Crônicas, divagações e contestações sobre injustiças sociais, cultura pop, atualidades e eventuais velharias cult, enfim, tudo sobre a problemática contemporânea.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Top 5,5: Momentos de Chaves que te dão um nó na garganta

Na verdade, na verdade, eu ia chamar essa lista de ‘momentos em que você engole seco feito Seu Madruga imitando desenho animado’, mas ficaria muito comprido pra um título, não é mesmo? Mas, no frigir dos ovos, é exatamente essa sensação que eu tenho só de lembrar dos momentos que enumero a seguir. Então, no maior clima de ‘Mufasa, levanta, pelamordedeus!’, vamos tecer considerações antes.

Gostaria de dar (UIA!) umas pinceladas (UIA!²) em momentos legais que ficaram de fora – mas não esquecidos), como o episódio da caricatura do Professor Girafales, quando todos (Professor, Dona Florinda e Quico) comem biscoitos deixando Chaves de lado, justamente pra discutir sobre a fome entre as crianças de rua no mundo (situação remediada no final, quando Chaves ganha um pacote de biscoitos inteiro pra ele, ao ser subornado por Quico com um sanduíche de presunto pra assumir a autoria do desenho em seu lugar). Há a clássica viagem a Acapulco, quando todos dão um jeito de ir, menos Chaves, que acaba sendo convidado pelo Sr. Barriga, já que Nhonho estaria com os escoteiros; ou até momentos fofinhos, como a “visita” das crianças à casa da Bruxa Dona Clotilde. Eles nem haviam entrado e já imaginavam um cenário aterrorizante, até serem surpreendidos pela velha senhorita que havia lhes trazido pirulitos. Lembro-me também do Seu Madruga cuidando da sobrinha de Dona Clotilde achando que era uma criança abandonada, ou mesmo o pitoresco aniversário do Seu Madruga... Mas, enfim, vamos ao que interessa. 

0,5- Menção honrosa: Ladrão!
Num mal entendido dos mais bizarros, Chaves leva a culpa, por um ferro de passar roubado, que fora encontrado por Quico em seu barril. Sem falar a verdade e só gesticulando (pra minha angústia até hoje), ele ouve a todo o elenco chamá-lo de “ladrão” (e um “seu ladrãozinho”, que chega a ser até sacanagem de tão humilhante esse diminutivo, hein!). Chaves vai embora da vila de cabeça baixa e com sua trouxinha no ombro. Depois que a raiva coletiva passa, todos o recebem muito bem e ele ainda admite que chegou a se convencer de que era o ladrão “por maiorias de votos”, mas que foi orientado por um padre a voltar com a consciência limpa e que rezasse pela recuperação do verdadeiro ladrão. Então, os objetos vão aparecendo de volta e Chaves ainda ganha um sanduíche de presunto do Sr. Fumado Furtado. 

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5- Chaves ‘rouba’ da festa do Quico para compartilhar com Seu Madruga
Porque está aqui: Mostra que, apesar das brigas, o sentimento geral na vila é de muita amizade, sobretudo entre Seu Madruga e Chaves, que são amigos numa relação quase de pai e filho.

Como foi isso: Chaves é o último a ser convidado para o aniversário do Quico, que, diz ele, precisa que alguém vá pra invejar todos os seus presentes. Rolam brigas e sugestões de brincadeiras – como toda festa de criança – até que Chaves vai pegando e guardando sanduíches e até do bolo não servido ele leva uma pataca. Apesar de sabermos que o menino Del Ocho vive com fome, poderia ser uma conduta desagradável, mas ele tinha uma boa intenção.

 Momento nó na garganta:  Ao fim do episódio, vemos que ele só estava guardando os quitutes para, à noite,  dividir com Seu Madruga, que por sua vez, saca uma garrafa de ‘refresco’ para completar o lanche. A simplicidade e singeleza dessa cena é de dar um aperto no coração.

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4- O Desjejum do Chaves
Porque está aqui: Reafirma que, mesmo sem ter muito, Seu Madruga tem um carinho muito grande por Chaves, a ponto de convidar-lhe para uma refeição que ele mesmo não costuma ter.

Como foi isso: Chaves amanhece dormindo sentado à porta de Seu Madruga. Chiquinha o encontra e acorda o pai para que cumpra a promessa de dar-lhe um café-da-manhã. Não tendo ovos em casa, pois, Chiquinha os havia quebrado para ver se tinha pintinhos (¬¬), Don Ramón encomenda que a filha vá até a venda da esquina e compre novos ovos. Nesse meio tempo, Quico e Nhonho armam uma mesa de ping pong no pátio (você já sabe no que dá essas situações de bolinhas e ovos, né?). Ou seja, Chaves continua sem comer até o dia seguinte, quando repete o gesto de sentar à porta de Seu Madruga.

