demais, e ficou com fama de rameira). Na verdade, os coadjuvantes são um capítulo à parte, pois, como seria um Papai Noel sem filhos? Os Umpa Lumpas que fabricam seus brinquedos poderiam ser? Nosso irmão maior é um pouco mais complexo nesse ponto, já que é pai filho e espírito santo ao mesmo tempo, nasceu de uma mulher virgem e, mesmo sendo o rei dos reis, foi criado pelo padrasto, que era pai também, como carpinteiro.

Concluindo, só sei que Papai Noel escolheu o dia do nascimento d’O CARA pra distribuir presentes às crianças que têm pais endinheirados, a despeito do grande acontecimento. Ô, velhinho batuta! Provavelmente, assim que Jesus nasceu, ele pegou seu trenó e seus veadinhos e voou seguindo a estrela de Davi até onde o menino iluminado se escondia para celebrar sua chegada. Era 25 de dezembro, apesar de não ser o inicio do ano, é o nascimento de Cristo (como conta nosso calendário Gregoriano – e Gregório deve ter deixado algum registro explicando isso, NÃO É POSSÍVEL!)

Pra finalizar, tudo isso não passou de uma brincadeira com os muitos significados da data conhecida como natal e celebrada por tudo quanto é cultura por aí. Recalcados que me desculpem, mas a motivação desse texto não foi religiosa.

FGarcia® é um brincalhão.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Prefeitura Bossa Nova


Para prefeito – ou qualquer outro cargo público que vá influenciar na minha vida – quero que seja alguém com estilo, com um ‘quê’ diferente. Nada daquele discurso fácil de ‘o concorrente não é tão bom, não vote nele! Só eu me preocupo com saúde e educação’. Quero ouvir alguém que saiba falar. Que fale diretamente e não fique de promessas muito espaçosas, mas sem volume. Sem conteúdo.

Se, na hora de fazer sua campanha, você se preocupa mais em minar a confiança dos eleitores do concorrente... você é pequeno e quer nivelar por baixo uma disputa que sabe que pode perder. Seria como o Vasco torcer para os concorrentes perderem enquanto fica tocando de lado, ao invés de treinar duro (UIA!) para jogar e reverter a situação desfavorável.

Fernando Gabeira tem estilo e se lança a essa candidatura como uma opção para os novos tempos – até porque, analise, as outras propostas sempre vêm com ar de “hmm... já falaram isso antes”. Claro, há aquelas piadinhas – tão manjadas quanto falar mal da tribo emo – sobre quem vota nele é playboy, drogado e tals. Mas, isso é como as piadas racistas que fizeram com Benedita da Silva quando disputou a prefeitura do Rio de Janeiro com César Maia (atual ditad... prefeito). Quem sabe o que se perdeu por elegerem as promessas entusiasmadas e demagogas em vez de darem uma chance ao lado alternativo?

Pergunto isso porque talvez, tenhamos deixado de ver um sol muito mais brilhante por medinho medíocre de ousar. O falecido (ex-presidente) Juscelino Kubstrá-lá-lá (com todo respeito) também era diferente e conseguiu revolucionar a história do Brasil. Porque não aqui? Você costuma ver um candidato com pouquíssimas placas e galhardetes pela cidade – ou seja, quase nenhuma campanha de (sujar) rua – chegando ao segundo turno com tanta segurança? A cidade quer mudança, mas ainda há quem queira ficar naquela de “Ui, se votar no Gabeira vai ser o paraíso das drogas” Aff, cresçam! Não falo de quem tenha convicção embasada de votar em outro candidato, mas o concorrente apela para esse folclore.

Parabéns Gabeira, seja qual for o resultado, você está de parabéns por não ter se rebaixado ao nível das “cotoveladas do segundo turno”. Ser amigo do presidente do país não garante que o Rio vá melhorar (e, no frigir dos ovos, isso não te faz inimigo dele), até porque, o presidente diz que o Brasil está em seu melhor momento... Pensando nisso, acho até saudável uma certa oposição... Se os três níveis de governo ficarem nessa de “estamos numa boa”, quem vai chegar pra representar o povo e dizer “ei, tá faltando meu pedaço do pudim!”

FGarcia vota em FGabeira.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Política ou espetáculo?


Ser ou não ser... hmm, bem, já vieram com isso antes, né? Então, eu venho com outra pra você: Era ou não era pra ser? Porque o titio Garcia pergunta isso pra você se nem adiantou todo o conteúdo? Bem, espera, cacete! Vamos ao assunto sem delongas, coió ;p .

Bem, assim como o Rock In Rio já não é no Rio de Janeiro há um bom (bom, booom) tempo, as propagandas políticas não são mais um mero palanque de propostas – nem de troca de ofensas, puramente – já desde sei lá quando. O carisma não habita mais na pessoa do político, nem em algum feito que, mesmo eleitoreiro, tenha realizado. O assunto todo, agora, é no show que é produzido em torno dos candidatos. Um show que pode até deixar a propaganda menos maçante e mais “prefrentex”, mas ainda corre o risco de desviar a atenção do que realmente importa.

Do mesmo jeito que o náufrago encarnado por Tom Hanks no cinema não naufragou (ele caiu de avião, não afundou com um barco), artistas cantam músicas famosas - ou músicas de campanha mais grudentas que aquele bêbado carente no fim da noite na mesa ao lado da sua - e fazem um espetáculo de imagens bonitas da cidade, das pessoas e dos concorrentes a um cargo muitíssimo bem prestigiado e remunerado. Mas, na realidade, não trata-se de um concurso de popularidade... pelo menos, não deveria ser. A maioria nem se dá ao trabalho de montar um texto razoável pra jogar em nossos ouvidos.

Falando em texto, já reparou que, alguns candidatos, quando se vêem na antiquada posição de ter que falar de suas plataformas, não passam daquele lugar comum que todo mundo fala, mas só os eleitos têm o ‘azar’ de serem cobrados – mas, não lembrados daqui a um ano? É sempre o mesmo combo “Saúde-Educação-Cultura-Esporte-Lazer-Segurança”. Aí, você vem com toda a pureza de seu coraçãozinho radiante e diz: “Ma, o que tu queria? Tá tudo rÚim meRmo!!!”. Ao que eu retruco: “Calma, gafanhoto, repare que ninguém oferece propostas. Só promessas. E promessas só nos levam a ganhar o que Mariazinha ganhou na horta (UIA!).

Qual a diferença? A diferença entre promessa e proposta, é que a segunda, se vier com algo do tipo “pelo futuro de nossos filhos” ou “por um mundo melhor” soará como história da carochinha. Quem ainda tiver que encarar o segundo turno de eleições municipais vai ter que romper (UIA!²) o fino e difícil véu da propaganda política, propriamente dita. Quem tiver o marketeiro mais legal, ganha. Mas, quem conseguir enxergar além disso, vai analisar e votar naquele que tiver propostas reais não disfarçáveis com vinhetinhas enroladoras.

Bom dia/Boa tarde/Boa noite e obrigado pela atenção. Assistam aos debates e analisem quem tem propostas e quem tem ataques pessoais (e vê se vota certo, mané!).

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Debate eleitoral


Bem, na reta final para o primeiro turno das eleições municipais de 2008, nos deparamos com uma novidade relativa ao processo eleitoral no que diz respeito aos debates. Casos específicos de Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Fortaleza – com um pequeno a(r)dendo para São Luís, que está para ser decidido o assunto que vos falo). Trata-se de cidades que não terão os tradicionais debates promovidos pela TV Rede Globo com os principais candidatos – destacados nas pesquisas de opinião.

Primeiro, o motivo: A legislação eleitoral (sabiamente, na minha humilde opinião) decidiu, basicamente, que, ou todos os candidatos do certame participam do debate, ou nenhum. E, nas cidades destacadas no parágrafo anterior, foi exatamente isso que aconteceu... ou NÃO aconteceu. Por exemplo, no RJ, um candidato e em Sampa, foram uns cinco, dos oito concorrentes. Não quiseram assinar um acordo proposto pela emissora dos Marinho onde se acertaria que os cinco/seis candidatos mais bem colocados nas pesquisas encomendadas seriam os escolhidos para responder e trocar farpas em rede televisionada.

Da parte dos candidatos que foram contrários, o lance é a influência das pesquisas encomendadas. Eles ficariam de fora, impedidos de argumentar e expor suas idéias ao vivo por que não figuraram entre os preferidos dentro de pesquisas de opinião - que não têm nada a ver com a vida real. Pensa bem, como decidir quem vai poder mostrar mais sua campanha na TV através de estatísticas não reais? Todos os cidadãos eleitores ativos e decididos foram entrevistados? Se (claro que) não é assim, existe consistência nessa escolha? Os candidatos escolhidos não foram postos lá pela decisão da maioria. Se uma mínima parcela do eleitorado decide quem vai debater, porque as urnas, então? Vamos logo decidir o(a) novo(a) prefeito(a) e parar de perder tempo!

O argumento da Rede Globo é o de que a legislação eleitoral pratica impedimento da liberdade de imprensa com esse proceder. Segundo a emissora que tem tudo a ver com você, perde-se o direito a mostrar propostas dos (seis principais) candidatos num debate claro e direto para ajudar na escolha do público. Não à toa, os candidatos contrários estão na parte de baixo das pesquisas. Por que têm poucos eleitores? Talvez, mas é certo que seriam impedidos de fazer seus jabás. Não seria impedir o direito à campanha? Por que só alguns poderiam e não todos?

Ainda tem o seguinte: A Rede por onde a gente se vê, em nota divulgada à imprensa, me pareceu indignada com a justiça eleitoral e com os candidatos que se recusaram a facilitar para os concorrentes mais ‘pop’. Para o canal onde a festa é sua, (a festa é nossa é de quem quiser, quem vier) seria impraticável um debate com mais de seis candidatos, pois a experiência teria mostrado que assim, não haveria um aproveitamento satisfatório do tempo. Ou seja, em troca de tempo hábil na programação, mais da metade dos candidatos do município do RJ (por exemplo) não teriam direito a discutir suas propostas com os concorrentes e/ou com quem fizer a mediação.

Os debates do segundo turno estão garantidos. SE os segundos turnos estiverem garantidos.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Urna eletrônica não é pinico


Eleições chegando e é inevitável... tenho que falar da campanha eleitoral (denovo, mas dessa vez é por outra abordagem). As próximas eleições são para eleger (dah!) prefeitos e vereadores. É fácil distinguir um tipo do outro. Os candidatos a prefeitos são aqueles que escolhem um tipo (‘do povo’, ‘doutor’, etc) e fazem seu marketing pessoal/profissional/político em cima (UIA!) disso. Os aspirantes a vereadores são, basicamente os tipos citados e mais um porrilhão de sub-tipos diferentes. Tem ator que leva neta e um filhote de gato, tem “zé das couves” que promete salário mínimo de R$ 2000,00; tem tiazona esquisita que promete plástica gratuita e tals...

