Crônicas, divagações e contestações sobre injustiças sociais, cultura pop, atualidades e eventuais velharias cult, enfim, tudo sobre a problemática contemporânea.

sábado, 29 de junho de 2013

Ticket só para alimentação (?!)

Sugiro veementemente que se mude alguma coisa no processo de compra em supermercados, quanto à forma de pagamento em tíquete-alimentação. Por lei, o cartãozinho não pode ser usado para comprar bebidas alcoólicas, por exemplo, até aí, nem reclamo, não, já que bebida não é essencial à sobrevivência, mas e o refri? Um mercado perto de casa que costumava aceitar a compra de birita agora tem um aviso fixado em cada caixa, frisando que ticket alimentação é só pra alimentação.

Mas o mercado vende chinelo, toalha, espelho, papel higiênico, vela, pano de prato, copo, creme dental, desodorante, etc. Deu pra sacar onde eu quero chegar? Muita - mas muita - coisa que se vende num mercado não é pra ser ingerido, não é alimento, e muita coisa que é ingerida, não faz diferença enquanto valor nutritivo, e alguns até são prejudiciais. E não falo só de álcool ou cigarros, refrigerantes são prejudiciais também, n~/ao têm valor nutritivo, mas passa porque não é alcoólico...

Sinceramente, acho que algo deveria mudar. Ou o nome do tíquete, já que ele não é pra ser usado livremente (e tem lugares que nem mercado são, mas aceitam, tipo, você compra DVD e até cadeira de praia no 'alimentação' em alguns estabelecimentos.). Poderia mudar essa política de se determinar em quê se usa um benefício, ou, por exemplo, cairíamos no ridículo de fazer duas viagens pra comprar mantimento? Tipo, se eu me distrair na viagem dos alimentos e levar uma escova de dentes eu preciso usar dois cartões? E se for comprar papel laminado? Não é alimento e não é alcoólico, como faz? Entra em que categoria? É pelo ticket? É pelo estabelecimento?

Enfim, era pra ser um benefício, mas cria regras que não são de lógica direta. Se é pra seguir ao pé da letra o nome que vem destacado no cartão, então que se siga essa regra, mas que deixe se usar o pequeno artefato em qualquer lugar que venda alimentação. Por que então, a diferenciação entre 'alimentação' e 'refeição'? Não vai ser tudo, ao final do processo, a mesma coisa? Não é tudo sobre comida?

Seria como você usar o trem e um ônibus pra chegar ao trabalho e, pra isso, tivesse um Bilhete Único pra cada condução. Não é ridículo? Enfim, leva a mais perguntas sarcásticas do que respostas satisfatórias. O fato é que fazer compras no mercado passou a ser algo muito chato, ainda mais se der algum problema no caixa com o coleguinha de fila que vem logo antes de você.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Remando contra: O Complexo da Maré

A população, o Brasil teve um pouquinho do que as comunidades pobres sofrem constantemente. Eles não vão ter Copa, não vão ter visita do Papa, isso tudo é placebo açucarado perto das balas que realmente são trocadas lá.
No asfalto, foi chamado de vandalismo, um administrador de empresas teve pedido de prisão feito e negado por falta de provas - e olha que o parrudo apareceu claramente procurando e conseguindo briga em frente à prefeitura do Rio - mas quando adentra uma favela, ah, gafanhoto, aí o bicho pega. Nunca se sai de lá sem meia dúzia de pobres e/ou pretos a menos. Vai puxar a ficha, muita ficha fica suja assim que o tiro come.
Mas, a exemplo da ditadura militar, os gritos de lá são sufocados pelos gritos eufóricos de gol ou pelo sucesso do momento. Todo mundo bate no peito e levanta o copo pra cantar que seu nome é favela, mas ninguém vai lá. É só dizer que são vagabundos e pronto. Você tem consciência social.

Justo num momento como esse que o país vive, uma ação de vingancinha vai lá pra dar tiro. Na rua, não teve mascarado de camisa na cara que fosse preso, na favela, já deitam mais de 10. E nem todos são bandidos.
Pacificação. Nem sujeira embaixo do tapete isso pode ser considerado, como fizeram na época do PAN de 2007, quando tinha polícia a cada esquina, parecendo até que o estado se importava. E o melhor de tudo, não se ouvia um tiro, não se via bandido.

