Crônicas, divagações e contestações sobre injustiças sociais, cultura pop, atualidades e eventuais velharias cult, enfim, tudo sobre a problemática contemporânea.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Maísa, Gentili, Vodca e o Estatuto da Criança e do Adolescente do SBT



Lá vem o SBT, de novo, ser o SBT, saca, aquele climão de casa da mãe Joana, como se fosse um galpão dividido entre o que Silvio Santos controla como seu quarto de zueira em casa e a outra metade aquela que acontece de tudo que o patrão não tá vendo, ou está avoado demais assinando cheques e sorrindo feito um bonecão de Olinda.

Bem, o imbróglio da vez é com menina Maísa Silva. Sim, ela de novo, parece que o SBT tem alguma obcessão em perturbar o juízo da garota. Não sei se eles acham que ela crescendo pode perder aquele encanto que as pessoas têm e, por isso, inventam outras formas d’ela chamar atenção... sei lá, caras, é muito estranho. Parece que Silvio Santos, além de maníaco, tá deixando seus empregados alucinados também. Parece que todos passam pela porta da emissora e levam uma borrifada de gás de babaquice, estilão Coringa, nas histórias do Batman (perdão, Bátema), saca?

Danilo Gentili (eterno engraçaralho da sexta série) serviu vodca para Maísa, quando a mocinha participou como entrevistada em seu programa, The Noite. Era só uma piada, né? Esse é o ordão que todo babaca usa quando passa do limite do respeito, mas não quer responder por isso. Afinal, se já foi ofensivo, não vai ser na hora de reconhecer isso que o cara vai fazer nascer dignidade dentro daquela cabecinha pseudo-humorística (friso sempre, piadas depreciativas não são humor, são só ofensas em tom sarcástico). Bem, no fim das contas, pegou mal.

Pegou tão mal, mas tão mal, que a própria Maísa se chateou na hora e a própria direção do canal pode tomar medidas quanto a isso. Primeiro, porque Maísa tem apenas 15 anos, menor de idade protegida pelo Estatudo da Criança e do Adolescente, onde se lê que oferecer bebida alcoólica ou qualquer substância que provoque dependência é crime. Depois, mesmo que não fosse menor de idade, sendo adulta, mas tendo algum problema em relação à bebida alcoólica? Se a garota desmaia ou tem algum revertério?

Bem, como eu sou paranoico, não descarto a possibilidade de tudo ser um grande truque entre todos os envolvidos. Vai que era só água, mas a menina, atriz, faz aquela cena e atrai interesse do público... Não duvido, mas não acredito também. Enfim, as medidas punitivas para essas atitudes insanas são tão amenas, que, sinceramente, tenho dificuldade em decidir se acredito que a legislação é tão ignorada ou se é tudo combinado, e por isso nada é feito de forma efetiva.

Em todo caso, sendo fingimento ou uma legítima babaquice, não cabe dizer ‘era só brincadeirinha’. Não se menciona álcool oferecido a adolescentes em rede nacional de um canal aberto sem falar nas consequências nocivas que isso traz. Mais uma bola fora do SBT e seu contratado.


Fonte: http://entretenimento.r7.com/blogs/keila-jimenez/2017/10/11/danilo-gentili-pode-ate-ser-preso-por-dar-bebida-para-maisa-em-programa/  

Feminismo não é o contrário de machismo





“Machismo significa a concepção de que mulheres são subordinadas aos homens. O feminismo, por sua vez, não é o contrário de machismo. O feminismo não supõe que homens são subordinados às mulheres, mas que homens e mulheres são iguais.”
-Mario Sergio Cortella


Se você acha natural que haja ‘tarefas masculinas’ e ‘tarefas femininas’, moçx, você é machista. “Ah, dirigir é coisa pra homem”, ‘ah, cuidar dos afazeres domésticos é pra mulheres’... olha, isso tudo, sinto muito te diagnosticar com péssimas notícias: Você é machista.

Bem, não fica muito pra se explicar depois das sábias, simples e diretas palavras do intelectual Mario Cortella (não á toa, é um dos mais respeitados do Brasil). Mas eu sou teimoso e vou falar mesmo assim, porque tem pontos que as pessoas simplesmente não entendem, ignoram e mesmo assim querem sair por aí cuspindo opiniões. Opiniões, óbvio, sem a menor base de conhecimento pra tanto. Mas como eles não se envergonham, a gente ajuda a diminuir o constrangimento alheio.

Algumas das questões que mais vejo por aí, vou responder, até porque , enquanto homem de uma sociedade machista, não passei imune por alguns desses exemplos que vou citar, ou seja, conhecimento de causa na ignorância que o senso comum me proporcionou e, graças ao bom universo, mandei pro caixa-prego. E tudo começa numa mesma frase:

Feminismo é machismo ao contrário?


Essa é a mais clássica. É dessa raiz que saem aberrações do pensamento humano como ‘negros são os mais racistas’ ou ‘usando essa saia curta, depois não reclama de ser assediada’. É o ser humano maldoso que não quer se ver no lugar questionado, acha que está certo colocando o erro no coleguinha. Mas vamos lá:

Machismo é um sistema. Há milênios, a humanidade era repleta de sociedades comandadas por mulheres, sociedades matriarcais, sobretudo na África. O que aconteceu, foi que em algum momento, o patriarcado (domínio de homens) subjugou as mulheres e assumiram na base da força o comando das decisões da sociedade e, pra isso, diminuíram, ou melhor, rebaixaram a mulher de qualquer posto de comando.

Aí, entrou em vigor o tal sistema. Não é só uma opinião quando você acha que mulheres lavam e passam roupa melhor, é fruto desse sistema de condicionamento da mulher a uma posição subalterna. Quem nunca viu uma mulher ser questionada ao chegar a um cargo de supervisão, presidência e afins? “Tinha que ser mulher”. E esse sistema questiona a mulher em posição de liderança, coloca ela como a barraqueira, quando é contestadora, atribui seus problemas emocionais à TPM, diz que ela não pode assumir muitas responsabilidades fora de casa porque seus hormônios a farão passional e isso prejudicará suas decisões... Enfim, deu pra sacar, né?

