Crônicas, divagações e contestações sobre injustiças sociais, cultura pop, atualidades e eventuais velharias cult, enfim, tudo sobre a problemática contemporânea.

sábado, 30 de março de 2013

Bate Tchan: Santa morcegada, Bátema!

Em 2000, o Cd marcava a estreia do vocalista Renatinho, que
substituía Beto Jamaica.

É pra falar do Bátema vindo do É o Tchan = Bate Tchan. E esse é só o começo da sequência infame ao extremo que vemos aqui nesta bela representação do cancioneiro popular. Rá!

Bem, de começo parece mais uma musiquinha do É o Tchan, com aquela levadinha de samba-de-roda, monossílabas e o nome da música logo de cara. Mas quando começa a letra, nosso querido Cumpadi Washington (TCHAN, tu tu tu tu paááá!) já de cara nos vem com "Se segure GoTCHAN City"... Tá, o nome do grupo fez um belo trocadilho com a cidade da morcega, mas ainda tenho minhas dúvidas se não foi um ato falho na pronúncia do mudo H, mas tá, não é pra levar a sério mesmo. Aí, vem um tal passo do Pinguim (fazendo assim, fazendo assim... assim o quê?) e chamando o Coringa (tingalagatinga, tingalagatinga... WTF?!) e chamando o Charada pra ver a popozada fazer a parada. Fora a palavra esdrúxula feita só pra rimar com o palhaço, o bobo, o jóker, o bobo, o jóker, não entendi lhufas.

Aí, quando você não sabe se ri ou se pula pela janela, seu tio Cumpadi já dá um grito estridente 'Robííííííííí!!!!' (sério, eu sempre lembro do quadro do Zorra Total que o Lúcio Mauro Filho gritava 'PAPÍÍÍÍÍÍÍ!!''). Por quê? Porque o universo do Bats é muito rico e repleto de personagens interessantes, e tem o menino vestido de duende que espanca bandidos ao lado de um adulto fantasiado de morcego, mas estou divagando (mais ainda). É nessa estrofe-refrão-estribilho (sei lá que p*rr é essa, tem tanta variação na melodia que parece uma colcha de retalhos) que Sr. W me faz lembrar as aulinhas de Inglês na escola e me solta um "vá chamar a BatGUÉL...". Hahaha, sempre achei engraçada essa pronuncia escancarada de 'girl'.

Fique com as palavras de sabedoria do eterno compadre do
Brasil, órdinária..
Depois ele fala em voar no passinho do morceguinho que nem aviãozinho (outra variação de melodia) e termina com "bate tchararan tchanranran..." até voltar para o refrão da introdução (UIA!), ou seja, umas 5 melodias diferentes pra você se divertir a valer, ÓrdinÁria (TCHAN!). Mas o legal mesmo é que uma característica recorrente daquele "pagode baiano" que dominou o universo em meados do '90's era o diálogo entre vocalistas durante as partes instrumentais ou repetições de refrão pelos backing vocals. Assim, temos a honra de ouvir pérolas como "mulher gatA", as referências ao dançarino/ator Jacaré "Jack Charadaaa" e o complemento do então estreante Renatinho da Bahia "cuidado que esse homem é perigoso"... pff...

Enfim, Bate Tchan é um petardo, é uma pérola é um achado, pena que não surgiu quando o grupo ainda
dominava as mídias, mas eu até gosto desse aspecto cult que essa música tem. E, pra finalizar bem, fique com o clipe, que pelo assunto e montagem, sempre me dá a impressão de que é parte da trilha sonora e divulgação do Batman: Feira da Fruta (posso falar nisso, mas só em um post específico, porque dá muito pano pra manga).

