Crônicas, divagações e contestações sobre injustiças sociais, cultura pop, atualidades e eventuais velharias cult, enfim, tudo sobre a problemática contemporânea.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Mantra indiano: Madana Mohana Murari





Pedra sobre Pedra foi uma das novelas que marcaram minha memória afetiva - junto a quase todas das 19h e das 20h dos fins dos anos de 1980 até quase fins da de 1990. Dito isso - e abrindo um tremendo precendente para outros momentos 'saudade não tem idade televisiva' - venho recordar, nesse momento, uma canção que me cativou muito na época da novela (Pedra Sobre Pedra, pô, eu falei lá no começo, catzo!). A questão é que a música é, na verdade, um mantra indiano.



O responsável pela popularização da música foi Tomaz Lima, um músico de Niterói (RJ) formado em direito (O.o). E mais, ele é musicoterapeuta e começou a cantar e tocar Rock, mas sua primeira banda já entregava um gosto latente pelos mantras: Os Monges. Ele costuma cantar esses mantras em roupagens ocidentais e já tem uns 20 CDs gravados. Fique com a letra, a tradução e o vídeo. E sinta a paz do mantra. Bom para meditação. Eu? Eu vou ficar lembrando da tetéia da Andréa Beltrão tomando banho de cachoeira entre uma meditação e outra... Jorge Tadeu que o diga!

Madana Mohana Murari

Por seres mais sedutor do que o próprio cupido,
roubaste o meu coração

Haribol 
Haribol 
Haribol 
Cante o nome de Deus 
Cante o nome de Deus
Cante o nome de Deus


quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Médicos cubanos diante do racismo brasileiro

Quando a vida demonstra que a realidade não é uma novela - onde o negro é 'a doméstica' e os médicos são euro-descendentes nórdicos... É aquele negócio que eu sempre falo aqui, um levante fascista que se organiza, mas que não se assume. Tantas manifestações de ódio e desprezo pelos médicos estrangeiros que dá até vergonha de ser brasileiro. Não bastasse o que já vemos todos os dias de intolerância - não preciso de tolerância, mas o termo em voga na sociedade é mais esse - e agora ficamos caridosos espalhando esse bom sentimento para outros países.
Juan Delgado: Médico cubano chamado de 'escravo'. Será que se fosse de algum país 'branco' ouviria sandice similar?
Não vou entrar no mérito da questão médica, porque ainda não pesquisei informações suficientes pra definir se sou a favor de quem queira vir da gringolândia para trabalhar onde nem os nossos compatriotas foram - nem os motivos de não terem ido - nem vou tentar ser contra, exibindo esse falso-ufanismo-fascista de que ninguém pode vir, só os nossos... Até porque, sendo brasileiro ou estrangeiro, o fato é que não há sequer equipamentos, então, a balança pode pender pra qualquer lado que haverá uma razão. Vou falar das manifestações de racismo e preconceito sócio-racial, porque, você sabe, disso eu entendo de longa data.

Primeiramente, vamos à grande questão: Se seu problema é que médicos de terras estrangeiras venham fazer o trabalho dos que aqui estão, mas que, por algum motivo, não foram lá, fácil resolver, apenas se manifeste sobre o fato de haver tanto médico aqui pra ter a necessidade de chamar gringos. Se o lance é esse, que se questione a iniciativa e que se proteste com quem bolou e executou esse plano de, sei lá, contingência. Nunca vi, no mundo, alguém estar descontente com um prato de comida e reclamar que o cozinheiro é fisicamente incompatível com o que você acha que é o certo. Reclame da comida que foi preparada e servida, oras! Do contrário, você está apenas reforçando minha teoria de que ninguém é preconceituoso até que esteja diante de uma situação que te desperte essa sua falha de caráter - e de intelecto.

