Crônicas, divagações e contestações sobre injustiças sociais, cultura pop, atualidades e eventuais velharias cult, enfim, tudo sobre a problemática contemporânea.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Se não pode com eles, julgue-os!

Parafraseando uma piada interna da série, essa é uma das melhores "brittadas". 


Se não pode com eles, julgue-os. Essa é a questão para quem - seja fanático religioso, ou metido a politicamente incorreto - rotula alguém com algo que não gosta por que se sentiu contrariado em sua opinião. E essa frase, eu vi na série Community. A seguir, eu explico como se deu a epifania.


Em um episódio de Community, Annie está indo dividir o apartamento com Abed e Troy. Todos vão ajudar na mudança, nessa hora Britta (a teteia da foto) e Shirley têm um confronto ideológico sobre fé. Shirley é cristã e Britta não. E para provar que Shirley é hipócrita julgando as pessoas enquanto prega a palavra de Cristo sem cumprí-la, ela resolve dar carona a um andarilho desconhecido, pra desespero de Shirley (que, teoricamente, faria o bem sem olhar a quem).


Britta já está satisfeita com a "comprovação" de sua teoria, quando o cara revela que compõe músicas cristãs. Aí, o jogo se inverte e Shirley é quem comemora. Até canta junto. Quando parece que vai se manter o impasse, o cara pede permissão de cantar mais uma canção no violão que carregava, com o apoio de uma e a conformação de outra, ele começa uma letra extremamente machista e misógina. Resultado: As duas o expulsam do carro e percebem que têm mais em comum a zelar do que diferenças a evidenciar.


Mas isso, numa série, pois, na vida real, as pessoas vão tentar se destruir e diminuir as outras porque se acham mais inteligentes e esclarecidas. Quem gosta de ser grosseiro alegando uma suposta sinceridade (mal educada) nunca gosta de ouvir verdades, alegando ser inveja. E parece sentir uma responsabilidade pelo que o outro vai fazer ou pensar que se acha até no direito de criticar, rotular. É um ciclo doentio.



sábado, 19 de janeiro de 2013

Janis Joplin 70

Ela se foi aos 27.
Era 1970.
Uma frase marcante dela: "É preferível viver 10 anos intensamente do que 70 vegetando em frente à TV".
Hoje, ela completaria 70 anos.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Estojo automático '80


Se você era um nerd babaquinha na virada dos anos ‘80 pra ’90, você provavelmente sabe do que eu to falando. Sabe quando você vê seus coleguinhas se destacarem por serem despojados e engraçados, esportistas ou apenas queridinhos das professoras, sem motivo – tá, não sem motivo, é que eles era mais cuti-cuti que você – saca? Aí, você acaba não vendo muita saída, senão tentar vencer a timidez e completa insignificância com algo que seja notado na sua frente.

E eis que vos introduzo-lhos (UIA!) o estojo automático do Paraguai, não da China, não de Taiwan! Ele tina botões para disparar compartimentos de borracha, apontador, lupa, régua (manual), clipes, joelheira da Márcia Fu e figurinhas do álbum da Copa de ’90. Há quem diga que lançava lasers e ainda fazia um bom café. Humpf, se fosse um Neston, eu até que provaria, mas... Enfim, aquela trozobinha, dizem, até tinha espaço pra lápis e canetas, mas a graça mesmo era pagar de garoto do futuro perante os coleguinhas.

Isso até eles tentarem quebrar fingindo que iam pedir emprestado só pra ver na mão. Eu tive (infelizmente não achei fotos do modelo que eu tinha, mas achei um transformer, que é mais legal que eu ainda hoje) e só me fez acabar com mais essa memória afetiva da infância. Tanto botão, que, na verdade, funcionava na base do arame, não na base do cambalacho, como diz a gíria, mas arame literalmente falando. O botãozinho liberava uma espécie de alavanca, quase como a trava de uma janela de alumínio, ou janela de van (pra você ver que tecnologia apurada).


 A onda passou, outras ondas vieram, mas a lembrança ficou pra eu fazer piada mais de 20 anos depois. Depois a gente tem mania de dizer “bom era no meu tempo!”. Que nada, eu trocaria o estojinho por um I-phone tranqüilo. Rá! Mentira, eu gostava dos meus tempos vintage retro. 


Sinta o dia


terça-feira, 8 de janeiro de 2013

8 de janeiro: Dia do fotógrafo




Fotografia é uma coisa assim, é uma arte das mais bonitas. Não só na parte científica e como o homem aprendeu a capturar momentos em imagens que, em tese, eternizam memórias. Sim, é bonito, mas fotografar é complicado e meus amigos fotógrafos por ofício (profissionais ou não) que o digam.

E não tô falando dos amadores de internet, que só tiram milhares de fotos pra postar nas redes sociais e mostrar onde foram ou quem encontraram, tô falando daquela pessoa que já sabe o que quer mostrar na lente antes de sacar a câmera da bolsa. Sem falar nos equipamentos, como objetivas (lentes), diafragmas e flashes (tá pensando que é só lançar mão de um celular e postar no Instagran? BAZINGA!)

Fotografia é você fazer a imagem soar exatamente como você previu. É olhar uma paisagem ou uma multidão e querer dar a exata noção do que você sentiu (UIA!) naquele momento. É calcular se o efeito esperado vai ser dado num close, numa panorâmica ou em tons de cinza (e não precisa ser 50). Claro que tanto nós amadores, quanto quem vive disso pode se surpreender, não necessariamente desconbrindo fantasmas ou rinocerontes voadores em algum canto escondido da imagem, mas de uma forma feliz, um efeito da claridade que evidencia raios solares, nuvens que adotam formas bonitas ou gestos de pessoas que não pareciam ser o que foi fotografado.

