Crônicas, divagações e contestações sobre injustiças sociais, cultura pop, atualidades e eventuais velharias cult, enfim, tudo sobre a problemática contemporânea.

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Gambit, o Gambá?



Pois é, minha gente, essa eu já queria ter "revelado há tempos". Mas só recentemente, quando ouvi novamente o Argcast, sob a batuta do desenhista Daniel "lábios da rata" HDR (ou Daniel HDRave, segundo o também desenhista Rodney Buchemi), é que lembrei do assunto, afinal, muita água passou por baixo da ponte desde o ano passado. E é isso, obrigado pela visita, tchau! vou falar de uma revelação interessante do referido desenhista, no episódio de seu cast sobre os X-Men: Gambit tem uma relação estranha com Pepe le Gabá em sua origem.

Antes, vou falar do personagem em si, pra você que não conhece se situar. Remy LeBeau, o mutante Gambit, foi criado por uma família de ladrões de Nova Orleans (Louisiana, EUA) e foi criado pra ser um clichê ambulante. Me desculpem os fãs, mas é muito conveniente um personagem só ter como poderes: Carregar objetos com energia cinética, agilidade sobre-humana, olhar hipnótico (sobretudo com mulheres), além de ser francês (um fetiche comum de estrangeiro sexy) e um galã de índole duvidosa (o fetiche feminino do cafajeste de bom coração). ou seja, é um personagem criado pra agradar meninas e conseguiu, pois, passou a estampar cadernos nas escolas, mas não só dos meninos que queriam ser ele, mas das meninas que queriam um cafajeste assim olhando-as durante as aulas e papéis de carta.



Com isso, ele apareceu como tutor da Tempestade, (numa revista que eu tive, mas vendi porque achei isolada num sebo sem as sequências pra completar, aff...) e logo formou um par 'gato-e-rato' com Vampira. Romance esse que ilustrou até o famoso desenho dos anos '90, onde ele a perseguia e era rechaçado por medo dela de matá-lo com seu poder de absorver energia ao ter contato físico com as pessoas. E é ai que eu queria chegar, no vai-não vai com Vampira.



Veja bem, Gambit é francês, um galanteador e tá sempre dando em cima da gatinha que o evita a todo custo (pelo menos foi assim por um bom tempo). Sendo assim, vamos ver como se ilustra essa situação?



Exatamente, gente! Pepe le Gambá é um francês galanteador que quer pegar a gatinha de qualquer maneira, mesmo ela fugindo dele desesperadamente. E pra ver que não é só coincidência, repare na 'mecha' branca que é o que sempre cria o mal entendido do gambá achando que encontrou uma fêmea de sua espécie e não uma gata que acidentalmente pintou uma parte do pelo.



Segundo Daniel HDR, a piada interna trama lhe foi revelada pelo próprio Chris Claremont (amigo do desenhista, criador do personagem e principal escritor do X-Men de fases clássicas do grupo nas HQs).



Fonte: Argcast/Dínamo

Evolução da armadura do Homem de Ferro em um Gif

Não sei vocês, mas eu não lembro nem de metade das armaduras do Homem de Ferro no cinema. Muito mal a primeira grandona do primeiro filme, a segunta prateada, já no formato clássico e a terceira que ele termina o filme... lero, lero, lero, eu lembro da desajeitada do terceiro e da Hulkbuster. As 900 armaduras que aparecem nos três filmes e nos dois dos Vingadores eu nem tive tempo de reparar direito na maioria... Mas a M&M Tool Parts fez um resumão em um só Gif:



Fonte: Proibido Ler.

Não pode falar Zapzap?!



Tem uma expressão que eu acho muito engraçada que se chama Whatsapp. Ou melhor, não é o nome em si, mas as discussões sobre pronúncias e corruptelas que ocorrem e o famoso aplicativo do momento é só a ponta mais recente da discussão. A coisa funciona mais ou menos assim, uando surgem novidades, é natural que gere brincadeiras, distorções, novas versões, imitações e toda sorte de carona na onda da parada, né? Pois bem...

Whatsapp vem do Inglês, obviamente, sendo assim, nada mais natural que ganhar sotaques diferentes por onde passar, no caso, países que não falam inglês por padrão, como é o caso do Brasil, onde precisamos ser autodidatas ou fazer cursos, devido a ausência de um segundo idioma na educação básica (isso foi uma conversa que tive com um casal de alemães na Lapa-RJ há uns 3 anos, mas estou divagando...). A questão é que pronúncias transformam palavras, como você pode reparar em casos corriqueiros como 'brother' que vira fácil 'bróder', dada a falta de cacoete de pronunciar o inglês correto e muitos outros que eu falo depois. Mas tem uma que gera uma polêmica e engraçada discussão: Zapzap.