O machismo, por outro lado, favorece o homem em questões inúteis e estúpidas. É como se o machismo fosse aquele grupinho de meninos formando um clubinho onde não entra meninas, mas como se trata de toda a sociedade, então, o homem percebe que não pode viver num mundo sem mulheres, mas formulou um jeito de fazer isso sem admitir que elas podem ser melhores na administração do clubinho gigante. Aí, reduz a mulher a tarefas domésticas, sexo e companhia calada ou fazendo elogios à masculinidade do marmanjo. E quando aceitam – ou precisam sem admitir – que elas trabalhem fora, pagam menos. Porque? É o mesmo trabalho!

As pessoas veem aqueles grupos ditos feministas de mulheres seminuas fazendo algazarra em manifestações e acham que aquilo é feminismo. Ou seja, a mulher é uma histérica, essa é a diferença pra eles, né? Sabe quando a gente não quer que a criança se arrisque a se machucar então diz que ela não vai conseguir e proíbe? É isso que o machismo faz com as mulheres. Coloca a culpa de tudo nelas. Se elas andarem um milímetro fora do que o machismo quer, o machismo as culpa.


A sociedade machista, por exemplo, aceitou que elas usassem roupas curtas, mas se usarem, estarão pedindo por assédio, estupro e não são moças direitas pra casar. Porque o caráter da mulher é medido  na seguinte maneira: Quanto mais ela fizer o que o machismo quer, mais valor ela vai ter pra ser a secretárias de cama, mesa e banho de algum marmanjo que só vai substituir a mãe pela esposa, numa das maiores ironias do mundo, que é provar ser um completo dependente de quem se quer oprimir. Mulheres se tornam receptáculos de descendentes, com direito a cozinhar e lavar nos intervalos e só.

Agora, quando uma mulher defende seu direito de ocupar o lugar que quiser (ou que não quiser, como filhos, casamento, etc), ou mesmo nem defende, mas age dessa forma, independente, aí, ela estará sendo julgada e, mesmo que não perceba, estará sendo feminista. Essa é a diferença entre machismo e feminismo:

Machismo é a dominação do homem sobre a mulher. Feminismo é a reivindicação da mulher por igualdade. Por isso, nunca existirá, na minha opinião, uma sociedade feminista, porque o feminismo é a defesa da mulher contra a opressão, enquanto o machismo sim, quer reduzir as possibilidades da mulher e torná-la mera figura decorativa.

Feminismo não prega estupro pra homem sem camisa, não diz que ele está pedindo por assédio quando bebe, se homem falar palavrão, não dizem que ele não tem modos, não defende mulheres agredindo parceiros adúlteros, não diz ‘ela não resistiu à cantada, mas ela é mulher e mulher é assim mesmo’, não prega que lugar de homem é na cozinha e outros.

Aliás, perceba como o machismo é um sistema e não uma força da natureza criada por deus (sim, religiosos conservadores medievais, estou apontando pra vocês nessa frase). O machismo é tão escroto que ele despreza o homem gay, numa visão de que um homem se comportar ‘como mulher’ é humilhante e também despreza a mulher gay, porque é uma mulher cometendo o abuso de se portar ‘como homem’. O mesmo vale para homens e mulheres trans. Ou seja, só o homem cis e hétero é que é realmente superior.

E até para homens ele é opressivo. Se o cara não agir como se estivesse num comercial do AXE, ele é desdenhado pelos outros homens-pica grossa-superior-das-galáxias. Ou seja, é bem excludente, se parar pra pensar. Reduza o grupo e você terá mais chances de ganhar a liderança um dia. E nem toquei no assunto racial, hein! Porque entre um homem branco e um homem preto, sabemos quem tem cara de médico e de presidente e quem tem cara de jogador de futebol e de bandido, né? Mas isso vai ficar pra outra hora. Por enquanto fico com minhas explanações ‘for dummies’ para homens que ignoram assuntos, mas querem falar. Mulheres também fazem isso, mas me incomoda mais homens falando. Deve ser porque eu me vejo no passado reproduzindo essas b8stas e me sinto envergonhado. Vou consultar meu psicólogo enquanto você reflete neste texto.

E se algum teimoso ainda insistir em morar na areia movediça da ignorância... Só lamento. Não discuto.


quarta-feira, 4 de outubro de 2017

É mentira: Número de celular que clona seu telefone



Você já deve ter visto por aí, no meio de milhões de mensagens de ‘alertas’ contra algum ‘novo golpe’, essa ‘nova tática’ dos bandidos, não? Se você conseguiu passar sem isso aparecer em sua vida, beleza, até porque não faz diferença nenhuma. Agora, se você esbarrou com essa trolha, então, possívelmente, é porque alguém acreditou no que leu sem nem se preocupar se era verdade e saiu repassando, comendo alguns Kb de sua memória, quiçá, até de seu pacote de dados.

Acontece que essa perda de tempo é comum nesses casos, a pessoa vai lá, se deixa levar pelo clima de emergência e sai compartilhando. Porque tem um senso de comunidade e quer informar ao coleguinha? Não! Porque quer parecer a pessoa mais esperta e antenada da internet? Possivelmente! Porque confunde likes e views com carinho e atenção? Certamente! Pessoas carentes são mais propensas a repassarem coisas que terminem com ‘repasse/compartilhe’, pois é o momento que têm certeza de que alguém está olhando.

