Crônicas, divagações e contestações sobre injustiças sociais, cultura pop, atualidades e eventuais velharias cult, enfim, tudo sobre a problemática contemporânea.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Patrícia Abravanel: Desinformação por má fé ou por ignorância?




Só pra constar, polêmica é algo que divide opiniões, o que essa moça falou foi puro preconceito, ignorância e desinformação. Se foi maldade ou burrice, aí, sim, é polêmica, sacou? Eu sei, eu sei, muita gente já deve estar dizendo que foi apenas um deslize ou que a opinião dela é sagrada e acima do bem e do mal, diferente do julgamento que alguém assim faria do vizinho ou da namorada do genro, porque artista parece que fica invulnerável ao erro pro seu fã clube, mas vamos, lá, vamos ao texto.

Quando Patrícia Abravanel começou a despontar na TV, todos sabiam que ela podia ser filha do homem do baú, mas nunca alcançaria o status místico que Silvio Santos tem enquanto pessoa pública. Ponto. Guarde a palavra ‘mística’, ainda vamos voltar de/com força nela. A própria “apresentadora” (Patrícia ‘obrigado por tudo papai’ Abravanel) já tinha dito isso e num teleton desses chegou a tomar um espaço – ao que parecia – não ensaiado pra falar uma parábola/metáfora sobre um bicho ou uma semente (sei lá o quê, esses papos de auto-ajuda) que era visto como esquisito e que encontrava seu caminho para deslanchar e surpreender a quem não apostou em seu sucesso. Estava na cara que ela falava dela mesma (deve ter sido aquela que a família pegava no pé por não saber fazer nada, palpite inútil meu). Estava na cara do pai também que aquele foi um improviso do tipo ‘filha, quer chamar atenção, mas não assim, né? ‘constrangimento no ar’’.


Enfim, ela até que se saiu bem como apresentadora e seu jeito meio bobinha cativou o público do pai (que tiazinha de auditório não vai achar uma graça a filha biruta de seu ídolo maior na TV?). Mas mal começou e já tá apodrecendo no pé. Além das recentes declarações hipócritas de que respeita (?!) homossexuais, só não achando ‘normal’ – e ainda enfiando umas de que isso não é preconceito (é sim), apenas sua opinião (preconceituosa), eu lembro que ela já tinha se expressado assim há um tempo, quando mãe e filha participavam de um quadro onde lavavam a roupa suja por que a filha era uma dançarina de pole dance lésbica e sua mãe não gostava de nada disso. Em geral, os colegas de bancada da filha do Senor entenderam que a mãe até poderia estar preocupada com o preconceito contra a filha, mas que a jovem era dona da própria vida e uma mãe de verdade apóia sua cria pra enfrentar tudo junto. Mas patricinha não, ela tinha que falar que a mãe estava certa, que se preocupava com a filha, que queria uma vida ‘normal’, ‘regular’ (eufemismos pra conservadora e preconceituosa) e blá, blá, zzzZZZZZZZ.


Sono. Muito sono dessa menina. Mas vamos continuar. Depois de ter levado resposta firme até do sobrinho famoso (do tipo que realmente tem talento artístico além do sobrenome e da conta bancária de papis), eis que a jovem lança o seguinte:

"Países muito místicos muitas vezes tem consequências; 
o povo deixa de trabalhar. Países mais racionais,  que têm 
uma fé em Deus, mas que acreditam no esforço, no suor, 
no trabalho. Em se portar, em ter um casamento e ter que 
cuidar dele, esses países vão mais pra frente"
ABRAVANEL, Patrícia – Dicionário bilíngue: Português e várias bostas.

Caras... falar bosta deve ser um idioma bem concorrido nesse povo de mídia convencional, hein! Só bilíngüe ilustre. Memes por natureza. Patricinha só não pensou (ÓBVIO!) que misticismo por misticismo, acreditar numa religião que fala em adorar um ser que nunca viu e num homem – que pode até ter sua contraparte histórica, mas nenhuma comprovação sobrenatural – é responsável por transmutar água em vinho, alguns pães em milhares, curar e ressucitar pessoas e, ele mesmo, voltar da morte com feridas e tudo pra falar que legal que seus amigos acreditavam nele. Patrícia, misticismo é tipo... isso que você defende, sua preconceituosa. Se quer atribuir miséria à África, saiba pelo menos duas coisas básicas: África é um CONTINENTE e não um país, ou seja, é muito grande e tem miséria assim como tem belezas naturasi e riquezas. O problema é que os colonizadores dos EUAses, que tanto adoras, foram europeus, aqueles que exploraram tanto o continente-mãe que agora deixou essa fama lá. E vamos parar com essa visão besta de que em África só tem tribos e rituais místicos, essa visão é equivocadamente idiota. Com tantas ferramentas pra se informar, só posso imaginar que é muita má fé de uma pessoa que trabalha num veículo de comunicação de largo alcance, como a TV aberta.


