Crônicas, divagações e contestações sobre injustiças sociais, cultura pop, atualidades e eventuais velharias cult, enfim, tudo sobre a problemática contemporânea.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Rodrigo Hilbert tinha urgência de matar pra se alimentar!(?)


A blogueira Keila Jimenez, do R7, lançou um texto defendendo Rodrigo Hilbert (aquele boneco de cera casado com o outro boneco de cera, Fernanda Lima). Hilbert selecionou, matou, desossou e cozinhou o filhote e isso chocou muita gente. Não vou ser hipócrita de falar que matar o bicho em si foi o problema, pra mim. Existem camadas a se analisar.

A blogueira defendeu que carne não dá em árvore, logo, não tem nada de mais em matar um bichinho da natureza pra comer. Ok, eu entendo e confesso que se dependesse de abater um bicho, eu mesmo nem olharia pros churrascos, X-tudos e demais guloseimas à base dessa matéria-prima, mas, já disse, há camadas.

Por exemplo, eu não mato nem barata se não estiver muito perto e a única vez que matei um rato, quase rezei uma missa (mas era invasão de domicílio, a lei me permite defender a segurança e a saúde dos meus. Rá!). Ou seja, o carneirinho não era uma ameaça e não tem porque querer mostrar um abate na TV assim.

Nenhuma dona-de-casa vai ao mercado comprar ovelhinhas já pensando em sangrá-las abrindo o apetite e se fosse pra mostrar a boa procedência, ainda teria que ultrapassar as mentiras que a TV pode contar, ou mesmo, se fosse convincente, Tony Ramos estaria vendendo boi levando machadada entre os blocos do JN, antes do contratante sair entregando a tchurma toda. (Frib)Oi?

No geral, a autora do manifesto ainda levantou aquela comparação tosca de que com tanta corrupção e violência por aí, indiciar o belo mancebo (UIA!) é um exagero... Bem, se um crime tá acobertando outro, eu levantaria a polêmica simples: Roubar é crime, mas matar também não é? Que necessidade de sobrevivência urgente o bonecão teve?

Enfim, como eu já disse - mas sempre tem um que não lê o texto todo - eu sou onívoro (ou seja, como de tudo, UIA!²) e carne está inclusa nas minhas opções, mas se o cara quiser matar um boi na minha frente, ah, amigs, vai ser bizarro. Então, galera, indicia sim, porque eu não quero nem ver se a moda pegar e começarem a praticar aquelas coisas de servir lagosta viva, pro bicho ver você comendo suas entranhas, ou mesmo se alguém começar a achar que dá pra fazer o Hannibal Lecter e rachar uns miolos com o próprio dono da cuca cozida... Hmm... Mestre cuca soa um trocadilho possível, hein... Falando em trocadilhos... 

É só. Ninguém pediu, mas falei assim mesmo. Rá!

terça-feira, 20 de junho de 2017

Crise econômica no Brasil? Desde 1500, véi...


"Ain, o Brasil está em crise!". Aposto que o primeiro a falar isso foi um índio, muito antes de ser chamado assim. Jovem, o exato momento em que começou a crise do Brasil foi quando o primeiro português falou:

'Ei, Majestade, vou ali roubar, vender, violentar e dominar ideologicamente tudo que tem naquelas terras por tanto tempo, que quem for nascendo vai achar até que é obra da natureza.'

O capitalismo É, em sua essência, feito pra que haja competitividade, pois se houvesse iguais condições, empregos e grana pra todos, seria socialismo e é isso que eles combatem, pois, se não tiver grana concentrada numa minoria e escassa para a maioria, como saberíamos quem é a classe dominante e quem é a mão-de-obra que os sustenta?

Sabe as pessoas que inventam que têm uma parada maneiríssima só pra fazer quem não tem se sentir por baixo? É isso, só que envolvendo vidas, fome, violência e falta de educação. Eles têm, inventam o que querem e dizem que é crise...
A gente é pobre, minha gente, a gente vive crise todo dia desde que nasce. Crise é pra eles, porque esse sistema capitalista já provou que não deu certo, pois, de tanto inventarem suas regras, ficaram escravos de conceitos e objetos que só valem porque a maioria ainda não pensou 'ei, e se nós mandássemos eles pra'quele lugar e criar nossa própria parada aqui?'


Mas não vai rolar, porque, como falei, o capitalismo e seus senhores de engenho vão ensinando pela TV que ser rico é que é o maneiro, mas só debaixo de suas asas. Lampião, Antônio Conselheiro, Zumbi e outros mostraram que não era preciso viver sob botas ricas bebendo cachaça entre chicotadas pra ser feliz, mas a mídia é da mesma classe dos que dominam. Já reparou que os ricos sempre são intocáveis e legais nas novelas? Já reparou que as novelas de época só mostram o lado legal do europeu, o mesmo que escravizou povos e roubou suas riquezas? Já reparou que se um artista faz ou fala m... o instinto da maioria é duvidar que aquela celebridade sorridente possa errar?

Pois é, aquelas coisas de Paris... ou Lisboa...

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Gal Gadot: A Mulher-Maravilha

 

Estou adorando Gal Gadot como a Mulher-Maravilha do atual cenário de filmes baseados em personagens dos quadrinhos. Acho que nenhuma outra atriz – depois de Linda Carter – me convenceu tanto como a heroína grega em live-action. Ela já está na minha preferência tanto quanto Christopher Reeve nos convenceu enquanto Superman ou Chris Evans como Capitão América (volto nesse tópico em outro post).


Claro, tudo é alegadamente questão de gosto e gostos são opiniões que construímos ou nos são empurradas pelos meios externos. Da mesma forma que pra um cidadão achar que cor de pele, textura de cabelos ou comprimento de roupas podem ser coisas certas ou erradas de acordo com o que foram acostumados a ver nas ruas, em convívios sociais, TV, revista e cinema, também há a contestação do que já é estabelecido como padrão de comportamento.

E o que quer dizer essa falação toda, Saga? Bem, gafanhoto, eu estou aqui falando de como Gal Gadot me convence como a Mulher-Maravilha. Busco ver num personagem aquilo que o personagem me oferece. Assim como não me importa se o Tocha Humana for preto, branco ou indiano – desde que ele seja um garotão fútil, mas de bom coração e princípios heróicos com poder de combustão – também não me importo que a Mulher-Maravilha seja uma jovem de biótipo mais esguio do que se espera de uma guerreira e vou dizer porquê no próximo parágrafo.

Assim como Reeve malhou, mas não pra ser um halterofilista, Gadot não precisa ser uma brutamontes do MMA para ser a princesa de Themyscira. Pensa só, por mais que Superman e Mulher-Maravilha trabalhem usando de muita força física, carregando aviões pelo ar (sem desequilibrar, hein, puxa!) ou detendo desabamentos, são personagens que já possuem uma força descomunal, o Super por causa de sua biologia kriptoniana e a Magavilhosa, por ser uma semi-deusa (tanto na versão antiga onde era um preparado do barro até a versão recente das HQs, onde é filha de Zeus com Hipólita, rainha das amazonas).


Estou dizendo que mesmo com todo o treinamento pesado que a princesa amazona precisa, sua natureza quase divina já lhe dá força sem precisar necessariamente partir de músculos bem trabalhados. Lembro que na minha vida nerd, já fantasiei (UIA!) vários personagens na pele de atores ou personalidades que achava mais a ver. E, falando de Diana, eu já imaginei algumas mulheres vivendo as aventuras dela e a mais cotada, se eu fosse produtor, seria Lucy Lawless, aproveitando o sucesso de Xena e o respeito que a atriz impunha como uma princesa guerreira. Mas eram outros tempos, pena que no auge da forma física de Lawless os filmes heróicos tenham sido uma bagunça (alô, Bátima e Róbiii!), além de eu adolescente, me deixando levar pelas trolhas dos anos ’90, onde formas e trabucos valiam mais que conteúdo.