Mas voltando, esse número, em pesquisa do site Quatro Cantos, era do atendimento da operadora de celulares Vivo, mas que foi desativado por não ser mais atendido. Tá, não chega a ser ruim, já que operadoras ligando nunca é pra oferecer coisas legais, só mais gastos, mas esse não é o ponto. A questão é que repassando mentiras, pessoas de verdade podem ser prejudicadas. Nesse caso, não, é só uma mentira que, no máximo, privou alguns clientes de aumentarem suas despesas com planos telefônicos. Mas e se fosse o caso de difamar uma pessoa, por exemplo?

Há algumas décadas que esse tipo de anúncio alarmista rola por aí, antes era repassado por e-mails, depois redes sociais e agora por whatsapp. É igual aquelas lendas do cara que derreteu no tanque de coca-cola, mais uma lenda urbana. Até porque não existe isso de clonar um telefone apenas ligando pra ele. E com o avanço da tecnologia, essa mensagem, além de mentirosa, ainda ficou ultrapassada. Se você acreditar que um número vai clonar o seu só de atende-lo, vai começar a achar também que vírus de computador transmite doenças.


Para enquanto é tempo, pra não ficar feio. Ninguém deveria repassar assuntos que não conhecem, muito menos sair acreditando em tudo que lê e ainda repassar como se tivesse comprovado a veracidade de perto.  



Fonte: http://www.boatos.org/tecnologia/balela-numero-de-telefone-11-9965-0000-clona-o-seu-telefone.html

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Heineken, Queen e... isso me irrita bastante!



O que tem esse comercial da Heineken? Bem... me irrita! E em tantos níveis que tenho que enumerar. Mas antes, quero dizer que não é nada contra a música em si. Na verdade, eu até vou falar por ela também.

Bohemian Rhapsody

 A música do Queen é uma pérola. Sempre achei o Qeen mais pra farofa do que pra ecletismo, dadas suas nuances meio misturebas, mas vá lá, eram os anos 80/90 e eu sempre gostei de um som inusitado que me exercitasse a imaginação. Principalmente na hora em que ela explode com a guitarra distorcida, bateria derrubando tudo, baixo quebrando a banca e o vocal aprumado de Fred Mercury. A música é a única coisa que não pode levar a culpa nesse comercial brabo.

Mundo de Wayne



Foi nesse filme que conheci a música (aquela cena do carro, com Wayne seus amigos cantando é legen - espere por isso - dária). No idioma original (inglês), o filme se chama Wayne’s World (O Mundo de Wayne), que, na verdade, era um personagem de Mike Myers no clássico humorístico estadunidense, Saturday Night Live. Wayne era a sátira aos adolescentes da geração MTV. Pois bem, aqui no Brasil, o filme baseado no quadro do SNL ganhou o nome de – respire fundo – Quanto Mais Idiota Melhor. Caras, uma paródia comportamental de um fenômeno da cultura pop virando filme e o que os gênios da tradução aqui fazem? Transformam num rótulo do mais puro ‘besteirol’, já passando a ideia de que o filme é um amontoado de idiotices e não um longa sobre jovens daquela época. Parabéns, campeões!

Heineken, não te odeio tanto assim




A cerveja pode ser mais amarga que as que eu costumo beber, talvez um pouco mais cara na relação custo-quantidade e até apanhar por tabela por estar na modinha aplayboyzada, mas a cerveja tem seu mérito: Possui como símbolo uma estrela vermelha que foi o pesadelo dos coxinhas direitistas nas eleições presidenciais passadas (aquelas anuladas pelo golpe do – fora - Temer). É que alguns imbecis acharam de falar que a cerveja fazia uma apologia ao PT, com a mensagem subliminar da estrela vermelha (segundo eles, comunista).


Bucky, o Soldado Invernal, também seria militante do PT? Vai saber...

No apanhadão geral

É irritante ver aquele monte de desafinado cantando em cortes que mal dá pra reconhcer a música em alguns trechos... Feio, Heineken. Ai, ai,ai!

Conclusão

Minha opinião não faz a menor diferença no mundo. Volte a seus afazeres. Rá!


Ps: Acho mesmo o comercial uma poia. 

Agora, fique com a música original e esqueça aquela trolha que é o comercial.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

E a cura da homofobia? Cadê o projeto?



Tão ridículo quanto possa parecer é um juiz se preocupar em aprovar 'cura gay'. Sério, no mesmo país onde um outro juiz libera um tarado da prisão ou alivia agressões físicas como 'pequeno corretivo físico', sem contar com o juiz que quer virar popstar perseguindo um ex-presidente enquanto o atual, que chegou lá por meio de um golpe, está lá de boas... Daí, que o tal juiz de lá do caixa-prego pra permitir que haja 'reorientação sexual' para gays que, eventualmente, não queiram ser gays... Existem tantas, mas tantas questões a se levantar sobre isso que eu vou só sobrevoar algumas.

Há pouco tempo, escrevi sobre uma teoria minha de que Frozen poderia ser uma alegoria a uma possível homossexualidade de Elsa, seu afastamento de seu povo por não ser aceita como é e por ter cansado de ser a menina boa das conveniências da sociedade... Pois bem, lembrei que já escrevi aqui também sobre uma cena de X-Men 2, quando Bobby Drake, o Homem de Gelo, revela à sua família ser um mutante.

Diante do choque de seu povo, sua mãe pergunta se ele já tentou não ser ‘isso’ (mutante, ou gay, se você usar a referência na vida real). Além do gelo ser o poder da pessoa questionada, a ideia de que o outro deve mudar pra agradar a maioria é o ponto da questão. Será que temos o direito de querer que o outro seja como nós achamos que tem que ser? Mesmo que fosse um gesto lindo de boa vontade, será que a simples cogitação de aceitar um tratamento desses já não indica que os errados são os que pressionam pela mudança? Com que direito? Haver gays obriga um hétero a virar gay? Por isso a fobia? Por isso a homofobia?