O negócio é que quem quer ser prefeito “esquece” que segurança (polícia) é coisa do estado (governador), saúde é nos hospitais municipais e afins, educação, mesmo caso da saúde, mas em termos de escola... Não agüento quando os caras falam em trato com o presidente pra salvar o país, quando eles nem falam do município e fazem parecer que é tudo uma coisa só – talvez aqui no RJ, pelo fato de a capital ter o mesmo nome do estado.

Já quem quer ser vereador – a maioria – nem parece saber pra que serve um. (Nota venenosa: Talvez por eles terem vindo do povão – que também não parece entender muito bem pra que serve um vereador). Aí, amizade, é uma orgia (nham!) de promessas vazias do tipo: “Pela saúde, educação, segurança, cultura esporte e lazer!”. Fora as frases de efeito que a gente ouve através dos genes de nossos antepassados até hoje. Tem os que tentam reeleição e se gabam de uma ou duas leis que teriam criado (Má, Bátima, quatro anos pra criar SÓ DUAS leis?). É, gafanhoto, quatro anos é muuuito tempo...

Já falei num post anterior sobre o que acho das pesquisas de intenção (aquelas que entrevistam 100 ou 1000 pessoas e divulgam como se os milhões de habitantes restantes também tivessem votado – e são sempre os mesmos candidatos). Agora vou falar dos objetos de intenções de votos. Eles criam a cultura do medo e fazem os governos atuais parecerem um droga. No final, quem ganhar, ano que vem, vai fazer de tudo pra mostrar que a cidade prosperou, mas, enquanto isso, vai mostrando correligionários e aliados botando as carinhas de bons moços pra angariar alguns votinhos.

No fim das contas, veja bem em quem você vai votar, ô coió. Parece clichê, mas é pra votar consciente. Nada de dar voto pra quem tem cara de bonzinho – olha o Collor aí, gente! - ou quem se garante apenas em seus famosos nomes ou em famosos nomes de outros (como a candidata que fala menos que seu pai ex-governador ou um que aparece na mesmíssima posição que seu irmão deputado – e, óbvio, de mesmo sobrenome – apareceu antes). Presta atenção se o seu candidato tem mesmo propostas plausíveis ou se é só o mesmo monte de asneiras recicladas dos anos passados.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Brasil: País do “Tudo bem” ?


Estou aqui hoje pra falar do país do futuro. É, do nosso Brasil (Ou, BRONZIL – talvez, pela empolgação ufanista com que alguns veículos de comunicação lidaram com o assunto). Pretendo falar algo que sai do senso comum do “coitadinhos de nós, sem investimento, matando a sede na saliva pra representar nosso país”.

O negócio é que essa gente bronzeada (hein, sacou? BRONZEada) mostra seu valor, mas, ao que parece, não distingue muito bem o significado de uma olimpíada de um jogo de bola de gude ( a menos que o jogo de bolas de gude fossem um esporte olímpico, aí teriam o mesmo significado, pelo menos nessa parte do ano, mas estou divagando...). O importante numa olimpíada É GANHAR. O ouro é o que se deve (ou deveria) almejar. Simplesmente ganhar medalha, seja lá qual for, é papo de quem chega sem querer ou sem saber o que fazer. Se o importante mesmo fosse só competir, não haveria necessidade de um pódio só com três lugares, e mesmo assim, um mais alto que o outro. Ou, uma medalha pra cada um por participação.

Por ter de lutar numa espécie de final genérica pra conquistar o bronze, temos a impressão de que ‘ganhou-se’ o bronze, mas, a verdade, é que você perdeu antes da final do ouro (saca? A que importa!). A prata, nem se fala, é a final que importa e que você perdeu. Lóóógico, não sou tão chato que não reconheça alguns bronzes e pratas que valeram ouro (meninas do futebol, Ricardo e Emanuel no vôlei de praia, enfim, deu pra entender, né?), mas o conformismo com o fato de não ter investimento é que me irrita. E isso nos leva ao próximo parágrafo.

O Brasil é o tipo do país que se passa por coitadinho por não ter investimento, mas nos mundiais da vida eles ganham. Porque os jogos olímpicos causam tanto amarelamento? Tem, sim, quem chegue lá na base do sacrifício, mas, calma lá! É digno mandar aquele papo de ‘Tudo bem, tem mais quatro anos pra ir em busca do sonho’? É esse o conceito de país do futuro? Pensar sempre na próxima, prometer um êxito que não chega, e aí, fazer uma pseudo-festa por algum “quase” (sempre tenho a impressão de que, no fundo, a galera do ‘não-ouro’ não vibra tanto na intimidade de suas vidas particulares). No frigir dos ovos, todos sabem onde o calo aperta. Por vezes fica a impressão que as explicações são meramente um placebo, uma jogada de orgulho ferido temperado e diluído na lábia de quem vai ouvir e pensar muito mais do que falar.

Por favor, vamos parar com essa conversa mole de que o que vale é representar o país. Não se representa um país perdendo. Não façam isso, falo por mim, por favor. Eu vos libero pra tentar uma carreira de torneiro mecânico ou açougueiro – aliás, você pode cortar uma peça de alcatra errado e dizer que vale a intenção, pois um boi morto e esquartejado não pode mesmo te culpar por nada. Desculpe a intransigência, mas quando eu vejo o pessoal festejando algumas medalhas, das quais parte delas foi conquistada por erros dos concorrentes, fico angustiado. Tem gente aí que já se aposentou e nunca deixou o discurso de “tem mais quatro anos aí pra tentar reverter a desvantagem”. E os países que nem Deus sabe onde fica, mas que ficaram à frente do Brasil no quadro de medalhas? Eles têm toda essa gama variada de esportistas que nós temos?

Minha sugestão é: Camelôs de CD´s e DVD´s piratas no atletismo.Eu vejo na hora do ‘rapa’, com toda aquela explosão muscular, seria KABLAM!!! Vários ouros! Se não desse certo, ainda restaria o velho discurso “A gente tá trabalhando, tá ruim de achar emprego! Ninguém investe na gente!”.

FGarcia® não recebe investimento.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Velhice. Você está preparado?


Vamos fingir que a violência não está se tornando “causa mortis: natural” e que doenças são casos isolados de infelicidade. Vamos considerar que a velhice é algo certo no processo natural da vida de um ser humano – Lembra: ‘Nascer, crescer, reproduzir (nhac!), envelhecer e morrer’?

Eu acho que minha velhice será algo muito legal por um lado e uma agonia por outro. Legal porque a passagem para a senilidade será algo muito sutil pra mim. Imagina: Quando eu tiver cabelos brancos e começar a pensar alto sobre divagações diversas pelas praças, jogos de damas e filas de bancos ninguém mais vai se admirar, ué, trata-se de um velho gagá! Quando a imaginação se mostrar estranha não ouvirei mais: “Eu, heim, parece um velho falando sozinho!”. Vou poder resmungar à vontade sem ouvir comparações pejorativas com a terceira idade. Ao invés disso, vão, descaradamente, dizer na minha cara – isso quando não reclamarem em voz baixa fazendo aquela cara de “Aff, velho é um saco!”.

Por outro lado, terei que lidar com a calma e vagarosidade que o organismo estará sujeito tendo, assim, que me acostumar a não mais fazer as coisas correndo e/ou várias ao mesmo tempo. Acho que somente assim eu vou deixar de ser ansioso e, um tanto quanto, hiperativo. O plano de saúde vai ser mais caro, vão me tratar como uma criança retardada mental, vou ter mais um fator para pensar se vou chegar vivo até o fim do dia e outras coisas. Corpo frágil feito o de um recém-nascido. Apesar de que, hoje em dia (e a tendência é evoluir), os velhinhos surfam, escalam montanhas e descem de rapel, saltam de pára-quedas e ouvem heavy metal e samba de raiz (até porque, muitos dos pioneiros da nobre arte das músicas que revolucionaram o mundo estão da meia para a terceira idade).

Cara, parei pra pensar que até lá, a garotada do futuro vai me ouvir dizer: “Porque eu curtia muito heavy metal, samba, música clássica...” e os fraldinhas emos futuristas vão me interromper dizendo: “ Pô, coroa, essas músicas de velho aí!!! O negócio é MICA-RAVE pulando muito atrás do TRIO TECHNO-ELETRÔNICO, aí!!! (Podem ser dias tenebrosos nos aguardando nas esquinas do futuro)

Carai, divagação da pesada!

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

A (polêmica) Favorita


Sabe, estava prestando atenção aos comentários desta semana - mais precisamente do capítulo de terça-feira, 05/08/2008 – sobre a novela A Favorita da Rede Globo. O capítulo mostrava uma tremendaça de uma reviravolta na trama. Obviamente gerou repercussão proporcional à audiência que tem.

Basicamente (pra quem não sabe a história), trata-se de duas antigas amigas, uma leva o marido da outra, o marido é assassinado e a “fiel” é presa por 18 anos. Na saída, ela faz de tudo pra que os outros acreditem na sua inocência, ao passo que tenta mostrar que a outra é que roubou tudo dela e a culpou pelo crime. “Santa confusão, Bátima!!! Então, você vê novela e nem me conta detalhes dessa trozoba?!” Calma, gafanhoto, Tio FGarcia® elucida o mistério.

Primeiramente, não é sobre a novela que eu vou falar (digitar!!!). É sobre muitos comentários que eu vi por aí. Acontece que a personagem de Patrícia “continuo linda” Pillar, Flora, começou a novela como a coitadinha injustiçada “Ó, vida; ó, azar”, enquanto Claudia “Donatella – Santa tartaruga!” Raia era a perua esnobe pra quem todos nós torcemos o nariz quando aparecia em cena. Enfim, o típico folhetim de sempre (redundância proposital). Aí, de repente, não mais que de repente, pinta a grande reviravolta: João Emanuel Carneiro, o autor, mostra a, outrora, coitadinha admitindo que matou o ex-marido. Por isso, a personagem de Claudia “sou um mulherão” Raia passa a ser a chorosa injustiçada. Como assim?! Tão no início?! Hmm... aí tem...