Ah, em tempo, eu gostcho muitcho dessa música, até porque música e gosto musical é uma coisa muito ampla pra quem é músico como eu. Eu curto a fina flor do Samba (e até virei pesquisador por isso), mas também curto muito Heavy Metal, assim como baião, coco, música clássica, dance, etc. Até funk eu curto numa festinha. Alelek não é pra ser levado a sério, o Iron Maiden tem um clássico muito bem tocado que se chama 'medo do escuro'... E aí? Nõ dá pra brincar também? Então que se brinque cada um no seu quadrado e não esqueç de ir no passinho do morceguinho junto com o ROBIIIIIIIÍ!

terça-feira, 26 de março de 2013

Alerta contra solicitações maldosas


Garcianautas (mas, hein?!) do meu coração, gostaria de alertá-los contra um tipo de golpe que só me ocorreu a possibilidade do estrago ontem ao entrar numa discussão com um racista via sua página de "humor". Pois bem, o/a fascista teve sua página e suas fotos denunciadas e retirou tudo do ar por instantes. Enquanto isso, uma jovem enviou uma solicitação de amizade a essa amiga que já tinha sido vítima de um print maldoso e fora de contexto (eu sei, porque eu também tava na discussão - e tenho como provar). Uma vez que ela se fingiu de fã da nossa luta, teve acesso às fotos da jovem e teve a covardia de fazer uma montagem racista com uma foto em que ela tinha uma criança no colo. Sim, estamos falando de mais de um crime aqui.
Esse tipo que acha que é humor e não sabe diferenciar de desrespeito é muito abusada, pois o engraçado é que nunca fazem piadas com seu próprio tipo, já repararam? Nunca a visão de sua "piada inocente" é pra dentro de casa, só pra dos outros.

Então, fica o alerta, cuidado com solicitações desconhecidas, claro que pode ser de boa fé, eu mesmo tenho muitas pessoas que chegam até mim por meus textos, mas é sempre bom ter o cuidado de ver se esses perfis têm um histórico, se possui fotos com gente e não modelos, se têm interesses em comum e/ou amigos em comum - mas não esqueça de ver se você e seu amigo não foram adicionados ao mesmo tempo e a linha de tempo do suposto novo amigo. Isso porque pode acontecer de uma foto sua virar link ou montagem em algum site maldoso e até descobrirmos, vidas podem sair prejudicadas. Lembrem-se que até atrizes e atores famosos passam por esse constrangimento de ter fotos usadas indevidamente em sites de lojas e até prostituição. Lembrei agora de uma jovem que teve fotos roubadas e usadas em sites pornográficos, o que lhe custou o emprego, mesmo provando que era um gole, pois, ela era guia turística num hotel 5 estrelas. FIQUEM ATENTOS!

No mais, minha amiga já recorreu a uma delegacia para uma denúncia de crimes virtuais. A luta não acabou.
Posso não apagar o incêndio, mas tô fazendo a minha parte. E eles vão ver o inferno.

sábado, 23 de março de 2013

Escândalo Capitão Élcio: Foi o Théo!

Um militar do exército brasileiro, Capitão Élcio Rosa foi vítima de mais um daqueles casos "bobeou, tá na net", e a polícia já estava investigando mais rápido que artista bêbado fugindo da Lei Seca.

O que ninguém esperava era que o verdadeiro culpado por expor as intimidades do militar fosse se confessar. e ele é ninguém mais ninguém menos que seu colega de farda e de patente, Théo.

Após alguns anos de rivalidades, sem mais suportar as provocações e sabotagens de seu desafeto, além do estresse pelos encontros e desencontros com sua amada Morena Costa, Théo se vingou, se fingiu de internauta tarada pra atrair um bate-papo íntimo, conseguiu filmagens em webcam, postou e se apresentou à delegacia de Delegada Helô - a única que funciona em toda a cidade do Rio de Janeiro.

Ao se deparar com a referida delegada, ele confessou a autoria do escândalo: "Esse cara sou eu".