Nem se chama mais ‘homossexualismo’, pois o termo com sufixo ‘ismo’, neste caso, era uma menção pejorativa de ‘doença’. Há décadas que isso mudou e agora vem esse retrocesso. Na boa, acho que isso cai com o tempo. A gente faz barulho num primeiro momento, mas depois isso se apaga. É que a era da internet faz parecer algo intenso, porque por alguns dias, a notícia é viralizada com intensidade. Depois passa, então, vamos apenas aproveitar a onda de maconha que essa gente tem no cérebro por achar normal que gays possam ser lobotomizados com autorização judicial e isso não seria indicação de que o mundo precisa explodir o quanto antes, pra não piorar a fita do universo. Mas, voltando...

Quantos aceitariam fazer como a Vampira, de X-Men 3, e abandonar tudo pra ser ‘normal’, apenas porque a sociedade vê como anormal algo que é normal? E quantos cobrariam que o próximo se transformasse sabendo que isso pode trazer toda uma gama de frustração e infelicidade, além de auto-punição e pouca auto-estima? E mais, com tanta criminalidade, corrupção, ‘jeitinho brasileiro’, exploração da fé alheia, trocas de favores e interesses, racismo, machismo, etc, etc... Com tudo isso de realmente errado no país e no mundo, é a homossexualidade que eles querem ‘redirecionar’ para o ‘normal‘? Muito estranho e tendencioso... fascista até.

Acho que se propuséssemos a reorientação religiosa, por exemplo, ou a reorientação de interesses, tirando a ambição pelo dinheiro, eles iriam chiar. A reorientação para deixar as pessoas livres sem insistência em seguir regras sociais pra obedecer instituições religiosas, como quem faz o que o próprio pai manda... Acho que essa moda não pega, né? É tudo parte de um plano maior, um levante nazi-fascista silencioso que está aumentando. Da última vez, virou o que chamamos de ditadura militar, hoje em dia, com tanto bolsomerda por aí, sei lá...



Aff... no geral, essa tal ‘cura gay’ só vai gerar uma guerra ideológica que eles mesmos vão perder, essa gente que defende qualquer forma de discriminação, seja oficial ou por piadinha que for... Nunca se pode ir contra o povo. Já estou ligando pra um monte de amigues pra perguntar se estão bem, afinal, o que vai dar de atestado médico e aposentadoria por invalidez nos memes não está no gibi (nem no congresso). Agora, veja você, sugerir e aprovar a lavagem cerebral (sim, é isso que essa tal cura/reorientação é) ... Feliz 1717!!!

Próximos passos: Choques elétricos para curar esquizofrenia, queimar pessoas sob acusação de bruxaria, a classe burguesa dançando um minueto entre uma execução e outra, mas com a diferença que hoje em dia tem internet e celulares com câmeras. Pessoas morrem por ser gays, ou seja, outras pessoas MATAM gays. Não são os gays que precisam ser curados, mas os psicopatas que têm peito pra agredir e matar apenas por maldade.


P.s: Não se propõe cura pra quem tem cisma com gay também não? Acho que esse pacotão de absurdo pode fazer sentido se você pagar um tratamento psicológico pra quem toma conta da vida dos outros em vez de respeitar e parar de olhar pela janela alheia... Na boa, pra mim, isso é coisa de quem adoraria se libertar das amarras do preconceito auto-imposto e vestir a bandeira do arco-íris. Mas como não pode porque teme o preconceito, acaba não se aceitando nem aceitando os que têm coragem, ou são menos sutis em demonstrar quem são. Sabe quando um preguiçoso odeia ver um trabalhador porque isso o fazx parecer ainda mais preguiçoso pra sim mesmo? Pois é...

"Algumas pessoas são gays. Supere isso!". É o Magneto falando, caras, deixa de preconceito e vai viver!

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Frozen: Um grito congelante por igualdade?



E se o poder de gelo de Elsa fosse uma alegoria para a 'frieza' com que são vistas as mulheres homossexuais, tornando-as diferentes da maioria da população? 

Ela só seria aceita - ou pelo menos respeitada - por seu povo quando sua irmã demonstrasse o verdadeiro amor de defendê-la e apoiá-la perante aqueles que a odeiam apenas por ela ser quem é. 

Aí, ela não precisaria viver à parte da sociedade, feliz em ser ela mesma, mas incompleta por estar distante de quem ama. Poderia viver em seu próprio povo como a pessoa normal que é, apesar de diferente da maioria.


E na música principal do filme? Frases bem decididas sobre deixar uma vida convencional pra trás em troca de liberdade de ser e as inúmeras referências ao frio fora da vida comportada deixada pra trás e o fato de não precisar mais se conter ou se esconder agora que 'eles sabem'... Pense nisso enquanto assiste ao vídeo lá no final do texto. Coloco até uma livre tradução minha. 

Seria, Elsa, um grito aflito por respeito e amor? É claro... que são apenas suposições dessa minha mente estranha, assim como há, também, teorias de que Anna é uma alegoria ao feminismo, percebendo que não precisa de um homem para ser feliz ou vendo que seu amor verdadeiro não deva passar por esse homem antes de sua própria família, etc... 


Adoro teorias, mas me conformo que sejam apenas isso. Não tira o valor da possibilidade, até porque, cinema é bem isso aí, a imaginação viajando pelo tema proposto.

Afinal, convenhamos, se você tem mais de 8 anos de idade, o filme é bem raso pela história contada sem quase desenvolvimento de profundidade dos personagens. Aliás, isso até reforça minhas teorias, afinal, trabalhar demais a personalidade de um personagem poderia torna-lo muito pouco sutil, não dando chance às várias teorias que podem surgir. Imagina quantos debates se pode levantar sobre esses pontos de vista? 