Conheço gente que só de lembrar da expressão, já treme de nervoso, como quem tem vergonha alheia, saca? Mas eu vou defender o Zapzap (que eu acho um apelidinho bobo, mas inofensivo, então, sobrevivo de boas). Vou defender o Zapzap, mas não por gostar dele, mas por tentar ter uma visão justa com quem fala porque, automaticamente, se falarmos do Zapzap, temos que falar do próprio nome da coisa. O nome do aplicativo também está sendo pronunciado errado por quem critica os ZapzapERS da vida (viu, você achava que não podia piorar?). Prossigamos.



Repare e reflita, o nome do aplicativo é WHATSAPP, um trocadilho muito esperto entre a expressão em inglês 'WHAT'S UP' (tipo, 'quais as novidades?') e a contração de 'APPLICATION' (palavra que designa um programa de computador/celular/tablet/etc). Então, temos WHAT'S UP + APP(LICATION) = WHATSAPP, percebeu? Pois bem, é um programa feito pra por a conversa em dia, não é? Então, é um aplicativo de conversa. E sabe o que você tá deixando de relevar quando critica o coleguinha que fala Zapzap? Já te falo.

A pronúncia correta e pragmática da coisa, acho eu, pela lógica gramatical do idioma inglês, seria  UATZÉP (com o P quase imperceptível de tão mudo), já que APP se pronuncia ÉP. Então, amigolhes, se você critica o Zapzap, mas fala UATSÁPI, sinto muito, mas também tá falando errado, de acordo com a norma culta da língua (hein?!). Exato, Se o esdrúxulo Zapzap te dói no ouvido como se o próprio Joel Santana estivesse falando contigo, saiba que você também maltrata o inglês com sua pronúncia literal, não tão diretamente como o anterior, mas aos poucos. Você não é o que atira, é o que envenena. Rá!

Falar UATZÁPI é, no máximo, a procúncia mais correta para a expressão de origem 'what's up'. Então, vamos deixar de onda, cada um pronuncia do jeito que achar melhor, se tiver alguém perto pra corrigir de forma educada e didática, melhor, mas não vamos julgar os coleguinhas como se houvesse uma escala de valor de quem pronuncia o nome correto porque muita gente não está pronunciando direito também. E se a competição for pra ver quem erra menos, então somos todos perdedores, senhorxs, pois ficamos diminuindo o próximo em vez de ajudá-lo.


Ah, e aprenda também que não é RÁIBAN e sim RREIBEN (Ray-Ban), saca? Não é ÊIPOU, é ÉPOL (apple) e um corriqueiro também, não é GÓDI, é GÓD (com um D tão mudo que praticamente não se pronuncia) e por aí vai. Vamos mesmo ficar nessa discussão da pronúncia perfeita? Numa troca rápida de palavras com um gringo você vê que tá falando um idioma próprio que só você sabe. E se te serve de consolo, quando ainda era novidade o aplicativo, uma pessoa que conheci, além de ser desagradável onde chega, falava 'você não sai do UAIZÁPI'... Sim, pode rir, essa pessoa queria falar de um aplicativo e acabava se referindo sem querer a um curso de inglês.

Eu costumo falar só zap (ZÁP) por preguiça mesmo. Isso quando não falo só 'mensagem' confiando que não vão mais confundir com SMS e porque eu sou velhão old school (ÔLDSCÚL). E já que o clima tá propício, fique com Joel Santana e seu funk boladão, pra saber o que é e o que nunca deveria ser uma pronúncia em inglês.


BÂTI DE SÉCONDI TÁIME AI RÉVI CONTROU DE MÉTI.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

KIDS: 20 anos



Dia 28 de julho de 1995, estreava Kids, do diretor Larry Clark. Já tem 20 anos, gafanhoto. Estamos ficando velhos, Magneto. Lembro que do alto de meus 13, 14 anos, assisti esse filme (dublado e com cortes) na TV aberta. E... caras, foi chocante. Choque parecido eu só teria de novo, dali a 7 ou 8 anos, assistindo a Cidade de Deus, mas estou me adiantando.


Primeiramente, o filme trata do cotidiano de adolescentes de rua em Nova York. "De rua" não é no sentido 'abandonados', mas no sentido de 'vida loka'. Sim, aquele clima marginal de sexo, drogas e rock n' roll era o que chamava à atenção. Toda a violência e a crueza com que aqueles garotos eram mostrados fizeram com que muita gente achasse que tratava-se de um documentário e não uma ficção. Na verdade, há um pouco dos dois ali, mas, definitivamente, é uma ficção. O que digo como documentário é que os "atores" Harold Hunter e Justin Pierce, por exemplo, eram apenas garotos daquele universo que o diretor queria entrar pra mostrar do lado de dentro, chegando a aprender a andar de skate (no mínimo 30 anos mais velho que a rapaziada de 15, 16 anos).

Rosario Dawson (suspiros) e Chloe Sevigny. 





Assim como o já citado Cidade de Deus, parte do elenco além de não profissional, nunca tinha nem atuado. Pelo que lembro de ter lido, apenas Chloe Sevigny (Jennie) tinha uma carreira ligada à moda, como modelo e até participando de um clipe do Sonic Youth. Afora isso, Rosario Dawson (obrigado universo por esse filme, por tê-la revelado ao mundo) era uma ótima estudante de 15 anos que dava aulas particulares e foi convidada enquanto estava parada do lado de fora do conjunto habitacional em que morava e é quem mais tem destaque na carreira até hoje.