Gadot tem aquele olhar incrível de uma mulher valente, poderosa (e empoderada) e ao mesmo tempo, é uma menina curtindo fazer o que gosta, lutando pelo que acredita. Fico muito feliz com a escolha da atriz e com o desempenho que está tendo. E lendo um pouco mais sobre ‘aquela atriz-modelo que conheci como quase uma figurante em Uma Noite Fora de Série’ (com Steve Carell e Tina Fey), é simplesmente A Mulher-Maravilha. Reúne a capacidade interpretativa, já foi miss, modelo e treinada pelo exército israelense. Tipo, cara, achar que ela não convence só porque não é a (já falecida) lutadora de WWF Chyna é ser muito superficial, além de quase pedir pra voltar aquele tempo em que a fidelidade visual importava mais que a essência dos personagens (sim, Homem-Aranha-deprê-e-sem-piada—metido-a-Superman-sem-capa, do Sam Raimi, estou apontando pra você agora).

 
Enfim, o que atraiu em Christopher Reeve é o que me atrai para Gal Gadot (hmm, maroto!), ou seja, é olhar para o artista caracterizado e ver aquilo que passou anos lendo nos gibis, aquela sensação de ‘caraca, acertaram em cheio!’. Desde a primeira aparição de Gal, em Batman VS Superman – aliás, ela foi a melhor sacada do filme – que eu gostei e não contestei nem por um segundo. Nem por ser esguia, nem por não ter exatamente os traços ‘mediterrâneos’ que uma mulher grega teria (ah, os estereótipos empurrados pra aceitação do senso comum do espectador), muito menos por sua atuação. Não é como Robert Downey Jr, que tornou Tony Stark em... Robert Downey Jr (sim, leia algo do Homem de Ferro antes de 2008, quando saiu o primeiro HdF pra ver como o personagem era).

Enfim, Mulher-Maravilha/Gal Gadot dá vontade de assistir a uma série diária com a personagem e essa pode influenciar a MM dos quadrinhos no que quiser a partir de agora. Não só porque eu seja fã da personagem, da sua concepção como modelo do que há de certo ou porque eu goste da ideia de uma mulher sendo a perfeita personificação da diplomacia e do poder de lutar pelo que é certo no mundo, mas porque a menina Gal passa tudo isso sem cair na muleta conveniente que muitos atores caem, apenas vestindo uma roupa espalhafatosa e repetindo bordões. 


Ela passa o que uma jovem princesa guerreira e semideusa com ideais de paz e igualdade precisa e não só belas cenas de ação ou - pior, se fosse o caso - apenas posições acrobáticas pra pagar calcinha. Ela é um ícone para meninas e nem por isso se torna um estereótipo de 'coisa de menininha' a ponto de espantar os meninos. E mostra como um ser incrivelmente forte não precisa de músculos quando tem a força de uma divindade mitológica olímpica. Parabéns aos envolvidos.    
  

sábado, 20 de maio de 2017

Agentes Smith existem e usam redes sociais!!





Bem, vamos a uma definição rápida do conceito de Agente Smith: Smith é um personagem da franquia Matrix, baseado em agentes de segurança que protegem o sistema de neuro-interação e manipulação da mente humana (a bendita da Matrix). Basicamente, os agentes da Matrix agem como um antivírus combatendo qualquer ameaça ao bom funcionamento do sistema (por isso combatem os humanos que conseguem se desconectar de lá e enxergar o mundo real). Imagine o Windows detectando um arquivo maldoso e mandando seu firewall bloquear. Smith é o líder desse firewall.

Mas há uma curiosidade em Smith que é, não só conduzir os agentes na eliminação do perigo a seu sistema, como ele pode se replicar onde quer que seja necessário para seu trabalho. Assim, se um humano desconectado invade a Matrix pra resgatar alguém, por exemplo, qualquer pessoa por perto se transforma em um agente preparado pra lutar contra esse humano. Morfeu chega a dizer, no treinamento de Neo, que se você não é um humano desconectado, você é um agente em potencial. Um inimigo latente. Comprova-se isso na perseguição dos agentes a Neo, no terceiro ato do filme, quando ele percorre um prédio e até uma pacata velhinha cozinhando se torna um agente e usa a própria faca de cozinha como arma.


E porque eu tô falando horrores sobre o maléfico, porém carismático personagem? Porque as pessoas da vida real estão se tornando Smith em uma proporção nunca antes vista. E a 'culpa' é da internet. Bem, a última frase foi uma ironia, já que a internet é, no máximo, uma granada, quem detona ela e espalha seus pedaços no ar é quem usa. Onde for. Já reparou como antes as notícias corriam de forma mais lenta, mais controlada pelos meios de comunicação convencionais, por tanto, mais centralizadas? Pois é, isso é, de certa forma, uma herança do nazismo. Sim, um grande propagador dos meios de comunicação em massa foi... ele mesmo. Que melhor estratégia do que empurrar uma ideologia de forma massiva por meio de um só tipo de fonte?


Sendo assim, o que acontece, ainda, no Brasil, é o modelo modernizado dos MCM (meios de comunicação em massa), com os mesmos poucos grupos dominando a fonte de informação para a grande massa da população brasileira. O que significa, Saga? Titio Saga expRica: Significa que é como se em 200 milhões de pessoas, apenas 10 tomassem pra si o dever de informar a todos. Deu no que deu, um monte de lendas urbanas, mentiras, bandidos retratados como heróis, verdades escondidas e até distorcidas e por estar na TV/Jornal/Rádio, o ser humano médio acaba comprando tudo como verdade absoluta, como se a TV fosse uma força da natureza e não um instrumento usado por pessoas iguais a quem assiste, só que com intenções e interesses escondidos.


E as pessoas podem até não ter culpa, por ingenuidade e inércia mental talvez, mas não por más intenções. Mas, no fim das contas, essa falta de culpa voluntária acaba sendo o momento em que agem feito agente Smith. Quer um exemplo? Tiraram, NO GRITO, uma presidenta da república e as pessoas ainda ficam compartilhando piadinha sobre suposta corrupção de Lula. Não percebem e nem questionam os motivos de tirarem Dilma da presidência e ainda colocam no mesmo balaio a recente delação sobre Temer. Ou seja, pegaram Superman e Lex Luthor, classificaram os dois como corruptos e continuam fazendo piada como se fossem iguais. Haja montagem de whatsapp/facebook pra essa gente compartilhar sem saber que Temer e companhia enfiaram a trolha em seus... umbigos JUSTAMENTE depois de tirarem Dilma e Lula do topo.


É como eu falo, pra cada compartilhamento irresponsável dos metidos a engraçadinhos, deveria nascer uma verruga no formato de um pênis bem na testa do desinformado. Só pra essa pessoa se tocar e refletir: "É, talvez fosse melhor pesquisar sobre um assunto em vez de apenas querer ganhar visualizações de internet, só pra evitar que uma M... aconteça".


Conclusão: Assim como uma doce senhorinha estilo Palmirinha se tornou um nocivo agente da Matrix tentando matar Neo, pessoas que se acham boas cidadãs se tornam nocivos propagadores de mentiras, piorando ainda mais a pouca capacidade informativa e contestadora da grande população do país. E num país onde a grande maioria é pobre e academicamente mal formada, esse tipo de atitude só eleva os índices de analfabetismo funcional e político. Eles vão ficar repetindo 'contra isso tudo que tá aí' e 'político é tudo ladrão', porque é isso que os defensores dos Abomináveis Aécios das Neves e Temereis da vida querem. Quando Ronaldo disse que a culpa não era dele, que ele votou no Aécio, ele fez papel de idiota? Fez já na época, mas agora que seu cupincha caiu, é mole dizer que ninguém presta. Assim, você se camufla na multidão e foge de confessar que defendeu o lado errado antes.  

