Crônicas, divagações e contestações sobre injustiças sociais, cultura pop, atualidades e eventuais velharias cult, enfim, tudo sobre a problemática contemporânea.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Johnny Cash 81

O Homem de Preto, se não nos tivesse deixado há quase 10 anos (completos lá pra setembro), estaria de aniversário hoje. 81 anos, dos quais, mais da metade dedicado à música e à carreira artística. Teve problemas familiares, como todo mundo tem, mas sempre foi uma alma atormentada em busca de amor e redenção por tudo que fez ou deixou de fazer pelos seus ou por si mesmo.

Mas aqui, pra homenagear essa verdadeira personificação do Country estadunidense (do folk a blues), vou enfatizar seu lado Man in Black. Porque isso? Porque o mundo é muito triste com todas as mazelas que sofre, com fome, miséria, corrupção, falta de esperança, falta de amor e todas as outras formas de injustiças sociais. Ele afirma na canção que leva seu apelido, que quando as coisas forem mais felizes e otimistas no mundo, aí ee deixa esse auto-imposto luto pelos que sofrem no mundo pra apreciar as belezas da vida.

Pra mim, não há forma mais bonita de se demonstrar solidariedade pelo próximo. E isso se comprova na maneira como passou a se comportar após reparar que muitas das cartas que recebia vinham de prisões. Ele passou a ver que um criminoso não é um monstro, é um ser humano que - sabe lá a razão de cada um - acabou sendo preso e que não era um pessoal necessariamente mau. Essa sensibilidade para/com o ser humano é o que mais se destaca num cara que, a princípio, poderia ser visto apenas como um pessimistazinho em busca de atenção. Mas ele não, quem chega a gravar um disco num presídio tem muita coragem e um grande coração.

Feliz aniversário, Leila Lopes!

Leila, a da esquerda, é a Miss Angola/Reino Unido e Universo e aniversariante
do dia.
Hoje, 26 de fevereiro é aniversário de Leila Lopes, a jovem angolana que foi eleita Miss Universo em 2011 completa 27 aninhos. A menina era modelo e desfilou pela Unidos da Tijuca sem cobrar nada. Em 2012, quando já era Miss - com toda a polêmica envolvendo acusações de armação e racismo - Leilinha foi convidada pelo próprio Martinho da Vila a desfilar pela Vila Isabel - cujo o enredo era Angola - e cobrou apenas $50 mil dinheiros yankees. Provavelmente por não querer sobrecarregar a escola, que também precisaria bancar a vinda de seguranças e empresário da gostosa miss. A escola gentilmente declinou, pois as despesas sustentariam uma ala inteira da agremiação, então... não, obrigado.

Algumas acusações de fraude recaíram sobre a teteia, como o truque político mais batido, de alegar que vive num determinado lugar para poder se eleger lá, mas sem realmente ser habitante do lugar (no caso, ela deveria ser de origem angolana e viver no Reino Unido e não em Angola), acusações dão conta de que seu empresário teria arrumado estudos para ela no Reino Unido apenas para disputar o concurso... até aí, nhé, ninguém falou que valem intenções, mas fatos, deixa quieto.

Mas a curiosidade maior mesmo foi por conta da apresentadora Claudete Troiano, que, ao ler sobre a vitória de Leila no certame supracitado, comentou a coincidência entre os nomes da modelo e da atriz Leila Lopes, famosa como a eterna professorinha Lu, da novela Renascer. É notável a surpresa da apresentadora ao ser informada que a referida atriz já era falecida há dois anos (Leila, a brasileira, cometeu suicídio em 2009, pouco depois de completar 50 anos). Isso porque mandava beijos para a, supostamente, sumida atriz, por quem demonstrou ter um grande apreço. e ainda comenta que as pessoas numa hora estão por cima e, em outra, vira uma nota pequena num jornal, num site, sei lá... Confiram no replê:



26 de fevereiro - Dia do Comediante


Se você não sabe fazer piada sem ofender,
Não é o mundo que está politicamente correto,
É você que não tem criatividade.
Talento qualquer um tem,
Transformar isso em arte é que é o verdadeiro dom.


segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Caio Fernando Abreu: Fragmentação contemporânea

Ele tinha a personalidade que o fazia usar brincos nas duas orelhas, cabelo colorido e ter sua homoafetividade assumida em plenos tempos da ditadura militar. Esse era Caio Fernando Abreu, o cara que nos deixou há 17 anos (25 de fevereiro de 1996), aos 47 anos (completaria 48 em 12 de setembro). Mesmo assim, é, hoje, uma das mais influentes fontes de auto-ajuda da internet, sobretudo, do Facebook.

A julgar pela quantidade de pessoas que retuítam e compartilham mensagens atribuídas a Caio F. Abreu, chega a ser um tanto quanto irritante, como se fosse uma modinha de gente carente, que quer mostrar mensagens que deveriam ser, no máximo, absorvidas por elas mesmas. Dá uma certa desconfiança também se tudo aquilo é mesmo de autoria do escritor, ou se entrou naquele macete batido de se atribuir frases aleatórias no meio das autênticas pra ganhar credibilidade.

Tipo, eu ponho uma frase minha e uma foto de Clarice Lispector... Claro que essa mensagem vai ter muito menos resistência do que se eu colocar minha cara de tacho ali. Não iam nem dar muita atenção. Eu mesmo divulgo esse blog há mais de 5 anos e só assim, eu achei, nas redes sociais, um público que acompanha esporadicamente - no geral, com exceções - mas não apelei, até porque, enquanto homem de letras, nunca que eu ia querer minhas criações correndo o mundo e não atribuir o crédito a mim mesmo, né? Questão de lógica, justiça e, what the hell, uma certa vaidade.

Caio Fernando Abreu se destacou por não ser apegado a sentimentos que não o faziam bem, sempre escrevendo sobre deixar sofrimentos para trás e seguir em frente com o que há de bom, deixando para depois o avaliar do que pendeu pro bem ou pro mal na balança dos acontecimentos da vida (por isso eu falo que ele se tornou ícone da auto-ajuda num universo onde tudo se propaga muito rápido, como a internet). Confesso que não sou lá muito chegado nisso, mas a coragem que ele representa, tendo até fugido para exílio para não cair nas mãos da ditadura (DOPS). Por isso ele se tornou importante, por representar a própria sociedade, que queria liberdade, mas precisava agir com cautela para não ser calado pela repressão.

Dom Juan de Rio das Ostras?

Ok, ok... Humm, não, já temos um fofoqueiro famoso que começa suas notícias inúteis com essa expressão. O lance é que eu cometi o maior erro do mundo: Publiquei uma notícia "meme do momento" e isso me faz ficar preso a essa fofoca até a m*erda do assunto esfriar. Mas, vamos lá... Você tem acompanhado aqui - de preferência pra me dar um pouco de atenção - os desdobramentos do caso da Cicarelli de Rio das Ostras. Ah, não? Titio Sagatiba expRica: Um casal foi flagrado por uma câmera transando no raso de uma praia no centro de Rio das Ostras. Depois, descobriu-se que não era um casal, mas conhecidos de última hora bêbados mandando ver enquanto os filhos pequenos da mulher brincavam na areia.

Aí, veio a complicação, teve conselho tutelar questionando a responsabilidade - ou não - da mulher pelo bem dos filhos, marido perdoando por ela ter contado o casinho de carnaval de iniciativa própria - o que pela lógica irônico modo ON só pode ser verdade irônico modo OFF, a filha mais velha (motivo da viagem da família à cidade da Região dos Lagos) não querendo assunto com a mãe nado sincronizado fail e, principalmente: A danadinha ameaçando processar Youtube, Deus e o mundo pelas imagens e o constrangimento. Mas você, que tem acompanhado o caso aqui, já viu que é só uma piada de mau gosto todo esse circo, já que sobrou até para um homem que teria arquitetado o plano para se vingar de um não que teria levado dela. Ela merece um selo 'sou f*da' de qualidade, né não?