Mas, o que eu quero mesmo falar com toda essa “sintonização” no tema, é a decepção que inúmeros telespectadores tiveram. Só que a maior decepção não foi com a Flora... Foi com o autor! Ó.Ò . Tantas pessoas reclamando da trama ter se virado em “180º flip turn around plus ex vt 16v” foi até normal, mas o choque das pessoas com o fato de alguém se mostrar um lobo em pele de cordeiro é de uma ingenuidade ímpar. Vai dizer que você nunca se deparou com algum “duas-caras” por aí? Fala sério, o que mais tem nesse mundo é fofoqueiro, gente pra tentar te derrubar. É utópico e sem sentido querer que, nas novelas, o bonzinho seja 100% bom e o vilão seja totalmente mau.

Aí vai ter um mané, lá no fim da sala, que vai dizer: “Ma, Cuma? Você acha que o povo tem carga intelectual pra agüentar personagens profundos em novelas?”. Eu respondo desse jeito: Não, sei que não há espaço pra esse tipo de conteúdo, mas se a novela se chama A Favorita, todo o marketing da novela é sobre duas mulheres com a mesma história e uma está mentindo e, no final, a verdade se revelará... Putz... precisa explicar mais sobre o porquê desse texto? Chocado mesmo, fiquei eu ao ver que as pessoas foram com a cara da coitadinha e não acreditam em sua porção obscura. Será por isso que há tanta impunidade nesse mundo? Acho que o povo tem uma boa fé meio burra e se sensibiliza com qualquer carinha de triste. Tipo... quebrei sua janela, mas eu sou tão triste sem quebrar... “Ah, tudo bem, todo mundo tem, problemas...” Baaah!

FGarcia® defende a flora... e a fauna e todo o meio ambiente.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Patriotismo – Prestígio ao país


Critica-se muito os estadunidenses pelo seu exacerbado amor à pátria (deles, lógico, né?). Mas, se eles são os manés por amar sua pátria... o que somos nós com nosso pouco apoio aos esportes “não-futebol”, nossa pouca freqüência às salas de projeção (cinema, pô!!!) para assistir filmes brazucas e tals? Parece aquele caso dos “Alfa” que sempre trataram os “Nerds” como lixo, mas no final... Quem é que se dava bem mesmo?

A idéia pra este post me veio quando vi uma notícia na internet (vide o desenho acima)sobre o famoso artista (pra quem curte quadrinhos, seu nerd!)Alex Ross - que possui uma técnica de pintar seus desenhos com aquarela dando um ar realista às histórias em quadrinhos ou posters que faz. A notícia mostrava uma arte do mancebo retratando Barack Obama – candidato à presidência dos Euases – numa posição (UIA!) estilo Clark Kent abrindo o paletó para se mostrar como Superman. Na mesma página, estão diversos comentários sobre isso. E não faltaram críticas ao extremo patriotismo estadunidense. Mas, as pessoas abusam do sofisma para falar certas coisas e não avaliam seu próprio rabo sentado no formigueiro enquanto condenam pessoas que deixaram um doce cair no chão.

Pra começar, é um desperdício de cérebro só olhar para a sua cultura e ignorar ou falar mal da dos outros (o contrário também acontece e é, igualmente, uma lástima). Já que alguém tem amor obcessivo por uma certa quantidade delimitada de terra, há que se perguntar, pelo menos, duas coisas: “Por que é assim?” E “Por que eu não sou assim?” . Explico. Eles são preconceituosos quanto ao que vem de fora? Sim, mas nem todos. Pra se manter no topo eles derrubam quem estiver no caminho ou tentando alcançar? Sim, mas, você faria diferente? Não estou afim de defender ninguém, mas, aqui, faz-se piada com verdadeiras desgraças (pobreza, corrupção, violência e até com o presidente) e ainda se tem orgulho de chafurdar na lama durante o carnaval. Segundo os sofistas isso mostra como o povo brasileiro é valente. Pff... Faláceas!

Enfim, se repararmos bem, uma das coisas que mais nos incomodam neles é seu patriotismo cego, ao passo que, aqui, no nosso quintal, caem corpos de cidadãos, bandidos e policiais (cidadãos ou bandidos) – por fome, tiro ou doença. Como eu citei antes, estamos sentados no pudim caçoando de quem derrubou um cajuzinho. Não vejo nada de mais em um artista mostrar seu apoio a seu candidato preferido e não sei por que um país tão evoluído em diversos segmentos em que não somos merece ser tão criticado por nós. Deveríamos criticar os que nos assolam e não quem mal sabe em que parte do planeta vivemos.


FGarcia® é um índio-pivete-jogador de futebol que vive numa palafita-barraco na floresta, à beira da praia de Copacabana (saca, Buenos Aires!), fala Espanhol e curte samba (aquele ritmo que parece uma mistura de lambada com salsa, entende?).

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Pesquisas de opinião


Alguém se habilita a me dizer pra que servem as malditas pesquisas de opinião quando eleições se aproximam? Teeempoooo... tic-tac-tic-tac... Ninguém? Não?

Pois bem, conjecturei algumas causas e conseqüências das pesquisas encomendadas aos institutos de pesquisas da praça para utilidade funcional nenhuma – pelo menos não de uma forma limpa e ética, mas estou me adiantando. Confiram:

O eleitor médio (e alguns não tão “Homer/Lineu Silva” assim) vê as pesquisas e seus resultados. Rapidamente, vem a reação a quem está em primeiro, segundo e, se seu candidato não estiver nessas posições (UIA!), as posições finais (se contabilizar pelo menos 1% dos entrevistados). Gostaria de dizer que seu candidato em primeiro lugar nas pesquisas não influencia a vida de ninguém já que você já estava convicto. Agora, se seu preferido não figurava no topo dos resultados, ou se você estava lá naquela galera dos “votos brancos, nulos e indecisos”, a coisa fica um pouco mais complexa. Próximo parágrafo destilando o soro da pretensa verdade paranóica é com você.

Seu candidato em segundo nas pesquisas (ou em terceiro se a disputa estiver acirrada) ainda te dá esperanças de votar por um mundo melhor. O problema é quando você vai votar em quem mal aparece pontuando na tabela. Aí, a maioria pensa logo “Cara, porque eu vou votar nesse cara, ele não vai ganhar mesmo, é tudo igual, ninguém presta, a Globo manipula as mentes, povo sem memória, salvem as criancinhas...”. Sabe, isso faz brotar (ou melhor, ativar) a mania de futebol inerente ao ser: Só o primeiro lugar vale, vice e último são a mesma droga. Pensando assim, cansei de encontrar gente querendo votar nulo, em branco ou em quem estava em primeiro nessas máquinas de persuasão.

E é sobre persuasão que eu falo agora. As mídias não te orientam a se concentrar nas campanhas, no caráter ou no histórico do pretendente a um cargo público (sim, são funcionários públicos, não donos do continente). As pesquisas só mostram quem está liderando, mas, adivinha só: Não entrevistaram todos os eleitores. E o que essa observação óbvia traz? Ora, gafanhoto, eles entrevistam 800 pessoas (talvez 500 no centro da cidade e pequenas frações ao longo das periferias, subúrbios e tals) e saem com resultados do tipo “Se as eleições fossem hoje, blá, blá, blá, pereré pão duro”. Ma, Cuma?!? E se o total de eleitores na ativa fosse 2000? Haveria a possibilidade de os outros 200 mudarem os resultados.

Concluo dizendo que se, numa pesquisa hipotética (Rá, e qual delas não é?!), 60 pessoas forem entrevistadas determinando alguém como líder, podemos pensar que se a população for de 100 eleitores, 40 pessoas foram ignoradas – o que poderia fazer uma diferença relevante. Aí você pode retrucar: “Ma, FGarcia®, é praticamente impossível entrevistar tooodos os eleitores, principalmente nos grandes centros urbanos ou confins rurais”. E eu digo, olha, iluminado, se vai passar dados incompletos ou hipotéticos, por que não te calas? Como todo jornalista (mesmo em formação), aprendi que não se passa ‘mais ou menos’ uma notícia. Dados incompletos e especulações manobram a opinião de quem só acha o voto válido se for pra quem ganhar (sempre penso em quantas pessoas vibraram com o Botafogo líder do Brasileirão 2007 – Há-há!!!) e tem o nome técnico de (valei-me todos os santos: Nelson Rubens, Leão Lobo, Jussara Carioca, etc) FOFOCA.

Quero encomendar uma pesquisa pra saber a porcentagem da utilidade das pesquisas de intenções de votos.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Providências?!


Deixa eu contar uma historinha aqui, só por alto. Não cansa, nem vai doer (muito).

Primeiramente, seu senador, (Bispo) Marcelo Crivella – aquele mesmo, insistente candidato a prefeito do Rio de Janeiro – chega com aquela carinha de garoto propaganda e instala obras eleitoreiras/populistas. Bem no ano de eleições municipais. O camarada também disponibiliza o exército na favela onde suas obras andam. Fora o fato de o cidadão - que mistura religião com política e televisão num mix do barulho pra começar bem todos os seus dias com aquela energia – ser suspeito de envolvimento em obras do PAC, ele andava bem sobre as pernas, afinal, ninguém de fora reclamava e ninguém de dentro reclamaria mesmo com suas casinhas sendo ajeitadas com tanto afeto – Além dos peões que sopravam pra um pouco longe o desemprego – sacou a rede de relacionamentos mais poderosa que o orkut, né?

Acontece que aconteceu o menos esperado, militares do exército, na favela, entram em atrito com alguns moradores e, dali, sai o caso mais chocante das últimas semanas (menina Isabella, até que enfim te deram um descanso!): Três jovens (que eu gosto de chamar de “Três Mártires”) são entregues a traficantes de uma favela próxima “administrada” por uma facção rival da que eles convivem e amanhecem mortos. Não vou discorrer sobre o sensacionalismo do caso por parte da grande mídia e não vou questionar se os mártires tiveram passagem pela polícia (e dois tiveram + a mãe do terceiro), o foco aqui é ver como o próximo parágrafo parece confuso, mas se torna totalmente excelente quando se coloca o nome de Crivella nos espaços tal qual cimento entre tijolos.

Marcelo Crivella, bispo da IURD (Igreja Universal do Reino de Deus) havia se candidatado há 4 anos para prefeito do Rio. Teve que acatar a decisão do TRE (eu acho) para se desvincular da Rede Record de TV pra não se valer de seu apelo “artístico” fazendo campanha em tempo integral. E, vamos aos dias de hoje, o bacana se defende das acusações de obras eleitoreiras acusando a Rede Globo de TV de persegui-lo por ser da IURD e ligado à concorrência. Ah, e sempre, sempre se cita a tal audiência que a Record estaria faturando sobre a galera do plin-plin deixando o pessoal inseguro.