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Bolsonaro: Não é posicionamento político, é falta de caráter e respeito

Jair Bolsonaro esteve recentemente diante de membros de uma entidade hebraica propagando seu racismo, homofobia, misoginia e a imbecilidade que engloba todo esse retardo mental seletivo do ser humano social (para risos da platéia, o que me preocupa muito, em se tratando de integrantes de um grupo que sofrera com o mesmo ódio, no caso, o nazismo/fascismo).

Ele é um imbecil porque quer, e defende-lo apenas faz com que brotem mais imbecis. Tratá-lo como 'figuraça' só porque ele fala o que muitos pensam, mas não têm a mesma cara de pau de falar é banalizar um crime atrás do outro, é endossar a violência que esses grupos ofendidos (negros, gays, mulheres, pessoas em geral) por ele sofrem por aí na rua todo dia.

Aliás, Bolsonaro não é extrema-direita, é extremamente verme. Não é um posicionamento político isso que ele propaga. É falta de caráter e de um mínimo respeito pela vida alheia, pelo ser humano. Pra mim, poucos são indefensáveis como esse monstro fascista. Parabéns, Bolsonaro, entrou para o rol das maiores aberrações que uma vida em sociedade pode criar. E parabéns a seus defensores e apoiadores, pois nunca tinha visto uma devoção tamanha a um pedaço de bosta como estou vendo.

Mas e daí, é liberdade de culto, né? Você adora bosta, adora artista, adora marca de roupa... A cocaína tá aí há tempos com um grupo de seguidores que não cessa, por exemplo. Não quer dizer que seja bom, só que tem adeptos. Mas respeito mais um doente viciado, porque ele tem um problema que pode ser curado. Bolsonaro e seus asseclas não. Esse tipo de xiita não tem conserto.

Não me importa se mesmo depois do golpe você ainda acha engraçaralho ofender Lula ou Dilma (ignorando que quem tá enfiando o pé-de-cabra no seu rabo é o outro grupo, o que DEU o golpe e não quem saiu), o que me importa é fazer a seleção natural que a natureza não fez, deixando bolsonaros e bolsonecas para trás na história (pelo menos no meu perfil de facebook).

Dentre outras, Bolsonaro se referiu a 'fraquejada' ao falar que de seus cinco filhos, a caçula é uma mulher, usou a unidade de medida de peso 'arroba' (usada comumente para gado) ao falar de comunidades quilombolas e disse que de reservas indígenas, quer a desocupação de lá dos nativos brasileiros porque estão sobre agluma riqueza que ele poderia explorar, vindo a ser presidente. É tão alucinado esse lunático que promete liberar porte de armas de fogo a cidadãos, corte de verba para ONGs, enfim, o Brasil naquela pindaíba violenta e falida que era na ditadura, sob a maquiagem da mídia apoiadora de golpes políticos (globo, sbt, record e band, estou apontando pra vocês agora). 

Aquilo tudo que qualquer candidato retardado faz, porque seus fãs, igualmente retardados acreditam e não sabem quais são as atribuições e área de atuação de um presidente, achando que presidente é uma espécie de dono da fazenda, rei do castelo, sei lá. Não me incomodaria se Bolsonaro fosse só um maluco falastrão, o que assusta é que tanta gente - muitas por perto - dão razão a ele. Hitler deve estar rindo horrores no inferno católico. Aliás, quem garante que saindo da sede da Hebraica-RJ, ele não voltou no carro fazendo piadas nazistas com sua plateia de lá, aqueles que riram como se ele fosse um comediante de stand- up da nova geração? 

Quer defender o Bolsonaro? Mesmo com tudo que ele fala e faz contra a sociedade, com seus preconceitos criminosos e com apoio de muito pseudo-líder religioso manipulador da fé e da (falta de) auto-estima alheia? Beleza.

Se você é do tipo que fala "caraca, ele é maior figura", "ele me representa", "ele fala o que eu penso", "Bolsonaro presidente"... Só me avisa nos comentários pra eu fazer uma parada aqui, rapidão. 

Valeu? Valeu.

José Mayer, machismo e os panos quentes da globo



Uma figurinista da Globo denunciou o ator José Mayer por assédio sexual/moral e o assunto tem ganho as manchetes, chamadas, redes sociais e Marte (ou melhor, Vênus). Ok, foi muito legal ela ter aberto o verbo sobre a situação, principalmente contra uma pessoa famosa de uma emissora mais famosa ainda. Ocorreu tudo que a gente espera, como a parte denunciada amenizando suas ações, coleguinhas defendendo e depois desmentindo o apoio quando a proporção fica um pouco maior e mais séria, a emissora dando um gelo no funcionário abusado e, por fim, o afastamento dele pra gente ver que a emissora toma atitudes corretas e éticas, mas só depois que a bomba estoura e não satisfaz mais o basicão da resposta pré-fabricada padrão: “Somos contra o que é feio e errado, somos legais e continue ligado em nós”.

Acontece que um outro funcionário famoso da emissora fez lançar uma nova luz sobre o assunto. Aguinaldo Silva, autor de novelas como Tieta, A Indomada e Senhora do Destino entre muitos outros sucessos, também abriu o verbo. Segundo o blog de Keila Jimenez, o escritor veio a público afirmar que muitos outros casos como o de Zé Mayer ocorrem na surdina e são abafados, não só pelo interesse da emissora em evitar escândalos que manchem (mais ainda) seu nome, mas também por chantagens das partes assediadas. Numa postagem recente, Silva chega a dar dicas de como se respaldar pra não cair nessas armadilhas, de possíveis vítimas ou maliciosos já interessados em fazer seu pé de meia por meios pouco ortodoxos.

Aguinaldo Silva, autor. 

Sinceramente, não sei se o autor falou em tom de denúncia ou se ele se viu no lugar do denunciado, já que muita gente tem lembrado de notícias de alguns anos sobre diretores propondo os famosos testes do sofá (saca, aquele lance de arranjar um pistolão, e não estou falando de currículo favorável), mas pouco importa neste momento. O fato é que existem mais casos por aí, como é de se imaginar numa emissora que prega subliminarmente racismo, homofobia, machismo, etc. Provas? Eu não tenho nada, só o que leio pra fazer minhas reflexões. A questão é que sim, concordo que tenham usado Mayer como bode expiatório, mas nem de longe isso faz dele algum tipo de vítima. Ele é tão vítima por ter sido afastado das produções globais quanto Sergio Cabral é vítima por ter tido a cabeça raspada quando preso por corrupção, estelionato e aquelas coisas de Paris.

Agora, o que é meio curioso é que a Globo foi prontamente afastar Zé Mayer da grade da emissora, mas não promoveu uma real punição, afinal, se fosse um Zé das couves apalpando uma funcionária de serviços gerais no trem, seria até linchado. Além de não punir exemplarmente, o que mostra que o afastamento do ator foi puramente uma medida de proteção à imagem dele e da própria globo, a emissora comprova que está cagando para a figurinista. Veja bem, a globo é tão contra o assédio sexual de seus funcionários que não pune o culpado e ainda mantém em um de seus programas mais assistidos um participante abusivo que demonstra estar a um passo de partir para a agressão física. Lembrando que dedo na cara, ameaças e gritos já são, por si só, formas de agressão.

O BBB17 está mais dando notícias do casal abusivo do que outra coisa e a globo não intervém, ou seja, está gostando do circo de horrores e da venda barata de escândalo ‘doméstico’ pra reter audiência. Nem vou cogitar ser uma tática, porque está explícito que isso é o que está movimentando o programa e a audiência, já que nada mais sai de interessante dali, numa edição que já tentou de tudo pra bombar  alcance de público e retorno de patrocinadores. Perceba que um participante usa de todos os procedimentos opressivos pra cima de uma jovem e ninguém da emissora faz nada.

BBB17: Marcos em franca atitude opressiva abusiva machista pra cima de Emily.