Harold Hunter (esq), Justin Pierce (de mochila) e Jon Abrahams (dir), também visto co-protagonizando Todo Mundo em Pânico, como namorado de Cindy (Anna Faris).

Infelizmente, quando se fala em usar atores sem base, a veracidade que dão a seus paéis é muito legítima e muito natural, mas também gera fatores colaterais, como a falta de preparo para lidar com a vida real depois disso, ou administrar o que poderia (ou não) se só uma fase. Falo dos já citados Harold Hunter (Harold) e Justin Pierce (Casper). Ao mesmo tempo que eram cativantes em seus papéis de desordeiros carismáticos, tiveram seus destinos encerrados bem cedo fora da doideira em que viviam tanto no filme quanto fora dele. Justin se enforcou em 2000, aos 25 anos, no hotel em que morava e Hunter teve um ataque cardíaco, provavelmente em decorrência do uso de cocaína, em 2006, aos 31 anos.


No saldão geral, Kids foi uma explosão de realidade em um mundo cinematográfico mais acostumado a galãs de rebeldia controlada e bem direcionada. Quando surgem adolescentes que você aprende a gostar mesmo sabendo que eles se metem em brigas por nada, se drogam e transam sem qualquer cuidado, aí sim, estamos falando de realidade. "Você podia ter nos avisado antes de falarmos para nossos amigos da igreja", disse a avó de Rosario Dawson (suspiros) ao ver o filme, onde sua netinha adolescente virgem fazia papel de uma tagarela e promíscua jovem que, num golpe de sorte, não tinha contraído HIV nas inúmeras relações que teve e nem se lembrava direito.



Kids foi um marco no cinema e dificilmente haverá outro, até porque não chegou a mudar a história do cinema, apenas trouxe uma novidade que era a realidade, uma interpretação muito sutilmente entre a vida real dos atores e o que o diretor queria mostrar, que, no final das contas, eram a mesma coisa. E já que falamos em Kids, em juventudes transviadas, vamos de The Kids Aren't alraight (The Offspring) pra descontrair com tom de reflexão.

http://www.dailymotion.com/video/x1lxgi_the-offspring-the-kids-aren-t-alrig_music

terça-feira, 28 de julho de 2015

TOP 6: Erros de adaptação do Homem-Aranha (Sam Raimi)


Olha, não estou criticando o filme em si, foi muito bem feito, pro ano que veio, a tecnologia e o momento cinematográfico, tudo isso explica e justifica os acertos e erros do filme enquanto filme de super herói, mas enquanto uma adaptação especificamente do Homem-Aranha (meu primeiro herói favorito), achei que alguns pontos bem pontuais (hein?!) deixaram a desejar já naquela época (nem vou discutir a tecnologia, CG e efeitos especiais em geral).

Pra você ver que sou legal, vou passar por cima de decisões rasas da produção, como explorar pouco a relação paternal de Peter e Norman Osborn, a briguinha ‘você não é meu pai’ com Tio Bem pra apelar pro remorsos ainda maior do – então futuro – herói e outras coisas que eu vou esbarrar daqui a pouco na listinha que preparei pra tiS (sim, ti no plural. Rá!).

Então, é isso aí, valeu, gente, até a próxima e... ah, não, esqueci que tem que falar da lista no texto que tem justamente esse propósito (Rá!²). Vamos aos pontos em que Homem-Aranha (principalmente o primeiro de 2002) poderia ter dado um caminho diferente ao herói nas telonas (e PCs via torrent que eu sei, hein, seu pirata!).

   1)      Mary Jane amor de infância de Peter e com personalidade de Gwen Stacy



Uma coisa interessante que rolava antes e aconteceu com mais freqüência depois dessa nova franquia “Homem-Aranha/skatista/Coldplay”. Falo da frase ‘ah, Mary Jane não foi a primeira namorada dele?’. Isso, gafas, (gafanhoto pros íntimos), Peter, pra um nerd tímido, já deu uns lances com Felícia Hardy (a Gata Negra) e Betty Brant (secretária de J.J. Jameson), mas seu verdadeiro primeiro amor foi Gwen Stacy. Ela era a jovem meiga por quem Parker se apaixonou até ser morta pelo Duende (Norman) num dos episódios mais emblemáticos da história do aracnídeo da Marvel, e até das HQs em geral (junto com Tio Ben, foi uma das raras mortes não revertidas nessa bagunça que é o além-túmulo das HQs (eu ignoro aquele clone que dormiu com Norman pro meu próprio bem). Mary Jane, viria depois, uma garota popular modelo, gostosa, legal e só. A relação deles só brotou quando Gwen já era um passado sofrido da galera. Aí, no filme, puseram a personalidade de Gwen num background ‘lar destruído’ e ZAZ! Mary Jane no cinema. E primeiro amor de infância de Peter ainda, ou seja, a Gwen que aparece em Homem-Aranha 3 não tem nada a ver com eles, Harry, Flash Thompson e a tchurminha do barulho aprontando altas confusões. Nada disso é explorado.