Momento nó na garganta: Em determinado momento, Chaves apressa o pessoal para que providencie sua refeição e, nervoso, Seu Madruga o repreende por não agüentar esperar só um pouco pelo lanche. Ele retruca, pois já havia anos que estava esperando (seguido do gesto clássico ‘engole seco’ de Seu Madruga).
 
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3- Chaves pede que usem a fonte dos desejos para que tenha comida
Porque está aqui: Mostra como passamos a vida preocupados com nossos próprios problemas e mesquinharias do cotidiano, enquanto gente com problemas mais urgentes estão o tempo todo por aí sem que a gente lembre que existem. Tipo as pessoas do Brejo da Cruz, de Chico Buarque, saca?

Como foi isso: Chiquinha, aquela travessa, conta a Chaves e Quico que a fonte do outro pátio é uma fonte dos desejos (ela só queria catar as moedas pra comprar doces depois). O problema é que a notícia se espalha, e Francisquinha perde o controle do plano. Tudo se complica com Dona Florinda e Seu Madruga entrando no assunto, e, por picuinha, jogam moedas e desejam que tratores e mais tratores venham e atropelem uns aos outros.

Momento nó na garganta: Chaves os interrompe a guerra entre famílias e pede para que deixem de desperdiçar moedas com tantos “atoPRElamentos” e desejem que ele tenha ao menos uma refeição todos os dias. Todos ficam sem graça com suas presepadas e, cada um num momento, vão até a fonte e fazem seus pedidos em silêncio (está nacara que estão pedindo pelo pobre do Chaves). Nó na garganta nível “adeus, Mufasa” é pouco.

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2- Sr Barriga desiste de despejar Seu Madruga e Chiquinha
Porque está aqui: Nos dá conta de que mesmo sendo o grande mártir da série, o personagem que mais apanhou durante toda a duração do programa (sendo 99% desses golpes da vida vindo do Chaves), Sr. Barriga tem um enorme coração (além, é claro, do seu... sobrenome – já reparou que é dos poucos que têm um nome completo? Só perde para Dona Florinda e seu nome quatrocentão).

Como foi isso: Numa das muitas vezes em que Seu Madruga tira o senhorio do sério com tantos meses de aluguel atrasado, o parrudo empresário dá um ultimato à família do 72: Ou paga ou sai. Não tendo jeito de saldar a dívida, Seu Madruga começa a encaixotar suas coisas com a ajuda de Chaves e Quico. Em paralelo, Professor Girafales e Sr. Barriga conversam sobre o acontecido na casa de Dona Florinda. As crianças encontram um álbum de fotos dos tempos em que Meu Sadruga Seu Madruga foi boxeador, além de lembranças de tempos antigos na vila. O sentimento de nostalgia vai dando o clima de despedida.

Momento nó na garganta: Sr. Barriga dá uma olhada no tal álbum e repara que uma das lutas de Seu Madruga o fez ganhar uma aposta (porque havia apostado no adversário, que ganhou). Em agradecimento, Sr. Barriga perdoa a dívida e o deixa ficar na casa. Ao sair, Professor Girafales, que ouviu tudo pela janela (fofoqueiro), cobra explicações, pois, segundo o próprio rico rechonchudo, ele nunca tinha, sequer, assistido a uma luta de boxe na vida. Sr. Barriga confirma que nunca acompanhara lutas de boxe. Diante da expressão confusa do Professor, ele diz: “Se essa gente sair daqui, onde vão viver, hã?” e vai embora sob olhares de admiração do mestre Lingüiça.

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1- Sr Madruga confessa que comeu os churros
Porque está aqui: Só de escrever esta lista eu me peguei emocionado com a sensibilidade de Roberto Gomez Bolaños para criar cenas tão bonitas numa série, aparentemente, tão bobinha (fala sério, onde mais você vê gente de meia idade vestida de criança e acha tão naturalmente engraçado?). Então, a posição de campeã é, de novo, entre Seu Madruga e Chaves e, de novo, em relação aos impulsos gastronômicos do pequeno esfomeado carente. Mas essa tem um peso especial, vem de uma relação que já nos presenteou com máximas como “A vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena” e “As pessoas boas devem amar seus inimigos”. 