Vai que assim, se concretiza a profecia de que Emily seja a campeã, pra compensar a opressão que está vivendo na casa mais preconceituosa do Brasil, mas ainda seria pouco. Veja bem,  eu não assisto globo, SBT, Record nem ninguém desses, mas leio muito sobre cultura pop, acesso noticiários e muitos esbarram nessas mídias, então, acaba que não dá pra eu ficar muito longe desse universo, nem me interessa, porque nesses momentos a gente precisa ter alguma informação pra analisar.

E a minha é essa: Novelas possuem cerca de 80 atores no elenco, onde de 4 a 8 são negros e apenas uns dois desses conseguem ser escalados para protagonistas e/ou personagens com alguma representação positiva, de resto, é empregada sem passado e sem futuro, alívio cômico, amiga burra de protagonista branca (até quando a história se passa em favela) ou bandido. Também vemos que mulheres, geralmente, vivem pra arranjar um marido, por amor ou por dinheiro, gays não possuem vida normal, sendo apenas amigos escalafobéticos de heróis e vilões e por aí vai.


Então, a globo não me surpreende em apenas descansar a imagem de um ator acusado de assédio sexual. Ela mesma vem protegendo todo tipo de preconceito porque isso faz parte de sua própria postura. Sabe quando você acha que o pai vai castigar o filho levado e ele apenas diz ‘que feio, não tem viagem pra Disney esse ano’? Pois é. Protegem aos seus que protegemos os nossos. Eles são parte e apoio do sistema opressivo que vivemos.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Desdobrando: Capacidade interpretativa de um revoltoddy fascista



Há alguns dias, eu escrevi sobre o comportamento carente afetivo das pessoas que simplesmente repassam notícias de whatsapp e facebook como verdade só pra terem a necessidade de atenção suprida. Pra se sentir um super herói da informação, sendo o primeiro a contar uma novidade, o que, na cabeça dessas pessoas, vai torná-las mais amadas. NINGUÉM LIGA! Se for outro carente, vai repassar como se fosse uma novidade ainda e se não for carente, talvez, tenha bom senso de não repassar porque pode ser mentira, já que boatos de internet são feitos para parecerem atraentes e urgentes. “Repasse já, antes que apaguem, foi um amigo ontem, um deputado hoje, mexe com seu dinheiro, foi perto da sua casa, etc...”. Sempre algo que parece ser caso de vida ou morte e os carentes vão...

Mas além de carentes, neste caso, também junta outra doença mental dos tempos de redes sociais: Os revoltoddys sócio-políticos formados pelo instituto JN/Veja de sociologia e ciência política. O que significa? Que são aqueles revoltadinhos ‘contra isso tudo que tá aí’. Saca, aqueles que rosnaram pra Lula e Dilma por anos e agora que foram defenestrados (temporariamente, se deus quiser), ainda são alvo das piadinhas e ofensas, como se o cara que realizou o sonho reaça de tirar o PT do governo não fosse o real responsável e a principal cara de uma galera, que só existe pra atrapalhar a vida do pobre.

Juntando esses dois, dá um resultado indigesto. Postei aquela foto ‘printada’ em que dois policiais executam dois caras caídos e deixei bem explicado que não se tratava de defender criminalidade nem nada, pois, se fossem dois bandidos, que fossem levados à lei, afinal, eram policiais fardados ali. A PM não pode chegar atirando em gente caída, pois se não é confronto, não é caso de legítima defesa. Não era ‘eles ou a polícia’. Mas o problema que levantei foi o fato de pessoas estarem repassando fotos de gente atribuindo xingamentos e crimes sem qualquer prova, praticamente incriminando essas pessoas por filmarem e divulgarem essa ação da polícia.

Na ocasião, compartilhei no meu Facebook e frisei que não era sobre os executados serem criminosos ou não, mas sobre compartilhamentos falsos que podem estragar a vida de inocentes, só porque algum defensor de execuções sumárias não gostou de ver um malfeito do estado ser publicado. Ali, veio gente no meu face comentar coisas como ‘foram tarde’ ou ‘eles mereceram’. O bizarro é que é gente que tem parentes pequenos que estão totalmente passíveis de levar uma dura mais futuramente desses policiais mesmo, se bobear, só por serem pobres e pretos andando por aí sem coleira. Sem contar que ficou na cara que ou não leram meu texto e comentaram só olhando a foto do link ou leram e – pior – NÃO ENTENDERAM NADA! Só ódio imposto pelo senso comum e um analfabetismo funcional de interpretação de texto.

Aí, sai a notícia de que um dos tiros que atingiu a menina Maria Eduarda, em Acari, saiu de uma arma policial. Isso, momentos depois de eu ter lido no Extra que um dos tiros saiu de uma arma calibre 7.62, de uso policial, mas também de posse de bandidos. Como um colega escolado na vida de comunidade falou, é um atirando e o outro respondendo e quem tá no meio tá arriscado. Ok. Então, essa certeza de que a polícia é o superman e os bandidos são o coringa não procede, principalmente pra mim, depois da 18º dura que levei, antes mesmo dos 21 anos, e também longe de mim dizer que bandidagem é o Zorro ou o Bátema, que chegam na surdina e salvam o cidadão do perigo.


Mas esse recado é para os analistas do nosso sistema que acham que sabem de tudo por qualquer migalha de notícia que alguém espalha sem qualquer comprovação. Repassar boatos é fofoca. É feio. É rude.

Revoltoddy é só um apelido ridículo pra fascista, ok? Gente que defende extrema violência e dureza contra os oprimidos e alivia os opressores... mesmo fazendo parte do grupo oprimido.

Enquanto eu escrevia sobre o link abaixo...

http://extra.globo.com/casos-de-policia/pericia-afirma-que-um-dos-tiros-que-atingiu-maria-eduarda-veio-de-arma-da-pm-21167845.html

... fiquei sabendo que a fofocaria fez mais vítimas. Alguém divulgou fotos e informações que causaram ódio coletivo e um casal foi agredido por causa de um boato desses. Imagina aqui no RJ, com pessoas filmando ações criminosas de agentes do Estado?

http://extra.globo.com/noticias/eboato-everdade/homem-mulher-vitimas-de-boatos-sao-espancados-na-regiao-dos-lagos-21167818.html

sábado, 1 de abril de 2017

Boatos policiais de Whatsapp: O criminoso é quem denuncia?



Já estão compartilhando fotos que seriam das pessoas que filmaram os policiais atirando em homens caídos, supostos criminosos, em Acari, Zona Norte carioca. E a postagem vem com xingamentos e acusações de que os cinegrafistas amadores seriam bandidos, pessoas de mal caráter e aquelas coisas de Paris. Óbvio que não vou expor essas fotos aqui, seria muito feio e poderia prejudicar a vida dessas pessoas (lembra da moça linchada até a morte por uma denúncia falsa de uma vizinha desafeto?).

Surpresa, né? Alguém denuncia uma ação ilegal e criminosa da polícia e já ganha ofensas e acusações criminais. Tipo os caras executados, que já ganharam ficha corrida no tiro que os matou (sendo criminoso ou não). Isso faz com que os executores se tornem os heróis, né? Capitão Nascimento bota na conta do papa? Acho que não, na vida real, existem leis e não melhora em nada justificar um crime com outro.

Mas vou comentar sobre os policiais do tal vídeo. Juntos, segundo o jornal O Dia (viu, fofocaiada, eu tenho alguma fonte de informação que não é só compartilhamento de semi-conhecidos de whatsapp), possuem mais mortes nas costas que muito bandoleiro do velho oeste estadunidense. Aliás, são campeões em uso de munição e as operações por onde atuaram são as que mais geraram mortes. 10% da munição da força policial carioca saíram de suas armas, só em 2015.