Ex.: "Eu respeito todos, desde que me respeitem". Aí, o cara é tratado com arrogância por alguém, mas, ao invés de reagir proporcionalmente ao agravo (coisa que a própria constituição prevê), apela para o clichê de destacar alguma característica física que seja estigmatizada na sociedade. Tipo, um 'não' seco é passível de se questionar o porquê, mas não de xingar de gordo, preto, velho, bicha, sapatão, mulher de TPM/mal comida, baixinho, feia, etc, etc...
Aqui, o ilustrador tenta amenizar sua ação, como o jogador de futebol que quebra uma canela e estende a mão pra levantar o adversário agredido. E o agradecimento (a uma crítica?!) ao final, é o tom da sua ironia.
Atitudes como as que estão brotando por aí, como a da jornalista Micheline Borges, ou do cartunista Dalcio Machado, nos mostram como o preconceito está lá doido pra sair, e, vendo um "monte de negros" "invadindo" seu precioso país, já tem um impulso neo-nazista e - desculpe o pleonasmo - clichê estúpido, já querem bater uma história de que estão tirando seus empregos, ou que eles não merecem respeito. Afinal, se o problema é com o governo, que se ataque o governo, nunca vi cubano nenhum se referindo ao Brasil daquele jeito. Nem nas antológicas partidas de vôlei entre nossas seleções femininas.
Sim, é preconceito, Micheline. E fascismo. Não, não te perdoo. Agora foge dos holofotes dizendo que está abalada com a repercussão. Tinha direito a só uma estupidez, mas resolveu cometer duas DUAS!
Uma curiosidade: Repararam que a mídia deu mais destaque ao fato de se comparar médicos cubanos a empregadas domésticas e o fato de isso ter se originado de um racismo medieval ficou, mais uma vez, em segundo plano? Não que a classe 'doméstica' não mereça a mesma atenção, porque merece sim e nossa luta é por respeito igualitário, ou seja, pra todos os que são excluídos ou inferiorizados sem merecer, mas é descaradamente sintomático isso, hein! Mais um caso enorme de negação/amenização do racismo. Aí, fica mole falar que não é tão sério assim o assunto.

E outra, sempre que um discriminado da sociedade aparece em posição social que não a de "subserviência", rapidamente aparecem manifestos dessa podre natureza. É o negro que não pode ser médico, porque você não aprende assim na TV, é a doméstica que ainda te faz pensar (?!) que elas são servas e não funcionárias profissionais, fora os outros caos, como as mulheres que sofrem preconceito em posições de liderança, idosos, gays, e por aí vamos nesse caminho de lama não-medicinal.
Essa tem raiva do dinheiro "mal gasto" e deseja a morte de quem veio, e não combate quem gastou esse dinheiro. Tão estúpida quanto neo-nazista, e ainda psicótica.
Estamos precisando de médicos? Sim, de médicos, de cartunistas, de jornalistas e, principalmente, de educação!

Nunca canso de explicar, porque tem gente que não cansa de ser babaca.


Aposto que esse pessoal faz compras no Pão de Açúcar.



terça-feira, 27 de agosto de 2013

Cigarras cantam até explodir?

Sabe aquelas lendas da cultura (in)útil que você aprende quando criança, do mesmo jeito que deve ter acontecido com seus pais, avós, D.Pedro I e o Superman?

Pois é, volta e meia eu dou (UIA!) uma vasculhada pela internet pra elucidar alguns desses casos que acabam por me grudar na cabeça, me levando à inquietação que busca sanar a curiosidade. Pois bem, essa é uma das mais clássicas, pelo menos onde eu cresci, porque tinha muitas árvores e os fins de tarde eram uma sinfonia de cantos de cigarra. Tinha mais daqueles sibilantes (siasiasiasia...) do que a "assobio", mas isso é detalhe.

A questà é: As cigarras cantam até explodir?

Não, bacana, aquela cigarra 'explodida' que você encontra(va) agarrada numa árvore era só um antigo esqueleto. é que as cigarras são artrópodes, e esse grupo tem por característica a troca de "pele". Quando está para crescer, o bichinho começa a se modificar para um tamanho maior e a casca externa vai endurecendo, mas como não vai mais crescer, a cigarra sai de dentro dela após um rompimento, uma fenda. Aí, ela sai crescida, deixando pra trás a casca que ficou pequena para sua evolução. O problema é chegar um apavorado, olhar aquela 'criatura' aberta e sair gritando por aí que a cigarra explodiu... E "deduzir"  que foi depois de tanto cantar é moleza. Não um animal maior, mas de cantar... Sério?!



Uma curiosidade (outra?!): As cigarras (machos) cantam para atrair parceiras (sim, elas têm esse nome, mas se reproduzem pelo tradicional ato sexual), assim, elas cantam em altas frequências para serem ouvidas onde tenha uma fêmea interessada. E parece, amigolhes, que se fossem em tamanho proporcional ao nosso, chegariam perto de nos ensurdecer tamanha a intensidade de decibéis.

Agora pare de espalhar que as cigarras explodem de tanto cantar, coió! Daqui a pouco vai ser o quê? Vai achar uma pele de cobra e falar que é a camisinha do Kid Bengala?



quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Na época da ditadura era melhor?