Bem mais interessante que ficar pensando em porque Anna se dispôs a casar com o primeiro que apareceu, sem nem conhecer, ou porque Elsa conseguia controlar a criomancia (poder sobre o frio) de luvas e não sem elas... Sacou? Isso faz o filme parecer raso, diferente da minha proposição de que ele tenha sido uma forma subliminar de driblar o conservadorismo da sociedade e sugerir a discussão até entre quem nem percebeu as analogias.

Divertido pensar em pessoas discutindo sobre a solidão de Elsa e a carência de Anna sem entenderem que podem estar defendendo a liberdade afetivo-sexual e igualdade de gêneros, coisa que eu sei que muita gente seria contra só porque acha errado por contrariar a 'tradicional família brasileira' (portuguesa cristã da inquisição dos últimos dias medievais, né?).


Enfim, Frozen é muito mais legal vista por um ângulo assim. Conservadores e discriminadores que se lasquem, o mundo é de quem evolui para o amor ao próximo e Darwin um dia comprova que essa espécie preconceituosa vai sumir por não evoluir (ou não assumir, né... quem desdenha...vai saber). 

Anyway, let it go...


A neve brilha branca na montanha esta noite
Nenhuma pegada pode ser vista
Um reino de isolamento, e parece que eu sou a rainha
O vento está uivando
Como se essa tempestade rodopiasse dentro de mim
Não consegui conter
o céu sabe que eu tentei

Não os deixe entrar, não os deixe ver
Seja a boa menina que você sempre teve que ser
Esconda, não sinta, não deixe que eles saibam
Bem, agora eles sabem

Deixe ir, deixe ir
Não posso mais suportar
Deixe ir, deixe ir
Dou as costas e bato a porta
Eu não me importo com o que eles vão dizer
Deixe a tempestade desabar

É engraçado como um pouco de distância
Faz tudo parecer pequeno
E os medos que uma vez me controlaram
Não chega nem perto de mim
Bem aqui no ar frio, eu finalmente posso respirar
É tempo de ver do que sou capaz
Testar os limites e descobrir
Sem certo, nem errado, sem regras pra mim
Estou livre!

Deixe ir, deixe ir
Eu sou uma só com o vento e o céu
Deixe ir, deixe ir
Vocês nunca vão me ver chorar
Aqui estou e aqui vou ficar
Deixe a tempestade desabar

Meu poder flui do ar até o chão
Minha alma são fragmentos congelados 
Girando por toda parte 
E um pensamento cristaliza
Como um raio congelante
Eu nunca vou voltar, o passado está no passado

Deixe ir, deixe ir
E eu vou surgir como o despontar do amanhecer
Deixe ir, deixe ir
A garota perfeita se foi
Aqui estou, na luz do dia
Deixe a tempestade desabar
O frio nunca me incomodou mesmo

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Um mal dos séculos: Apropriação cultural


Anitta é o exemplo mais atual de apropriação. Para e pensa: Fez de tudo pra garantir uma aparência branquinha, afinou nariz, alisou cabelo, deixou a capa de funkeira pra se afirmar pop e quando está se tornando tudo que a mídia empurrar como bonito e limpinho, aí, quer abusar da sensualidade, dreads, lábios preenchidos e tudo mais? Qual a mensagem? Que ser negra ou afrodescendente não, mas que pode pegar o que for conveniente pra criar uma imagem pré-fabricada.
Quando uma cultura pertence a um grupo representado nas classes trabalhadoras e mais pobres, é normal a sociedade e a própria mídia desprezá-la e até dizer que nem cultura é, ou que é um mal da sociedade. Quantos não falaram e ainda falam que funk é coisa de animal, que é coisa de favelado e de bandido? Aí, de uns anos pra cá, algumas pessoas que nem oriundas dessa cultura são, resolvem dar um gás na comercialização dessa cultura na forma de produtos (artistas e músicas), não porque se renderam ao ritmo, mas porque viram cifrões sobre as cabeças dessas pessoas, e, nada melhor que escolher essas pessoas. Daí aparecem funkeiros brancos, ricos, classe média, do tipo que nunca entraram num baile funk de verdade. O tipo do funkeiro que pode ser adestrado e comandado por eles, sem risco de querer ser autêntico demais e não moldado conforme o mercado. São de ocasião. Isso é apropriação cultural.

Não é porque vivemos numa democracia e que todos têm a liberdade de gostar do que quiserem que o roubo intelectual, moral e comercial não aconteceu. Visto que muito funkeiro aí passa fome enquanto uma meia dúzia é tida como diva, como herói e popstar. É por isso que não se engole essas festas favoritas da vida como legítima manifestação popular. É como você querer o que o pobre tem pra ganhar dinheiro em cima disso, mas sem que o pobre usufrua do lucro que sua própria cultura tem a oferecer.


Aí, contratam esses figurantes de luxo pra vender, massificam a mídia com informações inúteis sobre essas pseudo-estrelas e - ZAZ - nasceu seu produto na pratelheira. Antes do pagode e do funk serem experimentados na mídia, ninguém dava a mínima, era coisa de preto, pobre, gente sem cultura e outras barbaridades... mas quando se tira da mão do pobre e coloca na mão (UIA!) do classe média/alta, filho do diretor, filha da madame, aí, eles tratam a pão-de-ló. Repare nas novelas, por exemplo, quando o foco é a favela... o protagonista é o branco e o preto é o amigo fiel em 90% ou mais das produções. Veja os egípcios (continente africano) da novela bíblica, brancos pintados, diferente de quando os africanos retratados são escravos ou criminosos, aí é preto saindo até pelo telhado.

O problema todo, pra eles, é deixar o pobre subir, quando eles garantem seu protecionismo, aí, eles estão felizes e o pobre fica contente em achar que se vê representado, porque sua música toca na rádio e na balada, mesmo que não seja ele ganhando por aquilo. É assim que vemos essa 'festa na senzala' que é o funk ostentação, os Esquenta da vida e divas pop que nasceram outro dia mesmo, mas já têm panfletagem pra uma era inteira. Rapidamente o histórico de vida simples vira um dramalhão de pobreza e dificuldades (porque o povão adora uma história de superação pra se identificar por catarse).