Somados, carregam algumas dezenas de inquéritos por ações com resultado de mortes. Sendo autores, são 16 inquéritos. Juntos. No geral, 37. Aliás, um deles já respondeu a processo por uma outra Maria Eduarda, neste caso, de 11 anos na favela Para-Pedro, em 2014. Então, amigues, não sei se os caras mortos eram criminosos, mas mesmo assim, até em uma guerra bélica declarada, há regras sobre prisioneiros, procedimentos, etc... Como agentes de segurança pública age como donos da vida e da morte?

E pra galera do 'tá com pena? leva o vagabundo pra sua casa', só queria lembrar que não defendo crime, mas se até um juiz formado e paramentado na magistratura precisa averiguar documentos, depoimentos, testemunhas e advogados, quem seria eu pra julgar assim, só porque algum carente de atenção revoltoddy resolveu me passar fotos de pessoas aleatórias com alguma legendinha ofensiva? Lembrei logo daquele menor infrator espancado e acorrentado a um poste no bairro do Flamengo... O garoto tinha um histórico de lar desestruturado, expulso de casa e vivendo na rua à base de furtos... Já seus agressores, defendidos por muito 'cidadão de bem' como justiceiros da sociedade, tinham a ficha corrida mais extensa que meu histórico de piadas infames. Enquanto o moleque era um 'pivete', os pitboys que o agrediram respondiam por furto, agressão e até estelionato, se não me engano. Quem vigia os vigilantes?

Agora whatsapp virou fonte da verdade absoluta? Dá pra pegar diploma de sociólogo se eu repassar meia dúzia de boatos de internet? Dá pra eu me formar em astronomia pelas horas que já assisti toda a série de filmes Star Wars? Virei arqueólogo quando comprei o box da trilogia Indiana Jones? Virei físico porque sou fã de De Volta Para o Futuro?

Qualquer coisa agora se torna verdade só porque apareceu na telinha do celular? Faça-me o favor, né? Se brotar um meme dizendo que Papai Noel Existe e é miliciano, vai ter matuto aí repassando pra alertar as autoridades, então? Nem vou comentar mais sobre compartilhamentos de qualquer coisa sem comprovação, a falta de fotos e/ou de antecedentes criminais nem nada disso.

Repassar informação como verdade sem provas é calúnia, mas também é um estupidez, porque a pessoa passa vergonha como mentirosa e maria-vai-com-as-outras fácil (ou tem outro nome pra quem acredita e fofoca tudo que vê sem perguntar?). Além, é claro, de aparecer tipos chatos como eu pra apontar, acenar negativamente com a cabeça e falar: Que vexame, mané!

terça-feira, 14 de março de 2017

O Papa-Léguas existe!




 
Ok, essa você até saber, como pode saber que outras criaturas do mundo dos desenhos animados também existem, como os pokemons, Sonic e seus amigos ou até os animais antropomórficos exóticos de Madagascar e tals... Mas este texto é pra falar do Papa-Léguas (Road Runner) e lembrar de um dos desenhos mais legais da minha infância.


A história era simples: Existe um coyote faminto (Willy E. Coyote) e ele deseja matar sua fome almoçando o famigerado Papa-Léguas. Acontece que o Coyote é obcecado em tramoias pra capturar o pássaro, que não voa, mas é ligeiro que nem um calango drogado. A graça toda é que mesmo com todas essas bugigangas (fabricadas pela clássica e fictícia ACME), ele fracassa vergonhosamente.


Na verdade, a graça é que o Coyote, até por ser um desenho, portanto, não ter compromisso com as leis reais da física, sempre temos a impressão de que ele sai muito mais ferido em seu orgulho do que em sua constituição física (repare no uso de placas pra se comunicar com a plateia pouco antes de uma queda e aquele tchauzinho do tipo 'me ferrei').


Nunca torci pra nenhum dos lados, ao contrário de Tom & Jerry, que sempre me irritou o Tom ficar levando volta de um rato, mas sempre simpatizei tanto com a perseverança do Coyote quanto com a marra quase inocente do Papa-Léguas (que muito mais ganhava por sorte ou pela falta de traquejo do canino). Aliás, ponto a mais pro Papas, ele sempre me fez pensar em alguma ligação com o Pica-Pau, talvez algum parentesco ancestral - dah, eu sei que aves têm esse parentesco, estou falando na cara-de-pau de dar volta nos adversários. Mas o Pica-Pau é um indivíduo já integrado à civilização, trabalha, tem animais de estimação e tals, enquanto o Papa-Légua ainda vive na vida selvagem... Enfim, viajava nisso mesmo e não me envergonho. Rá!

No fim das contas, o Papa-Léguas de verdade não é tão engraçado quanto sua versão animada... pra falar a verdade, o bichinho é brabo. Achei vídeos de exemplares dessa espécie atacando cobras, lagartos e ao fugir de coiotes, não pareceram intimidados, apenas prudentes. Enfim, veja o bicho real e um momento maneiro, maneiro do desenho, talvez o único da Warner que eu não torcia pra alguém ganhar/se ferrar.


Ah, uma menção especial pra quando o Coyote se encontrava com aquele cachprrão, batiam ponto e eram rendidos por outros colegas, como se fossem atores dando expediente, com direito a bater ponto de almoço no meio de uma surra e continaur a mesma com os substitutos. É... o mundo corporativo tem disso. Rá!



Ps.: Gostava muito daqueles planos altamente promissores do Coyote e que nem davam pro começo, já falhavam.




segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Silvio Santos: Ditadura e Preconceito na Comunicação Brasileira


É inegável o tino comercial de Senor Abravanel, vulgo, Silvio Santos. Também é bem verdade que este texto não visa simplesmente ser um difamador de celebridades, mas algumas considerações nada lisonjeiras eu preciso fazer aqui sobre a participação dele em nossa sociedade, enquanto formador de opinião.

Primeiramente fora temer eu preciso fazer toda uma sala e estabelecer o cenário: Silvio Santos recentemente contratou “Marcão do Povo”, um desses apresentadorezinhos escalafobéticos discípulos dessa linha metida a cientista social que em vez de jornalismo, acha que representa alguma autoridade e fica gritando revoltinha contra o mundo-cão que eles mesmos massificam no subconsciente da população. Obviamente que o mundo é um lugar complicado e perigoso, mas deu pra sacar de que tipo de programa eu to falando, né?

Bem, acontece que o tal do apresentadorzinho chamou a cantora Ludmilla de ‘macaca’, em decorrência de noticiar aquele episódio da Kátia. Disse ele que era um maneirismo de dizer que era ‘pobre’ e todo aquele teatrinho que o racista usa pra ser racista, mas não ter coragem de assumir. A própria Record demitiu ele da afiliada depois do episódio e Silvão faz o quê? Contrata o cara. Sim, racista tem emprego na TVS(BT). E vou te dizer porque isso não me surpreende.

Silvão de boas curtindo com presidente Figueiredo

Além de a emissora do Baú ser uma tremenda casa da mãe Joana, onde quem decide tudo é o próprio dono, sem diretoria pra delegar funções, o jornalismo, o entretenimento, tudo isso é apenas mote pra manter suas vendas em alta (imagine agora uma daquelas imagens JEQUITI surgindo rapidamente na tela). Além disso tudo, Silvio já tinha defendido Raquel Sheherazade com a falsa defesa da ‘liberdade de expressão’ naquela ocasião em que ela apoiou o linchamento de um menor infrator por uma gangue de playboy de ficha corrida na polícia aqui no Rio de Janeiro.

Também é Silvio o responsável por contratar Danillo Gentilli, aquele pseudo-comediante que, a exemplo de Silvio, é só um bajulador preconceituoso. Sacou quando falei que Gentalha é ‘a exemplo‘ de Silvio? Pois é, a complicação que explica o atual cenário do SBT é que Silvio tinha amizades-fãs no alto escalão do governo Figueiredo (não perca o vídeo lá no final do texto) e ‘ganhou’ a concessão pra uma emissora onde, em São Paulo, operava a clássica TV Tupi (Canal 4-SP), tanto que a posição da antiga Tupi aqui no Rio (Canal 6) ficou com a família Bloch e se tornou a Rede Manchete. Note como o jornalismo, de maneira geral, é basicamente o mesmo nas emissoras. Note que eles não são críticos com quem não interessa e só falam o que o povo se acostumou a escutar como o certo. Note que eles não entram em polêmicas que não lhes convêm.