Sabe, na época da ditadura, falar em fome, justiça social e distribuição de renda era motivo suficiente pra ser tachado de comunista - sendo ou não o caso. Reaças domesticados existem com esse pensamento até os dias de hoje e ainda têm a pachorra de passar esses (des)valores a suas gerações imediatamente seguintes... Aí, eu penso seriamente que seria mais fácil conviver com um tiranossauro.
 Tiranossauros... Tão fofinhos e determinados... Além do mais, sempre fui fã de Herson Capri).
O golpe de '64 não foi bem um golpe, quer dizer, foi... E não foi. Na verdade, seria uma revolução (como também é comumente chamado). A ligação essa a subserviência ao capital estrangeiro, principalmente dos EUAses, que mantinham atenções sobre o Brasil para que não se tornasse mais uma ilha político-econômica feito Cuba (e essas modas que Cuba lança - ta da tchiss!). Precisamos voltar um pouco no tempo, até a década de 1930. Primeiro houve o tal Plano Cohen, um suposto documento que alertava para o "perigo vermelho" (já que os EUAses, capitalistas, se encontravam em rivalidades com os soviéticos, sócio-comunistas), tendo como solução emergencial a permanência de Gegê (vulgo Getúlio Vargas) na presidência, mas, em estado de guerra (WTF? Pra não ficar repetitivo?). Daí, vêm as consequências como a constituição de 1937 e o fatídico Estado Novo (que é assunto muito recorrente em www.raizdosambaemfoco.wordpress.com, já que foi um evento histórico de suma relevância para o Samba como conhecemos, mas estou divagando).
Representei o Samba alçado ao patamar de cultura oficial do país, mas sendo perseguido pelas esquinas e morros.
Alguns anos depois - aí, sim - veio a revolução de 1964, que na verdade, era um golpe nos mesmos moldes do tal Cohen (tipo o hi-fi de antigamente, que hoje virou gummy). Não houve insurgência popular (não mais que resmungos falando de lado e olhando pro chão) pra justificar tal ato extremo. Guerra Fria é Guerra Fria e o Brasil também participou (diz que não!). O gigante só estava fora de forma de tanto ficar em frente à TV iolatrando o futebol e o carnaval (de sambas ufanistas e controlados, com cito também no supracitado site). Porque até aí, vá lá, o carnaval e o futebol não têm culpa da acomodação e cultura de medo de levante popular, né? NOT! A bomba atômica também não tem culpa por dizimar meio Japão, foi um dedo que fez (UIA!). Bem, a escravidão e a ditadura ainda estão aí, só se ampliou o cercado e pintou-se a gaiola com cores mais vibrantes, mas tá tudo aí.

João Goulart, o famoso Jango, era um populista da escola de Getúlio Vargas - e da mesma de Tancredo Neves - que propunha mudanças na sociedade como a reforma agrária e nacionalização das refinarias de petróleo particulares, por isso, assustava a ala conservadora, que usou de todo artifício pra criar na população o pânico/histeria anticomunista contra ele.Meteram (UIA!²) de CIA até marinha estadunidense (US. NAVY) na parada só pra manobrar a população - que não pesquisa nada sobre si mesma - contra os "vilões devoradores de criancinhas" (não preciso dizer que isso vem desde a pressão e ameaça de bombardeio ao Brasil, caso não apoiasse os EUAses em suas guerras, já que não foi coincidência a entrada do Brasil - simpatizante do fascismo de Mussolini e do nazismo de Hitler, entrar justamente contra o EIXO na 2ª Guerra).
Um dos símbolos da política de boa vizinhança entre Brasil e EUAses: Zé Carioca. 
Tá, o capitalismo e o comunismo são só modelos sócio-econômicos e o fato de serem o que são hoje, não quer dizer que não possam ser diferentes, não nasceram assim  na natureza, só depende da intervenção humana contra os interesses de uma minoria. Enfim, o presidente Jango fugiu e, novamente, os militares vieram em '64 para nossa própria proteção (lembrei das milícias e da Plebe Rude agora...). Ou você aceitava ou ia ter uma morte muito dolorosa tendo gritos abafados somente pelos gritos de gol e de carnaval. Cantar Chico Buarque, nesse contexto, era o que restava para a maioria (Geraldo Vandré curtiu isso), mas ainda há muitos que conseguem emitir "na época da ditadura não tinha essa bagunça que tá aí!"... Putz, cara... Mas eu tenho uma teoria mais ou menos embasada pra essa pseudo-opinião. Fique aí para o próximo parágrafo.