Funk federativo do Brasil

Eu já falei aqui mesmo no blog que respeito e admiro o funk como a voz dos excluídos que ele é. Não, não adianta querer subir num pedestal acima da razão e decidir o que é e o que não vale como cultura. É cultura popular sim e não falo daquela aberração que toma conta dos proibidões, eu falo por exemplo, de Mc Federado e os Lelekes. Todo mundo sabia reclamar ou usar como divertimento seu bordão instantâneo "Aaaah, lelek, lek, lek...", mas quantos sabem que ele, o - agora ex - Mc Federado perdeu tudo o que conseguiu nos poucos meses em que esteve em evidência? Pois é, o jovem perdeu sua música e até seu apelido de infância, devido a uma briga de empresários, o ex e o atual. A briga ficou feia entre Rômulo Costa (o Papai Smurf do funk, segundo eles, por que, pra mim, ele é o Lula do funk, mas deixa pra lá) e Edimar Santana, o antigo Mc D'eddy (Ô, alô, Pirão, alô, alô, Boa Vistão... lembra dessa? Eu posto aqui, logo abaixo).

Resultado, um dos dançarinos ficou com a nova formação de Eddy e o nome original, ganho na justiça, enquanto isso, Rômulo Costa continua milionário, paizão e funkeiro... Mas Paulo Vitor Conceição da Silva, nem Mc Federado é mais. Agora ele e os remanescentes são Os Originais e estão na batalha, tentando não se abater, mesmo com a morte da irmã de Paulo, que precisava de um transplante de rins e a família não teve dinheiro (R$650,00) pra bancar um exame. O dinheiro foi oferecido por Rômulo Costa, mas não chegou a tempo. Então, se deixarmos de lado os preconceitos com o que os justifica, como a banalização d mulher, do sexo, da violência e essas coisas, podemos ver que o funk tem um lado bom, tem esse lado social, cultural. Como o garoto ia sobressair sem o funk? Qualquer possibilidade, mas vivendo em comunidade, é muito melhor que ele emplaque um refrão grudento (e contagiante, pra mim) do que ser um desiludido na vida sem perspectivas.

Falando em funk, nessa onda de manifestos (não vou falar nisso de novo, vou esperar o desenrolar da onda, porque está muito estranho ainda), fique com o melhor funk de todos. Na verdade, é um rap, mas com uma batida de funk e hip hop (aquele fundo musical dramático é o tom que precisava). E, já disse isso no Facebook, se metade dos funkeiros se preocupassem em fazer mais letras assim, o funk não era tão discriminado enquanto cultura. E esse lado de consciência social deveria ser divulgado mais vezes, assim, o pobre não ia ficar arrepiado só de ver sua moda num Esquenta da vida, e sim, teria a tal força que Mc Cidinho fala no rap clássico "O povo tem a força, só precisa descobrir, se eles lá não fazem nada, faremos tudo daqui. Eu só quero é ser feliz...".
Vale muito a pena ouvir até o final. E é impossível não fazer um aceno com a cabeça de 'concordo' a cada lapada que eles dão sobre nossa sociedade decadente brasileira clamando por salvação da alienação.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Mara Maravilha defende Feliciano e chama homossexualidade de aberração

Mara - outrora, Maravilha - defende Marco Feliciano e afirma que ele é como Judas, que está sendo apedrejado, mas só está dizendo o que muitos pensam. Ela também defende que todos têm direito a dar sua opinião.

Ainda bem que ela não foi pro reality A Fazenda. Se tropeçasse e caísse de quatro,
nunca mais levantaria, a coitada. Grama lá não falta.
Vamos por partes na avaliação dessas alegações somente comparadas ao poeta-mor Pelé e seu príncipe rechonchudo vendedor de imagens pop da modinha.

1º , dona Mara Porreta diz: "Tem muitos pais, tem muitas mães, que não concordam com essa aberração. Eu não acho bonito nem um homem e uma mulher, em público, ficarem se atracando. Tem coisa que é particular. "
Sim, dona, mas perceba que isso também se aplica a um casal hétero. Ninguém é obrigado a assistir qualquer casal em demonstrações íntimas, mas a questão não é mesmo definir o que é particular ou não, né?

2º, "O Feliciano está sendo que nem Judas, estão atirando pedra nele. Mas igual a ele, vou te assegurar uma coisa, muitos pensam como ele. "
Não, não estão tratando ele como Judas, ele ainda respira. Depois, uma coisa é verdade, ele representa os preconceitos de muito hipócrita, só que ele tem poder - ou informações - privilegiadas, permitindo que seja um fascista deputado, pastor deputado, num Estado laico e um preconceituoso quase que geral. Só não discrimina dinheiro. 