Ambas vieram com uma proposta simples, ser a pseudo-concorrência da Globo e fazer mais do mesmo. Você que não sabe, a Globo obtinha altas vantagens durante a ditadura pela parceria com o grupo Time-Life junto ao governo. Enquanto o governo apertava o pescoço da população e vendia barato o que é nosso pra gringolândia, a gringolêndia (leia-se os EUAses) ganhava um canal direto pra impor sua cultura diretamente nas mentes mais fracas. A TV não é uma força da natureza que brota de dentro do aparelho. É feito por pessoas com amizades próximas na política e essa classe rica vai vendendo o estilo de vida que eles acham melhor pra eles e o povo vai aceitando como quem segue o manual do bom cidadão escrito pelo próprio deus judaico-cristão.


Então, ficou essas décadas todas, desde 1980 e alguma coisa: A globo obtendo prestígio junto à classe política da ditadura, junto a parcerias gringas, se fazendo de talentosona e a concorrência acomodada, ali, mordendo sua fatia, coisa que você percebeu, com certeza. O que pode não ter percebido é que Silvio é tão grato à ditadura, que um dia eu assistia a um quadro seu de imitadores e um tiozinho foi de Presidente Figueiredo para repreensão de Silvão. Ele não via com bons olhos uma imitação a uma figura a quem ele tinha gratidão pela concessão de seu canal. Aliás, um de seus jurados lá nos primórdios de emissora era parente do então presidente militar Figueiredo.

A palavra concorrência nesse contexto é tipo futebol, não adianta brigar hoje porque amanhã o rival vira colega. E a comunicação no Brasil é comandada pelos mesmos poucos grupos. Veja só como os Marinho (globo), Abravanel (SBT), Civitá (Grupo Abril), Macedo (Record) e Saad (Band) participam do cenário midiático nacional. São poucos nomes para se comunicar com mais de 200 milhões de cidadãos. E considerando que a TV chega a mais de 95% da população, imagine o que acontece na comunicação em massa. Sim, dominação mental.


Nenhum deles pode dizer que é a favor do país ou que é patriota. Os patriotas que desejavam um país democrático e justo foram mortos ou exilados. Ou foram calados ou desacreditados. A TV Excelsior foi uma que teve portas fechadas porque sua cúpula era contra ditadura. Apoiou Kubstchek, Jango e todos eles foram limados do circuito. Quem era contra ditadura, morria, era expulso do país, preso ou tinha que se calar. Lembra da letra de Comportamento Geral, de Gonzaguinha? ‘Você deve aprender a baixar a cabeça e dizer sempre muito obrigado...’. Pois é.


Então, o que aprendemos hoje, crianças? Que Silvio Santos faz muito bem o papel de velho gagá, tiozão engraçado da festa, mas fez muito melhor seu papel de comerciante bem relacionado. Dizem que ele não apoiou a ditadura, mas se beneficiou dela... Tendo em vista as contratações que faz (Marcão, Gentili, Sheherazade, Mara ex-Maravilha...) só posso concluir que santo também não é. Note agora os que se destacaram muito e foram alçados ao status de reis por amizades nos lugares convenientes, mesmo que se fazendo de surdo para os gritos dos oprimidos... Pelé, Roberto Carlos e toda essa galera. 



Diga-me com quem andas e te direi quem és.    




quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

MEDGRUPO e sua visão machista sobre as mulheres


Uma estudante de medicina tem acesso ao material de estudo de um curso para formandos que buscam prestar o concurso de residência médica e se especializarem. Ao se deparar com o tal material, ela percebe que o conteúdo da matéria de ginecologia e obstetrícia é extremamente sexista, associando características da saúde da mulher com comportamento libertino e até ilustrações indicando 'nojinho' de médico em relação a um problema de saúde na região íntima feminina.

Medgrupo é o nome da empresa e seu diretor-presidente-dono-senhor celestial se chama Cássio. Não sei se um médico deveria permitir um material assim ser usado na formação de jovens médicos. Na verdade, ainda não sei se ele tinha essa vontade toda de passar seus conhecimentos aos mais novos, ou se descobriu que estudou mil anos pra medicina até perceber que era melhor vendedor do que médico. Lembra do Joey (da série FRIENDS), que sabia que era um tremendo de um ator canastrão e resolveu lecionar atuação? Tipo isso.


Eu trabalhei lá, no atendimento ao aluno, tipo secretaria por telefone e internet. Internamente o Medgrupo não é tão mais legal quanto a 'diretoria' mostrou-se ao praticamente responder à estudante que seu material não visava a "agenda do politicamente correto" e que os incomodados, que não usassem seu material, ainda mais se não fosse pago. Bem, basicamente, 'a diretoria', como assina a resposta-deboche, disse que os incomodados que se mudassem, que "eles" não iam mudar.

Bem, lembro que enquanto estive lá, o parco treinamento que tive (uma meia dúzia de telas printadas) para atender todo o Brasil em contas, negociações, agendas e informações diversas, era massiva a campanha para que nos convencêssemos de que aquela era uma instituição única, séria e de caráter especial. Em poucos dias o equivalente a uma equipe inteira foi demitida sem nenhuma possibilidade de interação após este momento. Bem, quando chegou minha vez, entendi que eles inventavam um pretexto qualquer pra culpabilizar o funcionário durante dias, até sua demissão e assim, a empresa se sentia linda e você, o espírito de porco do mercado de trabalho.



E porque parece que misturei as mazelas preconceituosas retrógradas da empresa com meu histórico profissional junto a ela pra tomar as dores da estudante de medicina? Antes, só explico que não vou citar seu nome por ter o hábito de nomear o opressor e não a vítima, por questão de foco. Olha, estou aproveitando pra desabafar por injustiças que vi acontecerem e fui uma das vítimas, mas a coisa aqui não é denúncia trabalhista, é pra mostrar que assim como tantas outras empresas, o que apareceu agora do lado de fora, apenas reflete a política interna e mentalidade das lideranças daquele (MED)grupo. Aliás, uma empresa de uns 10 anos que não tem uma equipe de confiança formada, só pode ser assim, contrata e demite no tempo da experiência, contrata outros e assim segue. Só os diretores fincam raiz ali. É um grupo muito estranho esse MED.

Aulinhas divertidosas e informativas, muito dinheiro investido, um quase monopólio no mercado e a consequente padronização do pensamento médico... médico e humano, aliás, já que não posso deixar de me lembrar que medicina é um curso longo e caro, não feito para pobre e que a minoria branca do Brasil se faz maioria no ramo, o que agrava ainda mais comentários racistas desferidos sobre médicos cubanos, como as comparações maldosas entre negros de branco e uniformes de empregados, pais-de-santo, etc.


A coisa é muito séria. Tentam reduzir tudo a 'agenda do politicamente correto' porque sabem que é mais lucro passar por piadista babaca do que ser processado como o criminoso que é. Medgrupo, muito alívio quando passei daquela porta na Barra da Tijuca pra nunca mais. Muito mais alívio em saber que minhas impressões estavam corretas. Atraso mental do Brasil nas mãos de quem forma recém-concursados residentes-médicos.

É como tirar carteira de habilitação pelas mãos de algum bêbado brigão e o bêbado falar que seu método de ensino melhora com o alcoolismo.