Ele teria levado um não e denunciado por inveja, mas se ele tava com a família e afirma que muito mais coisa aconteceu antes que a filmagem começasse... Sei não, mas o bêbado nunca leva a melhor nesse tipo de argumentação. Sabe uma coisa que fica mal contada cada vez que se lembra por alto do acontecido? A insistência da mulher em dizer que fez e faria de novo, mas que não transou porque ninguém viu seu biquini fora do lugar, ao mesmo tempo que usa a expressão 'também' ao desaforar o cara - sendo que ela nega o ato, lembrem - nitidamente alcoolizada e sempre frisando que só Deus poderia julgá-la... Humpf... vai desmerecendo a guarda dos filhos pra ver se não pinta logo um magistrado pra julgar, sereia do carnaval.

Acontece que esse homem se pronunciou e agora é ele que pensa em processá-la pela acusação. Segundo o cara, Rafael, de 31 anos, ele estava com a família no quiosque quando aconteceu a farra na água e, constrangido com a pergunta da filha sobre porque as pessoas estavam aplaudindo, ele resolveu denunciar o ato obsceno. Até porque ele tinha sido informado pela Guarda Municipal de que nada iria pegar para os taradinhos se não houvesse uma queixa formal. Rafael teria sido abordado por Wanderlea - a mãe-modelo 2013 - que teria proferido palavras agressivas (foto) e até tentado partir para a agressão física, mas foi contida pelos guardas a tempo. Bem, é isso e eu já cansei de fazer os links com os vídeos do Youtube. Agora pode procurar aqui mesmo no blog, porque dessa vez vou deixar vocês com o Passinho do volante. Ah, lelek lek lek lek lek...


Fonte: Jornal Extra.

Cicarelli de Rio das Ostras desabafa: É inveja!



Wanderlea Cicarelli de Rio das Ostras Silva, a fogosa etílica de Belford Roxo, que vive seus 5 minutos de fama graças ao sucesso de sua performance sub-aquática em Rio das Ostras, não para de surpreender. Agora, a gente também sabe que ela dava aulas de religião, participava de grupos de família e encontro de casais (mas na igreja, não na praia). Também lecionava  catequismo para crianças (na faixa de idade de seu casal de gêmeos, os mesmos que estavam esperando-a na areia da praia da perdição). Isso numa igreja co-fundada por parentes seus, a mesma para a qual voltou após uns anos freqüentando igreja evangélica.

Talvez sua certeza disso venha dos aplausos em vídeo e da retribuição em xingamentos à Guarda Municipal e banhistas. 
Mas não é só isso. Sua filha mais velha, de 19 anos - que deve estar se culpando até agora por ter sido motivo de mamãe praiana ter ido para a Região dos Lagos ser estrela do carnaval marítimo - não quer conversa com sua progenitora; a vizinhança não larga de seu pé com ofensas e piadas e, pra arrematar, ela alega que seu flagrante teria sido uma armação entre Leo – o homem que divide a cena com a mamãe-modelo – e um outro homem, Rafael, este sim, o suposto verdadeiro culpado. Sim, culpado porque ao levar um não, depois de convidar Wanderlea para uma cervejinha, o rapaz teria arquitetado a vingança para que ela fosse ‘avexada’ em público.

E como ela chegou a essa conclusão? Simples, segundo a própria, as pessoas têm inveja de seu carisma e sua beleza, pois, ainda segundo ela, está muito bem conservada – para seus 41 anos (?!) – fora seu olhar e sua aparência, insisto, sempre de acordo com a própria estrela, muito atraentes. Depois dessa, eu só volto a falar sobre o assunto se tiver algo realmente relevante pra falar, por que a piada já tá me assustando com esses desdobramentos inúteis.
Fonte: Jornal Extra

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Mulher flagrada em cena de sexo na praia nega o ato

Sexo no mar: Safadeza etílic alheia ou voyeurismo seu?