Resenha: Vai que Dá Certo



Um rápido apanhado sobre a história



Vai que Dá Certo é a história de Rodrigo e seu fracasso financeiro. Ele é um músico de barzinho casado, em torno dos 30 anos que se vê na pindaíba total quando falta ao trabalho pra farrear com seus amigos de colégio no futebol de final de semana. Sua esposa descobre e o expulsa de casa. Ele percebe que está completamente no vermelho, algo muito diferente do que sonhava em sua adolescência. Assim, ele tenta arrumar um emprego de motorista na transportadora de valores em que trabalha seu primo, Danilo (Lúcio Mauro Filho).

Acontece que Danilo também está insatisfeito com sua vida financeira e planeja um golpe, mas precisa de gente de confiança pra perpretá-lo. É aí que entra (UIA!) Rodrigo, que por sua vez, traz Tonico (Felipe Abib) e os irmãos Amaral (Fábio Porchat) e Vaguinho (Gregório Duvivier) para o grande intento. Danilo tem tudo muito bem planejado, mas não contava com seus comparsas de meia tigela pra executarem seu plano de forma extremamente inesperada. Agora eles vão ter que se virar na frigideira quente pra pagar dívidas com um cara barra pesada, se esgueirar da polícia e tentarem resolver suas vidas. Até mesmo recorrer a seu amigo das antigas, o rico deputado Paulo (Bruno Mazzeo).

Percepções acerca do filme


É um filme de humor nonsense, muito puxado pra Os Normais 2, pelo menos, no que diz respeito a ser uma sequência de acontecimentos inesperados e piadinhas, com o mérito de investir numa comédia de ação. Aliás, o filme é muito movimentado, então, não necessariamente você vai gargalhar o tempo todo, mas ele te instiga a ficar ligado com o pensamento "caracoles, como eles vão sair dessa?" e isso, amigolhes, pra mim, é o mais importante num filme: Manter o interesse do espectador curioso pelo final.

Não vá achando que vai ser só mais uma comédia romântica ou um episódio extenso de Porta dos Fundos, o filme é um thriller com humor (cruel até, às vezes) mas de forma leve, nada que se tenha pena ou raiva, é uma comédia assumida, não leve lenços. E, particularmente, eu acho que o que vale muito positivamente no longa é a fuga do lugar comum, claro, o elenco é todo conhecido da Globo e o humor físico é gritante é uma característica pulsante nessa nova geração de comediantes (menos os americanizados incorretos incorrigíveis), mas é uma comédia doida com sequências inesperadas e quase que gratuitas.

Gosto muito do modo como o diretor Maurício Farias leva a produção de um jeito que parece até que os personagens existem mesmo. O elenco, de uma forma geral, soa muito natural e convence como uma turminha dos tempos de colégio. Clichês, há, como os personagens masculinos serem imaturos ao extremo com uma minoria feminina centradad e madura mentalmente pra fazer o contra-ponto, mas é muito divertido o modo como o filme lida com isso. Quase uma auto-sátira.

O problema mais gritante, pra mim, na verdade, é uma questão de ponto de vista. Eu sou carioca, da capital e sei que meu sotaque é característico, mas não há só um tipo por aqui. Não ficamos no balanço entre o carioca funkeiro e o surfista, temos nuances diferentes, então, acho que o público paulista ou quem conhece bem o sotaque de São Paulo, pode não se sentir tão à vontade quanto o jeito de falar do elenco. Eu, como carioca que sou, não me incomodei, mas é perceptível que cada um deu um caminho pro seu "paulistês", ficando o resultado bem caricato, mas não achei que fosse uma provocação de carioca contra paulistas, como vi em outra resenha.
Na verdade, há uma explicação, Maurício Farias teria mudado o cenário do filme do Rio de Janeiro pra São Paulo porque percebeu que desde a concepção do roteiro, em 1994, até sua conclusão e filmagem, muitos e muitos filmes já se passaram na Cidade Maravilhosa, então houve a mudança. Nada que desabone o filme e não há piadas sobre o estado, pra se concluir que é uma zoação, na minha opinião, mas respeito quem se sinta incomodado, afinal, cada um tem um ponto de vista, mas tento me colocar no lugar alheio pra imaginar.