Quem quiser ver o teor da queixa e da resposta-deboche, clique aqui.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Marchinhas, brasileiros acomodados e o que é proibido é gostoso


Reparei que a principal queixa de quem não aceita o banimento de certas marchinhas carnavalescas preconceituosas é o simplório: "ah, mas eu aprendi pequeno e elas são tradicionais". Nem chega a uma camada mais profunda (UIA!) de questionar se não era pra já ter acontecido isso muito antes ou se vale o debate.

Nisso, a gente conclui que o problema da humanidade é ver e se acostumar e temer mudanças porque isso tira a pessoa do seu mundinho de pleno conhecimento, seu lugar comum, seguro. Admitir mudanças é abrir a mente a um novo pensamento, mesmo que dê merda e você acabe voltando, mas pelo menos se desafiou a conhecer novas visões.

Já ouvi de tudo, que preconceituoso é quem critica as letras (oi?!), que são tradicionais, portanto, inquestionáveis, que se for no carnaval, então vale até preconceito e até comparações com outras músicas, naquelas simplificações, tipo: Se 'O teu cabelo não nega' for machismo e racismo, então, Garota de Ipanema é um assédio porque elogia moça enquanto anda... Calma lá... Se Garota de Ipanema é assédio, eu não sei, mas é muito diferente de chamar um gay por uma apelido pejorativo ou dizer a uma mulher negra que dar uns pegas sem compromisso vale, desde que não se misture as cores.

Essas letras retratam uma realidade que ainda existe, só que hoje, os alvos dessas letras 'leves e bem humoradas' têm poder de resposta. Quem não se ofende com elas, ok, mas elas são deboches com tipos tidos como folclóricos, como o negro, o gay, o índio, etc. Nunca foi certo, mas antes, era padronizado que certos grupos podiam ser ofendidos. Não sei o que tem de tão carnavalesco um cara se vestir de mulher negra se fazendo de caricatura. E se você ri diante de uma mulher negra sambando, não sou eu que sou o chato, você é que tem problemas psico-neurológicos graves.

Muita gente traz isso na auto-estima, aliás e de tão conformista com a ofensa, nem se incomoda. Tipo cachorro que apanha, mas se mantém fiel ao dono. Você já viu folclorizarem e tratarem como exótico o branco de cabelo cortado e liso? Não, né? E já se perguntou porquê? Porque, simplesmente, vivemos num país colonizado por brancos e tudo que aprendemos socialmente, veio daquela etnia, daquela 'casta' européia.


Fica mais fácil entender que o branco tenha sido o invasor e também o dominante social. Se infiltraram nas mais diversas culturas pra dissolve-las e deixar sua marca, como em um gado. Não à toa, esses ricos deixaram herdeiros que até hoje compartilham a enorme riqueza que nós, a maioria, produzimos pra eles e isso inclui sistemas complexos como a comunicação de massa. Entende porque o protagonista da novela é branco em 99% das novelas?

Então, divaguei legal nessa, lembrando os velhos tempos do meu primeiro blog, só pra dizer que vale a pena tentar ver um sentido em vez de apenas reagir por reflexo, como quem esfrega o braço durante picada (UIA!²) de mosquito. Somos (ou deveríamos ser) racionais, então, raciocinemos.

E sabe o que eu reparei também? Essas marchinhas são muito famosas, mas nem de longe são as mais tocadas pelas pessoas que eu vejo reclamarem. É o lance que o brasileiro adora, de se é proibido, então eu quero, é mais gostoso. As marchinhas estavam lá, ninguém ligou. Disseram que serão banidas 'ah, qual é o problema com a letra? Vou cantar só por isso'. Aff... crescer todo mundo cresce, evoluir é que é o desafio, como diz uma música minha.



Vamos ver uns exemplos que os acomodados não querem enxergar porque, realmente, a maioria das pessoas apenas ouve a música, não percebe que músicas são textos e, como tal, precisam ter uma coerência fora da melodia, por mais que haja liberdades poéticas e artísticas. Até o Djavan segue uma lógica (toda própria, mas segue). Então, vamos ver trechinhos das letras:

"O teu cabelo não nega, mulata / porque és mulata na cor / mas como a cor não pega, mulata / mulata eu quero teu amor". Você repara no restante da letra e percebe que o autor (o clássico Lamartine Babo, dos hinos de futebol famosos) está nitidamente falando em dar uns pegas na pretinha, já que não vai rolar nada sério mesmo. E pra falar mulata, ou a musa inspiradora era preta e ele tem vergonha de dizer que gostou da preta, ou é daquelas pessoas negras de pele clara, tendo a etnia definida, não na cor, mas na textura de cabelos. Pura filosofia de patrão visitando a senzala pra se lambuzar e voltar pra casa grande.

"(...) será que ele é transviado / mas isso eu não sei se ele é / corta o cabelo dele / Olha a cabeleira do Zezé, será que ele é (...)". Caras, sério que ninguém vê maldade nisso? Desde a escola que a gente via os gays sendo motivo de deboche. Andando isolados ou com os pouquíssimos que não se afastavam por medo de virar motivo pra chacota junto. E vejo muita gente dizendo que não tem maldade, mas faz comentários parecidos no dia a dia.

"Maria Sapatão / de dia é Maria / De noite é João / O sapatão está na moda / o mundo aplaudiu / é um barato, é um sucesso / dentro e fora do Brasil". Aparentemente, ela apenas constata o fato de mais pessoas saírem do armário a cada geração, mas repare na comparação 'sapatão/homem'. Um estereótipo ridículo, pois gera comentários como 'fulana é sapatão?! mas não parece, é tão bonita!'. Cria e reforça uma ideia de que por ser homossexual, a pessoa automaticamente se torna o sexo oposto. E como a feminilidade da mulher é quesito de escala de valor (mais delicada e frágil, mais conveniente pro homem machista), logo, a mulher masculinizada se torna alvo do ódio homofóbico e piadas de mesmo tom.

Não tem marchinha zoando o playboy hétero que adora futilidades e gasta a mesada do papi enchendo a cara nas casas de show badaladas, né? É tão inocente que só zoa aqueles que já apanham na vida real só por serem o que são? Repensa o seu preconceito antes de achar que não tem nenhum.

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Túlio Maravilha mostra nudes e ganha veto na globo



Tulio Maravilha (aquele mesmo) causou uma situação constrangedora ao mostrar uma foto íntima para uma apresentadora do SporTV. A moça se queixou à direção e o ex-jogador-em-atividade foi vetado. E pelo que eu andei lendo, não só na Sportv, como na Globo.

O problema só aumenta quando ele emite um comunicado 'explicando' o que houve. Basicamente, diz que ele é assim mesmo, descontraído e só quis mostrar que desde seu ensaio fotográfico peladão, há uns 15 anos, pra cá, estaria bem melhor.

Bem, Tulio, sutileza nunca foi seu forte, né? Mas dizer que mostrar foto íntima assim, sem contexto a uma pessoa com quem sequer tem intimidade não é uma mera brincadeira, está mais pra assédio. E ainda mandou papo de que é bem casado. É tipo quem quer pagar de santo dando carteirada de religião.

E vamos combinar que essa desculpa de que é só levar na brincadeira que todo mundo fica feliz é tão ok quanto você xingar ou agredir alguém em forma de musiquinha ou piada. Quer passar batido sem críticas ou punições diante de um malfeito.

Que legal, né? Já vejo um assaltante chegar, levar o que você tem e falar 'aê, seu Tulio, leva na boa, eu tô só de onda pra ganhar uns trocados'. Vai rir junto com o bandido ou vai correr pra delegacia, Tutu?

Retratações são ótimas oportunidades pra se admitir um erro e demonstrar respeito às pessoas declarando seu arrependimento. Dizer que tudo é uma grande farra e que é pra parte ofendida deixar pra lá, só mostra o quão desrespeitoso o ato foi e continua sendo.