Como foi isso: Os tempos estão difíceis, o que leva a uma situação inusitada: Seu Madruga e Dona Florinda se tornam sócios no promissor negócio de fabricação e venda de churros. Afora as confusões de sempre, crianças aprontam, Don Ramonchito apanha da velha coroca Dona Florinda e quaiz, quaiz, quaiz... A banquinha finalmente é instalada à entrada da vila. Em um dado momento, Seu Madruga precisa se retirar para o banheiro e deixa Chaves tomando conta. Ele lhe paga uma moeda pela ajuda. Aí, é quando vem a clássica cena do Chaves se passando por ele mesmo e por Seu Madruga (mudando de um lado para outro na banquinha) para comprar um churro, mais outro, mais outro...

Momento nó na garganta: Quando Seu Madruga retorna, vê que a banca está vazia, parabeniza Chaves pelas ótimas vendas e cobra a féria do dia. Ao notar que Chaves comeu tudo, ele o manda sumir dali pra pensar em como vai encarar a sócia. Pois, Quico passa, vê a banca vazia e conta para a mãe que vai lá conferir e gosta do que vê. Ela cobra sua parte (dela, não de você) ao que Seu Madruga insiste em dizer que ele mesmo comeu tudo (já em posição de defesa, pois sabia que apanharia mais que cavaleiro do zodíaco).


Mas não, Dona Florinda sorri e explica que Chaves já havia confessado tudo para ela lá dentro, mas achou bonita a atitude dele em proteger o menino do Oito. E o enaltece dizendo que dá gosto em ter alguém assim como vizinho “um homem!”. 

Chorei feito um ninja silencioso no escuro.

domingo, 22 de setembro de 2013

Violência, Heavy Metal e... Sorriso Maroto?!

O pequeno Gael comemora três anos no Rock in Rio ao som de Metallica



De forma alguma estou falando que o pop-pagode é que gera violência, a questà é que violência é culpa do violento e não do gênero musical ou qualquer outra coisa nesse sentido. Ela está diretamente atrelada ao(s) indivíduo(s) que a pratica(m). Por isso, meu comentário sobre essa obviedade - que não é enxergada por formadores de opinião em grandes veículos de comunicação de 99% de alcance nacional - é o seguinte:

CHUUUUPA, Arnaldo Jabor!

CHUUUUPA, William Waack!

CHUUUUPA, Globo (que patrocina o evento, mas discrimina as vertentes que se apresentam lá)!

Como eu disse recentemente, aquela tal matéria sobre a suposta violência no Rock ‘N Roll e suas vertentes mais pesadas foi de uma infelicidade só comparável a um ser se dizer cristão e pregar a discriminação ao próximo por ser diferente dele. É uma generalização tão besta mas tão besta, que dá no mesmo que afirmar que todo jornalista não passa de um fofoqueiro profissional. Queria saber como justificam a violência em tempos que não havia Heavy Metal ou vídeo games, por exemplo.

Já que é pra falar Melo m*erda, então que se faça do jeito certo.






quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Rato in a Bottle (RRRATINHO NHO NHO)

Rá! Ele não é Jeannie (é um gênio), mas ele vem numa garrafa!
RRRRRatinho...nho...nho...nho...
Se ele mandar que está num engarrafamento, já sabe, né, gente?

Em todo caso, isso é só uma piada safada, para entender o caso, acesse AQUI!!!

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Arnaldo Jabor e o Heavy Metal

Rock in Rio novo vem aí e eu sempre me lembro de um discurso vazio sobre o evento, um papinho tosco do tipo "Beyoncé?! Ai, num gosto, porque é ROCK in Rio e não POP in Rio". Ah, vá, primeiro, o evento não significa ROCK de Rock 'n Roll, mas ROCK de 'agito', 'curtição' e toda aquela pasmaceira comercial que agregue mais e mais pagantes. Bem que eu queria gostar do conceito literal do nome em referência ao gênero musical, mas NÃO é assim e temos que aceitar.

Depois, lembro do preconceito que o Rock em si sofre, toda aquela burrice sobre violência e satanismo incentivados por línguas de fora (UIA!) e dedinhos em forma de chifres... Bem, primeiro precisamos explicar a versão de um pioneiro do gesto \m/, Ronnie James Dio. Pois bem, o saudoso cantor já explicou que isso veio de uma avó, lá na Itália (em tempo, Dio tinha ascendência italiana), que ensinou que o gesto era algo como um desejo de boas vibrações e espanto de coisas ruins. Tipo uma carranca, saca?
Dio e seu gesto característico, que ficou imortalizado como um dos símbolos do Metal.