   2)      Peter meio nerd, mas Homem-Aranha não piadista


Essa, eu acho que influenciou diretamente na história do filme, ou a direção influenciou nesse fato, sei lá o que veio primeiro. Bem, o Peter é nerd (pouco se explora seu lado gênio, já que suas teias orgânicas impediram até a criação dos lançadores e do fluído de teias, um charme a mais nas HQs), gente boa e auto-contido, mas o Homem-Aranha é um piadista de primeira, que usa esse artifício pra irritar os inimigos e levar vantagem com a falta de concentração deles... além de ser um sacana nato mesmo. Mas no filme, ele faz uma piada no início, quando ainda está lutando por dinheiro e depois, quando se depara com o Duende no Clarim Diário. Muito pouco pra um filme inteiro (que dirá de uma trilogia). Como eu falo, modificou uma característica básica do personagem. O filme focou tanto em romancezinho água-com-açúcar (donzela em perigo) que só mostrou o teioso herói de emergência, sério compenetrado, meio que Superman e nem o gênio que bolava umas tralhas de improviso pra se virar ele se mostrou.

    3)      Harry e Norman sem o cabelinho crespo legal


Essa foi uma das primeiras que me incomodara, mais até do que a aranha radiativa substituída por ‘geneticamente modificada’ ou a teia orgânica, abolindo os fantásticos lançadores de teia. Mas isso tudo eu entendi, mas apesar de fisicamente bem parecidos no filme (Willem DeFoe e James Franco), achei que os cabelos ‘de ondinhas’ eram uma marca dos personagens, não necessariamente canônicos, mas senti um estranhamento bem no fundo do meu ser (UIA!). Saca, como se Christopher Reeves/Superman aparecesse de mullets? Então, mudança inútil, então, desnecessária.

4)      Duende Verde Power Rangers


Essa sim, uma que me fez lembrar do primeiro X-Men do cinema (2000). Essas adaptações de roupas são uma questão polêmica pra mim, no melhor sentido da palavra. Realmente é algo que me divide opiniões e não há uma resposta exata que não deixe brecha pra contra-argumentações. Mas, lá vai meu ponto de vista. Achei feião esse Duende de armadura. Pra um cara louco que voa por aí num planador a jato rindo feito Coringa e atirando bombas em formato de abóboras, acho que a velha máscara de borracha faria muito mais sucesso. Imagina, ver um cara de carne e osso com uma máscara de borracha fazendo essas atrocidades. Caras, me assustaria muito mais que um Power ranger daqueles. Vai fazer o quê depois, ficar gigante e destruir a cidade? Affe...  E nem me venha falar que ficaria ridículo usar uma roupa colante e colorida, pois esse ranger robô mirim não ganha em nada do traje original. Até porque, já viu esse povo de academia, como suas roupas são colantes e coloridas? Vida real, caras!

   5)      O criminoso que matou tio bem ser cúmplice do Homem-Areia



Essas ligações de coincidências de roteiros me fazem um pouco furioso. Tipo o Coringa que matou os pais do Bátema no filme de Tim Burton (1989) ou o caráter messiânico de Jor-El ter pesquisado o universo pra saber que na Terra, seu filho seria um super herói pra salvar a humanidade (Superman-Homem de Aço – HQs, 1986). Aqui, além da MJ ser amor de infância, levamos três filmes pra descobrir que o bandido que matou tio Ben estava nessa com Flynt Marko, que entrou pro crime pra sustentar o tratamento da filha doente (como vimos em HA3). Caras, a própria história do personagem já traz essa ligação com o cara sendo o mesmo que Peter deixou fugir só pra se vingar do contratante da luta que deu volta nele com a grana do prêmio. Aí, ainda tinha que jogar um sujeito que nem aparece no filme? Sério, maneira no retcon porque é igual feijoada, vai ser melhor assim.

    6)      Harry é só um mimado querendo aprovação paterna


Harry, no gibi, tem uma história e tanto. Ele perde a mãe no momento que esta dá-lhe à luz, é tratado pelo pai de forma fria e distante, alternando com momentos de violência doméstica, o que o leva a se drogar. Sua personalidade, que nunca foi lá essas coisas, se deteriora e ele desenvolve problemas que se tornam mortais quando ele assume o manto do Duende Verde, após a morte do pai. É isso. Ou deveria ser, né? Já que no filme, ele apenas é um mimado com pai distante buscando aprovação dele, culminando com a vergonha alheia de ele acabar de levar um fora do pai, na frente dos amigos, agredindo verbalmente MJ – até aquele momento, de namorico com ele – só se calando ao levar um fora de Tia May. Caras, na boa, faria muito mais sentido se ele tivesse esse passado de drogas, agressões e esquizofrenia. E não ia ser demais pro público, todo mundo entende rápido como essa combinação dá problema.