Vou te dizer um troço, lá está o senador-bispo-eleitoreiro se ligando à religião naquele papel de “oh, coitado de mim, é porque eu sou religioso” só pra turma do ‘fala que eu te escuto’ se voltar contra a rival. É sabido que a Record mantinha uma espécie de agente duplo na Globo (um espião que passava mais do que deveria pra quem não deveria), aí, eu te pergunto: Quem não presta nessa história? Você encheria a boca (UIA!) pra se dizer perseguido quando a emissora a qual você é vinculado se vale de espionagem corporativa pra criar factóides ?

Embora tenha uma carinha que dá vontade de reverenciar e pedir a benção de tão manso que o mancebo parece ser, há que se pensar em como essa conversa toda começou. Militares agiram em estilo tribunal de exceção, rapazes foram mortos, o tráfico rola mais armado que o Rambo, a Globo é a emissora de maior alcance do Brasil, mas, no frigir dos ovos, temos um franco candidato a prefeito do Rio cometendo mancadas que deveriam ficar nos tempos de Dondon. QualÉ, só falta tirar foto em feira beijando criancinha enquanto assessores distribuem brindes, CATZO!!!

Observemos de perto o desenrolar do ano eleitoral e suas emoções. Vote em FGarcia®, prometo sempre prometer o que ainda não se cumpriu, mas que estaria em vias de ser se percalços não impingissem tamanhos desafios na nossa vida. (A arte da prolixidade, retórica e do sofisma – compre comigo o kit “Fale como um político, não diga nada e saia aplaudido).

quarta-feira, 18 de junho de 2008

C.R.É.U (Criticar os Recalcados É Urgente)


Fico doente cada vez que vejo alguém criticado por qualquer coisa se fazer de vítima e responsabilizar algum tipo de preconceito como motor da crítica. Exemplifico: É como se o Pelé reclamasse que as críticas direcionadas a ele fossem por ele ser negro.

O mesmo acontece com a galera do funk. Não vejo ninguém reclamar da grana que recebe – ou da exposição que tem – mas, sempre que são criticados pelas letras ou pelas “coreografias” (ah, aspas...sempre aspas!) aparecem posando de “Oh, coitado de mim, eu faço parte de um estilo musical das classes menos favorecidas e ninguém gosta de me ver por cima da carne seca só porque eu vim de baixo”. Mais emo impossível.

É batata (Cruzes, alguém fala assim ainda?), a mídia em geral dá moral pra qualquer um que atraia atenção da massa de manobra... er... povão, vêm as críticas e lá está o puro recalque. A última que vi foi daquela moça que atende pela alcunha de melancia. Já vi críticas sobre a mesma acerca de seu físico ‘gordinha que malha’ ou sobre qualquer outra coisa (ah, não é difícil, com essa super exposição e a absurda falta de conteúdo...). A resposta? Coisas no melhor estilo/clichê “Ah, o povo gosta” ou ainda, “Me criticam por eu ter vindo de baixo”. Aff...

Não quero ser moralista, nem julgo o funk (muitas vezes denominado como ‘carioca’, mas, a bem da verdade, só existe mesmo aqui no Rio – pelo menos, desse jeito que é feito aqui e não se comparando à galera dos EUAses como: George Clinton, Funkadelic, Parliament, etc). Ademir Lemos, Gerson King Combo, e outros, também não estão inclusos quando eu cito a palavra funk aqui (do contrário, seria como falar de pagode mela-cueca e incluir Bezerra da Silva). Voltando à vaca fria (e eu ainda vou descobrir o porquê dessa expressão), entendo o funk como um estilo sensual (pra lá de erótico mesmo) e sua proposta é dançar, se mexer e se divertir (alguns usam pra engravidar, mas isso é outro papo). Uma pessoa que faz seus 15 minutos de fama chacoalhando a enooorme bunda quer mostrar conteúdo como? A vulgaridade realmente não é relevante nessas críticas?

Sempre que se faz uma crítica a alguém pobre, é porque a pessoa é pobre; negro, por ser negro; gordo, por ser gordo e por aí vai. Fala-se da melancia (melão, morango, samambaia, fruta-do-conde, acerola e outras denominações que substituem objetos associáveis à mulheres que não se incomodam em ser coisas pra se promover na cultura pop de hoje em dia). Tá, considero o funk um estilo bacaninha pra se divertir numa festa. E por que o FGarcia®, que curte o fino do samba de raiz e o mais genuíno heavy metal, dançaria (alcoolizado, é verdade) um funk de vez em quando? Ora, meu bom aprendiz (Tá demitido!), dá pra aproveitar alguma coisa do funk depois que os caras abrem a boca? Fico no batidão mesmo (maldita cachaça!).

Bem, amigos... hmm, já falam assim... Bom, gostaria de deixar minha crítica também. Como diria Raul Seixas, eu também vou reclamar. Já se foi o tempo em que lamentávamos o fato de mulheres serem vistas como ‘pedaços de carne expostos no açougue’. Toda uma revolução nos anos 60/70 para que mulheres se liberassem do papel de coadjuvantes da história pra, hoje em dia – sem ditadura – as mulheres serem expostas como frutas?!? O.o

Gatas, panteras, cachorras, melancias, samambaias... O importante mesmo é não fazer as mulheres de objeto.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Cigarro mata...


... e só? Você diz que cigarro mata – com a naturalidade com que diz ‘violência só gera violência’ – e não reclama de refrigerante, bebida alcoólica ou dos programas humorísticos da TV aberta?

Pois, eu te digo: Isso e muito mais ferra a vida de modo impressionante. Cigarro detona seu corpo inteiro por dentro sim. Bebida alcoólica também. Mas, e o refri? E o petisco industrializado? Não existe área proibida pra isso? Pode consumir à vontade sem bronca?

Bem, vamos adentrar (UIA!) de vez no assunto. O maldito tabagismo rende uma grana violenta (e, de vez em quando, admito, contribuo), mas o álcool etílico mata por atacado. Não entendeu? Titio Garcia expRica: Você fuma e afeta, é verdade, quem estiver no mesmo ambiente – principalmente, se for fechado. Acontece que ninguém fuma dois maços de cigarros e afunda os cornos em alguma superfície concreta. Em suma, não há registro de quem provocou ou sofreu alguma batida de carro por fumar (bem, sei lá, só se o camarada resolveu acender um e se atrapalhou com a fumaça, mas, aí, é problema de imbecilidade prejudicando o trânsito).

Você não detona um carro a zil (é, com Z meRmo) por hora matando a si mesmo e seus caronas (exceto, é claro, no já citado exemplo de trapalhadas fumacentas) com um cigarro e um isqueiro na mão. Agora, vemos frequentemente pessoas que bebericaram uns negócios aí e chaparam muito mais do que deveriam (se entende a sutileza). Ao passo que – sabiamente – o fumo não recebe mais incentivo de propagandas (ainda mais absurdas como a associação a esportes), a cervejinha sempre dá o que falar com lindas modelos e atrizes carismáticas exaltando o maravilhoso mundo da alcoollética.

No geral, no geral, a dobradinha tremendona de baladas, nights, boas, saídas, farras e gandaias por aí, é tanto veneno quanto cura (depende do seu estado emocional, quantidade da dose e intenção). Só que tanta campanha contra o tabaco e tão pouca contra o álcool é algo em intenso desequilíbrio. Não conheço quem tenha partido pra porrada com alguém depois de fumar até os dentes caírem, mas conheço vários casos de espancamento de familiares e tals após porres infelizes. Acho que isso merecia uma campanha, tipo, “a bebida em excesso causa a destruição de seu lar”. Imagina isso na parte de trás da garrafa/latinha/latão de cerveja! Bem como já fazem nos maços de cigarros.

Sempre que alguém, principalmente jovens, porram seus carros vindos de festas arregadas levantam-se inúmeros questionamentos, lamentos e protestos quanto à idade pra se beber, fumar, dirigir e ser preso. Devemos lembrar que os “Euases” sempre são a referência nessas comparações, mas lá, a maioridade penal é de 16 – bem como pra dirigir – e pra beber precisa ter 21... não deve estar na idade o problema, e sim, na cultura. Pense com o Garcia: Você estende um letreiro proibindo venda de bebidas e cigarros a menores de idade e outro pra beber com moderação e não dirigir, mas, só lembra dos malefícios em campanhas especiais. Enquanto isso, a indústria do tabaco e do álcool massificam sua ideologia durante o ano todo. Final de semana tem o ano todo, mas não são todos que nos chocam com mortes estarrecedoras.

E ainda não entrei no mérito (!) das drogas não lícitas.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Valor da cultura


Okay, okay... (Hmm... não, isso me lembra muito Nelson Rubens...)
Bem, discorramos (UIA, que coisa!) sobre a relação dos brasileiros com elementos da cultura vinda da gringolândia. Para isso, vou abordar a problemática do que é agregado, adaptado, chupinhado, copiado escarradamente e (por que não?) absorvido da cultura gringa em geral.

Primeiramente, venho falar (falar não, digitar, pô!) do que é trazido ou adquirido aqui em terras tupiniquins. Como, por exemplo, nomes. Os ‘Máicons’, ‘Deises’ e ‘Uóstons’ estão aí pra provar que dá pra aportuguesar sem ser ofensivo ao nosso idioma, nem ao deles. Sutiã e abajur vêm lá da terra do caramujo no prato e ganham versões nominais de si mesmos na terra da mulher-melancia. Tá, é bem engraçado ver certas adaptações (tipo ‘frizer’, ‘chicken de frango’ ou ‘rosa pink’), mas, porque seria feio? Viva a diversidade da linguagem! Não pense no que determinaram pra você (Aliás, clique aqui e leia minha colaboração para o DELFOS sobre liberdade de pensamento).

Outra coisa que merece um destaque é o tal do movimento pela cultura nacional. Valorizar a cultura nacional e tals é muito bom, muito válido, mas, o radicalismo só pode dar em ridicularização. “Ma, ridicularização, Garcia?” Sim, meu pequeno gafanhoto, e vem de diversas fontes além de, senão, de onde mais? De mim mesmo! Qualé (junto mesmo), cara? Tratar a cultura estadunidense como se fosse o mal do mundo é podre. Dizer que Halloween é satanismo como argumento pra defender o cristianismo como sendo a religião soberana do Brasil é de uma imbecilidade ímpar (além de não ter nada a ver com o assunto).