3º, "Tá faltando uma democracia. Tem que se respeitar o gay, mas tem que respeitar também a opinião de quem não pensa igual a eles. Eu, por exemplo, tenho orgulho de ser mulher, de ser hétero. Mas isso não quer dizer que estou ofendendo quem é homo. Eu acho que o fato de não respeitar nossa opinião é preconceito. A gente pode ter opinião contrária, não?"
É aquela velha história, você quer o direito de ser homofóbico pra poder falar mal sem censuras. Mas, uma coisa que essa hipócrita ex-qualquer coisa não pensa - porque esses mais recalcados são os de passado mais sujo - é que uma coisa é direito a opinar, outra é cagar pela boca, escorrendo o que já armazena no cérebro. E não é porque eu apoio o movimento LGBT não, é por essa pasmaceira de 'quem não me deixa julgar o próximo está de preconceito comigo'. É LEI!!! É lei que não se discrimine, não é da conta de ninguém. Ela ainda fala de Daniela Mercury, a exemplo de Agnaldo Timóteo, acusando-a de querer se promover, mas não percebem que justamente essa manifestação nojenta de preconceito é que motiva a algumas pessoas a botarem a cara e se manifestarem, a esfregarem mesmo na cara desses hipócritas sua vida, seu amor, sua felicidade e sua luta. Se ter orgulho de ser hétero é um direito dela, porque ela está xingando e julgando os homos? Quem foi lá xingá-la, porque passado ela tem, aliás, ela mesma já deu testemunho da vida que levava e se sentia vazia, coisa que a levou a ser religiosa. Aliás, vamos lembrar de Mara, de quando ela era Maravilha?

domingo, 16 de junho de 2013

A negação do Brasil na TV


Semana passada o Jornal Hoje falava sobre culinária de festas juninas e me vem com essa

"(...) influência dos índios, mas principalmente, dos escravos (...)".

Ou seja, todas as raças do mundo já foram escravas, mas só o negro é que ganhou o 'apelido".

Virou sinônimo?

Não aceito.
Uma emissora que comporta alguns dos nomes mais famosos do jornalismo escolheria palavras de forma tão leviana e aleatória?

Duvido!

É o preconceito que a poderosa e fascista Rede Globo perpetua por pura necessidade de que a mentalidade do brasileiro não mude. Já que perderia público, se fossemos mais inteligentes e exigentes.

Propaganda ideológica na Globo. Negra lendo que não há
racismo aqui. Livro de Ali Kamel, chefão do jornalismo
na Globo. Isso sim é racismo!
Seja patriota, escolha um time para dedicar seu coração - como se fosse sua família ou um amigo seu - e assista ao noticiário que apenas mostra como verdade o que está errado há séculos.

Graças à educação pífia que recebemos na escola, as aulinhas de "moral & cívica" te ensinaram que só militares e intelectuais foram famosos heróis, enquanto o negro nasceu escravo, ou foi escravizado pelo próprio negro, como se rivalidades entre tribos se comparassem ao comércio de 300 milhões de pessoas para outro continente.

Não é paranoia, é que o processo é tão sonso
que a maioria nem percebe que está sendo
manipulada, induzida a pensar o Brasil assim.
É muito cruel perpetuar essas falsas verdades. Um Brasil que não tem negro e não é racista, não é homofóbico, não é machista e, no entanto, esse modelo de Tv que fazem aqui comprova tudo isso ao contrário. Quilombolas descendem de escravos, como se negro fosse significado disso, mulher não faz humor, só se for faladeira, fofoqueira ou gostosa (diz aí, quando você olhou uma mulher de biquini, desmaiou e começou a gargalhar?)... Acredito que há uma ingenuidade nas mentes por trás da mídia, tão ingênuas que precisaram moldar um padrão pobre e limitado, mas que deu certo e a mentalidade geral do brasileiro aceitou o caminho fácil da não contestação. Aceitou se ver onde não é representado.

Assim, você aprende que a escravidão existe desde os dinossauros graças ao negro que é racista e recalcado, até que um dia surgiria a heroína branca e feia que nos tiraria do calvário e nos daria a liberdade.

De mãos abanando, claro, mas isso é detalhe, afinal o Brasil não tem negro, só mestiços, no máximo, mulatos. É só olhar a verdade por aí, olha nas novelas, como somos homogêneos, quase não tem preto, quase não tem gay e quase não tem deficiente, quase não tem... verdade.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Levante popular contra o abuso político

Falo do RJ, pois, sou carioca, mas tô vibrando pelo Brasil todo, meu povo!
Não é por causa de centavos e nem por causa de nada de mais, é só por respeito, coisa que estava faltando acontecer de forma massiva. Nunca se roubou e se mentiu tão descaradamente. Nunca foi tão esfregada na nossa cara o descaso com tudo o que importa para uma sociedade em prol apenas do lucro em cima do lucro.