Ainda aqui? Bem, durante os anos de chumbo, o Brasil teve injetado uma grande quantidade de capital (cof EUAses cof), alavancando o crescimento econômico do país, mas a festa durou o tempo de orgasmo de um coelho e o que restou foi esse abismo sócio-econômico absurdo (que a Globo e a Dilma cismaram de empurrar que diminuiu e está prestes a acabar). Ser politicamente incorreto agora parece um conceito bem mais amplo e paradoxal, né? Diga isso a um amigo reaça. Aí, o que veio foi uma dívida externa grande como o ego de algumas sub-celebridades e o pagamento lento entre eles mesmos lá em cima com o seu dinheiro. Na verdade, isso tá rolando... agora... mesmo!

A ironia é que pra chupar os bagos dos empresários que os sustentam, os políticos conservadores se valeram justamente do populismo, ou seja, de elementos que têm fácil aceitação para mentes não contestadoras. Você foi educado e programado pra achar que tudo na vida é questão de trabalhar, estudar e querer pra poder... Ou seja, você é Xuxa em Lua de Cristal e eles são o Baixo Astral (que eu tinha um tremendo dum medo). Vai dançando seu funk sexual e seu som da modinha, rebole bastante, mas use camisinha e lubrificante, porque a p*ica vai entrar sempre no mais pobre.
Viu? Se você quiser com muita vontade, até o Sérgio Malandro vira príncipe.
Ps.: Não sou contra o futebol nem o carnaval, só acho que são muito pouco pra manter o pensamento "a vida e tão dura, que a gente precisa de uma distração". Não, não tá nada bem e ainda tem pobre que defende esse sistema classista que faz do Brasil uma novela sem preto, sem pobre e que tudo fica pra dar certo no final, quando todo mundo se casa e vie feliz pra sempre. Brasil, um país de tolos. E o futuro? Ah, deixa pra amanhã.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil É REAÇA!

Estava dando umas pinceladas nesse tal Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil (ou algo assim) e percebi que ele deveria se chamar Guia Politicamente Reacionário, pois, ele tem um viés de contestador, uma aura transgressora e quebradora de velhos conceitos engessados, mas ele só vem confirmar preconceitos. Não é um livro de história “verdade doa a quem doer”, é só uma forma pseudo-jornalística de se incitar o leitor a manter seu pensamento (?!) do jeito que o sistema quer. Sistema? Que sistema? Esse que está aí e te faz enxergar a vida como normal, como se tudo que está do jeito que está tivesse nascido no universo assim, como se os fatos narrados nos livros fossem uma historinha do passado que não deixou lembrança nem herança. Sim, REACIONÁRIO, amigolhes, é um reaça de marca maior. É o Eike Batista dos reaças: É muito menos poderoso do que pensa, acha que domina o mundo, não é lá essas coisas, para uma mente que filtre o que lê com o raciocínio realmente contestador, além dos frutos que gera, que, na falta de um argumento de defesa plausível, protege e alega “é preconceito porque eu sou RICAAAA!”.

Quem aprendeu na escola tudo como a titia cocota ensinou, com aqueles clichês como ‘descobrimento’, ‘abolição’ ou ‘democracia’, realmente vai achar que esse livro mete o pé na porta, põe o pau a faca na mesa e diz a verdade que ninguém teve coragem de dizer. Mas, só ataca um lado e defende outro. Pensa bem, Zumbi ganhou escravos e uma ascendência tribal de um clã de saqueadores escravagistas afro-africanos (era um ninja silencioso, com certeza, não?); os índios é que acabaram com a Amazônia desmatando e vendendo tudo, o europeu/português foi o povo bem intencionado que tentou alertá-los quanto ao mal que estavam fazendo contra ao meio-ambiente (say: WTF?!) e por aí vai. Deu pra ver a inversão de valores? NÃO?! Vamos um pouco mais adiante, então: O que se passa por transgressor e acidamente sincero é, na verdade, um mantenedor de preconceitos que já vêm arrastados pela sociedade desde sempre. É tipo o papo imbecil que alega que não há porque lutar contra o racismo ou que cotas são preconceito invertido, como se o negro tivesse regalias e não um resgate histórico por ter saído das senzalas de mãos abanando enquanto o europeu veio e ganhou terras pra cultivar (fator básico pra você não conhecer muitos fazendeiros negros).