Um certo casal virou a febre da última semana na internet. No Facebook, faltou pouco pra virar um meme e eu só consigo pensar naquela música safadinha do Revelação: “Cara na cara, pele na pele...”. A verdade é que não deu pra fingirem que não estavam ali, e não deu pra evitar que o filme deles queimasse a moça fogosa de pernas pro ar. Mas o encanto está acabando, pois agora ela apareceu pra desabafar e negar que tenha feito sexo no mar. Aff... aí perde toda a graça. Mas o rapaz que estava com ela - e que também foi detido no ato – confessou a borrachada (que termo chulo! O termo é f*da).

Os fatos são: Wanderlea dos Santos Silva, de 41 anos, foi de Belford Roxo, onde mora, a Rio das Ostras, Região dos Lagos do Rio de Janeiro, para visitar sua filha mais velha, de 19 anos. Na tarde 8 de fevereiro (sexta-feira de carnaval), ela estava com seus filhos, um casal de gêmeos de 9 anos, quando conheceu o rapaz de 27 anos que viria a protagonizar o vídeo quente e molhado com ela, apenas algumas horas (e cervejinhas) depois do primeiro contato. As crianças? Estavam na areia e nem se ligaram, distraídas com suas próprias brincadeiras (Ô sorte!).

Wanderléa e seu companheiro Max. Ele entendeu que ela
contou a verdade de livre e espontânea vontade.
Detidos, o rapaz confessou o ato, mas Wanderléa 'Cicarelli feelings' Silva negou. Diz ela que o rapaz só confirmou o sexo sub-aquático pra aparecer (tem maluco pra tudo, mas pra aparecer por sexo escandaloso assim? Nem ex-BBB ele é!). Ela também afirma que chegou a solicitar exame de corpo de delito pra garantir que não tinha feito sexo, que só teria rolado um beijo gostoso. O argumento dela? Não dá pra ver se ela está ou não sem a parte de baixo do biquíni, no melhor estilo “se ninguém provar, sou inocente”, isso a despeito da movimentação ferrenha que quem quer tornar dois corpos em um só.

Brincadeiras à parte, acho, particularmente, que a coisa é um pouco mais séria pro lado dela. De nada adianta ameaçar processar o Youtube pelas imagens, pois, se ela não fez nada, vai processar pelo quê? Pela “interpretação” do público? E, no mais, até seu companheiro, Max, já a perdoou. Sim, ela tem um companheiro há dois meses, com quem, de duas semanas pra cá, passou a dividir o teto e a cama. Mas a parte mais séria – além do constrangimento para ela e a família – é que há crianças envolvidas na situação e a responsabilidade contestada em relação às crianças.

Ato obsceno é uma dor de cabeça pros envolvidos, mas a responsabilidade é deles, problema! Mas, e quando uma das pessoas envolvidas é mãe e o faz enquanto seus filhos estão logo ali? Claro, fora o fato de terem praticado a coisa em frente aos filhos dos outros, né? Enfim, o Conselho Tutelar também entrou na parada, mas constatou que os infantes nem perceberam o que a mamãe fazia com o amiguinho de carnaval... embora eu ache que isso vai durar pouco, pois mesmo com todo o filtro do mundo, essas crianças vão sofrer uma zoaçãozinha dos coleguinhas mais pra frente.

Ana Lúcia da Silva cortou um dobrado com a moça caliente.
A guarda municipal Ana Lúcia Souza da Silva, que levou os sensuais banhistas à delegacia, informa que a mulher estava bem alcoolizada e proferindo xingamentos enquanto alegava não estar fazendo nada de mais. Depois da ocorrência por ato obsceno, o casal foi liberado. Você podendo ter a guarda sobre seus filhos pequenos contestada assumiria um ato tão nítido – e com aquela movimentação exorbitante – como esse? Duvido! Mas eu quero agora que entrevistem a comentarista da transmissão que diz, no vídeo: “Muito burro! Sabe nem f*der na água! Vai tomar no c*, cara!". Essa sim parece ter um parecer definitivo que esclareça o caso. A seguir, o desabafo (?!) de Wanderléa.


quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Casal é flagrado fazendo sexo em praia movimentada de Rio das Ostras

E não é só isso, é ao som de marchinhas tradicionais do carnaval!