Chega de cabide de empregos para patrocinadores. Chega de laranjas e bananas fazendo as costas largas e quentes dos testas de ferro e do crime organizado. Chega da falsidade das promessas de quem faz uma pracinha iluminada e acha que engana a qualquer povão inocente e carente. Chega também de letargia, do fascismo auto-imposto de achar que não se luta uma batalha que não vai dar em nada.

Só não dá em nada se não fizermos nada, aí o inimigo já ganhou pela desistência nossa. Cuidemos uns dos outros e ninguém mais vai apontar o dedo em nossas caras e rir com a certeza da impunidade. Quem poupa o lobo, sacrifica as ovelhas, e as ovelhas estão se levantando pra morder os lobos em pele de cordeiro. Que seja a primeira e não a única, que a juventude, principalmente, esteja inquieta com o mundo melhor que sempre é prometido a todas as juventudes de todos os tempos e nunca chega. País do futuro é assim, se faz no presente e antes tarde do que nunca.

Quando as ovelhas acordam, os lobos perdem o sono!

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Rocky: Um lutador







Rocky Balboa é um dos personagens mais interessantes dos filmes de ação... eu disse ação? Caô, é de drama e eu vou explicar em alguns artigos que escreverei de forma intercalada, pra não ficar chato. O primeiro é o Rocky, criação de Sylvester Stallone, desde seu filme pornô até o lutador decadente que nunca chegou ao auge. Bem, a história é basicamente essa mesmo, um lutador que já não é mais garoto, aceitando trabalhar como cobrador para um agiota, mas vê no campeão daquele momento, Apolo Creed, a chance de aparecer. Eles lutam e Rocky - ao contrário da dublagem brasileira, que "deu" empate - perde, mas não sem dar um tremendo de um trabalho a seu futuro amigo. Aí está a primeira metáfora, o próprio titio Stallas era um ator qualquer, claramente sem muito tino para a interpretação do drama, mas deu sua alma ao personagem e fez do investimento de pouco mais de um milhão, a produção valer mais de 115 milhões e a premiação do Oscar.

A partir daí, a exemplo de outro rico personagem que vou abordar em outro momento, Rambo, Stallas muda os rumos de seu drama metalinguístico e torna o personagem num verdadeiro herói da moral estadunidense, filmes de luta com alguma bagagem remanescente do primeiro filme. Até chegar ao ápice do orgulho EUAsístico, que foi a 'guerra fria' entre o italian stallion, ou garanhão italiano, ítalo-estadunidense Rocky e o soviético Ivan Drago, um russo de poucas palavras, mas de tanta porrada que matou Apollo Creed em pleno ringue. Frase marcante do frio europeu: "If he dies, he dies". Frases de efeito, cara, tem que ter! Bem, o negócio é que, pra variar, Stallone faz seu americano brigador dar uma sova no russo, ele mostra o cenário político e toda aquela tensão entre capitalismo e comunismo e a turma do Big Mac levou a melhor. Mas a coisa ia ficar mais interessante mais pra frente.

Depois de um quinto filme estranho em que Rocky precisa parar de lutar porque se ficar levando socos na cabeça pode acabar tendo um treco, ele decide treinar um noato e yada yada yada, ele termina lutando e vencendo seu próprio antigo pupilo. Aí, depois de muitos anos sem voltar ao personagem, Stallas faz Rocky Balboa. A história é como uma volta às origens, só que tendo toda a bagagem de carreira e de vida de Rocky. Agora ele não é mais um novato decadente, mas um senhor viúvo e famoso. Ele vive de dar autógrafos, contar histórias sobre os velhos tempos no restaurante que comanda. Seu filho trabalha num escritório e tem vergonha da sombra que a fama de seu bonachão faz sobre sua própria pessoa. Long story short, a partir de uma especulação em computação gráfica, um programa de TV mostra que seria possível que ele vencesse o campeão da atualidade, Mason Dixon.

Rocky fica encucado com a ideia e vai refletir sobre o que fez de sua vida, é quando ele conclui que ainda tem o que mostrar. Mesmo contra todos que diziam que ele estava velho e que era ridículo tentar voltar aos bons tempos, ele insistiu que só o que importava era que aquele velho veterano ainda tinha força pra mais um revival. Tem até o momento metalinguístico quando Rocky leva o filho de uma antiga amiga pra adotar um cachorro num canil da cidade, o cachorro, nomeado como Punch pelo adolescente, é descrito pelo garoto como um velho, feio e preguiçoso, quando Rocky explica as entrelinhas, ele diz que, na verdade, o cachorro é um lutador e está apenas poupando energia, mas ele tem muito a oferecer tendo um bom trato. Não preciso dizer que Rocky descreve a si mesmo, né?