CONCLUSÃO

“Ain, Saga, que nerd chato que vê defeito em tudo. Aposto que é porque não gosta de adaptações”. Não, gafas, eu gosto de adaptações e muitas são necessárias tanto pra mudança de mídia (de quadrinho pra carne e osso muita coisa precisa mudar) quanto pra própria linguagem de cinema e público diferente. Só que, voltando de novo, uma mudança não pode afetar a construção do personagem. Não ligaria pro Peter japonês, mas ele teria que ser o nerd gente boa que vira um ágil herói piadista quando usando a máscara de aranha, saca? Esse (Tobey Maguire) ficou a cara do Peter nos quadrinhos, mas perdeu todo seu lado ‘engraçaralho’, igual o Bátema, que nunca tem seu lado detetive explorado, saca? Mas se te conforta, achei o Jameson perfeito. Fiquei até surpreso em saber que é careca, no melhor estilo ‘cara, como assim tu num é o Jameson de verdade?’. Haha, estou sendo engraçaralho.


Viu, Sam Raimi, não é difícil fazer piadinhas sem graça pra irritar os outros. O cabeça de teia bem que poderia mais. A franquia Spider/Andrew Garfiel eu falo depois, quando tiver observado bastante.

Como curiosidade pra finalizar: Lembra dessa foto abaixo? Tinha uma cena no trailer que mostrava essa armadilha de teia entre as torres do Word Trade Center, mas entre as filmagens e a estreia, ocorreu o terrível '11 de setembro (2001)' e a cena foi deletada por motivos óbvios.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Como reagir a uma ofensa

Chega o momento em que você está numa conversa, ou por uma simples postagem, e acaba gerando uma treta das brabas (isso acontece comigo o tempo todo), o clima esquenta, coisas são ditas, ânimos se exaltam... até que você retoma o controle de seu gênio e, diante de uma plantação de desaforos da outra parte, vira-se para a pessoa, nitidamente exaltada, e pergunta:



Tá com raiva?

Mas tem que ser com essa classe, se não não causa o efeito desejado. Rá!

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Traduções safadas do futuro 2

Vamos falar sobre exemplos de traduções safadas e marketeiras neste momento. Bem, todo mundo aqui conhece, mesmo que de longe, os sucessos MEU PRIMEIRO AMOR e GAROTO DO FUTURO, mas você sabia que seus títulos originais não têm NADA (isso mesmo NA-DA) a ver com suas versões brasileiras?



Primeiro, Meu primeiro amor, se chama, no original, MY GIRL, pois, já disse aqui, há alguns anos, trata da menina Vada e sua relação com o pai viúvo que arruma uma namorada, o professor por quem é apaixonada e seu melhor amigo, Thomas J., interpretado por Macaulay Culkin. E é por ele que o título teve essa distorcida. Veja bem, no filme, mal se ensaia uma relação entre os dois através de piadas das coleguinhas de Vada e uma tentativa de beijo pra saberem porque os adultos tanto faziam isso. Um selinho de meio segundo e o moleque morre na metade do filme (e isso não é spoiler). Mas, pra pegar embalo na fama do 'esqueceram de mim', jogaram o título sugerindo que agora o pestinha iria viver um amor, mas nem protagonista ele era.



Já no caso de Teenwolf, a safadeza foi outra. O primeiro filme saiu no mesmíssimo ano que De volta para o futuro, trazendo Michael J. Fox como protagonista também. Então, simplesmente ignoraram o título original Teenwolf (algo como Lobisomem adolescente, o que explica de cara o sentido do filme) e colocam um nome genérico só pra largar 'futuro' como palavra-chave e juntar tudo na cabeça do público. Toda safadeza é pouca pra gerar um simples 'ih, é o mesmo cara do outro filme, vou levar esse também, moço'. Só não espere que o jovem adolescente que vira lobisomem viaje no tempo, pois NÃO HÁ VIAGEM NO TEMPO em Teenwolf. Acho eu, que seria informação demais, mas como eram os anos '80 e estávamos conhecendo tartarugas ninja mutantes adolescentes, acho que o conceito de informação demais ficou defasado, ou pelo menos, redefinido ali.



O que aconteceu, então, foi que tiveram que manter a mentira nas sequências, o que destoou ainda mais do sentido dos filmes, pois, viver um primeiro amor pela segunda vez, de um modo geral, é difícil de se imaginar. Assim como conhecer um novo adolescente, primo do anterior, que também vira lobisomem e joga basquete é surreal demais, mesmo sem associar a viagem no tempo, coisa que ele NÃO FAZ! Se alguém ainda não tinha se ligado, entendem agora porque que se diz que quando você mente uma vez, acaba tendo que inventar outras 20 mentiras pra sustentar a primeira? Pô, sangue bom, é feio demais isso. Aliena muito essas mentiras de traduções. Já que acharam que tinham que traduzir, que fossem mais fiéis ao sentido do filme ou ao título.