O pitoresco casal parece não ligar para as pessoas que desviam deles ao brincarem e nadarem na praia - que, provavelmente é do centro de Rio das Ostras, Região dos Lagos do estado do Rio - com uma vontade de concluir os trabalhos que parece anormal.

Talvez por questão de honra, já que começaram, ou - como sugere um dos jovens acompanhando a epopeia sexual semi-sub-aquática - devido à possibilidade de o rapaz estar sob efeito de um certo estimulante sexual de combate direto à impotência, mas não divaguemos tanto.

O negócio é que qualquer Cicarelli ficaria constrangida com a exuberância de movimentos do nado sincronizado ato libidinoso, visto que os gestos são claramente com a intenção do intercurso, ignorando crianças, idosos e demais banhistas.

A equipe que acompanhou a brincadeira vai narrando e nos deixando a par dos detalhes. Segundo a transmissão simultânea, o casal já teria sido advertido pelos transeuntes e banhistas, mas não deu importância, e o fato de não chegar um guarda sequer foi o estímulo à certeza de impunidade dos pombinhos.

Não sei porque, mas após o demorado ato público, os exibidinhos pareciam não lembrar de sua fantasia recente e tentavam disfarçar cada um pro seu lado, o que foi impossível, já que a aquela altura, tinham cativado um público fiel - que, a essa hora, já deve segui-los por redes sociais e afins - fora o caloroso aplauso da plateia ensandecida.

Por uns instantes, a audiência parecia escandalizada, mas, como somos um povo de humor muito apurado, a coisa descambou para a piada e o tom jocoso logo foi substituído por uma certa indignação, como vem a dizer uma das jovens que acompanhavam o desenrolar da trama "(sic) Muito burro! Sabe nem f*der na água! Vai tomar no c*, cara!".


Só uma divagação para refletir nas mentes e corações dos internautas e garcianautas (!): Você ainda acha que sai da água com a pele grudenta por causa do sal? Pense bem, eu detestaria que você se iludisse.

Branca de Neve andou brincando de Barbie


A brincadeira do título é, na verdade, um assunto sério. Muito sério. Essa questão, aqui neste texto, é abordada de forma até debochada, mas junta algumas características da sociedade contemporânea. A saber: O hedonismo e o consumismo – o que, na verdade, na minha opinião, um é apenas derivação, ou co-irmão do outro.

Vamos começar pelo hedonismo, a questão Branca de Neve. A moçoila se entoca numa casa e descobre que ela é habitada por 7 anões... E fica por lá mesmo assim! Existem piadas sobre o fato de ela ser, supostamente, uma tremenda sem-vergonha por viver com sete homens. Eu já vejo que a ‘sem-vergonhice’ dela não está nisso. O lance, pra mim, é que ela adere à máxima “enquanto o homem certo não aparece, vou ficando com os errados”, até que apareça milagrosamente um príncipe em sua vida.

Foi só pintar um filho de rei que bye bye vida no campo, né?
Oras, se você não tem um objetivo, como vai saber onde e como chegar? Cada um que a rodeia tem uma característica marcante, e fica esse revezamento bizarro. Aí, sem mais nem menos, nenhum deles pode lhe salvar a vida, só um rapaz encantado em roupas engraçadas. Esse, que por algum motivo, que não é um castelo e riquezas mil, é o que vai levar a moça embora. A danada foi se servindo esperando um milagre acontecer. Bitch.

Não, não sou machista e acho que o mesmo vale para homens. É mole dizer que nenhuma mulher presta, mas se não se dá o devido valor, toda mulher vai ser uma periguete. Parece que não, mas elas aderem ao modelo que lhes couber para se sentir à vontade, mesmo que muitas não admitam. Assim como os homens. O hedonismo acontece quando não se aceita não ser como os outros. Se a sociedade escala o modelo de que você só curte a vida quando sai pra trocar saliva com uma certa quantidade de pessoas desconhecidas, a maioria vai crescer achando que isso é que é vida. Há aqueles que se negam a seguir o padrão, mas seguem outro, o de beber, porque namorar é difícil.