O negócio é: Fora a cultura dos primeiros nativos das terras que hoje se chamam Brasil, tudo mais veio de fora. Se não fossem influências externas a serem agregadas (de qualquer forma), não teríamos nem o samba. Nada de computadores, internet, telefone, Cicciolina, Darth Vader, Seinfeld, After Forever e Chaves (Pô, o CHAVES, cara !!!), entre outros. Halloween, então, é – com perdão pelo trocadilho – uma blasfêmia! Primeiro, halloween vem da cultura européia, de eras distantes como maneirismos de um determinado lugar, um determinado povo. Apontar e disparar contra a cultura estadunidesnse, desse jeito, é uma imbecilidade comparável ao nazismo.

Satanismo é uma coisa (e nem é aquele filme de terror que se pinta – antes de criticar, faça como o FGarcia® e leia pra conhecer) e halloween é outra. O Dia das bruxas se originou do ‘all hallows eve’ (véspera do dia de todos os santos) e... Ah, não vou me aprofundar nisso, meu conselho tá de pé – UIA!). E uma menção honrosa para a Hello Kitty. Já viu aquele e-mail que circula por aí com a lenda da mãe que fez um trato com o diabo pra curar a filha com câncer na boca? Pois é, a dona teria prometido, em troca da cura da filha, criar uma marca que alcançaria todo o mundo – dá pra adivinhar que é a gatinha sem boca? Só pra fechar essa divagação dentro da divagação, Hello é OI/ALÔ, sim, maaaas, Kitty é GATINHA/FILHOTE DE GATO!!! Pelamordedeus! Tem gente que acha mesmo que kitty é demônio em chinês... aff, me angustia! (E, como a gatinha ia dizer oi, pro catiço, sem a boca?)

Pra terminar (aaaaaah!!!), quero perguntar aos cristãos anti-EUAs e fundamentalistas do movimento pela valorização da cultura nacional se eles curtem suas reuniões só na base do som CCE, bebendo guaraná Dolly e comendo Zôo Cartoon (Sabe que Coca-cola, Toshiba e essas coisas são gringas, né?).

FGarcia® é nerd porque acha cool vários elementos da cultura pop. Capisce, mon’ami? Viva la raza!

quinta-feira, 1 de maio de 2008

1º de Maio


Primeiro de maio é comemoração do Dia do trabalho... do trabalhador... Bah, o mais importante é saber que, na verdade, é a comemoração de 1 mês do Primeiro de abril. Ó.Ò (Mas, hein?!)

E porquê causa, motivo, razão ou circunstância eu falo isso? Bem, veja a babação com o futebol que eu te explico. Não é difícil entender que o futebol (como outros “placebos” por aí) serve pra você, torcedor, dizer coisas como: “Ah, a gente já passa tanta coisa na vida, pelo menos tem um futebol pra aplaudir”, num claro processo de distração do que realmente importa (ouça as músicas ‘Pedro Pedreiro’ e ‘Deus lhe pague’ do Chico Buarque e você entenderá – Claro, se seu Q.I estiver, minimamente, acima do daquele reitor na Bahia que alega que o baixo rendimento dos baianos, no ENEM, é devido a seu baixo Q.I). Digo isso porque o dia do trabalho foi criado em homenagem a trabalhadores que se tornaram mártires ao lutar pelos direitos da classe. E como você celebra isso? Assistindo show na Quinta da Boa Vista? Comentando o jogo do dia anterior? Humpf...

Ma, FGarcia®, não é pra comemorar? É, gafanhoto, comemore, você tem cerveja, futebol e novela. Mas, não deixe pra reclamar do governo só na hora que a fila pro seu filho ser tratado com dengue (por exemplo) estiver um caos e interminável. Só não entendo como tanta gente se mobiliza pra ver pessoas chutando bola suja e nem metade chega na varanda pra exigir melhores condições de saúde, educação e segurança. Nem lazer as pessoas questionam. Basta ser o que os meios de comunicação mais mostram e lá está a massa adorando. Por exemplo, voleibol, só quando passa na tv. Enfim, me angustia esse bando de trabalhadores (que enchem a boca pra dizer que o são na hora de auto-afirmar sua “garra” pra levar o dia-a-dia, mas vivem como se aquilo fosse o máximo... talvez o seja pra eles... sei lá.

Agora, voltando à vaca fria (vaca fria? Nham, sorvete!!!), comemoremos o “Um mês desde o primeiro de abril” já que o povo vive mesmo é de mentiras. Promessas que não se cumprem são mentiras; o povo do poder fica mais à vontade sem a cobrança dos pequenos, pois, os mesmo estão correndo pra casa ou pros estádios reclamar do perna de pau da rodada. Sabe o que as pessoas fazem quando querem reclamar? Recorrem às emissoras de tv! Rá! É muito boa essa, né? Você tem a defensoria pública pra exigir representação, por exemplo, mas chama uma equipe de reportagem... o que te fez pensar que, se algo vai mal, uma câmera vai resolver? Parou pra pensar que, assim que a câmera desligar, tudo vai desaparecer nas cinzas de um carnaval? Aff...

No mais, vamos celebrar o ano de 2008 como “Os 20 anos da constituição nacional” lembrando Chico Buarque e dizendo aos governos de nosso país: Deus lhe pague. Pois, vivemos esperando (como quem espera o trem – que já vem, que já vem) aumento de salário, melhora de saúde, diminuição da violência, boa educação... Bem, acho que (ainda) fazemos parte do tapete que cobre a lama pros endinheirados passarem sem sujar os pés.

FGarcia® não quer esperar, pra ter um filho que também vai esperar, até ter um filho que vai esperar também... FGarcia® quer botar (UIA! - pensou que ia faltar, né?) seu blo(g)co na rua!

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Vinde a mim os recalcados!


Você se incomoda quando vê algum tipo de personagem agir em desacordo com o que você julga certo só porque o tal personagem tem algo em comum com você? Acautelai-vos! Elucidá-los-ei! Eis que surge um ‘recalcado DETECTADO’!!!

Romário parou de jogar, mas eu não parei de futucar (eitcha, comentário oportunista seguido de expressão esdrúxula!). O que pega nesse post é a galera do recalque que, não à toa, se enche de complexo e dispara impropérios como se não houvesse amanhã.

Saiba mais agora: A novela Duas Caras parece um emaranhado de situações forçadas sem um roteiro aparente e isso todo mundo pode perceber (embora não faça – ou não queira). É uma favela lírica, personagens-arquétipos-non-sense de segmentos da nossa sociedade, etc. Claro que incomoda! Eu também fico irritado em ver determinada caracterização de personagem se tornar alvo/motivo de escândalo. O que não dá é pra ver os recalcados julgarem a obra por não mostrar seu lado como super-poderoso. Não que não caiba uma ressalva do tipo: Um personagem mais esclarecido chega e explica que nem todos são assim, por exemplo.

Digo isso por alguns (alguns, nada, muitos!) comentários a respeito de personagens evangélicos da referida novela global. Tá, evangélico algum tem obrigação de ver um personagem da sua religião agir de forma imprópria e ficar quieto, mas, calma lá, por que um evangélico não poderia cometer improbidades? Só porque é evangélico? Evangélico não carrega dinheiro em cueca ou transporta dinheiro não declarado? Eu curto heavy metal e, mesmo assim, não acho totalmente errado quando mostram os headbangers como acéfalos na tênue linha entre um homem das cavernas e um ogro. E por quê? Porque acontece. Existem tipos assim, sim.

Isto posto, não acho apropriado resmungar por algum evangélico ser exibido como violento (ou, redundantemente, idiota) numa novela. Ninguém está acima do bem e do mal. Acusar de preconceito a emissora por isso é, no mínimo, estúpido. Qualquer um sabe que a pregação enaltece seu próprio povo e se convence de que os de fora são os imperfeitos (obviamente, há uma grande deturpação da palavra ‘pecador’ aí).

Veja, abaixo, o que te faz um recalcado. Você é um alvo deste texto se toma (UIA!) como ofensas pessoais o comportamento de personagens da ficção sendo:

-- Evangélicos fundamentalistas: Daqueles que julgam e ofendem pessoas em nome de sua religião.

-- Negros do mal: Favelados, bandidos, escravos, empregados, etc.

-- Mulheres superficiais: Interesseiras, trambiqueiras, vadias, loiras burras e tals.

Enfim, citei só os mais manjados, mas há os casos de espíritas caricatos, homossexuais afetados e mais. Se pararmos para reclamar disso, a teledramaturgia, e ficção em geral, pára. PURRA!!! Vai dizer que não existem tipos exatamente como os citados acima? Claro que sim, mas, os recalcadinhos adoram se doer (UIA²!!!) como se aquilo fosse uma propaganda publicitária de lavagem cerebral contra sua tchurminha. Se você não se adequa ao clichê, ao arquétipo, ao paradigma (hmm!), legal, mas não pense que todo mundo é assim. Temos, muito, a tendência de julgar o (mundo) externo a partir do (nosso) interno, mas deixa de ser ego(etno)cêntrico, ô, poia!

Curiosidades:

- Há quem arme banzé (sério, quem fala assim, hoje?) por utilizarem a palavra ‘denegrir’ (que significa enegrecer, manchar, infamar). Segundo recalques inflamados, a palavra seria uma ofensa aos negros, como dizer que uma situação está “negra” (e evangélicos dizem que a Globo está denegrindo a imagem dos religiosos - coisa que, segundo eles, não acontece com os 'macumbeiros').

- Na mesma frase que um evangélico acusa a Rede Globo de preconceituosa em relação aos evangélicos, vem um comentário do tipo: “...enquanto mostra homossexuais em horário nobre como se fosse uma coisa normal...”. Sei não, parece preconceito também.

domingo, 6 de abril de 2008

Beleza-Padrão


Bem, vamos logo ao propósito da pauta (ih, tem mesmo isso?!?)

O que é a beleza? É o que VOCÊ acha agradável de se ver (ouvir, falar, fazer, etc)? Ou seria o que alguém determinou?

Se você vai pelo senso comum e acha bonito o que uma multidão também acha (e se acha no direito de pensar que é formadora de opinião), digo-te: BUCHA! Mas, calma, nada de pensar: “Ma, Garcia, e se eu achar bonito mesmo, independente da maioria, mesmo que a maioria também ache?”. Eu mesmo (com toda a tendência controversa e polêmica inerente ao ser) concordo com o senso comum em vários aspectos, mas, nem a pau que eu vou classificar como feio algo ou alguém que foge do padrão pretensamente determinado pela maioria (ou por quem a influencia).