Conclusão: Essa bagaça é boa?


É, não é de se rir o tempo todo, mas é de se rir muito. "Ah, mas eu sou chato e pra mim comédia tem que fazer rir por duas horas seguidas, e aí?", simples, peça à sua mãe pra fazer cócegas em sua barriguinha. O importante a ser frisado aqui é que mesmo nos momentos mais parados, você se diverte, porque logo depois vem uma piada ou uma cena de ação desembestada, ou até algum diálogo corriqueiro de amigos nerds que não têm assunto. É sem noção como O Homem que Copiava. Repito, o mais legal do filme é sua torcida pra que eles consigam se acertar na vida e sua adrenalina vendo como a bola de neve de trapalhadas te deixa sem imaginar o final. Aliás, o final deixa um gancho pra uma possível continuação. Será que eles têm coragem pra fazer tudo de novo?

Nota 8    

Todo dia era dia de índio

O Brasil não foi descoberto, foi invadido. Isso é um fato, já que havia uma população própria no local e ela foi incisivamente limada de onde o "progresso" queria passar. Para o bem do entendimento geral, diversos outros povos já tinham passado por aqui antes, ou você acha que os vikings ou sumérios, fortes navegadores de sempre, não encontrariam uma terra tão extensa? Mas nem todos tinham interesses gananciosos. A verdade é que nossa terra brasilis não era mais do que um pote de ouro pra coroa portuguesa (o governo-monarquia de Portugal, não uma velhinha lusitana) e, sendo assim, serviu apenas como mina e como depósito de tratadores e detratores. Sim, porque a nata, o fino da bossa do puro suco da criminalidade também era mandada pra cá pra não estragar a paisagem de sua terrinha natal querida. Aí, alguém pergunta por que o famoso jeitinho brasileiro é tão famoso no mundo, o que nos dá uma sensação de auto-estima tremendamente afetada do ponto de vista que se um cara é honesto, ele é visto como otário e se alguém tira uma vantagem em qualquer situação, esse é que é o esperto.

Aí, chegamos ao etnocentrismo, o conceito de que o corsário do Cabral (o Pedro Álvares) era o desbravador a descobrir uma belíssima terra onde se plantando tudo dá... devem ter plantado o preconceito e a injustiça social, porque são as únicas coisas que brotam aqui, como ervas daninhas. E se o corsário chega onde já tem gente, melhor, se eu chegar na sua casa, amigo, olhar você em frente ao seu pc ou sua tv, puxar uma conversa e ficar por aí como se fosse natural? E se, depois de um tempo, eu te subornasse com coisas que você acharia uma tremenda novidade e te passasse doenças e vícios que você não conheceria? Certamente você pensou "mas nem que Renato Russo cantasse Índios estilo voz e violão!". Pois bem, é a problemática do invasor, o povo invadido é que vai expulso e fica confinado numa reserva, isso quando aceita, porque se não se conformar é vala.

Selvagens somos nós há séculos e o pior é que muito metido a entendedor acha que o progresso é isso aí, dixava a indiazada pros cantos da Amazônia. O que é uma ironia, já que lá na gringolândia, a gente é tido como índios com macacos nos ombros, à beira-mar do Rio Amazonas (WHATTA!?) roubando e prostituindo no carnaval com pouca roupa e muito futebol, na capital Buenos Aires (VIVA O PAPA!). Aí, eles vão vir pra cá para a Copa e vão ver que somos "normais", porque os primeiros nativos (etnia) do Brasil são expurgados para qualquer canto que você não precise ver, pois, assim, eles serão os estranhos quando se manifestarem frente à mídia por direitos.