Eu já tinha ouvido essas b$%stas de outros evangélicos ao longo da vida. Já vi esses falsos crentes se fazendo de povo santo pra condenar a pobreza em países não cristãos. Tanta mentira pra parecer que seu clube é o melhor que até inventam que o inimigo de sua mitologia não está em sua mitologia e sim na dos outros. Eu entendo que os líderes religiosos deles tenham interesse em ganhar fiéis por medo e ódio ao diferente deles, porque trocando auto-estima alheia por ódio ao diferente, eles garantem fidelidade dessa gente sem auto-confiança, garantindo que usem seu dinheiro e adoração exclusivamente para sua panela... mas seguidores com essa pinta? Quem disse que educação de ponta salva da oligofrenia? Agora fique com algumas das reações ao festival de baboseira que a talentosa filha de Silvio Santos grunhiu com a convicção de jogador brasileiro explicando porque levou sete gols numa semifinal de copa do mundo em casa:





Merecido. Palmas para paty, troféu Luciano Huck de abobrinhas podres emitidas! 

Patrícia, calada, tem o potencial poético do próprio rei das bizarices Pelé, entende?

Fonte: O Dia

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Baratas sobreviventes nucleares: É verdade ou é mito?



É mito. Voltem a seus afazeres. Rá!



'Uá, Saga, não vai nem explicar porquê?'

Claro, gafanhoto, titio Saga ixprica sempre!



A história tem lá seu fundamento pra existir, mas na prática, não é bem isso. Vamos aos fatos:

Baratas são muito mais resistentes que o ser humano e que muitos outros seres vivos por aí. Eu arriscaria até dizer que se fossemos todos do mesmo tamanho, as baratas - aí sim - já teriam nos escravizado ou exterminado fácil, fácil (putz, agora me deu mó cagaço de um apocalipse barata).

É tipo assim, baratas possuem uma estrutura de dna muito mais simples, suas células se reproduzem muito mais lentamente, o que daria a elas maiores chances de reagir e regenerar anomalias provocadas por radiação, seu corpo achatado permite que se escondam facilmente em diversos tipos de superfícies, seu cérebro não se localiza na cabeça e sim ao longo do corpo (por isso sobrevivem até sem cabeça, dançando apenas por falta de alimentação) e ainda podem prender a respiração por uns 40 minutos. Ou seja, perto da gente, elas são os X-Men do mundo real. Rá!

Então, isso daria vantagens a elas de sobreviverem, além de sua alimentação ser algo altamente sem critérios, valendo mais o 'comer pra sobreviver' do que nosso capricho burguês de querer comer apenas o que é atrativo aos sentidos e vontades. Elas se alimentam de quase tudo, desde fezes até cadáveres (mesmo os cadáveres que produziram as fezes, ecaa), sendo ótimas sobreviventes de ambientes hostis, como seria o caso de uma Terra recém-desolada pela radiação. Sob essas condições, elas teriam alguma capacidade maior de adaptação, como vêm fazendo nos últimos mais  de 300 milhões de anos. Sem contar na reprodução numerosa.

Além do mais, é preciso frisar que essa capacidade, obviamente, seria a uma distância segura, ou, pelo hábito da espécie mais comum no planeta, no subsolo (barata de esgoto), onde o material nuclear não penetraria (UIA!) tão facilmente. Pra te mostrar como esse mito é apenas uma lenda urbana, vamos explodir o planeta em bombas atômicas pra comprovarmos de forma póstuma que é tudo invenção enumerar alguns seres muito mais resistentes - mas não imortais - que as baratas, nós e o cabeça dura daquele seu colega teimoso que só fala m@#erda.

Tardigrata

Particularmente, esse é meu preferido. Tão fofinho... Também conhecido como 'urso-d'água'. Tem entre 0,3 e 0,5 milímetros (sim, menor que o cérebro daquele vizinho viúva da ditadura - rá!) e sobrevive tanto em ambientes inóspitos de calor quanto de frio. Além de sobreviver sob a água e também ter a capacidade de 'desligar' seus sinais vitais, diante de condições escassas de sobrevivência. A Agência Espacial Européia, em 2007, mandou uma colônia inteira delas pro espaço e todas voltaram vivas. É só reanimar com alguma umidade.

Mosca das Frutas

Essa coisinha, bem menor que uma barata, aguenta uns 64 mil rads, enquanto baratas aguentam míseros 20 mil, o que, comparando com o ser humano (meros 1000), elas são muito mais resistentes do que baratas.

Lembrando que cada 1000 rads correspondem à mínima unidade de absorção radiativa, ou seja, as baratas somos nozes. Insetos herdarão o futuro.