Dito isso, vamos a outro tópico pertinente: Satanismo é uma ilusão de quem leva ao extremo o desejo de se rebelar contra a 'sociedade católica hipócrita apostólica romana' (opa, olha a Itália aí de novo, gente!). Um bom exemplo disso é a banda Craddle of Filth. Uma banda que toca(va) um Black Metal (subgênero do Metal com viés macabro) vigoroso, mas, comprovando que tudo não passa(va) de um teatro pra expressar sua energia incontinente sobre mitologias e críticas à sociedade 'cristã' - que pratica violências muito maiores do que um show com língua de fora e gritos guturais. Alguém mais interessado no assunto sabe que eles só fazem personagens, como qualquer cinesta faz um filme de terror? (a menina do Poltergeist NÃO foi amaldiçoada, ela tinha uma doença pré-existente e já escrevi sobre isso aqui mesmo no blog).
Cradle of Filth: Simulações de sacrifícios macabros no palco e meninices nos bastidores...
É você, satanás?!
Ah, esqueci de citar que a banda supracitada tem toda a postura 'demoníaca' esperada no palco, mas, dando uma olhada nos extras de um DVD (que eu tenho, portanto, tenho conhecimento de causa), eles, fora dos holofotes, são pessoas querendo curtir suas vidas, jogando balões cheios d'água pela janela do hotel e piadinhas com câmeras particulares (molecagem nível NINJA) e te deixaria em confusão, se você não procura saber sobre o movimento Metal pra falar algo. Aí, não mais que aí, (sugestão de um amigo do blog), lembramos da tragédia que se abateu sobre o ex-Panthera Dimmebag Darrel. O ex-guitarrista da clássica banda fazia um show de seu projeto posterior quando foi assassinado em pleno palco. Quem lembra sabe que foi um choque, quem não, bem, saiba pelo vídeo ali embaixo.
Dimmebag Darrel, responsável por alguns dos riffs mais contagiantes do Metal.

É quando o poeta de Amor & Sexo, Arnaldo 'calado seria um poeta' Jabor solta (como um peido fedido, que nem ele deve ter aguentado, mas manteve só de trollagem, por que não dava pra enfiar - UIA! - de volta):

"O rock começou como canto à alegria e à liberdade, música de esperança numa era de utopias e flores. Aos poucos, a ilusão foi passando. Em 68, a esperança jovem foi sendo detida pela reação da caretice mundial. Os ídolos começaram a morrer: Janis Joplin, Jimmy Hendrix sumiram juntos.

Na década de 70, o que era novo e belo se transforma nos embalos de sábado à noite e começa o tempo da brilhantina. Junto com a caretice dos BeeGees, o que era liberdade cai na violência. Em Altamont, no show dos Stones, a morte aparece. Charles Manson é o hippie assassino e o heavy metal e o punk vão glorificar o barulho e o ódio.

Com a repressão do mercado mais sólida e invencível, a falsa violência comercial, sem meta, nem ideologia, fica mais louca e ridícula. Os shows de rock viram missas negras que lembram comícios fascistas. É musica péssima, sem rumo e sem ideal. A revolta se dissolve e só fica o ódio e o ritual vazio. Hoje, chegamos a isso, a essas mortes gratuitas. A cultura e a arte foram embora e só ficou a porrada".

É... isso mesmo que você leu (e assistiu), ele culpa a vítima do assassinato pelos tiros que levou. Como qualquer mulher ou criança é a verdadeira culpada pelo estupro ou pedofilia, só porque provocou o agressor, não é, senhor Jabor? Sério, és um urso no entendimento da sociedade e nem vou falar que você esqueceu de citar Chuck Berry, criador do Rock n' Roll, aquele 'som de preto' que veio do Blues e está aí até hoje na ativa. Esqueceu de falar que John Lennon pregava a paz e a boa convivência com todos entre o céu e a terra e... bem, a menos que sejas tão absurdo ao ponto de concordar com outro expoente maior da ignorância humana, inFeliciano, ao defender que o ex-Beatle só foi abatido a tiros porque dez anos antes havia afirmado que era mais popular que Jesus Cristo... Isso sem mencionar que Gandhi também foi assassinado, Martin Luther King Jr., Irmã Dorothy, Yitzhak Rabin... Ih, tantos que não eram 'metaleiros', mas estou divagando.