Só então, chegamos à batalha pela Aldeia Maracanã, o antigo Museu do Índio. Muito fácil defender o governo porque cidade grande não é lugar de índio, mas se aqui era tudo mato e as cidades foram erguidas depois, não seria a cidade o organismo estranho? Na boa, quem pensa assim acha que o mundo começou quando nasceu. Os índios estavam lá sem fazer nada de mal, mas o prédio estava abandonado. Pessoas questionam por que os índios não fizeram nada pra que o museu fosse revitalizado e só deixaram pra se manifestar agora que foram ameaçados de sair. Mas aí é que tá, primeiro o imbrólio vem de 2006 e não foi agora, mas a questão mesmo é que sou da opinião que realmente não tinha índio nenhum lutando pra fazer alguma coisa pelo museu antes do situação Copa... MAAAS, também não tinha governo nenhum querendo otimizar o local afim de torná-lo algo de útil pra população. Se estava abandonado, estava pelos dois lados e descaradamente um deles o está modificando apenas por dinheiro. Museu olímpico é meu -palavra impronunciável censurada pelo autor-.

Piadinha cruel de última hora: Sabe porque o governo tá criando tanto museu? Porque só o passado vai ter alguma coisa pra nos oferecer. Tá caindo tudo ante a ganância. As coisas perdem seu valor pra ganharem um preço.

sábado, 16 de março de 2013

Funk: A voz dos excluídos


Aposto que você, ao ler o título, já torceu a cara e pensou "bleh, funk não é cultura, é p*utaria", mas se você ultrapassou a barreira do preconceito e chegou até essas mal traçads linhas digitais, muito que bem, façamos deste momento um tempo gostoso pra se divagar sobre a cultura e os conceitos envolvidos.

Música Lek Lek
Esse é o hit instantâneo do momento e você tem todo direito de chiar com essa música
grudenta no cérebro, mas admita, isso não é indecente, é só mais um sucesso da última
semana. 
Funk é sim a voz dos excluídos, como o Samba (maiúsculo, de raiz, de fé e de fato), como cantigas de ciranda e canções de ninar. Mas se essa voz é desafinada, feia e até indecente - em muitos MUITOS casos, seria por quê? Pense na problemática da criminalidade, aquele bandido que se faz em zonas esquecidas pelo Estado, em como ele se vê no dilema entre ser discriminado pela sociedade por ser favelado e ser uma autoridade notória dentro da sua comunidade. O que você escolheria, se você não visse chances na vida pra ser uma pessoa de bem, com um emprego respeitável e o sustento garantido para sua família?

Muito fácil dizer que isso não é desculpa, se não, todo favelado seria bandido e não haveria corrupção entre gente rica, o que nos faz remeter ao caráter. Sim, não é desculpa. Também não justifico essa possível inveja dos que têm oportunidades na vida, já que se você não sabe de onde vem seu problem, não é roubando de pobre e trabalhador ou oprimindo sua vizinhança que você vai conquistar respeito. Com certeza medo, mas assim que você cair, vai haver uma festa animada em comemoração ao seu desfecho.

Carolina Macedo, Solange em Fina Estampa, "chegou lá" para admiração
de sua mãe, que do seu mundo, viu com admiração o sucesso da filha, que
cantava sobre ser 10 indo até o chão, mas um fracasso na escola.
A questão aqui é um pouco mais profunda, é sobre o cara que cresce onde não existe educação regular e se houver, você vai passando pra nõ gerar números negativos para o governo, mas a educação mesmo não é ensinada, no sentido acadêmico. Você chega ao ensino médio e mal sabe ler, vai para a escola e lá você não tem desafio, estímulo, só a automatização de um serviço pra inglês ver. O que fazer? Faz igul à menna da novela Fina Estampa, que criou uma letra (?!) falando que preferia rebolar o rabo do que estudar porque não ia se dar bem mesmo na escola.