Isso me traz ao ponto que originou a idéia deste post: Preta Gil. Sim, a filha do ministro (que ela não me veja falando assim, hehe) gerou assunto ao se mostrar descontente com piadas, comentários e afins sobre sua forma física. Tá, concordo com ela no que tange ao fato desagradável de ser alvo de mediocridades e impropérios sobre o que não diz respeito a alheios. Só que, vamos, venhamos e convenhamos, a moçoila é uma personalidade pública. Mesmo que seja atriz, cantora e tals, mexeriqueiros de plantão vão falar de sua vida pessoal (fazer o quê? Eu também acho fútil e superficial²).

O que me impele a divagar aqui é algo que eu li sobre Preta, quando ela falou que só não é uma saradona porque não quer. Concordo também nisso, simplesmente, porque as saradonas do pedaço malham forte, e isso não é dádiva de Deus, qualquer um que pague a mensalidade da academia consegue. O que me incomodou foi ver que Preta, mesmo dizendo estar bem resolvida consigo mesma, dá assunto pra mídia de fofoca com sua insatisfação. Afinal, todo mundo sabe que isso é igual a apelido na época de escola. Quando você menos gosta é, justamente, quando a coisa pega.

Com isso, quero dizer (quero, nada, DIGO!), que existem belezas diferentes. PURRA, com tantos biótipos diferentes, como uma mente pode se considerar normal determinando só UMA referência para algo?! Não, não espere que eu caia naquela baboseira de “o que importa é a beleza interior!”, isso é pra filmes da Xuxa e do Didi (onde o elenco é lindo de morrer... RÁ!!!) ou pra cirurgiões... Ah, vai, os caras devem saber quando um coração é bonito ou um rim é feio – nesse momento, gargalho como se não houvesse amanhã!

Uma mulher nunca, repito, NUNCA vai ser interessante só com beleza física. Pode ser atraente (a menos que adote a forma do He-man, aí fica bizarro!), mas, se for burra feito uma porta... aff, é tão útil quanto conhaque pra abastecer carro de fórmula 1. Nesses casos, só serve como status, tipo: Olha a gostosona ali, tô pegando! E depois? Vira pro lado ou arrisca um “Será que chove?” pra puxar assunto? Cuidado, o resultado pode ser desastroso e traumático – Rá!

O negócio é o seguinte, acho que uma pessoa pode ser bem resolvida consigo mesma e tirar críticas de letra (Duvido que o Faustão se incomode com isso – Ô loco, meu, tanto no pessoal quanto no profissional, bichooo!). Pensa bem... A Luciana Gimenez é lindíssima e não conhecida pelo intelecto, por exemplo. Marília Gabriela não é, nem de longe, um símbolo sexual, mas é uma das personalidades públicas mais conceituadas em sua área (o adorável jornalismo) e ainda ataca de atriz. Qual dos dois tipos você acha que dura mais? Alguém conhece uma inteligência que tenha desenvolvido barriga? E celulite? E... que mulher não tem celulite? As saradonas, saca, aquelas pessoas que fazem curso pra gordinhos do amanhã.

FGarcia® malha... malha os outros, mas, se ofender algum recalcado (ops!), pede desculpas.

quarta-feira, 26 de março de 2008

Lá se vai mais um BBB


É, pessoal, mais um BBB acaba, não sem polêmicas, controvérsias e toda aquela fofocada inerente ao tipo de programa – e tipo de público. Eu costumava pensar em todos aqueles clichês que cercam o show da realidade (!?), tais como: A Globo manipula resultados pra favorecer seus favoritos, todo mundo que participa é “peixe”, a edição mostra mais uns que outros, etc. Realmente, a edição não dá a ampla visão que o pessoal do pay per view tem e, realmente, os participantes-pseudo-pretensos-artistas-em-potencial são escolhidos sob critérios que eliminam a maioria da população que se inscreve (a massa não é contemplada, caso não tenha percebido). Você colocaria uma dona-de-casa ou uma modelo pra explorar a imagem na TV por uns três meses e além (às vezes)?

Outra coisa que mudou em mim (que coisa, não?) foi a visão a respeito do reality show (que, mais uma vez, digo: NÃO é, nem de longe, tão reality quanto é – feito - show). Ainda acho que pessoas torcerem pra um bando de ‘famosos quem’ ganharem ou perderem numa disputa que não te acrescenta em nada é o cúmulo da carência afetiva. Projetar suas expectativas em pessoas que não fazem nada de útil numa casa filmada (portanto, adeus, espontaneidade) é o FIM. Tá, considerações pessoais feitas, admitamos o mais óbvio: É um programa de entretenimento. Nunca se ouviu a Globo prometer revolucionar a educação ou a cultura nacional com o BBB. Portanto, desligue o cérebro (caso o seu tenha atividade) e divirta-se.

Ano que vem eu vou falar mais coisas sobre isso (vai até o 10). Por enquanto, fico dizendo que a Globo não é tão manipuladora quanto se fala. Se você consegue convencer alguém a ‘comprar’ seu produto sem obrigar, é porque, pelo menos há qualidade e credibilidade pra isso. E, falemos a verdade, o povão precisa ser manipulado pra tomar atitudes duvidosas? O BBB8 mobilizou mais o país em três meses do que o Lula em uns seis anos de presidência da república e o esporte te faz esquecer qualquer escândalo político. Ah, se a população congestionasse as linhas telefônicas governamentais como faz com os paredões ‘BBBezísticos’ para manifestar suas queixas e cobranças... (Eu te amo, meu Brasil, eu te amooooo, meu coração é verde, amarelo, azul-anil...).

Uma coisa que eu acho “daqui, ó” (faça um gesto de puxar a pontiiinha da orelha) é essa coisa de não poder agradar gregos e troianos. É exatamente isso que o povo é: grego E troiano. Rafinha é apontado como favorito ao prêmio? Complô contra a Gy(selle)!!! Gyselle mais perto da grana? Armação da Globo!!! É como as torcidas de futebol reclamarem que seu time está sendo preterido pelo favorecimento da emissora ao time rival (outra atividade da maior relevância). Além do quê, os dois finalistas já têm, em seus currículos (UIA!) a carreira artística.

Pra finalizar, não fique chateado, meu caro leitor, se você mandou sua fitinha com uma bela apresentação e não ganhou nem dois cones de sinalização de trânsito pra fazer ‘golzinho’ na calçada da rua. Não acuse a Rede Globo de manipuladora ou por escolher cartas marcadas para os BBB’s. Quem manda as fitas e é escolhido, demonstrou algo de interessante, algo de potencial para seus propósitos (que, neste caso, não são filantrópicos). No mais, quem ganhou mereceu (Ma, Cuma, Garcia?). Oras, se esteve lá e sobreviveu à edição e aos comentários tendenciosos de Mr. Pedro “já fui muito bom nisso” Bial, é porque mereceu.

FGarcia® não conhecia Rafinha há três meses e possivelmente não lembrará dele daqui a três meses.

quinta-feira, 13 de março de 2008

Blog-se!


Tenha um filho, escreva um livro, plante uma árvore e... Crie um blog!!!

É garciamaníaco (Cara, que bizarro!), andamos íntimos (Nham!) com o eterno e complexo processo de globalização, a fantástica e frenética era da informação e tudo de negativo e positivo que isso acata. Já é de anos pra cá que não precisamos nos movimentar muito pra ir ao banco, manter relações (UIA!) de qualquer natureza (profissionais, artísticas, inter-pessoais e muitas outras – além ‘daquelas’ - seu pervertido!).

Mas, o que me traz aqui é (além do oportunismo!) a avassaladora e maciça onda de blogs que acontece todos os dias. É claro e evidente que blogs são páginas de internet pra quem não sabe mexer em páginas de internet. Isso gera uma enorme gama de adeptos, pois, é muito simples passar suas idéias para a grande rede. Eu mesmo não pretendia aprender sobre html e tals pra reproduzir minhas opiniões, logo, ‘bloguei-me’!

Como tudo na internet, o conceito de blog tornou-se um não-verbo muito utilizado. Você bloga com tanta facilidade que acaba sendo, potencialmente, um contribuinte de ‘nada’ (ou ‘qualquer coisa’) para a famigerada www. Como assim? Fique por aí até o próximo parágrafo que titio FGarcia® explica (...SAGATIBA!).

Saiba que uns 95% do conteúdo geral da internet é apenas lixo. Lixo, não do tipo que você joga fora, mas, informações nada relevantes (até mesmo para viciados em informação como este que vos escreve). Sendo assim, imagina o que esses trocentos blogs representam na net! Vejo blogs nascerem e serem abandonados com a velocidade de fama de qualquer participante desses reality shows (que só são ‘reality’ por que são ‘shows’!).


Publicar idéias é legal, mas requer fôlego. Não adianta se empolgar com a graça de ter um espaço seu na net e, depois de um tempo, abandonar... cancelar e tals. Perda de tempo, mas... fazer o quê, né? A cabeça é sua. Estou dizendo que um blog é como os “fascinantes” (e aí temos aspas) tamagochis*** (lembra daqueles “supimpinhas” bichinhos virtuais? – aspas denovo!). Você pode se alegrar (Ai, santa!) em ter um, mas, só vai vingar se for bem cuidado.

FGarcia® reservou um espaço para pedir desculpas por:

*** Comparações safadas e lembranças grotescas.

sábado, 1 de março de 2008

Homossexualidade!


Vamos falar do homossexualismo? (Foi uma pergunta, mas mesmo que você diga NÃO, eu continuarei assim mesmo – Ah, a magia da retórica!).

Classifico, basicamente, a homossexualidade em dois tópicos (e, é claro, vou postar aqui, coió!).

1º caso (não sexual – não que haja algo de errado com isso!)

- Fator biológico: O fator biológico é o único (acho eu) que pode ser utilizado com alguma propriedade (!) para os recalcados que são contra (humpf! Como se dependesse de permissão alheia!). Eu não, afinal, não acho que haja alço de errado com isso!

- Porquê: Se você levar à risca o propósito do sexo e das relações humanas, o objetivo (e instinto!!!) é pura e simplesmente a procriação, a perpetuação da espécie. Nesse contexto, é totalmente contra a evolução humana na Terra, um casal do mesmo sexo. Isso não gera descendentes. Logo, não faz sentido.

2º caso (a dois, a três, escancarando de vez, mas com muito respeito!)

- Fator social/afetivo: É o fator que estamos acostumados a ver por aí (uns bem mais coerentes que outros). É aquele fator que nos remete (UIA!) ao sentimentalismo humano, a necessidade, carência e direção sexual. Tem gente que se atrai por pessoas feias, fortes, magras, negras, com cara de torta de maçã, entre muitos tipos, inclusive... gays! Sim, GAYS! Sob esse aspecto, fica fácil entender a homossexualidade (falando sério, essa palavra dá trabalho pra digitar!).

