Crônicas, divagações e contestações sobre injustiças sociais, cultura pop, atualidades e eventuais velharias cult, enfim, tudo sobre a problemática contemporânea.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Fé x Ciência x Verdade


Não existe o contrário de fé. Fé é algo que se alimenta por acreditar muito em algo. Se você vai a uma entrevista de emprego é porque você tem fé que vai conseguir. Você não pede a um cientista pra avaliar suas chances, calcular que desde o início dos tempos certas probabilidades podem te impedir ou facilitar o sucesso. Fé não tem oposto. Alguém vivo que não acredita em nada - nem que o pão com manteiga caia virado, é alguém que está em estado vegetativo.

Volta e meia esse assunto me vem â mente. Você é ateu e acha que o conceito de Deus é um conto de fadas, um amigo imaginário, uma fantasia, uma imbecilidade... Ou seja, acreditar cegamente em algo que você não pode provar de forma concreta é se enganar por medo. Aí, os ateus tentam empurrar que as coisas precisam ser provadas de forma científica para serem reais.

Logo, se o vento fosse uma ilusão coletiva, nada de pânico, é o ar se movimentando. Fácil acreditar no ar. Você não vê, mas sente (Deus?). E tem mais, ateus choram feito ninjas silenciosos quando contestamos sua incontestável ciência. Fé x Ciência é uma polêmica tão antiga quanto desnecessária. Nunca vi ciência ser apontada em qualquer dicionário como oposto de fé. Um médico católico deve ser um paradoxo pra essa turma incrédula.


Aí, vem minha teoria: A maioria dos ateus, assim como muitos religiosos, não escolheram esse caminho, na verdade, escolheram o caminho oposto por rebeldia. Pensa com o tio Sagatiba, você ouve que se não for bonzinho, vai queimar no lago do inferno (nem adianta nadar). Por outro lado, você precisa atender a certos preceitos para receber recompensas de Deus. Oras, fácil alguém querer se desvencilhar desse ciclo vicioso. Mas, o que os ateus não pensam, é que esse conceito de deus interesseiro e ciumento é próprio de algumas castas religiosas. A verdade é que ninguém, de fato, viu Deus pra bater um papo e perguntar a ela "O que é isso tudo?".

Não há provas concretas de Deus? Ponto pro ceticismo, já que a ciência atesta que o universo surgiu de uma explosão. Nada mais lógico do que pensar que fazemos parte de uma massa caótica que surgiu do acaso e vai por acaso pro buraco. Mas, se fossemos fazer uma associação entre fé e ciência, a fé estaria acima e ao lado da ciência, não no mesmo patamar. Pois um dicionário não nasce da explosão de uma tipografia, assim como um universo precisaria ter um início determinado que influenciasse os caminhos dele.

Além do que, ateus têm fé na ciência. Já reparou como eles a usam pra justificar e contestar tudo? Pessoas que não admitem, mas também têm fé e só a direcionam para outra "entidade". Ou você acha que existia algum cientista lá no "Big Bang" pra atestar que era uma explosão e o caminho que tudo percorreu a ser como é hoje? Tudo especulação, já que saber mesmo o que aconteceu é impossível.

É só pensar que há alguns séculos, as mentes pensantes mais inteligentes do mundo tinham certeza de que a Terra era chata (naquela época? devia ser... nem uma roda de samba?). Os gênios de outros tempos tinham certeza de que a Terra era o centro do universo. Dinossauros já foram lagartos, hoje praticamente são considerados ancestrais dos pássaros e não dos répteis, enfim, deu pra entender, né? Daqui a tempos outras teorias vão surgir e ninguém vai conseguir provar quem está certo ou errado. Vai restar a especulação e a, adivinhem, fé.

Fé e Ciência não são opostos. Só são subjetivos, por isso, podem alimentar argumentos antagônicos e polêmicos.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Bóris Casoy Afirma Que Jornalista Não Precisa de Diploma


Bóris Casoy afirma que jornalista não precisa de diploma. Já que ele mesmo não tem formação na área e só seguiu porque o "bico" começou a valer a pena. O que o fez largar a faculdade de direito no último ano.

Já falei aqui, há pouquíssimo tempo que jornalista que é jornalista não se forma na faculdade. Ele se oficializa na faculdade. Eu mesmo não pensava em cursar jornalismo quando já tinha diversos textos publicados em diversos sites (meus mesmo ou colaborando para sites de maior visibilidade).

A verdade é que os jornalistas xiitas não gostam de admitir que qualquer um - minimamente letrado, como disse o próprio Casoy, em entrevista a Danilo gentili, no Agora É Tarde da Band - pode ingressar em seu mundinho.