Então, ao se referir ao funk, procure refletir sobre isso, eles não falam nada de agregador culturalmente pra você que não vive aquela realidade, mas na localidade deles, eles são reis, chegaram lá - como exclama a mãe da referida personagem quando se depara com sua filha recém-fugida de casa na noite pra cantar funk num baile próximo. A glamourização por parte do pobre é natural, é quando você tem um destaque e um reconhecimento. O problema é quando a mídia olha pra isso e usa pra vender, enaltecendo essa cultura 'nem' como se fosse o maior barato. Não é.

Se preocupar com os rumos que os outros que apenas sonham, mas não chegam ao sucesso ninguém quer, apenas fazer das periguetes e dos 'sou f*oda' mais um produto a ser vendido para aqueles que os têm como estrelas e astros. Não, não sou funkeiro, mas admito que algumas dessas músicas me divertem, enquanto estou bebendo na festinha. Isso faz de mim um descerebrado? Não, porque depois eu volto ao meu normal e sigo a vida. Mas tem gente que não é bem assim, só vê aquele jeito, virando meme na internet e ganhando como pode.

Se não tá nem matando, nem roubando, amigo, eduque seus filhos pra que não achem que aquilo é mais que uma ilusão de respeito e mais uma fonte de trabalho e renda. Não espere que o funk eduque ou deseduque seu filho, mostre o que tem de cultural no mundo pra ele, que ele vai ouvir funk como o que realmente ele é: Entretenimento e diversão. as letras indecentes? Isso tem no forró, no pagode, no sertanejo, no rock... Não vamos fazer má publicidade da coisa agora se não fizemos antes, né? Ou façamos de tudo, mas aí, vão te chamar de politicamente correto, o que é assunto pra outra hora.

Carlos Moreno, o Garoto-Bombril não morreu

E isso não é só forma poética de falar, o cara está vivo mesmo. Acabe com a boataria sensacionalista da internet, pois imagina se um familiar lê isso e passa mal? Na verdade, acabou de acontecer, alguém se alegando sobrinho dele já se manifestou numa seção de comentários no Facebook contra esse tipo de repasse de informações sem se averiguar a autenticidade da notícia ou da fonte.


Carlos Alberto Bonetti Moreno, famoso Carlos Moreno, e mais famoso ainda Garoto Bombril. Detém o recorde mundial de protagonista da campanha que mais tempo ficou no ar.

Rolou, em 2004, o fim do contrato de Moreno, tendo à época, gravado 337 comerciais e ele chegou a ser garoto-propaganda da Fininvest, mas a Bombril rapidamente o recontratou em 2007 para recuperar seu prestígio, ameaçado pela concorrente Assolan.

Assim está até hoje, já tendo participado de mais 7 filmes da campanha mais famosa há mais tempo no Brasil, totalizando 344 comerciais. O garoto-Bombril já é tão famoso que se tornou um personagem à parte da propaganda. Exemplo disso é o modo cuidadoso como ele, mesmo incorporando personagens da cultura pop (como He-man ou Pikachu) não se descaracteriza. Reparem que ele nunca tira os óculos, por exemplo, quando o personagem exige uma transformação muito grande. É o super herói, mas é o garoto-Bombril vestido de super herói. Isso eu acho genial.

Lembra dessa? Supostamente ele tinha sido demitido e se
despedia da amiga dona-de-casa. Era só uma brincadeira da
própria campanha, mas ele se tornou tão querido que a
campanha gerou ameaças de boicote à Bombril.
Carlos Moreno não morreu, ainda está na ativa, só não aparece tanto assim na mídia. Deve ser algum mal entendido referente a uma notícia antiga que começava com "o adeus ao garoto-Bombril", numa alusão à época em que Carlos Moreno deixava de ser o famoso personagem. Numa lida muito superficial, é possível que algum apressado tenha deduzido que se tratava do adeus ao ator e lançou. Mas, antes que se torne viral, procurem saber antes se o que o Facebook e demais redes sociais comportam, já vi muitas vezes uma notícia de clara piada do R17, por exemplo, ser debatida como acontecimento verídico até que algum internauta mais atencioso reparou no logo do site humorístico na foto.