Se você substituir a exibição de uma foto da sua nudez por um agarrão, chupão ou sarrada que for, vai perceber que um ato ofensivo não precisa ser fisicamente violento pra agredir. Foi direcionado a uma mulher que não pediu por aquilo. Ela não quis e você jogou pra ela mesmo assim, sem permissão ou sinais de intenção.

Melhore na próxima, Túlio. Vacilou de/com força. 

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Marisa Letícia *1950 ┼2017


2 de fevereiro de 2017. Marisa Letícia se foi. Mas deixou um legado que é uma lição pra uma vida inteira... De origem humilde, descendente de italianos, décima filha de sitiantes, foi operária ainda adolescente e só deixou atividades profissionais quando se casou pela primeira vez, aos 19 anos. Enviuvou apenas seis meses depois, quando seu primeiro marido foi assassinado. Estava gestando seu primogênito, Marcos. Ao chegar ao Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo – SP, para obter um benefício deixado pelo marido, Marisa conheceu Lula, que trabalhava no Serviço de Assistência Social do sindicato. Quatro anos depois, em 1974, casaram-se.

 Marisa não foi o tipo de mulher que apenas fazia figuração colorida para mostrar ao povo uma imagem de comercial de margarina. Nem poderia, já que era estranho à grande população lidar com um líder popular operário e sua esposa não menos operária. E isso Marisa foi, uma operária da vida. Lula tinha nela seu porto seguro, ela esteve com ele desde o começo, quando produziu a primeira bandeira do PT com um pano vindo da Itália e andava por aí angariando assinaturas para a construção de um partido dos trabalhadores. Teve personalidade quando, em 1980, ainda sob domínios da ditadura, promoveu reuniões clandestinas em sua casa e protestos só de mulheres pelas prisões dos líderes sindicais (dentre os quais, Lula), chegando até a recusar a presença de homens. Essa é a força de uma mulher valente.

Esteve com Lula nas turbulências, nas derrotas ao longo de anos frente a um país que ainda relutava em aceitar um ex-metalúrgico como presidente, guiado por uma mídia tendenciosa que sempre vendeu beleza e elegância padronizadas em proporção igual à nocividade perante à população mais pobre. Também esteve com Lula nas vitórias. Era Lula lá na cadeira de presidente do Brasil e Marisa lá, ao seu lado. Sem alarde. Os que a conheceram de perto afirmam que era avessa a badalações, era de vestir a roupa que lhe agradasse sem olhar etiqueta e assim aparentava tanto quanto se falava. Uma mulher admirável. Longe de ser uma mera acompanhante, Marisa Letícia era uma assessora de Lula, a mais próxima, e porque não ousar dizer, a mais confiável.

Em decorrência dessa vitória mais estrondosa, em 2002, Marisa se tornou Primeira-Dama e esteve com Lula quando elegemos um presidente operário, ouvimos desconfianças saindo até dos ralos de esgotos das cidades, mas vimos o miserável deixar a miséria, o negro e o pobre acessando estudos e tecnologias até há alguns anos inimagináveis de se obter. Qual não deve ter sido a força dessa mulher quando surgiam piadas e deboches e até acusações nunca comprovadas sobre Lula. Para nós, é o Lula, o presidente de ações de melhorias sociais, de apelo popular. Para ela, era Lula, o companheiro de uma vida, o marido, pai de seus filhos. Enfim, dívidas históricas foram muito amenizadas.  

Além do ‘carro-chefe’ Lula, Marisa era a figura doce ao lado do marido quando escândalos de comprovação duvidosa tentavam associá-lo de toda forma, sem nunca ter visto comprovações. A sociedade melhorou no tempo que Marisa Letícia foi Primeira-Dama. Nunca movimentos sociais avançaram tanto.

Perdemos, em meio a um momento maldosamente atribulado de nossa sociedade, uma – perdão pelo clichê, mas é o mais adequado – grande guerreira do povo. Por isso, é com profundo pesar, e muito apoio à família Lula da Silva, que a UNEGRO presta essa homenagem à Marisa Letícia. 

Vá em paz, Marisa Letícia.

Força, Lula!


Jornalista Fernando Sagatiba – Comissão de Comunicação da Unegro

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Top 6,5: Grandes momentos de Quico (Chaves)



A jornalista Keila Jimenez noticiou que Carlos Villagrán aposentaria seu personagem mais famoso - e meu preferido, Quase-Nada Quico. Confesso que isso me causou um turbilhão de emoções nostálgicas e confusas. Bme, é que sempre afeta o psicológico quando um ícone da infância de desmistifica, por outro lado, ele tá bem coroa, o que compromete a credibilidade do personagem. Aliás, esse teria sido o argumento, segundo matéria do Blog da Keila, que o 'filho' de Villagrán teria anunciado em nome do 'pai'.



Mas, na verdade, tudo não passou de uma mentira, dessas de internet, tipo as que eu já desmascarei aqui mesmo sobre as mortes do Garoto-Bombril, Roberta Miranda e Sidney Magal. Bem, a notícia foi desmentida e transmitida no portal UOL (onde também havia saído a nota falsa antes) e, segundo o próprio ator, seu SOBRINHO é um vacilão que nem mesmo tem a permissão do tio pra usar o sobrenome estrelado. Enfim, a notícia e o desdobramento não rendem um meme furado, então, vou elencar aqui alguns momentos que eu acho legais protagonizados - ou provocados - pelo 'mocorongo almofadinha' das 'bochechas de buldogue velho'.

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Tenra Idade

É aquele episódio em que Paty chega à vila com sua tia (Paraíso Glória) e deixa os meninos galudões. Num momento meio raro na série, o personagem representa a ironia de ser interpretado por um adulto e explica porque ele teria se 'emocionado' ao ser beijado por uma menina que gostava.



Mamãe Querida

Depois de muito ser interrompido (confesso, na primeira, vez que quase desisti de assistir pela enrolação), finalmente, Quico iria recitar o tal do poema em homenagem às mães... Aí, dá nisso:




Seu Madruga está jogando beisebol

Quico vê que Seu Madruga está trabalhando de sapateiro e vai perguntar o óbvio, ao que o irônico vizinho discorda, alegar estar 'jogando beisebol'. Daí, na sequência, diante da insistência infame do menino mimado em comparar batidas de martelo a tacadas de beisebol, Seu Madruga lança a bolinha do garoto longe tentando falar HOME-RUN, mas saindo outra coisa hilária.


E o mais legal é que virou uma piada recorrente com o Quico passando e falando ironicamente que o vizinho estava mesmo jogando beisebol, quando perguntado pelo Sr. Barriga.




já, já me picou também

Esse é meu preferido! Tinha uma comunidade no orkut com esse nome e essa foto. Bem, Quico leva um pote contendo um escorpião pra casa e no susto, Dona Florinda derruba uma caixinha de alfinetes pela casa. Todos vão pensando ter sido o escorpião, supostamente, saído de dentro do frasco atacando a todos...



Quico dançando funk

Essa aqui, claro, é uma montagem braba, mas baseada num episódio real, mas não de Chaves, e sim do programa que Villagrán e Ramon Valdez estrelaram quando saíram do programa de Roberto Bolaños (lembra dos episódios sem eles no Chaves? Tipo, o restaurante da Dona Florinda e tals? Então...). Vamos misturar logo dos campeões de audiência do SBT dos anos '90 num lance só: Com vocês, Quiko (bem, neste caso, Kiko) dançando a montagem do Pica-Pau.



A triste notícia é que Villagrán não encerrou a carreira, mas vai divulgar um filme com Danilo Gentilli (eu sei, RIP). Em todo caso, sempre achei mais engraçado o fato de Villagrán ser parecido com Jorge Roberto Silveira, o eterno prefeito de Niterói-RJ.




Mas pra terminar essa nota inútil com alto astral, lembra que eu mencionei Paty e seu efeito emocional nos meninos? Pois bem...


Rosita Bouchot, a primeira Paty, daquele episódio piloto com as tortas na cara da vizinha nova.