Quem não sabe que Chuck Berry foi o criador do Rock 'N Rol,
mas, negro, viu seu 'cargo' ser usurpado pela mídia em prol do
branco Elvis Presley, para uma sociedade majoritariamente
branca, um rei ameno e controlável, do jeito que gostavam.
Desde a antiguidade que isso acontece. Não é? Vejamos o europeu roubando as terras e riquezas naturais do índio, do negro, isso, só no Brasil. Quantos não sobem morros pra aprender e depois ganhar dinheiro nas casas fechadas a alta sociedade? Não é roubo cultural? Apropriação? É sim! Não estão compartilhando a arte, estão se apropriando e ganhando com aquilo. Não é um movimento cultural, o pobre que originou aquela cultura não está sendo enaltecido, está sendo mencionado como fato histórico, mas não é o convidado na festinha onde seu esforço é imitado pelo rico que teve a condição de estudar aquilo até parecer com o autêntico. Se for convidado, o pobre deve ganhar o honroso cargo de garçon na festa do rico.

Egito na vida real é africano, na novela bíblica, é branco pintado
de amarelo. Tipo, negros não podem ser reis, só escravos?
E tudo piora quando o pobre é influenciado a achar que tem que ser rico e não a desprezar essa riqueza, porque, a bem da verdade, não faz diferença nenhuma em sua vida, ou não deveria fazer, ou ainda, não faria se o povo percebesse que é só dizer 'ei, ninguém mais vai te seguir, você é que precisa de nós e nós não queremos te servir'... mas sei que é uma utopia e que minha causa é meio que perdida... quem sabe antes do sol explodir e nos engolir a todos, ainda vemos alguma mudança... Até lá, só um bando de hipócritas dizendo que é liberdade e outro bando conformado em ser roubado, sonhando com o dia que vai ser adorado por quem os rouba. Cultura é a maior riqueza de um povo. Por isso fico injuriado.




segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Não compartilhe boatos de internet. Não seja um mentiroso virtual

Uma das principais coisas sobre boatos de internet é fazer com que os mais distraídos tenham um sentimento de urgência e emotividade, pra garantir que o povão repasse rápido e pra um monte de gente. Assim, as mentiras se espalham mais rápido e como a maioria nem se preocupa em saber de onde veio ou se é verdade, o whatsapp, facebook, a internet em geral, vira esse antro de baboseiras.

Mas é fácil detectar esses spam/hoax/mentira/lorota e eu te mostro algumas características abaixo:



1) Senso de urgência - A mentira sempre vem com alguma frase do tipo 'rápido, repasse/compartilhe antes que retirem do youtube/facebook/conchinchina'. Aí, tu tá lá doido pra espalhar uma novidade e ganhar atenção - ZAZ - contou mentira pros outros crente que tá descobrindo ouro no quintal.


2) Senso de emoção - Os textos, vídeos e áudios mentirosos geralmente, vêm com algum apelo emotivo, tipo 'Desabafo de alguma pessoa famosa, de alguém que foi vítima de violência ou é parente de quem tenha sido'. Você tá lá achando que precisa extravasar o estresse do cotidiano e se deixa levar pela visão de vítima que a mensagem traz sem nem saber se a pessoa falou aquilo mesmo.


3) Senso de utilidade pública - Ok, esse é meio que um desdobramento do item 1, mas tem uma leve diferença. Enquanto no 1, a pessoa quer ser o primeiro fofoqueiro bem informado a contar uma novidade, neste item, a marionete pessoa acha que está mudando o país numa dedada (UIA!) no celular. Ingênuo e carente, mas talvez, bem intencionado.



4) Assuntos de interesse comum - O teor desses boatos é, basicamente, algo que a maioria dá atenção porque é coisa que muitos vivenciam e sabem que está perto. Não é como se o ser humano ficasse, de repente, empático ao próximo, mas acaba lembrando de uma experiência negativa e isso dá o impulso de repassar. Algum caso famoso de violência, corrupção política, nomes de celebridades, etc.








5) Senso comum - Esse é o que gera tudo mais, pois é aquele conhecimento que recebemos não sei de onde, mas por ser algo que recebemos desde cedo e com pinta de costume ou tradição, nem temos o instinto de se perguntar 'porque a gente age assim?' ou 'será que isso é certo ou só estamos acostumados?' ou ainda 'será que é verdade? de onde saiu essa história?'.



Enfim, é preciso questionar, contestar, investigar. O google tá aí pra desmentir um monte de notícias. Fala a verdade, onde você se informou pra saber que esse ou aquele boato de internet é verdade? E não é fácil, sabe, tentar estabelecer conversas com quem já chega com mentiras decoradas querendo de fender que são verdades incontestáveis, mas quando a gente pergunte 'onde você aprendeu isso?', a pessoa desconversa, não responde e insiste que aquilo que ela viu por aí é a mais pura verdade.


Não é engraçado e não é porque estamos a um clique de compartilhar que a coisa perde a gravidade ou a importância. Num boato, pessoas morrem linchadas sem motivo, gente inocente vira bandido na boca de fofoqueiro e não podemos perpetuar esse costume de 'ih, diz que é verdade, então deve ser porque uma vez eu vi que aconteceu isso e era verdade?'. A gente não pode ficar espalhando mentiras, por exemplo, sobre um político, só porque em outro tempo um outro político foi culpado.















Precisamos de provas, evidências, coisas que precisem mais do que 'ah, se disseram que é, então deve ser verdade'. Por exemplo, precisamos de verdade e não só de chamadas de noticiários repetitivos sobre um tema. Você ouve desde criança pra olhar pros lados antes de atravessar a rua, mas precisa saber o sentido disso, do contrário, você vai olhar, vai ver o carro vindo e vai atravessar mesmo assim.