O filme é tão pleno desse sentimento do veterano que precisa se sentir vivo fazendo algo por uma paixão pessoal que a luta em si nem tem tanta importância, a luta da vida é o tempero da coisa, tem até um belíssimo monólogo do Rocky pra cima de seu filho. Quando confrontado pelo próprio filho e acusado de ser um velho que não quer aceitar seu lugar num asilo e deixá-lo viver sem ser estigmatizado como "o filho do Rocky". É quando seu pai lhe conta que não é uma questão de aceitar o que vier, é sentir que ainda tem a fazer e não querer ser enterrado vivo pela vida, ele fala da coisa de não reclamar apenas, mas viver e fazer seu próprio caminho, de enfrentar a vida e não se deixar derrotar só porque disseram que não vale a pena, enfim... é muito complexo e bonito de se discorrer sobre essa filosofia de vida, vou deixar a referida cena que diz muito mais do que qualquer explicação minha. Se isso não vale o filme todo, vá brincar com sues Comandos em Ação, Rá!
Melhor cena do filme.

Há males que vêm pra bem da causa LGBT

Há males que vêm pra bem, não é carnaval que se faz em torno da vida afetiva de Daniela, nem é presepada colorida a luta de Jean Wyllis, muito menos se perde o valor da arte deixada por Cazuza, Renato Russo ou Cássia Éller, mas hoje temos como discutir e debater porque as pessoas querem mais respeito, chega daquele modelo caricato de língua presa, escandaloso e tarado, gays são pessoas, advogados, médicos, jornalistas, operadores de telemarketing e não sói cabeleireiros e maquiadores afetados. Têm dignidade sim, têm educação, há os que não têm, mas todo rótulo vai ter essas nuances. Concordo com Letícia, pois a necessidade de afirmação e luta por respeito faz com que muitos agreguem à luta só pra mostrar que têm personalidade e voz.

Se não fossem esses vácuos fascistas e desesperados pra aparecer, como Felicianos, Malafaias e Bolsonaros, nunca teríamos um tempo em que redes sociais são verdadeiros alto-falantes para quem até bem pouco tempo atrás tinha uma voz muito específica em blogs, mas, graças, veio o momento de responder, com protestos, piadas ou reflexões. Não é politicamente correto, é respeito, é a evolução da humanidade. Desde que o mundo é mundo, existe homossexualidade, mas quem conseguir provar que foi isso que gerou guerras e miséria no mundo, eu pago um Big Mac.

sábado, 8 de junho de 2013

George Lucas - De gênio a oportunista

Tá, George Lucas não sabia o que estava fazendo durante a saga, isso enquanto estava fazendo, mas, gerou ícones incontestáveis da cultura pop mundial. Teve seu valor, não em roteiros e argumentos, mas em iniciativas e inovações que fundamentaram modelos usados até hoje.

Tecnologias de efeitos especiais e atração de público jovem, coisa que não era costume nos anos de 1970, com seus sérios filmes catástrofe, Lucas fez acontecer praticamente um sonho de menino infanto nerd juvenil sonhador, levando para as telonas seus admiráveis modelos baseados em histórias de capa e espada (como Arrow Flynn) e espaciais de ficção científica (por exemplo, Flash Gordon).

Ele acabou gerando seus próprios modelos e estabelecendo de forma popularesca conceitos como A Jornada do Herói, ou o Monomito - o modelo básico cíclico de uma história, criado por Joseph Campbell - onde o herói (Darth Vader ou Luke Skywalker, dependendo da visão que você escolher) inicia sua saga em seu mundinho fechado, se lança à aventura e retorna salvador ou se redime de sua ignorância anterior.

Sim, safado, George Lucas é um safado que não fez mais nada além de criar histórias andando de lado com milhares de games, brinquedinhos, desenhos, gibis, etc... Mas, a raiz do assunto ainda é revolucionária de tão original. Lucas é muito bom em criar personagens, mas não em contá-los sem afobação. E outra, HAN SOLO SEMPRE SEMPRE ATIRA PRIMEIRO! 

E olhe ao lado, a safadeza de que falo: Pra ligar uma trilogia à outra, eles além de lançarem um box de DVDs remasterizados a cada 3 meses com alguma palhaçada minúscula de diferente, ainda me cortam o Anakin original do final de O Retorno de Jedi... Então, porque o Yoda e o Obiwan não foram trocados? Lucas passou rápido de um grande criador para um velhinho bem do oportunista. Rá!