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terça-feira, 14 de março de 2017

O Papa-Léguas existe!




 
Ok, essa você até saber, como pode saber que outras criaturas do mundo dos desenhos animados também existem, como os pokemons, Sonic e seus amigos ou até os animais antropomórficos exóticos de Madagascar e tals... Mas este texto é pra falar do Papa-Léguas (Road Runner) e lembrar de um dos desenhos mais legais da minha infância.


A história era simples: Existe um coyote faminto (Willy E. Coyote) e ele deseja matar sua fome almoçando o famigerado Papa-Léguas. Acontece que o Coyote é obcecado em tramoias pra capturar o pássaro, que não voa, mas é ligeiro que nem um calango drogado. A graça toda é que mesmo com todas essas bugigangas (fabricadas pela clássica e fictícia ACME), ele fracassa vergonhosamente.


Na verdade, a graça é que o Coyote, até por ser um desenho, portanto, não ter compromisso com as leis reais da física, sempre temos a impressão de que ele sai muito mais ferido em seu orgulho do que em sua constituição física (repare no uso de placas pra se comunicar com a plateia pouco antes de uma queda e aquele tchauzinho do tipo 'me ferrei').


Nunca torci pra nenhum dos lados, ao contrário de Tom & Jerry, que sempre me irritou o Tom ficar levando volta de um rato, mas sempre simpatizei tanto com a perseverança do Coyote quanto com a marra quase inocente do Papa-Léguas (que muito mais ganhava por sorte ou pela falta de traquejo do canino). Aliás, ponto a mais pro Papas, ele sempre me fez pensar em alguma ligação com o Pica-Pau, talvez algum parentesco ancestral - dah, eu sei que aves têm esse parentesco, estou falando na cara-de-pau de dar volta nos adversários. Mas o Pica-Pau é um indivíduo já integrado à civilização, trabalha, tem animais de estimação e tals, enquanto o Papa-Légua ainda vive na vida selvagem... Enfim, viajava nisso mesmo e não me envergonho. Rá!

No fim das contas, o Papa-Léguas de verdade não é tão engraçado quanto sua versão animada... pra falar a verdade, o bichinho é brabo. Achei vídeos de exemplares dessa espécie atacando cobras, lagartos e ao fugir de coiotes, não pareceram intimidados, apenas prudentes. Enfim, veja o bicho real e um momento maneiro, maneiro do desenho, talvez o único da Warner que eu não torcia pra alguém ganhar/se ferrar.


Ah, uma menção especial pra quando o Coyote se encontrava com aquele cachprrão, batiam ponto e eram rendidos por outros colegas, como se fossem atores dando expediente, com direito a bater ponto de almoço no meio de uma surra e continaur a mesma com os substitutos. É... o mundo corporativo tem disso. Rá!



Ps.: Gostava muito daqueles planos altamente promissores do Coyote e que nem davam pro começo, já falhavam.




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