Como eu sei que a maioria nem quer ter o trabalho de ler o próprio boato inteiro e já sai repassando, aposto que isso vai continuar por muito e muito tempo. Mas quem quer ter o prazer de dizer que tá colaborando coma sociedade, precisa ler informações em mais de uma fonte, precisa que essa fonte seja confiável e não tendenciosa e ainda ter o discernimento de calcular que pode estar repassando uma mentira mesmo com tudo isso.


É obrigação do cidadão ter essa responsabilidade. Não repassemos mentiras, porque o papel de ridículo é todo nosso quando chega um 'chato' (tipo eu, boa parte do tempo) e lança no meio da rodinha (UIA!) de conversa algum link, revista ou mero comentário desmentindo ou pondo em dúvida aquela certeza que o boateiro acha que tem. Os impressionáveis não são formadores de opinião, só marionetes. Nós não.


Não tem aquele lance que parece interessante, mas que você nem leu e já repassou porque o título parecia promissor? Então, quase certamente é uma mentira e você pode estar cometendo o crime de difamação/calúnia/que mentira/que lorota boa/pega na mintchura. Não seja um criminoso, não seja um tolinho de internet. Lendas urbanas surgem o tempo todo e só crianças deveriam ter o aval pra acreditar em falácias sem questionar porque elas sim têm a defesa da falta de experiência e conhecimento de vida.


 

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Quem não deve... não Temer! Rá!


Derrubaram Dilma Roussef sem provas de nada, muito menos pra uma  medida drástica como um impeachment.

Colocando Temer (que misteriosamente se virou contra ela bem às vésperas do evento), os golpistas disseram em alto e bom som: "Cansamos de perder nas urnas, queremos ganhar no grito".

Não tendo Dilma no caminho, os olhares se voltaram para Lula, pois é especulado há anos que ele voltaria a se candidatar ao final do (até então democrático) mandato de reeleição de Dilma.

Já que Lula se tornou o alvo, os golpistas inventaram N acusações pra minar a opinião pública sobre ele (onde também ganha com folga desses vampiros), culminando com a medida arbitrária de Sergio Moro, condenando-o a uma prisão sem sentença.

E o que isso faria, já que é 'mole' reverter uma prisão ilegal como essa? Eles ganham tempo. Isso complica a vida de um candidato a praticamente um ano das eleições. Daqui a pouco começa o tempo de inscrição, campanha, etc... e eles colocam essa tora fumegante no caminho do candidato mais cotado a vencer.

Ah, não esquecendo que colocaram uma tora fumegante e revestida de carne estragada na estrada do Temer e do Aécio também... Mas eles inventaram um circo público de votação sobre investigar ou não o presidente golpista, onde prevaleceu o NÃO (investigar).

O que isso quer dizer? Quem não deve, não Temer. Rá! Falando sério, Lula foi preso por nada e tá aí, respondendo a essa palhaçada como o moleque nerd do filme anos '80 que apanha do valentão babaca, e Temer fica escondido atrás de uma falsa democracia?? Sim. É mais uma etapa do golpe.

E tenho certeza de que se Lula, ainda assim, conseguir êxito nas eleições, vamos voltar para a década de 1960 um dia depois, se não no mesmo dia. Vão vir com o mesmo papo de toda ditadura, onde criam um monstro externo (crise, comunismo, PT), alardeiam a população impressionável (inventam lendas urbanas propagadas pela mídia convencional) e tomam o poder, fazem o que querem do cidadão/trabalhador e o povão vai na onda do 'é tudo ladrão' e nem percebe de onde tá vindo a dedada... no olho... da cara.

Ninguém delatou Dilma ou Lula e rapidamente levantou-se um impeachment pra um e uma prisão pra outro. Só pra chatear, manchar e difamar sua oposição. Temer foi citado em denúncias sérias de corrupção e nem um inquérito eles abrem. É muita má vontade, nem pra fingirem que rolou um processo pra absolve-lo (que é o que eu imaginava, já que depois que dão um golpe, a gente pode esperar qualquer m... deles).

Pensa comigo: Se ele (Temer) se torna inimigo de Dilma e Lula, mas seu ciclo de aliados é composto por Bolsonaro, Aécio Neves, Sergio Moro, Eduardo Cunha e essa turma, ainda sendo do mesmo partido de Sérgio Cabral Filho, Eduardo Paes e Pezão... faça as contas e veja bem quem você pode estar apoiando. Vê legal aí se o seu remédio não tem um desenho de caveira com ossos cruzados no rótulo... Porque vai piorar quando esquentarem o bumbum no trono do poder absoluto de quem decide tudo sem largar do osso. Olha os retrocessos que tivemos em meses de Temer presidente. Só olha.


 No mais é: Parabéns, golpistas, fingiram bem estar preocupados com a democracia, votando pra blindar seu presidente de cera. Se gostassem de transparência, fariam uma audiência pública televisionada com perguntas neutras (de gente competente, hein, nada de amiguinhos convenientes) ao seu chefe borra-botas.

Desde as SMS's milagrosas prometendo prêmios a quem não participou de promoção alguma que eu não via um golpe tão descarado e fajuto.

Esse golpe é tipo aquelas quinquilharias que o Coyote encomendava pra pegar o Papa-Léguas. A diferença é que na vida real, os coyotes conseguem, se não pegar, pelo menos neutralizar sua presa. mas vamos ver, os tempos são outros, de repente a reação não fica por isso mesmo.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Hollywood e o Machismo nosso de cada dia


Moça, pode ficar na frente, eu tô ganhando mais que você mesmo.

Cada vez mais e mais mulheres estão abrindo a boca para denunciar a covardia do machismo. Seja por vias físicas (assédio/agressão), seja por vias indiretas (tratamento diferenciado) e todas com o impacto no psicológico. E é bom que mais mulheres tomem coragem para se manifestarem, pois assim servem de exemplo para outras que estejam em condições de botarem a boca no trombone também, mas podem estar oscilantes entre o silêncio e o protesto.