Isso gera o mecanismo de auto-defesa/ataque/passivo-agressivo de que não dá valor pra não se decepcionar. Aí, já entra o respeito pelo ser humano, mas falo isso outra hora. Se você se sente numa prisão, em um relacionamento, realmente não é o momento – ou a pessoa – que você quer. Pule fora antes que alguém se machuque. E se você não consegue estar num lugar sem pensar que precisa ‘pegar’ alguém antes de ir embora... Sinto muito, mas você não tem muito cérebro pra querer um relacionamento, muito menos pra reclamar da falta de um. Grudento.

Voltando à Branca de Neve, o que a Barbie tem a ver com isso tudo? Tem, justamente, a característica que eu descrevi anteriormente. Tanto a boneca – enquanto um personagem da cultura pop – quanto as meninas que ela influencia, são consumistas. Não, não vejo a Barbie como uma mulher independente que trabalha e consegue suas próprias coisas. Vejo uma acompanhante de luxo (UIA! RRRatinho nho nho!) que compra várias fantasias pro “trabalho”. De quebra, ela leva meninas e pais à loucura com tanto acessório, veículo, roupa, casa e o escambau... Cria uma necessidade de sempre querer o próximo apetrecho, uma insatisfação inconsciente.


Onde ela trabalha pra ter isso tudo? Muitas fantasias para completo serviço de acompanhante de luxo. Eu acho.

Nota de última hora do autor: Que x-9 safado é aquele espelho mágico, hein!


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Sheldon Cooper: Contestador de paradigmas

Seinfeld: O maior mérito foi não ter deixado a (não) temática
da série se perder em nome de mais audiência.

Essa história bem que poderia começar com uma passagem do meu querido seriado Seinfeld. Em diálogo com Elaine, Jerry resmunga que a amiga de Elaine que se aproxima o desagrada por ter o costume de cumprimentar as pessoas beijando no rosto (coisa, que vemos nos filmes e séries, que não é um hábito muito estadunidense, né?). Aí a conversa vai mais ou menos assim:






Jerry: Oh, não, lá vem sua amiga beijadora de rostos.
Elanie: Qual o problema?
Jerry: A obrigação de ter que beijar, e se eu não quiser?
Elanie: Jerry, é só uma saudação.
Jerry: Tocar nos seios seria uma saudação mais legal.
Elanie: Ah, é? Porque não fazer logo sexo pra cumprimentar as pessoas?
Jerry: Elaine, agora você está sendo ridícula.

O divertido – e nonsense – diálogo serve pra demonstrar o que eu gostei de imediato em Sheldon Cooper (The Big Bang Theory - TBBT). A série é auto-proclamada nerd e nem vou – dessa vez – entrar no mérito de como a produção fez o dever de casa de se consultar com cientistas, mas que o bichinho da audiência fez sua espinha dorsal transformar os personagens em caricaturas de Ross (Friends). Enfim, depois eu falo mais disso, o foco aqui é o Sheldon primordial, aquele que iniciou o seriado, um cara tão desapegado das relações sociais que nos fazia – através, principalmente de Penny e Leonard (os seres mais sociais do início da série... tá, mais Penny, Leonard era só na pretensão) vermos como certos hábitos de nossa sociedade não fazem sentido. Talvez por terem se modificado tanto desde a origem desses costumes ou só porque migraram de um local para outro sem ter o mesmo contexto, sei lá.

