Crônicas, divagações e contestações sobre injustiças sociais, cultura pop, atualidades e eventuais velharias cult, enfim, tudo sobre a problemática contemporânea.

sábado, 30 de novembro de 2013

Lulu no dos outros é refresco

É muito difícil o homem entender o que a mulher passa, é como o branco que não reconhece o racismo ou o hétero que não enxerga a homofobia. Simplesmente não se vê como estranha uma realidade que lhe foi programada como natural. Se o homem é que domina o mundo, logo, é a mulher que vai perceber as desvantagens disso. Muitas, é verdade, acabam se conformando com o machismo por se sentirem intimidadas com a falta de argumentação de que ‘reclama por qualquer coisa’, mas, sabemos também que ‘no dos outros é refresco’. Sabemos que alguém sente dor, mas não tentamos entende-la. Aliás, muito homem – e mulher – defende a igualdade, faz discursos belíssimos sobre respeito, mas sempre tem o preconceito embutido em frases como ‘tem que se dar ao respeito’. A culpa do machismo recai é jogada sobre a mulher.

Sempre que alguém tem uma queixa, vai ser perfeitamente possível haver alguém pra dizer que é um exagero, que a culpa é de quem reclama e, tão naturalmente, pode surgir a resposta a isso “queria ver se fosse com você”. Pois bem, Lulu está aí pra ser o fiel da balança. Uma via de mão dupla. Sim, é escroto, um aplicativo onde mulheres – sob a “proteção” do anonimato – falam dos homens. Mas a questão aqui não é a atitude, mas a inversão de papéis que se dá nessas situações. Antes, eu devo falar que num passado recente, eu – sem ter subsídios de pesquisa – acreditava que o feminismo seria uma espécie de concorrente do machismo. Feita uma devida pesquisa, aprendi que o feminismo é a luta pelo respeito que o homem sempre pensou ter – porque quando se fecha num clube exclusivo, como saber que os de fora te respeitam ou só são resignados? – e sempre fez da mulher seu troféu. Na verdade, o 'poder' do homem no machismo só parece real, mas ele vem de um 'rebaixamento' da mulher, ou seja, não é um sistema justo.


A mulher sempre tem que conviver com acusações contra a moral por fazer o que o homem sempre faz – e ainda é elogiado. A quantidade de parceiros sexuais, estilo de se vestir, jeito de falar, modo de agir, etc. Agora, nada é mais degradante para a mulher do que ser inferiorizada como um brinquedo sexual, como um objeto a ser avaliado, numerado e catalogado no caderninho de algum menino babaca doido por babaquices. Que mulher não ouviu declarações e promessas que só duraram até o orgasmo... dele – porque o dela ficou para a próxima, quem sabe – e depois nem a sombra viu? Um homem talvez nunca tenha a chance de saber o que seja isso, pelo menos a maioria, porque nem tem profundidade emocional pra tanto – lembre-se, a programação machista da sociedade geral. Mas, e se o objeto tivesse o poder de inverter os papéis?

Pois é, o Lulu é um aplicativo que traz para o universo virtual a famosa conversa de banheiro entre amigas. Nele, as mulheres falam de tudo, inclusive, coisificam, menosprezam e disparam tudo mais que os homens estão acostumados a fazer, mas com o aval da sociedade. Não estou justificando que se valha ‘olho-por-olho’, mas isso serve como um baita exemplo de como ‘no dos outros é refresco’ é a tônica da questão. Não estou justificando, friso novamente, e nem vou ser besta de julgar que o rapaz que foi considerado ‘mais barato que pão com manteiga’, por exemplo, tenha feito algo que merecesse tal comparação, mas essa é uma situação nova para muitos. Mulheres tendo o poder de agir feito os homens e mostrando o quão escroto é tratar alguém assim. Parece piada, mas tem homem à beça achando que cantadas são elogios. Agora, torço pra que muita gente abra os olhos.