Para dar exemplo na importância de se expor esse mundo convenientemente escondido (para o machista), vou citar duas matérias que li recentemente sobre escândalos de denúncia de machismo em Hollywood... Sim, a terra encantada do entretenimento e da fantasia é um porão cheio de sujeira que muito se preza em esconder pra manter as aparências e ‘parecer’ legal. Bem, eu poderia apenas citar o tanto de aspirantes a artistas ou artistas falidos que apelam para drogas, prostituição e produções de procedência altamente duvidosas, mas não... vamos aos ‘faCtos’.


Hollywood, como um espelho do resto do mundo, é um antro de desigualdade para mulheres, gays, negros, idosos e outros grupos que fogem a seu ideal veladamente ariano. Veja bem que o ideal ariano é tão absurdo e descarado que até nos países onde esse tipo é minoria (cof Brasil, cof) esse tipo é adorado como o exemplo de beleza enquanto que nós, ‘outros’, somos os exóticos, feios, porém curiosos, mesmo sendo maioria... coisas de um sistema criado pela minoria e empurrado mente a baixo como quem conta uma mentira a uma criança para controlar seu pensamento, comportamento e ter sempre uma carta na manga, mas estou divagando...

A questão é que, voltando ao assunto, a mulherada tá jogando no ventilador mesmo e eu vou falar sobre isso já, já. Várias atrizes, assim como a figurinista brasileira, Su Tonani (no caso ‘Zé Mayer’), abriram o verbo sobre os abusos que sofreram. E tem de tudo, tem atriz alegando que não consegue muitos papéis porque não aceita fazer os ‘favores’ que são pedidos, têm aquelas que afirmam terem sido abusadas sem exatamente perceber – testes com exigência de nudez ou simulação de sexo – e até ameaças diretas depois de negativas femininas para os assédios.


Foi o caso de Mila Kunis (Cisne Negro) que ouviu uma ameaça de que nunca mais trabalharia naquela cidade depois de se negar a passar por uma situação humilhante. Ela denunciou e viu que não foi esse fim de mundo todo, que voltou sim a trabalhar e que não tem que se sujeitar a essas situaçõies vexatórias e degradantes para agradar a machista. Estão tão acostumados a se sentirem donos da mulher que acham que é só dizer depois que era uma piada, que era carinho e tudo segue, a mulher silenciada e devastada no psicológico e eles sorridentes que por mais uma vez sua covardia passou batida como mera ‘coisa de homem’.

Isso nos leva a outra situação que ocorre muito ali e no mundo: Diferenças salariais e de tratamento. Zoe Saldaña afirmou que ao fazer sugestões em uma produção de que participava, ela ouviu que era pra ficar calada e ser gostosa em trajes provocantes, que era pra isso que fora contratada, enquanto os homens envolvidos na situação davam seus pitacos e eram ouvidos na hora. E outros casos envolvendo estrelas também deram esse ‘mal contato’. E algumas das diferenças são absurdas, se prestarmos atenção nas mulheres com remunerações baixas, comparadas a seus companheiros de cena homens.

Dr, sinto como se houvesse um abismo entre nós... se chama diferença salarial. 

Veja só, Charlize Theron teve que brigar pra ter o salário equiparado ao de Chris Hemsworth, em O Caçador e a Rainha do Gelo. Podem me dizer que Chris é uma estrela de visibilidade por estar sob os holofotes como o Thor, da Marvel, mas É a Charlize Theron, cara! Ela ter que brigar pra equiparar um salário é tão absurdo quanto Tom Cruise e Brad Pitt ganharem o dobro que suas companheiras de cena em De Olhos Bem Fechados e Sr. E Sra Smith, respectivamente. Ainda mais se lembrarmos que suas companheiras de cena eram suas esposas, na época. Tá, no caso de Brangelina ainda era só o começo, mas... né?

Outros exemplos existem e muitos outros ainda vão acabar existindo entre A Senha: Swordfish, onde Halle Berry, mesmo com um bônus pra mostrar os seios em uma cena, ainda não chegara à metade do que John Travolta ganhou, e a recente notícia de que Gal Gadot (Mulher-Maravilha) teria ganho uns 2% do que Henry Cavill (Homem de Aço) teria ganho. A questão é: Será que essa rapaziada não poderia chegar e dizer ‘ei, porque elas vão ganhar menos pelo mesmo trabalho?’. Sei lá, não sei dos bastidores, mas é muito estranho haver diferenças milionárias entre pagamentos a homens e mulheres, eelas reclamarem, mas seus colegas não.

Linda, deixa que eu pago a sua comanda na boate. 
Concluindo: Não adianta as, relativamente poucas, mulheres abrirem o palavreado sobre o 
machismo e os colegas não assumirem a postura de apoiadores, Elas acabam falando sozinhas e muitas ficam inibidas, com medo do julgamento da sociedade e de retaliações profissionais, parecendo as chatas e os caras que deveriam dar suporte a isso, ficam ali, não sei se com medo de parecer chato junto com elas ou se estão compactuando. Aliás, acabam compactuando, não se sabe bem se conscientemente (de forma sonsa pra se manter bem com contratantes), involuntariamente (por omissão) ou se nem se interessam nessa parte do processo... Particularmente, acho que é um pouco de tudo e mais do primeiro, ficando aquela sensação de ‘farinha ‘pouca’ meu pirão primeiro’.

Fontes:

http://revistamonet.globo.com/Listas/noticia/2017/06/diferencas-salariais-entre-homens-e-mulheres-em-hollywood.html

http://revistamonet.globo.com/Listas/noticia/2017/07/atrizes-que-denunciaram-episodios-de-assedio-e-machismo-em-hollywood.html