Aí, fica assim, quem já não achava que existia racismo no Brasil, agora, já pode começar a “defesa” de seu ponto de vista com ‘Ah, mas o negro é que tinha escravos, o negro é que é racista’. Estou falando sério, dê uma olhada no artigo sobre escravidão ou sobre Zumbi no Wikipédia, por exemplo, que serve de ponto de partida pra muitas pesquisas por aí. Vai estar lá falando majoritariamente que Zumbi foi um escravagista que se mantinha conivente com comunidades próximas a Palmares e subjugava sua própria raça. Percebem? Minando a simbologia de Zumbi para a luta negra contra o racismo, muitos racistas latentes e ignorantes de rebarba se sentem representados pra culpabilizar o negro pelo racismo e pela escravidão - desde Mamma África. O velho papo de que racismo existe, mas ninguém vê, porque o negro é paranóico, recalcado e preguiçoso, porque prefere roubar do que trabalhar. Além dos já citados índios matadores da natureza e até Jango, sim, João Goulart, em quem muita gente levou fé na presidência da república foi acusado de não ser tão bonzinho assim como se diz nos livros. Engraçado é que o corsário Cabral (o Pedro, não o Sérgio) não chegou e iniciou toda a dominação, colonização, as agruras e desagruras a que a igreja católica infligiu aos nativos, verdadeiros donos dessa terra. Outros povos estiveram por aqui e não tentaram espremer as riquezas naturais do chão pra enriquecer a coroa (portuguesa, com certeza), fora a cisma com qualquer coisa que lembre comunismo.

Sim, comunismo parece ser o verdadeiro alvo desse jornalista Narloch. Não exatamente o negro, mas ele acusa Palmares de ser um modelo de comunidade marxista defendido pelos comunas ao longo dos tempos, então, parece ter se sentido na missão de “abrir os olhos” da nação quanto a esses facínoras comedores de criancinhas (pensei que seria a próxima ‘verdade’ a ser abordada, mas não veio... fiquei frustrado). Pensando bem, os índios também viviam em configurações parecidas, autônomos e cagando para o sistema europeu que se impunha pela força. Claro, a história mostra que nem todo índio lutou pelos seus, tribos se aliaram aos dominadores, assim como muito negro preferiu viver uma ilusão de regalias sob as botas de seus senhores do que refugiado no meio do mato, mas daí a inventar essas figuras de ‘bicho-papão’? Pera lá, é só ver quem está no comando do país até hoje e quem é escondido da mídia -apanhando e morrendo pelas ruas e favelas - como se fosse mesmo minoria e não mais de 50% da nação. E dizer que isso é resultado de um comportamento errado (chato, feio e bobo, ai, ai, ai) e criminoso? É como escrever revelando que não existe Papai Noel, ou que índios e negros não vão ganhar presentes, empregos ou casas porque fizeram bagunça e não obedeceram a mãe pátria durante o ano.


Enfim, isso parece uma grande piada à toa, pois, como os comediantes da ‘nova geração’ (que soltam pipa e jogam bola), se traveste de revolucionária, mas mantém o senso comum exatamente onde está, com toda mesquinharia e preconceitos. E, como os porta-vozes de uma nova geração sedenta por sinceridade (cof falta de criatividade e educação cof), a primeira defesa é “não pode me contestar, isso é censura”, como se ‘piada’ fosse a senha para “estou acima do bem e do mal”. Oras, se eu der uma porrada na cara de alguém, vou ser preso e responder por agressão, no mínimo vou pagar por isso e ficar proibido de chegar perto de minha vítima, logo, se palavras também ofendem, como que um tipo desses não quer sanções disciplinares cabíveis? Os tempos mudaram e a noção de respeito só evolui. Não é transgressor defender preconceitos e posar de revolucionário. Ser politicamente incorreto é, na verdade, ser reacionário, é fazer pose de pobre orgulhoso que acha que tudo é assim mesmo e um dia vai melhorar. Ou pior, é algum abastado que quer fazer a cabeça de sua classe e o povão vai na onda. É um direitista, com certeza. Carochinha pra chamar atenção, mas nenhuma aplicabilidade social se você nasceu depois de 1945 e não tem Hitler num poster no quarto. 

E, no próximo volume, já espero a verdade sobre os Smurfs. Sim, eles são comunistas também. Small Men Under the Red Father. Papai Smurf está de olho, hein, REAÇA!!

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Beleza: É psicológico



Estou livre das amarras.

Desprogramei minha mente da poluição que me impuseram e aceitava naturalmente como a própria natureza.

Aí, aprendi que beleza física são só padrões, linhas que não se provam definitivamente belas ou feias, porque a TV e as revistas não são espelhos, nem janelas.

Muitas pessoas me são belas e são feias para quem ainda tem as lentes turvas, mas o que me fala ao coração não precisa passar pelos olhos, não de forma embrulhada em conceitos pré-estabelecidos (por quem?).

Quem foi a primeira pessoa bonita que serviu de base para os padrões de hoje?

Gosto mais da beleza da energia que semblantes e atitudes me trazem.