Outra dessas traduções alienadoras caça-níqueis - e tentativas de ser engraçaralho, que eu falo mais depois - é o Vingador do Futuro. Ele não vinga ninguém a não ser ele mesmo, na verdade, ele não vinga, porque ele que derrota os caras maus no final (sorry, já teve até remake recente, isso não é spoiler. Não esqueça também que quando Terminator virou Exterminador do Futuro (porque acharam que o público não ia sacar por si), Total Recall, porque também tinha titio Schwarzas como astro, virou O VINGADOR DO FUTURO, pra falar 'FUTURO' e dar a ilusão ao público de que esses filmes teriam alguma relação, que não apenas o gênero cinema de ação brucutu. Só pra atrair público. Ê safadeza...



Se estávamos nos anos '80 indo pra '90, o segredo era falar futuro, que tava tudo certo. Passou na porta da locadora e falou 'futuro', o cara não sabia se pegava Terminator, Total Recall, Teenwolf, Teenwolf Too, sendo que só um deles, como vimos, possui relação com viagem no tempo e mesmo assim, só o próprio exterminador viaja, onde começa a história, mas afora o contexto 'salvar o futuro', o título faz referência à máquina, ao protagonista vivido por Schwarzenegger. O filme poderia se chamar Exterminador em português que a galera ia sacar. Somente o aclamado (e top 3 de minhas preferidas) De volta para o futuro foi devidamente traduzido (na verdade, de forma literal Back to the future).



Outra hora eu volto nesse assunto em algum outro segmento, séries, personagens, etc... sei lá. Fique com um absurdo e imaginário Meu primeiro amor 3, só pra chatear. Rá!

meu primeiro amor

quinta-feira, 16 de julho de 2015

BOATO: Jean Wyllys NÃO propôs licença maternidade para quem abortar


Caras, vou ser sincero, se tem uma pessoa que eu levava mó (maior em carioquês avançado, rá!) fé era Jean Wyllys... ou melhor, ainda levo, apenas não o acho mais tão afiado no que fala (apesar de ser muito afiado no que fala, só que pode soltar umas opiniões muito contraditórias de vez em quando, mas nhé... todos nós), como achava antes de ele defender aquela aberração em forma de série de autoria de Caco Antibes. Achei um erro feio, um erro rude, mas esse não é o assunto aqui, é só pra dar a exata noção de como eu prezo pela boa informação, a correta e verdadeira informação. Mesmo não tendo mais os olhos brilhando ao falar dele (UIA!), ainda assim o acho um cara dos mais inteligentes no meio em que atua e vejo como consequência disso, ressentimentos na classe reaça conservadora. Sabe aquela máxima: “Quem não faz nada, se incomoda com quem faz”? E ele toca em assuntos que conservador nenhum quer falar, porque está bem com tudo do jeito que está. E aborto é um dos mais delicados assuntos. Quem me conhece sabe que eu, particularmente, sou contra o ato, mas não contra lei que o regularize, pois legalizar não vai ser tornar obrigatório, e a coisa já rola solta mesmo com muita mulher (pobre) morrendo em fundo de quintal de açougueiro aê, mas enfim...

Daí, quem é contra e não tem argumentação faz o quê? Isso mesmo, cria mentiras e repassa através dos papagaios que minimamente concordam com eles e saem vociferando sem nem ler pra se informar. Falar é mais importante do que saber o que tá falando pra essa gente. Gente como Wyllys vira um pra quem gosta de bagunçar o coreto. Se Sun Tzu diz, em A Arte da Guerra que a confusão do inimigo pode lhe garantir a vitória, a (des)classe que atua como oposição ao governo faz uso disso da forma mais infantilóide, criando mentiras como a adolescente invejosa da sexta série, só pra ver falarem mal da coleguinha... o problema é que pega muito distraído que serve de marionete e, pior, de porta-voz. Porque compra a história sem pesquisar antes, age naquela urgência de querer ser o primeiro a conta a fofoca bombástica e complementar (quase) sempre com um ‘isso é Brasil’, engolindo com caroço e tudo o complexo de vira-latas que veículos como Veja, JN e PSDBs da vida passam, como se se importassem com pobre, com trabalhador ou com o país em si, né?


De todo modo, a bola da vez é falar que Jean Wyllys propôs projeto de lei que daria às mulheres que praticarem aborto a mesma licença-maternidade que as que chegam ao fim da gestação naturalmente. Como você já viu lá no título, isso é uma grande e melequenta MENTIRA! Veja, na imagem abaixo, o que a página do deputado do PSOL tem a dizer sobre isso. Aliás, é muito fácil você achar a página dele que se propõe a informar didaticamente tudo que falam dele, o que é mentira, o que é verdade, o que é distorção da verdade e o que mais sair por aí de boataria. Como eu disse, quem impõe a opinião num meio viciado a seguir apenas o folclórico senso comum, tende a criar desafetos entre a ala conservadora. Ainda mais sendo ex-BBB, gay assumido, combatente de preconceitos institucionalizados e por aí vai. Que reaça quer um revolucionário do lado? Sempre vai soar como ameaça à sua boa vida e status quo. Veja a bola da vez:



Enfim, o que já aprendemos com esses boatos de zap/facebook, garotada?