Isso pra não pensar na maldade de algum troll que só queria mesmo causar rebuliço.

O Estado é laico e preconceito fede

É um absurdo - no sentido literal que - que um pseudo religioso se manifeste contra a camada da sociedade que ele está assumindo para defender. Isso, por si só, já é um método de intentos fascistas. Ou não dá a nítida visão de que mais à frente isso se estenderá a outras camadas? Só falta dizer que é pelo bem da nação. Estado laico é isso aí... A ideia - não praticada, diga-se - de que o país não tem um segmento religioso oficial, ou seja, mesmo sendo o país com maior população católica, isso não quer dizer que sejamos católicos, no papel.

Digo no papel porque na prática, os feriados "santos" todos são católicos, ou você vê seus amigos e familiares planejarem viagens de finais de semana prolongados em datas judaicas, afrodescendentes ou islâmicas? Não incluí os evangélicos nessa, porque as datas "católicas" abrangem um pouco sua temática, no que diz respeito ao natal, por exemplo. Enfim, o que esperar de um país que foi catequizado desde a invasão - que você pode chamar de descobrimento, vá lá - né? Mas, pra valer a constituição, não, não há religião oficial, pois não pode haver favorecimentos, como os que muitos políticos tentam, ao se candidatarem já com suas denominações, pra angariar votos.

Mas a questão aqui é mais profunda, pois, envolve a covardia de quem teve peito pra expor suas opiniões - coragem sim, mesmo que pra mostrar o pior da mente humana - mas incrivelmente não tem coragem pra assumir que é um falso nazista. Marcos Feliciano defende tudo o que Hitler e seus asseclas impuseram a meio mundo, sendo que nem ele nem o referido ditador fazem parte do biótipo idealizado. Já que, no fundo, a humanidade nasceu na África, todos somos descendentes amaldiçoados? De quem? Adão e Eva? Como foi a comilança entre família pra que não fossemos fruto de incestos bíblicos? Enfim, divaguei... a covardia de jogar sua oposição para que seus seguidores te defendam é uma podridão.

Muito fácil para o pseudo-religioso instigar uma "guerra santa" fazendo com que seus fiéis se enfureçam e roguem pragas para que Deus se vingue de seus difamadores. Mas explicar que esse povo que você acusa de te perseguir é na verdade quem está tentando manter alguma coerência com a voz da lógica e da razão você não quer, né? Então o cara demonstra um preconceito cruel para com negros, gays e católicos, por exemplo, mas quando é confrontado, se faz de vítima de perseguição religiosa. Fundamentalista. Quem serão seus próximos alvos, fascista? Mulheres? Deficientes? Idosos? Quem sabe?

Deputado Jean Wyllys esclarece que nunca foi uma questão religiosa, mas ideológica e política e o comentário de seu texto me chamou à atenção, pois, é pra onde o "coitadinho" do Feliciano tenta deturpar a situação. O Estado é laico. Não tem religião oficial, portanto, não há quem tenha o direito de usar sua crença íntima para determinar rumos do bem comum da sociedade, não importa a quantidade de adeptos.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Mulher é mais. 8 de março.


O absurdo do feminismo: Luta por direito igualitário


Muito fácil é dizer que não é pra ter um dia só especial para as mulheres, mas que todo dia seria dia delas. Muito fácil, cômodo, demagogo e preconceituoso. O dia 8 de março não é o dia internacional da mulher porque elas precisam de um dia, ideia que seria facilmente refutada com simples argumentos de que todos somos iguais ou o quanto mulheres são importantes na nossa criação, desde a geração, gestação e educação. Moça, isso é ser machista. Aliás, uma reflexão de fim de parágrafo: Já parou pra pensar em como as mulheres são criadas pra ser perfeitas donas de casa, e não para ter uma vida aventureira como pilotar carros, motos e aviões ou simplesmente trabalhar fora?