Sinto falta daquela personalidade ácida e friamente crítica do Dr. Cooper, como quando ele questiona Penny sobre o meio-sanduíche do cardápio da Cheesecake Factory. Seria um sanduíche “usado”? Teria ele a obrigação de esperar que alguém pedisse a outra metade pra seu pedido ser atendido? Se aquele era o tamanho padrão, porque não chamar apenas de pequeno sanduíche? Sacou? Ou coisas como sua pesquisa pra saber que tipo de bebida ou comida oferecer a alguém chateado como forma social de conforto. Quem é fã do estilo stand up de comédia, como eu, certamente adora esse tipo de observação das minúcias do cotidiano (coisa que me fez adorar até hoje séries como Seinfeld e a mais recente Community, por exemplo), coisas que podem começar com o clássico “já notaram...?”.

Antes, Sheldon era praticamente um crianção no trato social – mas com uma lógica quase irrefutável - com os amigos tendo que explicar a ele coisas que já aprendemos desde bebês, como ser gentis mesmo quando não queremos, por convenção social, ir a lugares ou evitar situações pra não magoar ou pra agradar outrem. Mas pegaram o caminho fácil do clichê e rapidamente ele se tornou o amigo chato metido a sabidão, que os outros pareciam apenas aturar (não sei porque, já que ele muitas vezes é tão chato quanto Barry Kripke). E hoje em dia está pior. Quanto mais a série avança, mais ele se torna um quase antagonista, causando transtorno aos próximos e destilando prepotência até ser frequentemente evitado pelos seus, não lembrando mais aquele ser tão fora da realidade que podia ver o quão absurda é a sociedade, o que explicava sua falta de compreensão em ver que seus amigos queriam tanto fazer parte disso. Agora ele é escada para as peripécias de Amy Farah Fowler (Blossom... quer dizer, Mayin Byalik).

Te desafio a não lembrar francamente de Friends e dos
motes "aprontando as maiores confusões no maior clima de azaração". 
Sheldon não contesta mais paradigmas, agora ele tem manias, fobias e TOC (transtorno obsessivo compulsivo). Com tantas deixas-pastelão pra vermos Sheldon gritando, desmaiando ou sendo ridicularizado pelos amigos (que são bullies no seu próprio mundo a essa altura), não faz sentido pra mim que ele não seja uma espécie de antagonista, como Will wheaton foi pra ele até metade da série. Sheldon se tornou seu próprio metalingüístico BAZINGA! Era pra ser uma piada e se tornou outra de outro tipo.

Agora TBBT é só esse Clube do Bolinha X Clube da Luluzinha com lições de amizade no final de cada episódio e uma piadinha rápida pra terminar em clima de comédia. Virou comédia romântica, que assim como o samba-canção, é mais o segundo nome do que o primeiro.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Heather O'Rourke: A Carol Anne de Poltergeist


Se viva, hoje, a atriz mirim Heather O'Rourke teria 37 anos de idade. Sim, é uma tristeza quando alguém morre, sobretudo tão jovem, aos 12, mas o que mais chama à atenção neste caso é o contexto em que a garota esteve envolvida, sendo a protagonista de Poltergeist, o que acarretou aquela lenda de que equipes ligadas a filmes de terror têm destinos trágicos. Mas não foi nada disso (se fosse assim, atores de comédias não morreriam, por exemplo).

Heather Michele O'Rourke, mais conhecida como Heather O'Rourke, ou a menininha Carol Anne Freeling da franquia cinematográfica Poltergeist.

Heather foi descoberta ao almoçar com sua mãe, Kathleen, num restaurante do estúdio MGM, quando Steven Spielberg procurava por uma menina que interpretasse a supracitada personagem, seu maior destaque dentre outros trabalhos como propagandas diversas.

Em 1988, durante as filmagens da terceira parte da cinessérie, Heather passou mal e foi diagnosticada com gripe. ao insistir que não estava bem, retornou ao médico e foi diagnosticada, dessa vez, com doença de crohn, uma infecção crônica do sistema gastro-intestinal.

Ela morreu na mesa de cirurgia, no dia 1º de fevereiro de 1988, aos 12 anos de idade. Só depois de falecida, os médicos descobriram que tratava-se de uma obstrução intestinal causada por estenose congênita. Uma cirurgia poderia ter solucionado o caso.