1- Não repasse antes de pesquisar em algum veículo sério (se possível, mais de um);

2- Analise esse veículo, pois a 'notícia' acima, saiu do Joselito Müller, que anda na linha do Sensacionalista, criando notícias que satirizam fatos do momento;

Também é bom pensar na lógica da coisa, porque um boato pega logo um distraído de calça arriada justamente porque apela pra clichês superficiais. Se você é do tipo que acredita em qualquer merda só porque aconteceu no Brasil ou especificamente no congresso, ou por alguma instituição municipal, estadual ou federal, então, aposto que você nem chegou a essa parte do texto, porque não é do feitio de gente assim ler o texto todo pra saber tudo que foi dito e poder formar sua própria opinião. Quem tem complexo de achar que só o Brasil tem problemas e tals, se não foi pra Miami, tá aqui repetindo esse refrão e repassando essas mentiras pra curar seu tédio de realmente não ver o mundo pegando fogo.

Pergunte 'como', 'quando', 'quem', 'onde' e veja, nesses casos de leis, em sites do governo. Deixo aqui o link para o site da Câmara dos Deputados, onde tem o projeto protocolado do deputado - sem nada de licença-maternidade pra quem abortar. Cuidado, as pessoas se deixam levar coo se reportagens e postagens de internet ou televisão fossem forças da natureza. São pessoas que podem errar e nesse caso, são pessoas maldosas que só querem tumultuar. Pense só, se você acha que ele quer acabar com a família tradicional brasileira: Quem aqui está inventando mentiras adoidado pra difamar um deputado e quem tem propostas que não vão afetar ninguém além dos grupos contemplados? Tá feliz com as desigualdades sociais? Reflita? Opa, quer dizer: Reflita.


Fonte: Câmara dos Deputados
Boatos.Org
Jeanwyllys.com.br/verdadeoumentira

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Top 10 – Equipes improváveis de animais aventureiros


Equipes de animais antropomórficos são legais, né? Desde Robin Wood, da Disney que fazia sentido animais lutarem contra o mal. Então, pensei naqueles animais que alimentaram o infanto nerd juvenil dentro de mim (UIA!) com aventuras aventurescas, frases de efeito e muita diversão na infância/adolescência. Antes, eu pensei em usar aqui Thundercats, mas não é o caso, pois são mais uma espécie de humanóides com traços de gatos do que animais que levantaram e andaram como a gente (sim, é preciso haver regras). Vamos lá? Vamos.


Street Sharks


Esse tá na lista porque eu lembro que existiu, mas não lembro de nada da série. Aliás, só lembro que a certa altura pintavam uns dinossauros e o desenho virava tipo um crossover, parceria, sei lá. Mas é anos ’90, são animais antropomórficos mutantes aventureiros, então, está aqui. E eu sei que muita abertura de desenho antigo salvava a primeira impressão da obra, mas esse pareceu ser legal. Vou conferir outra hora.



Ewoks – Caravana da Coragem


O último Star Wars saiu no cinema em 1983 e em 1984 George Lucas safadamente lançou Caravana da Coragem, pra pegar carona na febre Star Wars entre os pequenos, que gostavam das aventuras dos atrevidos ewoks (as versões pocket dos wookies, rá!). Foram dois filmes e um desenho animado de muito sucesso. Quando criança eu até gostava, mas não me convence mais esses bichos de pelúcia derrotando tropas do império na batalha de Endor. Sinto muito. Não. Rá!



Transformers: Beast Wars


Por incrível que pareça, essa foi a franquia Transformers que mais acompanhei. As convencionais, confesso que não assistia muito, apesar de ter tido um robô que virava caminhão maneiríssimo de metal e um carro esporte de plástico... Foi essa versão que mais assisti. Também, pudera, robês gigantes se porrando sem humanos pra servirem de donzelas em perigo. Deu uma treta lá que o líder dos Predacons (Deceppticons, nesse universo) Megatron voltou no tempo pra impedir os Maximals (autobots dessa série). Cabia a Optimus Primal (olha o trocadilho) liderar sua tchurma pra impedir. O mais legal é que os robôs porradeiros não viravam veículos, mas animais pré-históricos.



Gorgonóides


Tá, esses aqui são tipo animais do espaço. Gosto muito do filme Pequenos Guerreiros (1998) onde dois designers de brinquedos têm um embate ideológico, um quer criar bonecos militares sinistrões, o outro quer criar extra-terrestres pacíficos com o intuito educativo de ensinar às crianças sobre nosso planeta pela visão de quem também não o conhece ainda. Dá uma pendenga lá que a empresa fabrica os bonecos com chips avançadíssimos para armas militares e os brinquedos ganham vida. Só que os bonecos militares cismam que os Gorgonóides são o exército inimigo e a guerra vai afetar a vizinhança toda de forma séria.