Jornalista é quem sabe informar, se comunicar e isso não se aprende na 'facul'. Lá você aprende as teorias e práticas padrões, mas um desligadão pode, simplesmente, se perder no meio de tantos trabalhos e apenas trabalhar por uma graduação. Ou você acha que 100% dos alunos que concluem um curso de jornalismo querem exatamente ser repórteres, Willians e Fátimas da vida? Tem muita gente que só quer concorrer a concursos de nível superior ou... sei lá, providenciar a possibilidade de uma cela particular na prisão... sei lá...

Casoy, que desde o episódio sobre garis eu não sabia de alguma declaração que me instigasse - até porque não costumo assitir à TV aberta - tem razão nisso - e sobre garis, já que toquei (UIA!) no assunto, também não entendi como desprezo por pobres. Pensa bem, ele não é formado e é um dos maiores âncoras do telejornalismo brasileiro.

Fátima Bernardes era dançarina, Sandra Annemberg era atriz e outros mais que poderiam não se sentir a altura da profissão de jornalista, estão aí com seus nomes conceituados enquanto Luciana Gimenez é apresentadora, coisa que o jornalista Fausto Silva também é. Pensa se todos que exercem determinada profissão são mesmo formados ou dotados (UIA!²) de alguma magia. Será mesmo que só se aprende a ser algo na vida lendo? Ou lendo você aprimora uma paixão pela profissão que te atrai?


Fonte: Portal Comunique-Se

quinta-feira, 1 de março de 2012

Dossiê: Ross Geller


Ross Geller é irmão mais velho de Monica, amigo de faculdade (e cunhado) de Chandler, amigo de Joey e Phoebe e mantém uma relação emancebada com Rachel (amiga de colégio de sua irmã, com quem tem uma filha, Emma). Ross também é pai de Ben, de seu primeiro casamento, com Carol (lembra? Aquela que assumiu sua homossexualidade ainda grávida, indo morar com Susan). Mas isso é conhecido do grande público. Essa biografia vem pra mostrar os anos perdidos de Ross. Aquele espaço entre o final do colégio e a faculdade, antes de conhecer Carol.

Ross tinha vergonha de seu nome do meio, Eustace (quem não teria?), então, o nerd começou a espalhar que seu nome do meio era, na verdade, James. Com a mentira aceita pelos colegas de curso de paleontologia, Ross ficou conhecido como Ross "Jim" Geller. Isso o ajudou a se enturmar e esquecer traumas de infância, quando seu pai o constrangia apresentando revistas de nudez feminina para que o garoto tivesse um acompanhamento didático no seu aprendizado sexual. Se ele se envergonhasse menos, talvez não tivesse passado pelo vexame com a torta de maçã.


Mas Ross cresceu, deixou o apelido de lado e formou-se em paleontologia. Agora ele não estraga bolos de casamento com pelos pubianos recém-raspados, nem mantém relações com tortas de maçã recém-tiradas do forno. Seu filho, Ben, descobriu ter um irmão gêmeo e, para não ficar na atmosfera sufocante de decepção pelo fato escondido por seus pais, o garoto foi passar uns tempos num cruzeiro.

Há boatos de que a pequena Emma também teria uma irmã gêmea. O que levanta algumas suspeitas:

1) Teria Ross, um projeto de "fabricar" bebês com os genes Geller num megalomaníaco plano de dominar o mundo da paleontologia?

2) Seria, o Sr. Geller, na verdade, um cientista louco abusando de métodos de clonagem, pensando em uma possível necessidade de doação de rins?

Há quem diga que a juventude de Ross-Jimbo foi um verdadeiro pastelão americano, mas que jovem - de qualquer grupo - nunca aprontou as maiores confusões no maior clima de azaração, não é verdade?

Informação de última hora: O pager que Ross dá a Carol, quando grávida de Ben, tem o sugestivo número: 55-JIMBO. Confira na série. Não falo mais nada.

São Sebastião do Rio de Janeiro: 447 Anos (01/01/2012)


Uma humilde ode à minha cidade tão querida. (Publicada também no Facebook e no www.raizdosambaemfoco.wordpress.com)

Feliz aniversário ao meu São Sebastião do Rio de Janeiro.
A importância que vai além das belezas naturais.
A significância que inspira a tantos em tantos níveis.
Já foi capital do império.
Já foi capital da república.
Cidade-maravilha, purgatório da beleza e do caos.
Participante da vida carioca mesmo sendo cenário. E que cenário!

(Fernando Sagatiba®)

O Rio pra mim é assim: Música, poesia, beleza, vida. (Por Fernando Sagatiba)
Não importam os números de violência. Violência acontece em qualquer lugar. Pessoas praticam a violência, não as cidades. Cidades são lugares com personalidades. Claro, nós damos a personalidade, mas, quem disse que nós não nos influenciamos pelo lugar para refletir? Esse ciclo, vicioso ou não, é que cria essa relação simbiótica para cidade e cidadãos.