Não estou justificando – estou falando tanto isso que parece até que tenho alguma intenção de dizer o contrário por ironia, hein – mas, por hora, pode ser bom ter essa ferramenta. Claro, vai estar sujeito a sanções legais, mas o barato disso tudo é que talvez traga alguma consciência, mesmo que num início conflituoso estilo guerra dos sexos. Mas as mulheres têm mais é que sair mesmo do anonimato e mostrar que os homens são tão frágeis quanto a imagem que eles mesmos fizeram delas. Só um homem que repeita a mulher como igual pode ser verdadeiramente realizado, do contrário, vai ter criado a ilusão de superioridade que vai aprisiona-lo lá na frente. Machismo é uma armadilha para o machista e o Lulu é a prova de que a coisa é escrota, mas se não te dói, você não se incomoda que doa nos outros. No fim das contas, esse episódio 'Lulu' pode servir pra um início de conversa do tipo 'tudo bem, entendi, vamos manter a paz e o respeito sem palhaçada daqui pra frente'. Se não, Lulu está aí pra devolver ofensa na mesma medida!
Ops, Lulu errado... Sorry! ;p

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Lei seca em transportes coletivos no RJ

Todo mundo tá cansado de saber ‘se beber, não dirija’, mas agora o deputado estadual Rosenverg Reis (do PMDB de Cabral e Paes), extrapolou a liberdade individual. Se a bebida alcoólica é perigosíssima para quem vai guiar um veículo, a gente entende e concorda com a proibição ao condutor, mas ao passageiro?

Isso mesmo, meus nobres, o deputado alega que está preservando a família e protegendo o cidadão com esse projeto. “Se é proibido fumar nesses espaços, por que não uma lei como essa? As pessoas que bebem nesses veículos incomodam os outros passageiros, levam garrafas de vidro que podem quebrar e ferir alguém”, afirma.

Rosenverg, o deputado da
família moralista american way of life.
O problema é que ele acusou a bebida alcoólica de tudo que qualquer outro produto pode causar. E ainda duvido muito que esse distinto percorra a cidade de ônibus, trem, metrô, barca ou van. Pelo lado do efeito da bebida, até concordo que há gente muito desagradável que só piora bêbada e perturba nossa paz, mas isso pode acontecer em qualquer lugar, basta que o matuto se embriague em casa ou num boteco e pegue o ônibus. Vai proibir o coió de entrar bebasso no coletivo? Como faz se beber fora de casa?


Ah, mas o problema é o vidro? Diz aí, você já viu alguém comprar ou vender uma cervejinha long neck no meio da rua? E se for latinha? Alumínio não é como o vidro. Então, se é o invólucro o problema, e não necessariamente a bebida, como faz com as compras? Se eu comprar uma boa cerva, terei que ir do mercado pra casa a pé? E quem comprou um aparelho ou outro utensílio que também pode ferir uma pessoa? Já passei perrengue com gente que entra com canos, janelas, eletrodomésticos e até uma bicicleta desmontada... Não é alcoólico, então pode machucar sem remorso?

Marcelo Freixo lembrou bem as condiões mais urgentes que
o deputado anti-cachaça no coletivo não se preocupou.
E outra, não se pode fumar num coletivo porque a fumaça incomoda a todos em volta, mas uma bebida é coisa de quem está bebendo. Se não, um guaraná natural pode ser derramado e incomodar as pessoas do mesmo jeito. Enfim, eu poderia ficar páginas e páginas questionando esse projeto furado que não tem argumento, mas tem uma consequência certa: Interferência na liberdade individual do cidadão. Como bem lembrou o deputado Marcelo Freixo (PSOL), do jeito que somos amontoados feito galinhas num caminhão ao preço de uma passagem cara e um serviço mal prestado, afora o trânsito bizarro, uma bebidinha é o menor dos problemas da vida em transportes sob a tutela do Estado.

Comte Bittencourt: Porta-voz de meus simples 
anseios. 