- Porquê: Se a procriação for suprimida pela adoção (que enfrenta muitos tabus, preconceitos e obstáculos bur(R)ocráticos), qual o problema em duas pessoas do mesmo sexo se entregarem a uma relação afetiva? Se o que importa é o amor, o que é errado em gostar de alguém seja lá quem for? Relações interpessoais são estabelecidas o tempo todo entre pessoas da mesma etnia, da mesma religião e outras semelhanças diversas. Sendo assim, não há porque um casal homossexual não se unir e levar sua vida com o direito de não ser perturbado por recalcados (e) fofoqueiros.

O que eu acho? Não acho... (Ué?!). Quer dizer, não acho que seja o caso de ser a favor ou contra (não me diz respeito), mas, acho que pessoas nascem irritadiças, taradas, excêntricas, cabeludas, preguiçosas, inteligentes e... gays! Desse jeito, eu sei o que é ser discriminado por nascer de um jeito que não se escolhe e que não deveria fazer diferença (não, não sou gay – não que haja algo de errado com isso! – mas, sou miscigenado (vira-latas), como a maioria dos brasileiros, com o tom de pele bem mulato – negão, pra quem usa o termo – nada contra isso também!).

No geral, um homem gay não me oferece concorrência, se me cantar, vai ser lisonjeiro (parabéns pelo bom gosto! – Aff, que escroto, Bátima!!!). Se uma mulher é gay, beleza, vamos ter mais um assunto em comum (MUIÉÉÉ!!!) e não me ofende nem agride à sociedade. Citando (não acredito que vou dizer isso) a banda Nirvana: Come as you are (Venha como você é!).

FGarcia® discrimina pessoas de alma pequena, falsas, covardes, invejosas e outras redundâncias.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Polêmica Universal


Estou aqui pra comentar sobre um assunto que se dizia polêmico. Bem, polêmico sou eu, este assunto é escalafobético mesmo. Mas, o estardalhaço todo começou por causa de uma matéria onde a jornalista Elvira Lobato, do jornal Folha de São Paulo reportava notícias dos negócios da IURD (Igreja Universal do Reino de Deus) em pendências com a justiça e, depois, sobre a ação de intimidar a imprensa com processos judiciais.

A jornalista e o jornal foram alvos de processos (dos quais, já saíram com ganho de causa em pelo menos três) pela matéria. Pois bem, o respingo (ou o esporro) caiu em alguns outros jornais (A tarde/Salvador, Extra e O Globo/Rio de Janeiro) o que gerou uma discussão sobre uma possível indústria de processos. Isso se deu por que o mesmo argumento é utilizado em todas as ações nos locais mais distantes do Brasil.

Eu mesmo vi, na TV Record (Domingo Espetacular), uma matéria sobre a tal “polêmica” (percebe as aspas? Já te conto sobre isso). Polêmica é uma pinóia (UIA! Quem fala assim hoje em dia?), já que, na emissora do Bispo, só evangélicos foram ouvidos e se mostrando indignados (todos com o mesmo argumento e todos ligando pra emissora pra saber como fazer pra processar - elelê!). E é sobre esse argumento que eu ponho (UIA!) o foco da matéria.

Seria uma polêmica se o assunto gerasse discussão ou dividisse opiniões. Mas, o que foi visto até aqui, foi um movimento ‘silencioso’ de intimidação e uma certa “instigação” à revolta religiosa como se as matérias ferissem a liberdade de religião. Mas, não, o lugar comum que os fiéis caíram (e deu pra reparar mais que casca de feijão no dente do chefe), foi a reclamação acerca do termo ‘seita’. Até um historiador foi entrevistado dizendo que o termo é pejorativo, meio que, uma alusão a rituais sinistros, facção ou bando.

Faz – me rir. O dicionário-fonte de onde tiraram a significação da palavra, Houaiss, tem uns oito (8) significados para a palavra seita e não dá pra dizer que são ofensivos – a menos que se induza a isso (tudo é relativo, né?). Por isso, eu mesmo recorri ao pai-dos-burr... er... à minha fonte particular, o dicionário Aurélio, onde encontramos a seguinte explanação:

Sei.ta – sf. 1. Grupo religioso, de forte convicção, que surge em oposição às idéias e às práticas religiosas dominantes. 2. Grupo coeso que participa de uma doutrina comum (filosófica, religiosa, etc.).

(O que tem de pejorativo ali?)

FGarcia® não vê como, pra ter liberdade religiosa (e nem é o caso!), se precisa combater a liberdade de imprensa e expressão.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Hedonismo (o que vale é a pegação?)


Que coisa chata é ver uma pessoa solteira se achar incompleta por não estar de namoro. Tem gente que fica se questionando porque não arruma um relacionamento e acha que tem algum problema.

Geralmente, mulheres costumam ter esse pensamento mais frequentemente. O “problema” delas, supostamente (na idéia delas), é o fato de serem fiéis, comportadas e tals. Aí, encontram algum mané que não valoriza uma mulher decente, se decepcionam e partem pra “vingança”. Sabe aquele funk que diz: “Tentei andar na linha, você não me deu valor, agora @$$#%@#” ? Por aí.

Essa vingança é como um descarrego (hein?!). A idéia é não se valorizar e não levar ninguém a sério. Mas, aí, eu te pergunto: Justamente quem não te valorizou é que você tira por referência de avaliação? Digo, uma desilusão amorosa é motivo pra galinhar? Não, não sou moralista e não tenho nada contra uma boa curtição (e como achar sem procurar, né?), mas acho que essa cultura de “pegação” e “beijo na boca” é pra quem sofre de carência afetiva profunda. Porque mais você pautaria sua vida na quantidade de pessoas com quem você trocou fluídos corporais (UIA!)?

Tem gente que valoriza a quantidade, outros, a qualidade. Mas, há muitos fatores influenciando. Não venha reclamar da solteirice se você só freqüenta locais onde “a azaração está bombando”. Não dá pra achar bicho de goiaba em maçã. Também não suporto o papo de “só conheço quem não presta”. Uma auto-avaliação seria legal. E ainda há aqueles casos em que a pessoa reclama de vários relacionamentos mal-sucedidos, mas são as mesmas pessoas que ficam com qualquer um(a) pra não passar pelo “pesadelo” de estar solteiro(a).

Particularmente, acho de uma frivolidade descomunal essa coisa de achar que é grande coisa a “cultura do sabonete”, ou a “cultura da maçaneta”, se preferir (Rá, acabei de nomear). Também acho superficial demais alguém achar que é feliz, APESAR, de solteiro(a). Não tem que se desculpar por não ter namorado(a).

FGarcia® acha anti-higiênico sair por aí a trocar saliva com muitas pessoas. Rá!

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Grana curta = Corrupção? O.o


Já vou começar este post com o pé embaixo! Vamos parar com essa palhaçada de dizer que policiais se corrompem porque ganham pouco, p@#$%orra!

Agora, estresse e má remuneração é desculpa para virar bandido? E, o pior, para passar a mão na cabeça dos coitadinhos... Ma, Garcia, eles são as vítimas, então, né?
Digo-te solenemente, caro leitor: WROOONG!!!

É, realmente, lamentável que a desculpa para policiais (ou qualquer outra categoria profissional) fazerem bicos de vagabundos seja a pouca grana. Imagina quantos desempregados, domésticas, vendedores de papelão e pedreiros não cometeriam crimes deitados nesse argumento besta? O mundo pararia para o crime passar, já que a maioria é pobre. E a playboyzada não teria qualquer motivo pra roubar, traficar ou coisa do gênero. A politicada, então, vixe, nem era pra eles... ah, você sabe o que acontece.

FGarcia acredita na polícia. Grana curta não diminui caráter. Foi-se o tempo em que crime era roubar galinha pra alimentar a família.

Post curtinho pra destilar e externar minha indignação em relação a essa desculpa estapafúrdia.


Para melhorar o astral (e ocupar espaço desavergonhadamente), fique com um vídeo supimpinha de quem não ganhava nada pra salvar as pessoas, mesmo assim não desistia! Ca-la-ro que falo do abnegado Super-herói Americano:

(Veja aqui)

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Holocausto na Sapucaí ?

Falemos sobre a polêmica do carro alegórico da Viradouro. O carnavalesco Paulo Barros traz o enredo que trata de arrepios. Um dos carros é caracterizado por esculturas de corpos esqueléticos amontoados. Isso, pra representar o holocausto, a matança... genocídio do povo judeu pelos nazistas.

A federação judaica fez um pedido formal para que a escola de samba não apresente o tal carro sob o argumento de que é uma cicatriz na história de seu povo, além de haver sobreviventes daquele horror ainda vivos e que trazem marcas profundas físicas e psicológicas. Não seria o caso de mostrar um fato tão sério e triste durante a maior festa popular do mundo.

O carnavalesco (Paulo Barros, catzo! Já disse isso!) alega que a alegoria fala sobre o arrepio pela barbárie a que o povo judeu foi submetido. Além do quê, o carro passará somente com a escultura, não haverá destaques nem bailarinos sambando sobre a mesma (o que, segundo Barros, aí sim, caracterizaria desrespeito). Para Paulo, é importante que se mostre um fato como esse para lembrarmos da importância e o cuidado com pensamentos tão primários (pra não dizer selvagens, estúpidos e ‘morde-fronha’...).

Na minha opinião, a imagem do carro-alegórico é forte e, sim, é uma cicatriz com cara de ferida aberta. Entretanto, todos os anos, diversas escolas de samba abordam temas como escravidão e religião. Não acho que um carro com negros amarrados a troncos ou exibição de imagens de santos, por exemplo, seja um tabu impossível de se mostrar na Marquês de Sapucaí.

Temos que lembrar que aquilo é um desfile de sambas de enredo. Tá valendo nota, tá valendo um título que vem com uma grana violenta pra quem se sagrar campeão. Imagina só: Você fica incumbido de elaborar uma monografia (palestra, discurso, o que for) e não pode falar de um assunto que seria sério demais pra se tratar em troca de reconhecimento profissional. Aplaudir, então, é inaceitável!

Uma imagem forte vale mais que mil polêmicas.
Aliás, só porque uma imagem é forte, não quer dizer, necessariamente, que é ofensiva.

FGarcia® é polêmico, mas não é ofensivo.

sábado, 26 de janeiro de 2008

Injúria racial


O dia era 24 de Janeiro de 2008. Vejo nos noticiários de todos os canais (todos, nada, mas, a maioria) um caso de injúria racial.