O caso é que o dia em si já foi comemorado em datas diferentes, meses diferentes, etc. Mas, institucionalizou-se no dia 8 de março a partir da Revolução Russa (apesar das diferenças do calendário gregoriano para o Juliano, sendo neste último o dia 23 de fevereiro). O dia foi marcado como o símbolo da luta da mulher trabalhadora russa e início da supracitada revolução em 1917. O dia cairia em desuso, e, estando obsoleto politicamente, ganhou vertentes comerciais, quando os homens tinham por tradição presentear e homenagear as mulheres, tal qual o dia das mães ou o dia dos namorados. O dia, com o significado social da luta por respeito igualitário, veio a ser resgatado com a revolução feminista, já na década de 1960.

Na boa, claro que é mais uma data comercializada, como o natal, o próprio dia das mães ou a páscoa. Fato, os valores dessas datas foram deixados de lado porque vendem muito bem. Agora, vou falar para aquelas mulheres-bibelô, que reclamam não ter o respeito dos homens, mas usam de datas assim pra se sentirem adoradas, como troféus ou artefatos similares: Moça, você é machista. É como a mulher que reclama de situações tipicamente femininas, com o argumento de que se não obedecerem certos hábitos, os homens não vão gostar. Ou como a mulher que exige respeito igualitário, mas aceita as regalias que a sociedade do patriarcado oferece, como descontos em casas noturnas e o conjunto de cuidados masculinos chamado cavalheirismo.

Apenas para motivos de esclarecimento, não, o feminismo NÃO é uma tentativa radical e separatista de tomar o poder do patriarcado. Não é uma oposição ao machismo, embora, de certa forma, seja sim um intento de tirar alguns direitos dos homens, como, por exemplo, o direito masculino de comandar a vida feminina, de decidir o que faz de uma mulher santa ou puta, enfim, deixa os machistas perdidinhos sem poder direcionar as mulheres para onde bem querem pra se sentirem infantilmente superiores. A coisa não é um golpe de estado, tente ver o lado da Mulher-Maravilha, ela sai de uma ilha onde só as mulheres comandam para mostrar ao mundo machista o paradoxo de ser uma diplomata – nascida na Grécia, terra da democracia – com todo o aparato físico e psicológico para guerrear se preciso. Claro, o traje dela é um pouco machista demais, mas isso é explicado pelo fato de ela ter sido concebida por um homem.
 
Curiosidade momentânea: Esse homem é William Mouton Marston, nada menos que o criador do polígrafo – o famoso aparelho “detector de mentiras”, que serviu de protótipo mecânico para o laço da verdade da maravilhosa. Teria ele concebido a ideia de um herói que triunfasse sobre o mal com um diferencial, não seria com os punhos, mas com a diplomacia, a verdade e a justiça. Teria dito Elizabeth, sua esposa: Ótimo, mas faça-lhe uma mulher. Juntando isso ao potencial educativo de um personagem assim, nasceu Diana, amazona, diplomata e princesa de Themiscyra. Aquela que veio criada para mostrar ao mundo o potencial do novo modelo de comportamento feminino e seu lugar de valor no mundo. Como uma igual, ou você nunca reparou que ela é das raras super-heroínas com poderes e origens próprias? Quantas mais não são apenas versões femininas de heróis já pré-estabelecidos?

Mulheres, vamos lutar contra os padrões opressores da sociedade, mas colaborem, porque é muito fácil defender seus direitos iguais, mas aceitar cuidados e favores da sociedade só porque são mulheres, é como estampar no sutiã roxo uma placa de cores vivas com os dizeres: SEXO FRÁGIL – ESTE LADO PARA CIMA. Sendo assim, mulheres-fruta/comida/objeto não estão aqui relacionadas, por serem instrumentos a serviço do machismo, embora, as portas estejam abertas para quando resolverem lutar pela sua dignidade ao invés de usar seu corpo para ganhar em cima do regime que as trata como pedaços de carne.