Olha, já vi esse povo aturar, resmungando de canto de boca, muita coisa, mas não sei não, o movimento popular de junho pra cá tem estado atento a essas coisas e 20 centavos foram o estopim pra muita coisa. Agora, estão querendo mexer justamente num dos elementos-chave da dominação do subconsciente popular. Quero ver o que vai ser deles quando o povão perceber que além de ser programado pra ser pobre e conformado, não vai ter nem a distração de se viajar bebericando.


Faço minhas as palavras do parlamentar Comte Bittencourt (PPS): “Espero que o governador vete”.  

Fonte: Extra.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Carta aberta ao Racismo Velado.

Carta aberta ao Racismo Velado.
Por Fernando Garcia, do blog Divagar é preciso (http://garciarama.blogspot.com.br/) e
 Alessandra de Mattos, do blog Preta&Gorda (http://pretaegorda.blogspot.com/).

Atualmente, o negro, assim como outros grupos estigmatizados e estereotipados, pela sociedade, elite e mídia, aprendeu a ter consciência de seu direito ao respeito incondicional – até que se prove o contrário, claro. Isso assusta os reacionários que estavam acostumados a fazer suas “piadas” ridicularizando boa parte – maioria, na verdade – da população. É quando os sem talento alegam ‘censura’, ‘politicamente correto’ e outras formas de desqualificar a luta por respeito, como se o que tivéssemos até hoje já fosse uma beleza de igualdade e diversidade. Não, não para nós, só para eles, que nunca foram discriminados, inferiorizados e ridicularizados.


Pra descendentes de um povo que saiu das senzalas direto para os cortiços e favelas, não é engraçado ser tratado como um tipo exótico, subserviente e preguiçoso, vivendo às custas de “esmolas” do governo. Até porque, os que verdadeiramente mamam das tetas da Administração Pública estão lá se fartando sem censura.  Por isso, acho que o termo ‘politicamente correto’ deveria ser usado justamente por esses representantes do humor ofensivo, pois estão mostrando que aprenderam direitinho o que nossa política dominante sempre mostrou, ou seja, eles estão corretos frente ao que ‘seu mestre’ mandou.

Então, aconteceu, dia 3 de novembro de 2013, um quadro humorístico, (Baú do Baú) do Fantástico, em que o ‘repórter’ (Bruno Mazzeo) vai cobrir momentos marcantes na história, vai até o dia 13 de maio de 1888 cobrir a assinatura da Lei Áurea e sua subsequente comemoração. A princípio, parecia uma crítica à letargia a que a população foi condicionada pelo assistencialismo institucional do governo e placebos culturais, como o carnaval e o futebol – que são empurrados no povo como se fosse alento suficiente gritar em frente uma TV, para compensar as dificuldades financeiras da população, por exemplo.


Pegou mal, primeiro, porque não foi um ato de pura benevolência da família imperial (tida como a branca salvadora dos negros enquanto o negro Zumbi é difamado como um bandido), foram diversas pressões internas e externas para o fim daquela abominação naturalizada. O negro deixou de ser escravo apenas porque o sistema econômico baseado na escravidão fora extinto (por último, no Brasil) sem que houvesse políticas – como as cotas – para que o negro fosse incorporado à sociedade de forma igualitária. Provavelmente nem teria sido essa a intenção, já que tenta-se até hoje embranquecer a população através da miscigenação e a falsa ideia de que ela elimina a raiz afrodescendente de nosso DNA social.

Mas o mais grave do intento de domingo 3 de novembro, é que as bolsas do governo poderiam ser criticadas de N formas, inclusive usando qualquer pretexto social genérico (já que os difamadores das cotas raciais, por exemplo, sempre dizem que o problema no Brasil é social e não racial – como se uma sociedade racista criada à base de escravidão negra e índia não fosse um problema social), mas usaram a população negra. É notório que o 20 de novembro é muito mais representativo para a comunidade negra – pela vida, luta e morte de Zumbi por liberdade - do que o 13 de maio. Logo, só podemos concluir que a matéria em si, assim como a escolha da data de exibição, não foi aleatória, porque é um fato que não existe isso de “é só uma piada”, pois como toda peça de comunicação, uma piada é uma mensagem que carrega uma ideologia qualquer. Neste caso, o racismo velado do Brasil.