Vamos deixar de lado um pouco os julgamentos bestas sobre o que a Rede Esgoto não conhece e vamos ao melhor momento do Jornal da Globo, o mesmo que anteriormente você viu que falava asneiras sobre o Heavy Metal que até o Pinocchio teria vergonha de contar.

Esse sim, vale a pena ver de novo... e de novo... e de novo...

 Basta desse preconceito bobo com o Heavy Metal. A violência já existia muito antes de qualquer gênero musical, vídeo game ou revista em quadrinhos!

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Ê, trem ruim, sô!

Você é um trenssexual? Se você entra num trem e dá/leva uns amassos entre bairros num ambiente lotado de suor, CC e calor humano, bem, você é um trenssexual... Ou um f*dido, o que dá (UIA!) no mesmo. Pois bem, há algumas semanas eu publiquei um texto onde eu descrevia um dia, apenas um dia, de viagem num trem da Supervia. Sim, eu sou carioca e estou precisando usar o fatídico meio de transporte (se bem que, se eu fosse andar de ônibus, carro ou no casco de uma tartaruga com um coração no casco, ia dar na mesma, sempre tem um problema besta, mas que a gente paga pra não funcionar).

Assim, estive diante de noticiários na internet quando vi que tanto representantes da concessionária de serviços ferroviários quanto a secretaria de transportes do Estado defendiam que tantos problemas recentemente são originados por marginais que visam difamar os belos serviços prestados. Bem, É MENTIRA! Leia aqui um apanhadão de problemas que ocorreram nos trens de uns meses pra cá e tenha noção do que o que o passageiro do trem passa todo dia há anos. Aí, me responda: É por 20 centavos?

Bem, segundo os espertos de lá, é muito estranho que em três dias seguidos cabos se rompam, trens parem e composições são depredadas. De acordo com o link que postei no parágrafo acima, isso é obviamente um caô de quem não tem como se defender e não vai assumir a culpa nem quando o céu descolar de lá de cima por falta de manutenção e infiltrações na fundação. Na verdade, estive direta ou indiretamente em algumas dessas panes e posso lhes afirmar que é puro despeito da empresa. Numa vez, em abril, simplesmente éramos informados que estava aguardando sinalização. Até aí, tudo bem, mas o que demoraria alguns segundos, levava longos minutos, a ponto de fazer uma viagem de 20 minutos se transformar em quase 1 hora.
Estação de Quintino: cabine de trem incendiada em protesto
A mais recente foi, deixa ver... HOJE! Hoje mesmo de manhã estive numa lotada plataforma diante de um trem que acabara de parar e não mais sair. Resultado, a próxima viria já cheia e se tornou uma relação sexual de tão espremida e calorosa. O engraçado é que algumas composições vêm com dizeres se vangloriando "você pediu e a supervia atendeu: trens reformados"... UIA, não era pra ser assim? Ou o tal contrato que prevê um aumento por ano é só pra ganhar dinheiro e não repassar a qualidade ao serviço... hmm... 'TENDI! Fora que a empresa se faz de vítima pra justificar o 'vandalismo', mas não infomra que deve anos de multas por serviços mal prestados e recorre de todas pra atravancar a justiça (e sabendo quem os apoia fica fácil ligar os pontos).

Te cuida, Supervia, porque depois do que foi pelas passagens dos ônibus, não adiantou reduzir as passagens antes que o povo continuasse revoltado. Lembremos de várias revoluções ao longo da história, como a Guerra Civil estadunidense, a Revolução Francesa, o Tenentismo, Farrapos e Malês, aqui mesmo no Brasil e tals... Nenhuma nação se fez poetizando o amor, mas através de luta. E quando se depreda o patrimônio do dominante (sim é deles e não nosso, pois nosso dinheiro já era desviado antes, não vai ser agora que vai parecer desperdício), juro que queria, mas não tenho pena. Aqui, pra finalizar, fica uma imagem que já usei antes, mas reflete bem o que estamos vivendo e presenciando.

O Carrasco e a Ruiva - A novela







Novela: O Carrasco e a Ruiva: Essas ferinhas vão aprontar altas confusões no maior clima fantasmagório de azaração do barulho.

Todo mundo anda comentando sobre o impasse que rolou há algumas semanas sobre o corta ou não corta o cabelo da ex-atriz mirim Marina Ruy Barbosa. Pois bem, ela ainda gera desdobramentos e eu gostaria de tecer comentários a respeito. Quem perguntou? Ninguém. Isso é relevante para sua vida? Por favor, diga que não, a menos que você viva em frente a uma TV... logo, você não estaria aqui.