Deinococcus radiodurans

Deinococcus radioduransE chegamos à campeã de todos todos TODOS! Essa bactéria aí - que me recuso a repetir o nome, porque dá preguiça até de copiar e colar - é tão resistente à radiação, que já foi exposta a testes no espaço - vácuo - e a condições atmosféricas de simulação a Europa (satélite natural de Júpiter, não o continente escravizador) e pra tudo deu resultado: Sim, capitão, ainda vive bem.











Wolverine

Além de ser um grande vendedor de revistas (é só estampar ele na capa que vende litros, mesmo que nem apareça no miolo da história), o cabra já se regenerou depois de ter sido partido ao meio pelo Hulk, já gerou a cura para uma doença mutante no futuro por anticorpos vindos de seu fator de cura acelerado e ainda reconstruiu o corpo todo a partir apenas do esqueleto de adamantium caído em metal derretido. Rá!




Indiana Jones



E como esquecer do nosso arqueólogo preferido?! NUNCA! Acontece que em 1985, Spielberg era produtor de De Volta para o Futuro (minha trilogia favorita junto com o próprio Indiana Jones), e em algum momento inicial da produção, a máquina do tempo virou um carro, deixando a ideia de uma geladeira do tempo engavetada com medo de que crianças fizessem merda entrassem em refrigeradores brincando de Marty McFly.

Pois acontece que a referência não foi esquecida e no filme mais recente de Jones, ele entra numa geladeira de chumbo pra fugir de um teste nuclear no miolo da famigerada Área 51. Ele voa quilômetros dentro da geladeira, cai que nem uma jaca, rola pra longe e sai apenas com uns arranhões... Tipo o Homem de Ferro que não se quebra dentro da armadura quando cai do céu, mas estou divagando... O fato é que ou você é um inseto ou um personagem que não existe pra sobreviver a isso.


Ou seja, o mundo vai ficar pros organismos mais simples mesmo, não adianta achar que o ser humano domina algo mais que sua própria sociedade.




Fontes:

http://mundoestranho.abril.com.br/materia/por-que-as-baratas-podem-sobreviver-a-uma-guerra-nuclear

http://super.abril.com.br/ciencia/e-verdade-que-so-as-baratas-sobreviveriam-a-um-desastre-nuclear

http://www.megacurioso.com.br/explosoes-atomicas/36924-as-baratas-realmente-sobreviveriam-a-um-desastre-nuclear-.htm

http://www.muitointeressante.com.br/pq/quais-animais-sobreviveriam-a-um-ataque-nuclear



segunda-feira, 6 de junho de 2016

Guerra Civil II: O negro é o primeiro a morrer de novo

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Ser preto não é fácil quando a gente olha pras capas de revistas, filmes, novelas, etc... Sempre é uma brancaiada que faz parecer que vivemos na Suécia ou na Holanda, saca, um país de maioria branca com um negro aqui e outro ali. Já falei disso aqui muitas e muitas vezes. Mas agora o enfoque é outro, também já falado aqui, mas tem um gancho diferente, juro.

A questão é que Guerra Civil II vem com uma premissa interessante. Há 10 anos, a Marvel pegou influência no governo Bush - quando determinou o controle de informações pessoais alheias para prevenir o país contra o terrorismo - e colocou os dois pesos pesados dos Vingadores num conflito de ideias - e depois, de sopapos - acerca da liberdade de ser. Você deve se lembrar, ou pelo menos estar acompanhando a boa repercussão da leve adaptação cinematográfica de Guerra Civil: Uma ação descuidada de um grupo de heróis do quinto escalão da editora termina com um terrorista se explodindo numa região escolar, matando muita gente inocente e muitas crianças nesse meio. Rapidamente, Tony Stark reage propondo o cadastramento de todos os heróis para que sejam responsabilizados por seus atos e treinados de acordo com as normas do governo. Basicamente, seriam agentes federais.



Já o Capitas se posicionou contra. Ao contrário do que o senso comum propõe, seu nome e seu uniforme não fazem dele um capanga do governo ufanista, mas um defensor dos ideais que ergueram seu país, ou seja, a liberdade acima de tudo. Então, Capitão América passa a agir de forma clandestina e a antiga divisão de heróis e vilões muda, agora a divisão era pró registro ou contra. Mas no meio da treta toda, aparece um personagem de menor relevância apenas para ser morto por um andróide criado por Stark para simular os poderes de Thor. O sintozóide fica muito louco e lança uma marretada trovejante nos peitos do Golias. A essa altura, lendo minhas edições aqui, eu já tava me perguntando porque um personagem negro, minoria absoluta dentre os personagens de quadrinhos de todos os tempos, tinha que ser exterminado assim, só pra virar muleta dramática de roteiro? Não tinha nenhum outro personagem branco, desses milhares de figurantes de luxo? Fiquei boladaço, mas eu não podia fazer nada.





