Crônicas, divagações e contestações sobre injustiças sociais, cultura pop, atualidades e eventuais velharias cult, enfim, tudo sobre a problemática contemporânea.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Sidney Magal morreu? Boato!

Mais uma vez, uma pessoa pública é apontada como mais recente despedida dessa loucura que é a vida. A bola da vez é Sidney Magal. Aliás, como estão a todo vapor as notícias fake de morte de celebridades, hein! Tá sinistro!

Enfim, nem vou ficar enrolando muito, apenas reforçar aquilo que a gente sempre fala:

Uma notícia fake é criada, sabe la´porquê, e ganha o mundo rapidinho porque envolve elementos que pegam gente boba e distraída:

1) Assunto envolvendo um conhecimento público (no caso, a 'morte' de um artista famoso);
2) Poucos detalhes da 'notícia' (corre pela internet apenas uma foto com os anos de nascimento e "morte" e uma frase genérica 'eterno sidney magal');
3) Tema urgente que gere o burburinho contando com a necessidade do fofoqueiro em querer ser o primeiro a dar a notícia (morte, mesmo que sem causa, local ou quem teria dado a informação para veículos de comunicação).



Aí, temos que tomar (UIA!) medidas de contrapartida tão básicas quanto as fofocas da internet:

a) Buscar confirmação em algum noticiário confiável;
b) Questionar a veracidade com 'quando/onde/como/quem falou'.

O próprio Magal veio ao Facebook pra falar que tudo não passou de uma mentira deslavada e desocupada e ainda aproveitou pra fazer um jabá, anunciando show pra mês que vem.



Fonte: Boatos.

Djavan e a lenda da tragédia da Flor-de-Lis


A história é antiga, já rola por aí muito antes de redes sociais, quando as correntes, boatos e demais mentiras eram compartilhadas por e-mail e o clássico boca-a-boca do povão. Sabemos exatamente porque isso acontece, né? Sempre são os elementos básicos: Um fato sobre algo/alguém conhecido do público, uma história cativante de fácil identificação do público e poucos detalhes, pra não matar a mentira antes que a galera saia mandando pros outros sem pesquisar a veracidade. Um boato propriamente dito.


Acontece que um desses boatos é famoso e muito difundido como verdade, mas é caô dos brabos. Confesso que até eu acreditava nessa história, embora, pra mim, a letra da música não seja tão 'óbvia' assim e nunca tenha feito tanto sentido quanto para as pessoas impressionáveis, por se tratar de uma suposta tragédia pessoal com um artista. Pois é, Flor-de-Lis é linda, é triste, mas NÃO É sobre a morte da esposa e da filha do Djavan. Veja aqui a letra com o vídeo, se você esteve numa ilha deserta até hoje e não conhece a música.

Na verdade, a canção é de 1976, quando Djavan ainda era casado com Maria (a tal esposa 'falecida' da letra) e de quem se separou em 1998, sendo a ex do cantor ainda viva. Ele mesmo já desmentiu várias vezes essa lenda urbana sobre a tragédia da mulher, da criança e do parto da morte. Nada disso! Ele afirma, veja nesta entrevista ao programa Viva Voz, que nem mesmo trata-se de uma experiência pessoal.



É mais uma lenda daquelas pra impressionar e bobo é quem cai, pois, não há noticiário que confirme, o próprio artista já desmentiu e você acha isso rápido num google, além, do mais importante, você não precisa que o artista seja sofrido pra gostar de uma música dele. Apenas aprecie a arte. Quer um exemplo? Li num livro do cantor Leoni, onde ele entrevistava Renato Russo, que o líder da Legião Urbana tinha escrito Será para a gravadora, que queria ditar os rumos da banda. A letra parece uma experiência pessoal envolvendo um relacionamento, mas a gente tende a trazer pro nosso lado. Se reparar, tanto Será quanto a própria Flor de Lis não têm qualquer dado que nos dê a certeza da vida íntima do autor. Música não é um diário da vida pessoal do compositor.

Uma análise muito mais plausível e sólida está neste link aqui, tecendo comentários sobre a letra e não tentando adivinhar pra completar com a imaginação de quem quer ficar dando lição de auto-ajuda. Flor de Lis nem é triste, se você reparar. Como diz o próprio cantor, é apenas uma conclusão de um relacionamento que não deu certo e não uma desgraça.



E como comentário semifinal: Toquem a música quantas vezes quiserem, mas não façam versão sambalanço dela. Já tá batido, galera, o artista tem N músicas legais que ninguém lembra de tocar pra ficar nesse vício como se o cara só tivesse três músicas.

E como comentário final, não, não sou parente do Djavan. Rá!














Uma curiosidade: Seu processo criativo começa por uma linha melódica, para, s[o depois, ser incluída a letra, com estudo de rimas. Isso explica as letras, por vezes, não fazerem muito sentido. Isso me leva a concluir, de forma particular, que Flor de Lis, por exemplo, poderia ser até sobre política, mas com a roupagem do amor romântico. Pense nisso antes de interpretar uma música. Nas possibilidades.

Fonte: Boatos.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Kanye West falou mal do Tupac?



Saiu uma notícia, muito divulgada pelo facebook de que Kanye West teria dito que Tupac Shakur seria um rapper superestimado e que ele (West) seria melhor. Como o marido de Kim Kardashian (West, porr2!) já tem fama e histórico de ações e falas controversas, pode parecer mais fácil comprar esse peixe. Mas é peixe podre.

Segundo o site Rap 24 Horas, West não estava no lugar onde foi atribuída sua citação, nenhum veículo deu nota sobre o acontecido e o mais importante, a "notícia" já aconteceu antes e está apenas sendo requentada em contornos diferentes. Isso me fez lembrar de algumas notícias que ganharam a internet em pouco tempo, pegou muito bobo distraído, mas não foi pra frente.

Como o site de Rap diz, o site de fofocas que compartilhou a notícia falsa reciclada não é de todo o culpado. Muita gente segue aquele impulso entediado de ter uma novidade pra contar e quer ser o primeiro a fazer isso. Aí, repassa mentiras, gera seu burburinho, mas nem tá aí pra isso, pois não o afetou diretamente. Mas é um tremendo atestado de falta de atenção ou conhecimento do que se repassa coo verdade.

Veja aqui a notícia que desmente o boato.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Roberta Miranda não morreu. Viva!



Pois é, galera, cá estou eu de novo pra falar de um boato que presenciei na internet. Aliás, nem boato chegou a ser, e se der sorte, nem chegará.



Vi uma postagem onde se anuncia a suposta morte da cantora paraibana Maria Albuquerque Miranda, conhecida artisticamente como Roberta Miranda. É caô, mentira, lorota. Na página oficial da cantora nada se menciona, na página oficial no facebook, idem e em noticiário algum se destaca nem mesmo uma notinha sobre o tal suposto ocorrido. Ou seja, é mentira mesmo, igual no caso do Garoto-Bombril, que eu também já falei aqui no blog.



O máximo que vi, foi que a cantora teve alta ontem (13) após uma cirurgia para amenizar as dores causadas por sinusite. Liga não, Betinha, sinusite e boatos na internet, quem nunca sofreu disso, né?

Roberta Miranda 1Roberta Miranda 2

E, pra aproveitar que falei dela, vamos com seu maior clássico:



Vá com deus, boato de internet!