O caso: Funcionária (que preferiu não se identificar) da lanchonete de um shopping (que também não quis se identificar – hehehe – brincadeira) é agredida verbalmente por uma cliente (a distinta senhora produtora Ana Cristina Paiva, 40 anos). Ana, segundo testemunhas, agrediu a funcionária (de ‘neguinha da rocinha’) depois que seu cartão não funcionou na compra de pipoca e refrigerante (eu mesmo já vi civilizações desaparecerem e guerras começarem por causa de um picolé e três anéis de latinha de 7UP). Não sei se é mesmo o caso da jovem morar na Rocinha ou se foi só uma tentativa (baixa) de diminuir a pessoa.

Acho tudo isso uma baixaria... não, o racismo é burrice (hmm, já ouvi isso em algum lugar), baixaria é a necessidade de diferenciar discriminação de injúria. No final, é tudo racismo. Eu, por exemplo, me sinto ofendido pelo que a piranh... nobre madame fez à moça da lanchonete. Aliás, me ofende que pessoas assim caminhem entre seres humanos como se fossem normais (se cair de quatro, nem levanta mais. Vai parar no primeiro pasto!).

Mas, existe uma necessidade e uma diferença (dah! Óbvio!) injúria e discriminação. É que o primeiro é dirigido apenas a uma pessoa. No caso, a ofensa foi à pessoa da funcionária e não, à toda raça negra.

Se discriminação é ofender a um grupo, chamar cinco negros de ‘neguinhos da rocinha’ é o quê? Você poderia dizer que ofendeu pessoalmente os cinco? Haha...divaguei involuntariamente.

O que eu acho: NHÁ, é mole, né? Você ofende uma pessoa pela cor de pele (pelamordedeus, chamar de negro nem deveria ser considerado ofensa! - Pensa bem.) e diz que só ofendeu UMA pessoa? Sério mesmo que se fosse outra pessoa, da mesma cor, a vagab...distinta senhora não teria ofendido?

A verdade é que foi por isso, meu caro garciaramaníaco (Eitcha, prêmio por originalidade aqui!) que a diferenciação nasceu. Porque, justamente (seu Juvenal Anthena), pessoas que praticavam crime de racismo alegavam que tinham cometido injúria...

FGarcia® fica injuriado com racismo.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Violência blockbuster


Venho divagar sobre a temática do filme ‘Tropa de Elite’ (Sério que você não sabe? Então clique aqui) e compará-lo a outros sucessos recentes da cultura pop e, logicamente, minha opinião (Afinal, o blog É MEU e o texto É MEU – Rarááááá!!!).

Pois, bem, Há quem não tenha entendido a simples idéia de mostrar um filme urbano sobre violência pela visão de um policial (honesto, mas anti-herói – graças a Deus!). Para essas pessoas eu digo o seguinte: Cidade de Deus e 24 horas.
Porque eu citei especificamente essas obras? Em primeiro lugar, por que eu quis, e porque é uma obra nacional (se você está no Brasil) e uma da gringolândia. As produções mostram ficção num pano de fundo bem real (violência).

Eu só vejo meus compatriotas (se você é brasileiro) criticando as produções nacionais (se você é... ah, já disse isso!). Porque mostrar a ficção baseada na realidade do Rio de Janeiro é ofensivo? Quem faz esse tipo de crítica contesta a paranóia adrenalínica, e exacerbada, anti-terrorismo de 24 horas ? (faria sentido, afinal, também envolve ficção e uma instituição contra o crime).

O negócio é que a estrangeirolândia (falo mais dos EUAs) falou em lançar ‘Tropa de Elite’ em seu território como a história do policial que entra para o B.O.P.E para se tornar capitão (O Matias, oras, e isso NÃO É SPOILER!). Ignoraram o fato de que o fio condutor da trama é o Capitão Nascimento. E porque? Porque o capitas é um pouco não-ortodoxo em seus métodos e isso poderia gerar uma má publicidade, dar mau exemplo (pra quem tem miolo mole), sei lá. (Aff... Eles produzem esse tipo de filmes todos os dias no café da manhã e NINGUÉM tira as calças pelo pescoço por expor a ferida aberta da violência).

Veja quantos filmes envolvendo instituições civis e militares nacionais (do país que for) são feitos. Mas, só no Brasil parece haver esse recalque quanto a histórias cruas, embora ficcionais, que se mostrem incômodamente familiares. Talvez, o caminho para a não reclamação seja mostrar tanques de guerra, armas nucleraes e carros explodindo a cada batida. Pra mim, não passa de histeria coletiva.

FGarcia filmaria Nascimento, Zé Pequeno e Jack Bauer, num explosivo blockbuster, 'aprontando as mais loucas confusões', mas, um abandonou a guerra, outro foi dançar no colo do capiroto e o terceiro não tem UMA hora disponível. (A filmagem ficaria por conta do Papa).

Quem poderei chamar? Chuck “levo MacGyver no bolso” Norris, oras!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Novelas em 7,5 passos


Bem, amigolhes, venho falar sobre novelas, saca? Aqueles seriados compridérrimos que se revezam com as mesmas situações e personagens? (Em alguns casos, até repetem nomes de personagens – Susana Vieira e Regina Duarte que o digam). Vou enumerar algumas situações-clichês que não podem faltar para essas produções:

1 - Comece a novela com fatos anteriores ao tempo normal da trama. Passagens de tempo são legais pra variar o elenco e movimentar a história como se fosse uma nova. (E você sente que conhece o pessoal há tempos)
2 - Mostre um casal bem água-com-açúcar se apaixonando à primeira vista. E alguém (maléfico, claro) que se apaixona por uma das partes do casal e trama ‘as mais loucas confusões’ para vê-los separados.

3 - Golpes... golpes são o ‘must’ (!!!). E todos eles podem figurar lá à vontade. O golpe da barriga (o exame falso de gravidez é sensacional – todo mundo faz facilmente), o golpe do baú (já repararam que os casamentos já valem apenas com um ‘Sim’?) e outros.

4 - Irmãos gêmeos... como diria Gilberto Braga (autor de Celebridade e Paraíso tropical, entre várias), tem que ter um bom e um mau! Sem comentários.

5 - Vilões precisam: Ficar cegos ou paralíticos, se curarem e fingir que não sararam; colocar drogas ou armas entre os pertences dos protagonistas e armarem alguma depois de um ‘boa noite, Cinderela’. Sem essa de não matar, enlouquecer ou prender o vilão no final da novela. Ou, você mostra a bandidagem se dando bem... é politicamente incorreto, mas, o público aplaude porque é bem real.

6 - Dobradinha ‘negros e pobres’. Com negros, você gera uma situação de discussão racial e com pobres, social. Obviamente, vamos ter acusações de crimes e golpe do baú, além das humilhações costumeiras. (Sem contar novelas de época). E não posso deixar de comentar como pobres e ricos são amigos na TV. (Como diria PapaiGarcia: “Ricos chamam pobres pras festas...pra trabalharem!”)

7 - E, por fim, se isso tudo ficar repetitivo, para dar uma oxigenada na rotina, reúna uma dúzia de pseudo-desconhecidos numa casa repleta de câmeras (sem um roteiro aparente, não esqueça, deve parecer natural – humpf, como se alguém agisse naturalmente sabendo que estão filmando). Não pode faltar o ‘mocinho’ (bleh!), o casal-água-com-açúcar, o vilão manipulador e um fofoqueiro que fique lá e cá pra gerar discórdia, algum drama de quem sofreu horrores na vida e a corrida por muito...muito dinheiro. Ah, deixe o público participar. Atrai audiência.

0,5 – Menção honrosa para os grandes e misteriosos assassinatos e/ou crimes. Pode ser o assassinato de alguém que sacaneou metade do elenco, pode ser a explosão de um grande estabelecimento, algum assassino serial... E não esqueça as doenças/deficiências em algum personagem de destaque. Faça o público chorar, ter pena... ganhe sua emoção! ha-ha .

Em tempo, nomes não precisam ser criativos, por exemplo, a Record tem uma novela no ar chamada "Amor e intrigas"... o que eu acho? Esse nome resume todas as novelas. ha-ha²!


FGarcia® Não vê, muito, novela porque uma história que leva mais de 10 horas (cof Senhor dos anéis cof) pra ser contada não pode ter coesão.

sábado, 5 de janeiro de 2008

Lá vem mais um BBB


Pra iniciar os trabalhos bloguísticos de 2008, vou divagar sobre o que, com certeza, vai ser assunto em 9 de cada 10 grupos de debate Brasil a fora: O Big Brother Brasil.

Pois bem, pra começo de conversa, deixo bem claro que acho essa coisa uma tremenda celebração à idiotice. Pensa bem: Não faz sentido um bando de desconhecidos (sempre envolvidos com alguém ligado à emissora provedora de toda a patuscada). Ficam numa casa com mais conforto do que eu, por exemplo, e não fazem nada que não tenha cara de já ter sido previamente programado.

Daqui a umas semanas, o povo vai definir pra quem torce, a Globo vai ‘sugestionar’ pra quem você deve torcer e o pessoal da edição vai definir quem você vai rejeitar. Isso, porque eles sabem que o povo não daria a agilidade necessária pra esse tipo de engodo. Já pensou, deixar o povo decidir mesmo quem ganha ou não essa bagaça? Se a lógica (?!?) desse programa é ser um jogo onde famosos ‘quem?’ disputam uma grana violenta, nada mais lógico que quem tiver mais manha nas tramóias saia vitorioso, né? Não é?
Ao que parece, não. O povo rejeita (ou é levado a rejeitar) quem arma jogadas (sacou? Jogo? Hein?) e idolatra os ‘mártires’ que se mostram coitadinhos e bonzinhos.

Ôôôôrra, malandragem, isso me faz pensar que o tal do Alemão ainda tá na mídia enquanto outro BláBláBlá vai começar! Tão querendo acumular? Fora as minas que vão posar nuas (e tomara que sigam a moda da pornografia – hehehehe), vamos passar mais um punhado de meses aturando esses não-artistas entupindo programas de ‘dona-de-casa’ com fofocas tão úteis quanto um vírus. Sônia Abrão já deve estar como? Esfregando as mãos e dizendo: ‘Ah, agora sim, vou ter com o que encher lingüiça até o ano que vem!’ hahahahaha!

Bem, enquanto a Globo prepara-se para faturar muitos cascalhos (mais que um criança esperança da vida) e o povo fica com o dedo coçando pra votar, como que numa novela interativa, eu só penso no seguinte: Quem contribui com ligações que pagam os prêmios dos vácuos de mídia daquela casa pode reclamar da vida no Brasil?

FGarcia® não vê BBB, mas, sabe que vai participar de muitas discuss... debates a respeito.