O que tá pegando sobre o caso é que rolam boatos de que o elenco que contracenava diretamente com Marina está meio p*to com ela e as queixas se estendem à sua carreira, pois, ganharia notoriedade como atriz que se entrega ao personagem e tals... Até concordo, mas como ela anda por aí de programa em programa da grade platina pra se explicar, ela agora topou com um dilema: Fausto Silva. Fabíola Reipert, do R7, noticiou que ela (Marina e não Fabíola) quer ir à principal audiência do Domingo pra se explicar (saca, essas entrevistas programadas pra melhorar o filme queimado de alguém?).

O problema é que Faustão não segue roteiros e a assessoria de Marina (que já foi trocada umas três vezes nos últimos tempos) exige que não se aborde o assunto. É só lembrar do caso recente quando o falastrão apresentador praticamente se recusou a chamar Anitta de... Anitta! Quem acompanha noticiários diversos sabe que a menina odeia ser chamada pelo seu nome de registro. Pois bem, Faustão chegou até a perguntar o que os pais dela achavam sobre isso e não parava de se referir a ela como Larissa, o tal nome mais evitado do que Voldemort. Ah, e sobre Marina, parece que a linha de cosméticos desistiu do contrato e já andou sondando outra atriz, menos...hmm... queimada com os patrões pra estrelar a campanha. Além de carrasco, o autor ainda é bruxo! Sai, uruca!

Entenda o caso

Não sei se é a quantidade de gays na trama, mas a moça da abertura não fica meio... homem de vestido nessa hora?
Esqueçamos, por um instante, que a novela das 21h, Amor à Vida, seja um (en)rolamento de uma novela das 18h, típicas do autor Walcyr Carrasco. O autor de sucessos como Xica da Silva e O Cravo e a Rosa (pra citar só dois) tem a fama de se vingar "sutilmente" de atores que não seguem seus procedimentos à risca. Metódico sim, porque não? Até aí, dizem que Miguel Falabela, o rei do caco (improvisos no texto original) no Sai de Baixo (trocadilho involuntário), também não gosta disso em suas novelas (ou não gostava, já que depois do fiasco de Negócio da China, ele disse que só volta a escrever folhetins se estiver passando fome). Bem, depois dessa divagação, eu me indaguei: Será que 'Carrasco' é sobrenome ou é um título mesmo?

Voltando à vaca fria, a situação é a seguinte: A jovem Marina Ruy Barbosa, segundo sites de notícias na internet, teria sido escalada para a personagem Nicole sabendo que a mesma teria uma doença grave e passaria por um tratamento. A ideia de Carrasco era de que rolasse um lance 'Laços de Família' e a menina ruiva seria a Camila/Carolina Dieckmann da vez, raspando as madeixas para mostrar o drama de quem passa por isso na vida real. Ela teria aceito, mas diante de uma proposta de uma linha de cosméticos capilares (seus cabelos sempre são campeões de pedidos de informação sobvre cuidados, na Globo, sei por experiência própria) ela teria amarelado.


Carolina ganhou um novo status quando se raspou (UIA!). Já Marina, vive um suplício por ter desistido. E o namoradão Klébber  Toledo ainda foi eliminado da Dança dos Famosos. Se ela fosse uma Marquezine, ia ganhar... ia se sair melhor.

Como já aconteceu com Cláudia Raia (sua personagem morreu do nada, sendo a principal vilã da trama) e com Alexandre Barilari (seu vilão morreu e virou fantasma silencioso), Marina, ao se negar a raspar o coco, teve sua história modificada a ponto de a moça dizer que era uma covarde por desistir de cortar o cabelo no ar e ainda virou... Alguém adivinha? Fantasma. Siiim!!! Agora ela é uma assombração e seus colegas de elenco andam em círculos, pelo menos até a entrada de uma nova personagem no núcleo. Vai entrar uma nova ruiva, dá pra acreditar? I believe.

Não que eu assista novelas, mas minha filha nº5 assiste e diz que é muito bom (péééssima referência a Silvio Santos DETECTED), mas os desdobramentos me chamaram à atenção. Agora ela percorre a programação da Globo pra limpar sua barra e mostrar que está tudo ótEmo nos bastidores e que tudo fazia parte de um plano maior. Eu acredito nisso vindo das produções de Os Vingadores, mas cada uma credita no que quiser. Em todo caso, isso me faz lembrar é de outra novela...
    Quem será o próximo a declamar o texto diferente ou mudar as intenções?
Assinou, tem que fazer!