Battletoads


Battletoads não seguiu o caminho mais comum, da mídia desenhada para os games e HQs, na verdade, foi um investimento declaradamente na intenção de pegar carona no sucesso das Tartarugas Ninja. Com o sucesso da franquia, criaram os sapos antropomórficos companheiros com missão de resgate de amigos e derrotar o mal. É tão sem vergonha a influência que usaram uma piada que já tiha rolado no primeiro desenho das comedoras de pizza. Uma vez, alguém chamou-os de anfíbios e eles corrigiam ‘somos répteis’. Pronto, agora tem réptil ninja e anfíbio guerreiro. E aquela maldita fase impossível das motocas voadoras dos sapos mutantes. Aff...



Super-Patos


Esse aqui é uma propaganda institucional do time de hóckei no gelo, Anaheim Might Ducks. Teve o filme com o Emílio Estevez (o irmão mais talentoso e veterano, porém menos famoso de Charlie Sheen) como técnico de uma divisão infanto-juvenil do time de hóckey e se chamou ‘D2: The Might Ducks’. Então, veioo desenho e chegou a ser atração no Disney World. Ouvi em algum lugar que tinha sido mesmo uma negociação entre o time e a Disney pra popularizar seu mascote (aquela cara de pato com máscara de hóckei). Fizeram muito bem e ainda ligaram todo o universo de patos da Disney. É só ver que o Darkwing Duck vivia na cidade de St. Canard, nome do herói de seu planeta gelado povoado por patos humanóides, que se sacrificou para que sua equipe, os Super Patos, sobrevivesse chegando à Terra. Legal, né?  



Ratos Motoqueiros de Marte


Na correria de exageros temáticos que foi a década de 1990 no quesito ‘poluição visual’ e distorção de conceitos, temos os ratos do Esquadrão Marte, ou Camundongos Motoqueiros de Marte em tradução mais literal do nome original. Vários são os elementos que podem tornar esse desenho (e o joguinho de corrida para SNES) um clássico Cult: Os vícios anos ’90 estão ali na forma de “resolver” os ferimentos dos ratos ao sobreviverem ao massacre de Marte (braços biônicos e tapa-olhos), paródias a Elvis Presley, Exterminador do Futuro (pensando bem, cada um tem um traço do T-800, os óculos escuros, o olho vermelho biônico e o braço metálico), e a referência à marca Harley-Davidson no nome da personagem Charlene Charley Davidson.



Cow-Boys de Moo Mesa


Bois andando a cavalo (tipo Pato Donald comendo peru de ação de graças)... Era um western propriamente dito, só que com elementos de ficção científica – as mutações, tão populares até os anos de 1990 – e alguma coisa steampunk. Western porque se passa literalmente no velho oeste estadunidense, ficção científica porque envolve mutações por meio de um meteoro e steampunk porque tinham aquelas armas de tiros tecnológicos e tals. Com nomes-trocadilhos tipo ‘Cow-Lorado Kid’ e ‘Buffalo Bull’ e aventuras do tipo clássico, manter a lei e a justiça contra o crime, o desenho teve duas temporadas, que viriam a ser reprisadas em menos de 10 anos após seu cancelamento, afora outras mídias.



Tartarugas Ninja Mutantes Adolescentes


Serviram de inspiração para Ryan Brown – que trabalhou na HQ – criar os já citados Cow-Boys. Numa noite de bebedeira, Kevin Eastman e Peter Laird conceberam conceitos de coisas que eles gostavam nos quadrinhos e, inspirados no Demolidor e Novos Mutantes (futura X-Force, equipe caçula dos X-Men), criaram a história de que (subliminarmente) o material radiativo que afetou Matt Murdock, escorreu pelo ralo e atingiu também quatro filhoes de tartaruga e um rato. O resto é história, né? Acho que só faltou serem de outro planeta pra completar os clichês escalafobéticos de todo nerd. Rá! (que Michael Bay não me ouça pra não ter idéias absurdas). Em mais de 30 anos as Tartarugas são um sucesso, já tiveram várias versões e até uma quinta tartaruga fêmea com seios no casco – da época que trombaram com os Power Rangers, mas tudo isso por causa da animação (e game) dos anos de 1980.



Dinosaucers


Esse aqui sim, foi com esse que começou minha pessoal dinomania. Caras, eu adorava esse desenho, os Dinosaucers se transformando em suas formas primitivas, os Tyranos transformando os outros em fóssil... Eu tive um boneco do Bronto Thunder e adorava... na verdade foi esse desenho que me fez amar – até hoje – Jurassik Park (e também me decepcionar com o fato de que não existiu realmente um dinossauro chamado brontossauro, mas Apatossauro). Mas enfim, a história é tipo Transformers, mas com dinossauros. Vieram do planeta Reptilon e estão lutando entre si aqui, o clássico maniqueísmo ‘bem X mal’. Mas são dinossauros com naves que remetem a suas próprias aparências (como tudo nos anos de 1980) e eu achava maior diversão ficar aprendendo qual dinossaucer era tal dinossauro pelos nomes e aparências.