E, claro, há os fotógrafos de festas, frentes de espelhos, banheiros, Facebook, shows e pratos recém preparados para o almoço ou sobremesa. A maioria inútil pra humanidade além de quem captou a foto, mas algumas são engraçadas, ou, no mínimo, merecem umas piadas bem colocadas pra divertir. Sem contar nos "profissionais" que não só tiram foto, como trabalham nos softwares pra ficarem mais bonitos, depressivos ou musculosos. Tudo uma bizarrice, mas com meu olhar de jornalista, uma bela foto serve mesmo é pra ilustrar impressões, momentos e sentimentos. Veja além da foto e você entende a alma do fotógrafo. Parabéns aos fotógrafos, por nos fazerem ver além do óbvio.

Péricles, teu passado te condena! Não?


segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Educação: Um problema de Graciliano Ramos


Nota dez para Graciliano Ramos, que enxergava há 92 anos o que poucos enxergam hoje
O consideradíssimo Mestre escreveu na seção Garranchos do jornal O Índio, de Palmeira dos Índios, ano 1, no 4, de 20 de fevereiro de 1921(*):
Talvez o leitor se admire hoje deste artigo. Esta seção ainda não trouxe a seus olhos senão futilidades e coisas inúteis. Muda hoje um pouco na forma e na essência. Vai tratar de um assunto imperioso e grave; vai unir a debilidade de sua voz ao eco desta folha em prol da instrução. Talvez fique por aqui, talvez continue.
Se este artigo for bem recebido por aqueles aos quais se dirige, munirei o braço de forças e continuarei. Vai como uma súplica endereçar-se ao governo; partiu pela minha pena desses infelizes pais de família que veem, dia a dia, a miséria invadir-Ihes o lar, onde não penetrou ainda, balsâmica e divina, a fonte do bem humano: o livro!
Graciliano Ramos e uma problemática tão indecente
quanto atual.
Criam-se aqui todos os dias, quase, centros de diversões, e no entanto uma escola não se abre!
É simplesmente horroroso que numa cidade como a nossa (já não digo o município, contento-me com a sua capital) não tenhamos quem nos ensine a ler, arrancando-nos a cegueira da alma.
Bem longe ainda vai de nós o progresso ... O governo, descurando a maior necessidade do povo, entrega a sua instrução a criaturas tão ineptas que mal poderiam frequentar o primeiro ano de um estabelecimento de ensino! Que podem elas ensinar, santo Deus, se nada sabem? Só por milagre. Milagres? Ah! Mas a poeira dos séculos apagou-lhes o vestígio!
E a ignorância aumenta, e os crimes multiplicam-se! Temos (miséria!) escolas de vício, aprendizagem de crime, escadas para a prostituição. É a casa de jogo, é o álcool, é a aluvião de mendigas, crianças à puberdade, que infestam a cidade, oferecendo-se quase.
E não falarão essas misérias todas bastante alto para penetrar os ouvidos do governo? Não estarão ainda bem expostas à luz as pústulas que maculam a alma das multidões sertanejas?
Abri escolas, senhores do governo, esses "viveiros de esperança", como lhes chamou Rosendo Muniz, e tereis prestado um grande bem à nossa pátria.
(*) Extraído de Garranchos -- Textos inéditos de Graciliano Ramos, Editora Record, organização de Thiago Mio Salla.

Batman: O Bruce Wayne definitivo

Sabe quando você está com uma grande vontade, mas não sabe do quê? Por exemplo, quando você resmunga - criminosamente - perto da sua mãe ou do seu chefe que você não tem nada pra fazer, ou que o que tinha pra fazer já está concluído?
Logo vem um calhamaço de sugestões variadas, como lavar louça, varrer quintal, faxina, contar papel na impressora, enfim, toda sorte de atividades, mas você tem certeza que não é aquilo. É a hora que você ouve "então, porque reclama que não tem nada pra fazer se você não quer fazer nada?". Não é tão simples, você poderia postar frases de auto-ajuda e auto-afirmação no Facebook, poderia pregar algo que você mesmo não pratica pra posar de grande ser humano, ou posar de 'vida loka' sendo o maior bebezão rebelde da mamãe, mas não... Você quer mais...

 Pra ser mais direto e não enrolar o papo, um desocupado nerd deitão criativo internauta resolveu mesclar os rostos dos atores que encarnaram o homem morcego no cinema e criar a fuça definitiva da morcega. Então, confira aí, o trabalho que ele postou na rede social Reddit a face mixadamente photoshopada de:

1) Adam West (da barriguinha e sobrancelhas desenhadas dos anos de 1960/Feira da Fruta); 
2) Michael Keaton (o Bátema de 1,50m, mas que pegou a Kim Basinger/Vicky Vale, coisa que você não fez); 
3) Val Kilmer (primeiro protagonista do diretor Joel Schumacher, o que fez Jim Carey ser o Charada mais Coringa de todos); 
4) George Clooney (bat-mamilos, bat cartão de crédito e Schwarzenegger de Mr Freezze fazendo trocadilhos sobre frio); e 
5) Christian Bale (o Bátema que é sério, só sério. E descobre digitais em balas atirando em paredes simuladoras de cenas de crime).

Enfim, só faltava esse Bruce Wayne ter uma mistura de Kevin Conroy (dublador original da morcega no Batman: The animated series) com Márcio Seixas (o dublador brasileiro do Bátema da Justice League e Justice League Unlimited). Como eles iam fazer pra falar no mesmo idioma é problema deles, mas que ficaria uma voz muito cavernosa, ah, isso ia ficar!

Fonte: Delfos.