À medida que o negro vai obtendo êxitos sociais, vai ficando visível perante a sociedade, bem como o racismo também vai aparecendo. Muita gente é racista, mas nem percebe, só sente que é estranho o negro reclamar de algo que um branco não vive, ideia essa programada pela grande mídia, como se a tão celebrada “abolição” tivesse sido a própria medida de igualdade entre a população. Tipo, você não é mais escravo, toma esse Bilhete Único e vá ser feliz. Não, não é assim, ao passo que até os ex-donos de pessoas escravizadas receberam indenizações pra compensar suas “perdas”; e os imigrantes receberam incentivos financeiros para ocupar os lugares antes impostos a escravo, o negro saiu de mãos abanando.

A reportagem teve um viés crítico a medidas do governo como Bolsa-Família, Bolsa-Escola, Minha Casa Minha Vida e cotas raciais e sociais em instituições de ensino público. Pensei se não fora uma impressão minha. Mas, não, não pode ser encarado como mal entendido, pois, a emissora não tem 10% de negros em sua programação (talvez no Esquenta, o programa falsamente representativo, que só mostra ao negro que ele deve viver a filosofia “a gente se ferra, mas se diverte” e não aborda questões sociais vividas justamente pelo povo da plateia). Aliás, um dos diretores poderosos do jornalismo platinado, Ali Kamel, defende a mitológica democracia racial alegando que classificar parte da população como negra é dividir o povo, e ainda escreveu ‘Não somos racistas’, pra confirmar sua filosofia e propaganda ideológica. Se não somos, porque um elenco de uns 70 atores, em média, só apresenta, frequentemente, uns 3 atores negros? Não somos racistas porque não reconhecemos o negro como cidadão, né?


A Rede Globo precisa saber, definitivamente, o que significa representatividade. Não somos joguete midiático. Não somos moda, não somos palhaços, nem estamos mais dispostos a ser provocados diariamente com piadinhas subliminares acerca da nossa ancestralidade, nossa identidade. Não somos bobos da corte para entretenimento da elite. Não somos Black Faces, como a Regina Casé gosta de nos mostrar e pagar de representante da favela. Queremos espelhos para crianças, jovens e adultos, moradores das favelas, comunidades, guetos, vielas sim, mas que essas pessoas vejam exemplos de negros e negras que venceram dentro de um sistema feito para oprimir o negro.

Queremos que a nossa população, nosso povo, olhe para os bons exemplos. Que saibam e acreditem que o futuro pertence a nós também. Que somos capazes de sair de onde a sociedade, historicamente, nos colocou. Queremos que a imagem do negro deixe de ser vinculada apenas ao criminoso, o “ser exótico” ou em funções subalternas, como a TV adora mostrar. Já ultrapassamos as portas da cozinha há tempos, mas, pela mídia, parece que é melhor ficarmos recolhidos à nossa insignificância, pois é o melhor que teremos na vida.

Queremos ver o negro cotista, o negro que se formou – assim que teve uma chance -, a empresária preta, aquela que passou fome, lavava roupa pra fora e se formou em medicina... Queremos exemplos, pois isso vai ser visto por pessoas que vão entender que não há um lugar determinado pela natureza para cada etnia, isso sim é ser espelho e janela para a nação, isso é primar pela diversidade como se diz em teoria. Seu sistema elitista não vê racismo no país porque é dominado por um grupo social que nunca sofreu racismo, porque não precisou se unir e preservar sua identidade, o negro sabe como é isso, o índio sabe como é também.  