A Guerra Civil seguiu, o Capitas morreu, Tony Cachaça ganhou, mas saboreou uma vitória amarga e milhares de mega-sagas depois, temos Tony, de novo, contra um capitão... ou melhor, uma Capitã, Capitã Marvel. Agora a treta é outra: Um inumano (espécie de ser poderoso do universo Marvel, mas diferente dos mutantes) é descoberto na Terra e tem o poder de prever o futuro, mas não pode ter a mente lida. Carol Danvers resolve recrutá-lo pra criar uma unidade de prévia ação, evitar que desastres ocorram. Tony Pinga já acha que o garoto pode não ser confiável e lados vão se posicionando. Acontece que no meio do furdunço, morrem a Mulher-Hulk e Jim Rhodes, o Máquina de Combate e amigo de Tony Xiboquinha. Mais uma vez o confronto ideológico de dois heróis se agrava quando um personagem negro é atingido por um adversário muito mais poderoso do qual não fazia ideia de que ia enfrentar. Junte a isso ao que eu só posso achar que é uma menção ao fato, quando Rhodes leva um raio lançado pelo Visão que era pra pegar no Falcão (que desvia). Tipo, ia acertar um negro, então acertou outro por engano. Um ser super poderoso (Thor-Robô/Visão) atinge de forma exagerada um personagem negro desavisado (Golias/Máquina de Combate). A boa notícia é que War Machine não morre na versão cinematográfica.



Tipo, quando é pra matar alguém, eles matam o preto, já entendemos. O que me dá um pouco de revolta é quando as pessoas vêm reclamar de mudança de etnia em personagens antes brancos. Veja bem o que eu já falei antes em outro contexto, chiaram com o Tocha Humano negro no filme mais recente do Quarteto Fantástico, mas sabemos que nada na sinopse do personagem determinava que ele tivesse que ser branco, apenas foi criado assim visando seu público mais comum na década de 1960 nos EUAses. Agora o pessoal tá se rasgando por Tessa Thompson ser a Valquíria no vindouro Thor: Ragnarok. Ela é negra e vai interpretar uma personagem nórdica e a galera veio ao delírio. Eu, porque a mulher é linda e 'eles' porque Valquíria nunca poderia ser negra, sendo uma personagem baseada na mitologia nórdica. Sobre isso eu digo: RI-DI-CU-LO! Sabe porquê? Primeiro que essa coisa de etnia não pode ser levada ao pé da letra e a maioria dos personagens só é criada branca porque a maioria dos seus criadores são brancos, visando um mercado numa sociedade dominada por brancos, onde o branco é maioria.



Veja bem, se a etnia ou nacionalidade de um personagem precisasse ser levada a ferro e fogo, Thor não poderia ser interpretado por um australiano, Loki não poderia ser vivido por um britânico e indo mais longe, a descendente latina Jessica Alba não poderia ser a caucasiana Mulher-Invisível. Mas sobre isso ninguém chora. John Boyega protagonizou um Star Wars? Choradeira racista de fazer gosto. Ou seja, o problema não é mudar a etnia o personagem, é ser preto. A nova Hermione de Harry Potter (na continuação da saga, no teatro) é preta, ninguém deixa mais a mulher em paz mesmo a própria autora tendo vindo a público dizer que adorou a mudança e que ela nunca estabeleceu mesmo que tinha que ser branca. Aconteceu também com uma personagem de Jogos Vorazes. Soube de gente que inclusive tinha lido o livro, com um trecho bem detalhado sobre a cor da pele e textura de cabelos da personagem, ainda assim, se indignando com a atriz negra lá na telona.



Acho que a Marvel poderia usar seu viés mais realista pra aproveitar e usar isso em sua nova Guerra Civil. Mas, antes, poderia dar um jeito nessa contradição de agora Tony big apple ser o cara do contra, coisa que encheu a paciência de Steve Rogers na primeira série tendo até convencido o Homem-Aranha a revelar sua identidade e tals... mas de resto, eles poderiam mesmo usar essas 'coincidências' de roteiros que parece estar em algum manual do roteirismo pra filmes, séries e HQs. Teve até uma reunião de personagens negros meio que pra discutir que parada é essa de só preto morrer na bagaça. Pensa bem, se só aparecem uns 2 negros a cada 20 brancos, como somos tão azarados pra sermos os primeiros a levar o tiro na linha de frente?



Enfim, não vou ler agora, talvez eu acompanhe depois que estiver toda lançada, porque acompanhei a primeira e me ferrei tendo que comprar um monte de revistas periféricas pra saber de tudo que aconteceu na série principal, cujas revistas eram bem fininhas só com a linha principal, com a ação de verdade espalhada por milhares de tie-in's (aquelas continuações paralelas que respingam em outras séries).