Queremos que a elite saiba que o preto, pobre, favelado tem a mesma capacidade intelectual de chegar aonde ele quiser e que não aceitamos de jeito nenhum o lugar que nos colocaram.  Queremos que os irmãos que estão desesperançados com esse desnível social e financeiro saibam que mesmo com toda opressão, a gente pode ser o que a gente quiser. Ninguém mais do que nós ficaria feliz em viver essa lendária democracia racial, o problema é que seu racismo é tão naturalizado na sociedade que as pessoas não o assumem. Como disse Patrícia Kogut, em uma matéria de seu blog: “Como expor o preconceito fingindo que ele não existe?”.

Portanto, diante de todos estes fatos, somados a uma imensa indignação com a total falta de respeito não tão somente da emissora de TV, mas também de toda uma população caracterizada por sua intolerância ao indivíduo preto; Por toda a falta de respeito que circunda o dia 20 de Novembro, sobretudo os dias que antecedem esta data; Por todas as vezes que o busto de Zumbi amanheceu pichado  justamente no Novembro Negro, por toda a violência racial que vem sendo praticada pela Rede Globo contra nós pretos e pretas, disfarçada de uma democracia racial que não existe, é que abaixo assinamos esta carta e levamos a público.
 

Conheça mais:
Alê de Mattos/Preta&Gorda

Fernando Garcia

sábado, 9 de novembro de 2013

O que não mata... Engorda?



Quer dizer que se um alimento cair no chão ele não se contamina se for recuperado em até 5 segundos?
Faz sentido, inclusive, se você cair na água e sair em menos de 5 segundos também não se molha.


Sempre há aquele tipo 'fim de comédia' pra pegar um salgadinho ou um biscoito do chão, soprar, dizer que não ficou 5 segundos no chão, então o que não mata, engorda.

Ele põe a comida pra dentro (UIA!) e ainda pode te dizer "sua boca já esteve em outros lugares...", para seu constrangimento diante do próprio comedor de lixo e de quem mais estiver nas redondezas.

Só te digo uma coisa: Faça um exercício de ligação de pontos na sua imaginação tendo como referências esses três distintos momentos que separei abaixo para meu serviço de apoio à saúde pública aleatório:

Momento 1


Momento 2


Momento 3

  

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Roberto Carlos muda de opinião sobre biografias e causa racha na turma do Procure Saber

Roberto Carlos surge apoiando o Procure Saber e, diante da crítica pública, dá pra trás (UIA!) e diz que ‘conversando a gente se entende’.

caetano veloso roberto carlos biografias

Caê ficou putaço com a atitude “de rei” do rei e desabafou: “é o normal da nossa vida”. O que será que rola debaixo odos caracóis dos seus cabelos?

Seria isso um dejá vù da ditadura, quando a tchurminha cuca-fresca parecia estar do mesmo lado artístico e, de repente, uns são exilados e outros ganham programas de TV nas emissoras porta-vozes da dita cuja ditadura?



PAM PAM PAAAAAAMMMM!!!!!!

Bem, Robertão não é bobo e mesmo sem dar detalhes (tão pequenos deles dois), sabe que ficar marcado como defensor da prévia censura será uma coisa muito grande pra esquecer. Já Caetano, lembrou que é proibido proibir e resolveu proibir que o rei proibisse a proibição... e parou na contramão.
O rei disse: Que vá tudo pro inferno! Disse também que é preciso saber viver, e ele sabe. Sabe tanto que é ídolo apenas com clássicos do passado e sem ter sido ligado ao elitismo de sua emissora do coração ou mesmo à política ditatorial da qual foi omisso porta-voz.

E não duvido que, assim como nossa sociedade, ele ainda capitalize o serviço de auto-biografias direcionando ao biografado o direito a dar pitacos no trabalho alheio, ou mesmo ter a prioridade legal de escrever, pois, já imagino ele dizendo “Se alguém pode contar melhor minha história, esse cara sou eu!”.